Os dois apostadores a quem duas máquinas atribuíram jackpots no casino de Lisboa, ficam mesmo sem esse dinheiro. Quem o diz é a Inspecção-Geral dos Jogos. Afinal, foi tudo resultado de uma “avaria em duas máquinas de jogo”, e o jackpot não poderia ocorrer em “condições técnicas normais”.
Com esta decisão está visto qual o incentivo dos casinos em manter as máquinas em boas condições técnicas: nenhum. Quando a máquina se engana a favor do casino, ninguém sabe. Quando a máquina se engana a favor do jogador, o casino não paga. A casa ganha sempre.
Com esta história ficamos todos a saber aquilo que já sabíamos antes: que não devemos jogar em casinos. Especialmente no de Lisboa.
Comentário por Luís Lavoura — Fevereiro 5, 2009 @ 13:06
As tríades estão bem organizadas e com grande número de seguidores.Uns andam em retiros chineses outros praticaram em Macau…
Comentário por Miles — Fevereiro 5, 2009 @ 13:59
Pois!… mas se fôr uma tasca de bifanas com colheres de pau ou um carrinho de castanhas que as embrulhe em páginas amarelas…
Comentário por clarocomoagua — Fevereiro 5, 2009 @ 15:12
Da notícia: “Para o Serviço de Inspecção, o que aconteceu no mês passado foi uma “ocorrência súbita, imprevisível e não provocada de um erro ou avaria” do equipamento electrónico que faz a gestão e atribuição de prémios conjuntos.”
Dada a ainda menor probabilidade de se ganhar um prémio destes, ainda por cima numa máquina que está avariada e que não tem previstos prémios destes montantes, deviam pagar o dobro do prémio aos premiados…
Comentário por Aranha — Fevereiro 5, 2009 @ 16:19
Se existe avaria técnica e a máquina supostamente nunca poderia dar esse prémio, é assim tão complicado de aceitar a coisa como um erro que pode acontecer ?
Se o Michael Seufert for meter uma moeda no parquímetro e a máquina lhe disser que em vez de você ter que pagar 1€ de estacionamento a máquina indica -10,000€ , você tem direito a receber apesar de ser um erro ?
Comentário por Pele — Fevereiro 5, 2009 @ 16:21
“é assim tão complicado de aceitar a coisa como um erro que pode acontecer ?”
Imagine o erro oposto – que o jogador tinha direito a receber 10.000 euros, mas a máquina dizia que só tinha direito a receber 1000. Nesse caso, duvido que algum tribunal obrigasse o casino a pagar o 9000 euros em falta, nem que seja porque provavelmente nunca se saberia que esse erro tinha ocorrido (logo, nunguém iria apresentar queixa).
Comentário por Miguel Madeira — Fevereiro 5, 2009 @ 16:55
Pele:
Como digo no post, e o Miguel Madeira completa, o casino ganha sempre: quando o erro é a seu favor e quando o é a seu desfavor. Ora pensando que os erros devem ocorrer na mesma probabilidade contra e a favor do casino, só faz sentido que o casino pague o que a máquina apresenta. Repare, há com certeza toda uma série de regulamentações e inspecções para auferir se as máquinas funcionam bem, ainda assim falhou. Isso quer dizer que os erros não são 100% detectáveis ou sequer evitáveis. O maior incentivo para que as máquinas funcionem bem, é obrigar o casino a cobrar as falhas.
O exemplo que dá não tem nada que ver com jogo de azar controlado por software.\
Comentário por Michael Seufert — Fevereiro 5, 2009 @ 19:05
Subscrevo o comentário 5, de Pele.
Comentário por LPedroMachado — Fevereiro 9, 2009 @ 07:43
assimetria no acesso à informação
Comentário por Carlos Afonso — Fevereiro 10, 2009 @ 16:22