O Insurgente

Fevereiro 28, 2009

O Partido Socialista e os interesses pessoais de Vital Moreira (2)

Filed under: Comentário,Economia,Educação,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 23:07

Agora que foi anunciado que Vital Moreira será o cabeça de lista do PS ao Parlamento Europeu parece-me uma boa altura para republicar um texto que escrevi aqui há cerca de duas semanas (agradeço ao LA-C e ao João Miranda as chamadas de atenção para a renovada actualidade do meu post):

O Partido Socialista e os interesses pessoais de Vital Moreira

Uma das primeiras coisas que se ensina (ou deve ensinar) em teoria da escolha pública (ou, mais genericamente, em qualquer abordagem assente numa variante de rational choice) é que a noção de interesse próprio (ou “interesses pessoais”) não deve ser reduzida a interesses financeiros ou patrimoniais e – menos ainda – a interesses medidos em fluxos de rendimento num dado momento.

Esse tipo de simplificação abusiva é um erro especialmente grave quando o que está em causa é o processo político já que esse é o domínio por excelência de pay-offs (ideológicos, de exercício de vários tipos de poder e influência sobre terceiros, de prestígio social, entre outros) que não podem ser medidos pelas suas implicações directas em termos de fluxos de rendimento disponível.

Por exemplo: se um dado académico tiver um perfil público e estiver alinhado de forma próxima com o Partido X, é de esperar que os vários pay-offs associados ao processo político gerem fortes incentivos em termos de interesses pessoais no sentido de esse académico subscrever, na maior parte das suas tomadas de posição públicas, a linha de opinião que mais favorece o Partido X.

Estranhamente, pelo menos relativamente a alguns assuntos, Vital Moreira parece ignorar este ponto relativamente básico.

Vale a pena ler também este post do Gabriel Silva e o que escreveu Leonete Botelho no Twitter:

Para quem aceitou ontem, Vital já tem um programa detalhadíssimo.

O Sporting não é o Atlético de Madrid

Filed under: Comentário,Desporto,Portugal — André Azevedo Alves @ 22:49

O Sporting está longe de ser o Atlético de Madrid e por isso o resultado de hoje soube a pouco, mas pelo menos evitou-se a derrota. Paulo Bento esteve, mais uma vez, a bom nível tacticamente apesar de orientar uma equipa claramente inferior.

Leitura complementar: Paulo Bento no FC Porto?

Caldo Verde

Filed under: Desporto — ruicarmo @ 22:33

O Porto não é o Bayern e o Sporting regressa a Lisboa com um pontinho na bagagem. Por isso, o Sporting perdeu hoje dois pontos. Houve pouco Liedson.

FCP-SCP

Filed under: Desporto — Helder Ferreira @ 22:18

Mereciam perder os dois.

Dubai e os Judeus

Filed under: Médio Oriente — Carlos Guimarães Pinto @ 19:16

Para que não restem dúvidas, devem existir proporcionalmente mais judeus a viver no Dubai do que na maioria das capitais europeias. Certamente existirão mais judeus no Dubai do que em todas as cidades portuguesas.

Governo PS/CDS

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 18:43

Já tive ocasião de referir que o CDS tem uma excelente oportunidade de voltar ao poder em 2009, coligado com o PS. Para os socialistas (caso não renovem a maioria absoluta) um acordo de governo com os centristas (com uma votação à volta de 6% a 8% dos votos) é uma forma de assegurarem o poder com menos concessões (quanto à composição do governo e à sua linha programática) que as que teriam de fazer com um Bloco de Esquerda que se esperava venha a alcançar os 10% dos votos.

Para o CDS de Paulo Portas o regresso ao poder é indispensável. Trata-se da sobrevivência tanto do líder como do próprio partido. Sem ser governo, Portas será pressionado a sair; saindo, o CDS fica nas mãos da sua facção democrata-cristã. Esta, apresentando uma orientação política redutora, tenderá aquele partido para uma maior insignificância política ou, pelo menos, para um risco que os militantes do CDS (com a possibilidade de serem governo) não quererão correr.

Para o PSD esta solução governamental tem imensas vantagens, dando-lhe margem de manobra para ser a única oposição credível e possível. A chance de renovar o seu discurso, o seu programa, trabalhar afincadamente as suas propostas e preparar as reformas essenciais que apenas ele terá condições para levar a cabo.

A coligação PS/CDS em 2009 interessa a todos. A estes dois partidos, porque serão governo e partilharão o poder. Ao PSD porque lhe dá espaço para renovar, se libertar dos estigmas que o prendem ao passado. À esquerda representada pelo PCP e o Bloco, dando-lhes a possibilidade de serem o que sempre quiseram ser: forças críticas, com poucas responsabilidades.

Model this (3)

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 16:45

(…) Estes pensadores eram as únicas pessoas que ele não conseguia aguentar durante muito tempo, essas pessoas que nunca tinham produzido nada ou visto alguma coisa a ser produzida, que não sabiam de que eram feitas as coisas ou como funcionava uma empresa, que, para além de uma casa ou um carro, nunca tinham vendido nada e não sabiam como se vende, que nunca tinham contratado um trabalhador, despedido um trabalhador, ensinado um trabalhador, sido aldrabadas por um trabalhador, pessoas que não sabiam nada sobre as complicações e os riscos que se corria para se iniciar um negócio ou para se dirigir uma fábrica mas que, apesar disso, pensavam que sabiam tudo o que era importante saber. (…)

Philip Roth, in Pastoral Americana

Baltazar Garzón, o juiz socialista e os vários níveis da corrupção em Espanha (3)

Filed under: Internacional,Justiça,Política — André Azevedo Alves @ 15:13

Ministro espanhol da Justiça demite-se após escândalo

O ministro espanhol da Justiça demitiu-se na sequência de um escândalo relacionado com o seu encontro com Baltasar Garzon durante uma caçada. Mariano Fernandez Bermejo encontrou-se com este juiz quando estava em instrução um processo por corrupção que envolve elementos do Partido Popular.

(…)

Bermejo tinha sido fortemente criticado, em particular pelo principal partido da oposição, o Partido Popular, por se ter juntado ao juiz Baltazar Garzon numa caçada no mesmo fim-de-semana em que o magistrado instruía um processo por corrupção que envolve elementos do PP.

(…)

Antes, o líder do PP, Mariano Rajoy, tinha reclamado a demissão de Bermejo, ao acusá-lo de instrumentalizar a justiça contra a direita, em plena crise económica e a alguns dias das eleições regionais em Espanha, marcadas para domingo.

(via Gabriel Silva)

O Bloco não faz falta

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 14:54

António Costa chama “parasita” ao Bloco de Esquerda

Usando como exemplo o caso da Câmara de Lisboa, a que preside, Costa lembrou a ruptura do acordo que o PS tinha com o BE, para demonstrar como o PS não pode “ter ilusões” sobre a viabilidade de futuros acordos pós-eleitorais.

Leitura complementar: Só há emprego com produtividade / Contra a cultura do ressentimento; O descaramento da esquerda e o limite da nossa paciência; Coisas que deviam assustar; Faz muita falta a Louçã ler Menger; Demagogia Bloquista.

Baltazar Garzón, o juiz socialista e os vários níveis da corrupção em Espanha (2)

Filed under: Internacional,Justiça,Media,Política — André Azevedo Alves @ 14:00

Uma boa oportunidade para relembrar a falta que faz um jornal como “La Razón” em Portugal: Garzón es socialista. Por José Antonio Vera.

En un país serio sería impensable que un juez con precedentes políticos vinculados al actual partido del Gobierno pudiera llevar un caso contra el principal partido de la oposición. Pero en España no sólo es posible, sino que se lo considera normal. Y hasta se llega a presentar como independiente a quien estuvo en Quintos de Mora conspirando con Bono, fue número dos en la candidatura del PSOE por Madrid, hizo campaña electoral junto a Ramón Jáuregui, formó parte del Grupo Parlamentario Socialista, fue compañero de escaño de Zapatero, fue secretario de Estado con Felipe González y, en los mítines en los que participó, llegó a decir que haría todo lo que estuviera en sus manos para evitar que ganara la derecha. En efecto, hizo bastante.

Saber conviver com o pecado é essencial num mundo de pessoas que cada vez mais não conseguem aceitar a sua parte venenosa

Filed under: Cultura,Educação,Política,Religião,Teoria — André Azevedo Alves @ 12:00

O elogio do Bom Ladrão. Por Maria João Marques.

Queria apenas revelar-vos a minha satisfação por fazer parte de uma Igreja onde tontinhos (para ser caridosa) como o Bispo Williamson são acolhidos. Uma Igreja que é composta de tremendos pecadores e, ainda assim, que consegue fazer tanto bem em todo o mundo. Uma Igreja de pessoas que encaram como normal errarem e pecarem, até quando se esforçam por não errar e pecar, e que conseguem todavia terem a humildade de assumirem esse erro e esse pecado e não verem a imagem que têm de si próprias e do mundo estilhaçar-se. Não de pessoas que por errarem e pecarem, não tendo a capacidade de auto-crítica ou de auto-aceitação dos seus inúmeros defeitos que produzem uma ainda mais inumerável quantidade de actos errados, racionalizam os seus erros e pecados, justificam-nos como podem, convencem-se de que afinal são justos e, quantas vezes, começam a atacar a Igreja porque a Igreja tem o despautério de defender uma conduta a que não conseguem ser fiéis. A culpa passa dos pecadores para a Igreja, a cultura judaico-cristã, a tradição ocidental católica ou outro derivado. Em suma, gosto de pertencer a uma Igreja que sente culpa sem se escravizar com a culpa. A uma Igreja que não é composta por puros justiceiros, que nunca erram (porque quando erram, os valores que consideram determinado acto um erro é que estão trocados) e que do alto da sua postura moral não se cansam de catalogar os outros (mal) e apontar à vil “ICAR” todos os podres que conseguem vislumbrar (às vezes inventar). Esta característica da Igreja – que lhe é intrínseca, porque Jesus Cristo veio para salvar os pecadores – de saber conviver com o pecado e até nele ver uma oportunidade para o bem é absolutamente essencial num mundo de pessoas que cada vez mais não conseguem aceitar a sua parte venenosa (digamos assim) sem se convencerem de que o veneno afinal até é bom.

A expulsão do Bispo Williamson da Argentina e a liberdade de expressão

Filed under: Internacional,Justiça,Media,Política — André Azevedo Alves @ 10:00

Medindo o valor da Liberdade de Expressão. Por João Miranda.

O valor que as pessoas atribuem à Liberdade de Expressão não se mede pela tolerância em relação a ideias populares. Mede-se pela tolerância em relação a ideias impopulares. Recentemente, um bispo foi expulso da Argentina por negar o Holocausto. Ninguém protestou.

Fevereiro 27, 2009

A eco-religião, a hemorroida e o suicida

Filed under: Ambiente,Media,Religião — Helder Ferreira @ 23:58

No New York Times, até a suavidade do papel higiénico é um problema, parece que  Soft Is Rough on Forests, por isso, meus caros é cuidar da hemorroida que vem aí o “papel lixa 8″. Como lhes tenta explicar o Don Boudreaux, o negócio deles do NYT, alas, também é Rough on Forests and maybe, just maybe, next in line.

Model this (2)

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal — Helder Ferreira @ 22:51

O mercado está em quebra, ando aqui às voltas com cortes nos custos, os resultados de 2008 foram 46% abaixo dos de 2007. Não deve haver aumentos mas que se lixe, 65% dos resultados líquidos são para os sócios. Ah pois! Se esses 65% vão fazer falta? Claro que vão. Não há problema nenhum, os contribuintes logo me dão uma mãozinha. Ah! Entretanto já recomprei stocks a um cliente em dificuldades, a um preço 25% acima do preço de venda ao público. Porquê? Porque me apeteceu e o cliente é um tipo porreiro, pá!

Socialismo democrático

Filed under: Economia,Política,Portugal — Helder Ferreira @ 22:34

BPI quer conhecer processo de venda das acções da Cimpor

O presidente do BPI, Fernando Ulrich, afirmou esta sexta-feira ignorar “a técnica contabilística” que permitiu à CGD comparar os cerca de 10% das acções que o empresário Manuel Fino detinha na Cimpor, mas que vai perguntar aos auditores.

“Como os meus auditores são os mesmos que os da Caixa Geral de Depósitos (CGD), na próxima vez que estiver com eles vou-lhes perguntar como é que funciona essa técnica de comprar um activo acima do preço do mercado e depois isso proporciona uma redução das imparidades [perdas potenciais]“, disse Fernando Ulrich, em Lisboa, referindo-se à auditora Deloitte.

 

Baltazar Garzón, o juiz socialista e os vários níveis da corrupção em Espanha

Filed under: Internacional,Justiça,Media,Política — André Azevedo Alves @ 22:01

Baltazar Garzón e a democracia espanhola. Por Miguel Morgado.

O venturoso juiz Garzón não abranda na sua luta pela democracia em Espanha. Agora, prossegue robusto no seu combate contra a corrupção do Partido Popular, perdão, da classe política. Contudo, vendo as coisas com um bocadinho de atenção, lá se acaba por perceber que o combate à corrupção é uma coisa; Garzón é outra bem diferente.

Já têm o vosso Atlas?

Filed under: Livros — BZ @ 16:54

Aqui n’ O Insurgente alguns leitores demonstraram interesse pelas obras de Ayn Rand. Este parece não ser um fenómeno local: The Ayn Rand Center for Individual Rights (via Marginal Revolution)

Sales of Ayn Rand’s “Atlas Shrugged “
have almost tripled over the first seven weeks of this year compared with sales for the same period in 2008. This continues a strong trend after bookstore sales reached an all-time annual high in 2008 of about 200,000 copies sold.

Nota: aproveitem, também, para seguir a sugestão de leitura do insurgente AAAlves… e do “perdido” Sawyer.

Go for gold

Filed under: Economia — Miguel Noronha @ 15:16

Vários artigos sobre o ouro na edição de hoje do Jornal de Negócios.

1. A nova era do ouro
2. Bolha no ouro: sim ou não?
3. “Bom suporte para o ouro no mais longo prazo”
4. “Investidores em ouro têm oportunidades muito atractivas em 2009″
5. Opções de investimento em ouro

Demagogia

Filed under: Comentário,Médio Oriente,Media — Carlos Guimarães Pinto @ 12:45

A tenista Shahar Pe’er não participou num torneio internacional de ténis. Não por escolha sua. Não estava lesionada, nem mesmo tinha uma simples constipação: o torneio era no Dubai e as autoridades dos Emirados recusaram-se a emitir o visto que lhe permitiria entrar no país. Ou seja, Shahar não pôde jogar o torneio porque é judia. Só isso.
Se esta exibição de ódio tivesse outro alvo, se Shahar fosse árabe, preta ou de outra minoria do catálogo tido e aceite pelo ‘politicamente correcto’, imagine-se o berreiro que existiria! Mas Shahar é judia e quase todos se calaram.

(Fonte: Blasfémias)

Há algo de factualmente errado com este artigo de Carlos Abreu Amorim. A proibição da entrada da Tenista Shahar Pe’er não se deve ao facto de ela ser judia, mas sim por ser Israelita. Todos os Judeus são bem-vindos aos Emiratos Árabes Unidos e a outros países Árabes desde que não sejam de nacionalidade Israelita. A proibição de entrada de cidadãos Israelitas em muitos países Árabes tem muito pouco que ver com ódio racial ou religioso: concordando ou não com ela, a questão é simplesmente política. Também dificilmente se poderá dizer que os judeus não pertencem a um grupo protegido pelo politicamente correcto. Os judeus, que não os Israelitas, deverão ser o grupo mais protegido pelo “Politicamente Correcto” (O próprio CAA, alguém que até nem se deixa afectar muito pelo politicamente correcto noutros assuntos, é prova viva disso).
Note-se que fazer esta separação é diferente de concordar com a proibição de entrada da tenista. Convém é percebermos de que é que discordamos e porquê. Demagogia é que não.

Hoje, às 18 horas e 5 minutos, Maria João Marques e Nuno Amaral Jerónimo

Filed under: Insurgentes nos media,Media,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 12:36

jazzamemuito17

O debate político avesso ao politicamente correcto… com um pé na blogosfera.

1) O brilho dos Óscares – Slumdog Millionaire, um filme de orçamento relativamente pequeno, filmado na Índia, com actores indianos, chegou, viu e venceu em Hollywood. Será esta vitória cinematográfica um sinal dos tempos?

2) Carnaval de censura – Em pleno Carnaval, a censura parece ter regressado à arena pública. Primeiro em Torres Vedras, depois na Feira do Livro de Braga. Nos dois casos, os bons costumes foram o pretexto para as autoridades agirem. Não aprendemos nada com o passado?

3) O futuro do BPP – O governo anunciou que o Estado não vai garantir as aplicações financeiras dos clientes do BPP. Apenas os seus depósitos. Fez bem? E qual o futuro do banco?

4) Congresso do PS – Este fim-de-semana realiza-se o congresso do Partido Socialista, com dignos convidados como sejam o PC chinês, amigos de Chávez e outros ‘democratas’ devidamente credenciados. Mero charme de Sócrates à esquerda, ou é a verdade ao vir de cima?

Esta semana estarei, como habitualmente com Antonieta Lopes da Costa, em debatem com Maria João Marques e Nuno Amaral Jerónimo.

O Descubra as Diferenças está disponível, em podcast, aqui.

O fim do Euro? (2)

Filed under: Economia,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 12:22

O custo a pagar para evitarmos o fim da união monetária pode ser alto. Os países “resgatados” terão certamentamente de aceitar a perda do controlo que ainda lhes resta sobre as políticas orçamental e fiscal. O preço para os “salvadores” também não será pequeno. Maiores spreads e aumento da inflação. Exista também o eterno problema do Moral Hazard

“The ban preventing the EU and its member states from taking responsibility for the debts of partner countries is an important foundation for the currency union to function,” he says. Stark [*] fears that additional member states will abandon their fiscal discipline if they know others will bail them out. In his view, countries must take responsibility for cleaning up their own financial messes—even if it results in the kinds of riots and unrest seen in Greece recently.

É claro que para os países em dificuldades o abandono do Euro terá consequências ainda piores. Resta saber se, em particular, a Alemanha está disposta a aceitar os custos em troca de muito poucos benefícios.

European governments, which committed more than 1.2 trillion euros ($1.5 trillion) to rescue ailing banks as the recession eroded tax revenue, will require more cash as defaults occur, Howard said. Faced with the prospect of a deepening recession, Germany and France may be reluctant to bail out euro-region members such as Spain and Italy, Howard said.

The German government, facing elections in September, might refuse requests for help amid political pressure to spend money at home, Societe Generale said in a Feb. 24 report.

“A bailout of a debtor country from a surplus country like Germany would be like opening the box of Pandora,” former Bundesbank President Karl Otto Poehl said in London yesterday. “It’s a very dangerous course that we will enter” and “I’m very much against it, many people in Germany are against it, but the political pressure will increase,”

[*] Jürgen Stark é membro da Comissão Executiva do Banco Central Europeu

O fim do Euro?

Filed under: Economia,União Europeia — Miguel Noronha @ 11:37

13/02

A debt default by several euro-region countries has become more likely as nations struggle to finance the cost of bank bailouts and rescue packages, ING Groep NV said.

Investors are most concerned about Ireland and Greece, and may start assessing Portugal, Spain and Italy, Carsten Brzeski, a senior economist at ING in Brussels, wrote in a report yesterday.

“These countries have been hit hard by the financial crisis.” Brzeski wrote. “The risk of a sovereign default seems to be more reasonable. Many euro-zone countries will now finally get to learn the hard way why sustainable public finances are necessary.”

18/02

The nightmare for Angela Merkel and Nicolas Sarkozy is that widening deficits will prompt investors to shun the debt of some countries, sparking a region-wide crisis. While few investors are yet forecasting any defaults, the mere risk of it may prompt the bloc’s two richest economies to ignore the European Central Bank and announce their willingness to come to the rescue.

“When push comes to shove Germany, France, the larger players will bail out those smaller peripheral players,” said Alex Allen, chief investment officer of Eddington Capital Management. “You can’t let one part of the system fail because it leads to failure of the whole system.”

Allen’s betting that the risk at least one nation will leave the bloc is higher than the market currently expects.

20/02

The German Finance Ministry said euro-region countries piling up debt and suffering worsening financing conditions must cut spending to put their budgets on a sustainable footing, suggesting Chancellor Angela Merkel’s government is worried it may otherwise have to bail them out.

25/02

The European Union said the budget positions of Italy and Portugal are set to “deteriorate markedly” this year.

27/02

Hayman Advisors LP, the firm that earned $500 million betting on the U.S. subprime mortgage-market collapse, says Europe’s monetary union is about to fall apart.

Richard Howard, a managing director for global markets at Dallas-based Hayman, said Germany may opt to shore up its own economy, Europe’s biggest, rather than bail out fellow euro nations such as Austria, Italy and Spain as their banks sag under the weight of bad debts. That might lead to defaults and compel Germany to renounce the euro, he said.

Obanomics

Filed under: Economia,Internacional — Miguel Noronha @ 10:22

Tad DeHaven sobre o primeiro orçamento da Administração Obama

The administration accurately states that federal spending and debt have increased at a detrimental pace this decade. Then it says we’re in the worst economic crisis since the Great Depression.

And the solution to the economic downturn caused in part by too much spending and debt is to increase deficit spending and further run up the national debt? By the administration’s own logic, shouldn’t we be experiencing economic growth with all the deficit spending it “inherited?”

Change?

Filed under: Internacional,Política — Miguel Noronha @ 10:09

Nuno Gouveia sobre os planos de Obama para o Iraque

Barack Obama prometeu retirar do Iraque nos primeiros dezasseis meses do seu mandato. Mas esse compromisso vem do tempo em que os Estados Unidos pareciam estar atolados no Iraque. Depois disso tudo se modificou no terreno, mas Obama nunca desfez a promessa, e mesmo depois de tomar posse, manteve a intenção.

Esta semana Obama disse que pretendia retirar do Iraque em 2010, um ano antes do plano assinado entre a Administração Bush e o Iraque, mas deixando para trás 50 mil soldados como força de estabilização do país. Ora, isto não é uma retirada, mas sim a manutenção do plano Bush, que previa uma diminuição gradual de militares até o final de 2011, mas antevendo já uma possível renegociação para a extensão da presença americana após essa data. Eu apoio esta medida de Obama, que não compromete o sucesso alcançado no Iraque por David Petraeus. Mas não lhe fica bem chamar retirada: será mais uma diminuição do contingente militar.

Pub

Filed under: Blogosfera — ruicarmo @ 08:10

http://refugiosdefelicidade.blogspot.com/

Obrigado, menina.

Fevereiro 26, 2009

Model this

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal — Helder Ferreira @ 23:10

flipthebirdJulgo que há em Portugal perto de 210.000 empresas com menos de 250 trabalhadores. Enquanto empresário tenho 2, 10, 50, 230, 3.000, 35.000, pessoas a trabalhar na empresa. De acordo com o que algum investigador a tempo inteiro descobriu num gabinete com ar condicionado e janela para um jardim, munido de lápis, papel e um PC potente, ou um terminal ligado ao mainframe da Universidade, devo ser impedido de despedir pessoas enquanto a empresa tiver lucros. O investigador a tempo inteiro, criou um modelo complicadíssimo, cheio de integrais, variâncias e distribuições, algoritmos genéticos, meteu física quântica e a teoria da evolução ao barulho, microbiologia, fractais e desconstrutivismo e, no fim, pariu o seguinte: qualquer empresa que declare lucros deve ser proibida de despedir.
Sou só eu ou esta alarvidade ignora completamente a realidade, o dia a dia dos que não vivem na twilight zone? Devo então esperar até ter prejuízo, é isso? E quanto prejuízo e durante quanto tempo é admissível até que seja permitido despedir? E quando a empresa estiver completamente de rastos, já posso despedir?
O princípio parece ser que a criação de emprego e a destruição de emprego se assemelham ao ovo e à galinha. Não são. O despedimento não existe sem que haja criação de emprego anterior, por isso, o que devia preocupar os investigadores a tempo inteiro, de lápis e papel, mais terminal de mainframe e pc potente aliado ao onanismo, não é como se combatem os despedimentos, é como se criam e mantêm os empregos. O que não é exactamente a mesma coisa.

E se privatizássemos os bancos?

Filed under: Economia,Internacional,Política — Miguel Noronha @ 16:52

“The Problem With ‘Nationalization’” de Gerald O’Driscoll (WSJ)

Rather than focusing on ways in which we can further involve the government in the financial system, we need to find ways to extricate banks from government’s deadly embrace. Banks, at least the behemoths, were public-private partnerships before the crisis. Deposit insurance, access to the Fed’s lending, and the implicit (now explicit) government guarantee for banks “too big to fail” all constituted a system of financial corporatism. It must be ended not extended.

A sobrevivência dos jornais

Filed under: Media — André Abrantes Amaral @ 16:13

Depois de ler este post no ABC do PPM, deparei com o seguinte artigo:

“The debate revolves around two key questions. One, does society truly need the professional media? Two, how can professional journalism survive in a new media environment?

On the first question, my answer is a resounding, though possibly self-serving “yes.” While I am a fan of blogs, I believe they work best when the “mainstream media” and the blogs complement each other. Otherwise, the blogosphere is all too liable to disintegrate into shrill partisan screaming and irresponsible rumor-mongering.”

A quadratura do círculo fiscal

Filed under: Economia,Internacional,Política — Miguel Noronha @ 15:45

Barack Obama não pode ser acusado de falta de ambição. De realismo, muito provávelmente. O messias Presidente dos EUA pretende (continuar a) aumentar a despesa brutalmente a despesa pública, reduzir o défice orçamental para metade aumentando apenas a carga fiscal dos mais ricos. Provavelmente anda a pedir conselhos a José Sócrates. (mais…)

António Pires de Lima (2)

Filed under: Justiça,Portugal,Videos — João Luís Pinto @ 12:25

Como bem lembra o nosso leitor Octávio Lima, e como havia sido prometido, aqui fica a informação de que já está disponível na íntegra a entrevista de António Pires de Lima efectuada por Ana Lourenço na rubrica Dia D da Sic Notícias de 10 de Fevereiro.

Leitura complementar: António Pires de Lima.

Uma técnica lixada

Filed under: Internacional,Política — André Abrantes Amaral @ 12:17

Obama’s Straw Men, por Karl Rove.  Lixada e praticada vezes sem conta.

Change?

Filed under: Internacional,Política — Miguel Noronha @ 10:26

Wall Street Journal

The Central Intelligence Agency’s new director outlined spy policies Wednesday, including an aggressive campaign in Pakistan, that underscored considerable continuity with the Bush administration.

CIA Director Leon Panetta, in his first meeting with reporters, said the agency will continue to carry out drone attacks on militants in Pakistan. He also said that while CIA interrogations will have new limits, President Barack Obama can still use his wartime powers to authorize harsher techniques if necessary.

Demolidor

Filed under: Economia,Política,Portugal,Teoria — Miguel Noronha @ 09:02

“Os Coelhinhos de Louçã” de João Duque (Diário Económico)

Depois de ouvir Louçã com a sua alegoria dos coelhinhos e notinhas, a dúvida que me assaltou foi a de saber se é lícito que um político possa perder o rigor conceptual mínimo que se exige a um profissional da sua área de especialidade, apenas por esse facto. Será que um economista, professor catedrático de economia pode, no seu discurso às massas, esquecer o que sabe e ensina (ensinará?) para passar a usar as palavras sem qualquer rigor, em perfeito delírio demagógico, panfletário e potencialmente eleitoralista?(…) (mais…)

Manuel Fino, as acções da Cimpor e o prejuízo da CGD

Filed under: Comentário,Economia,Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 01:35

Suponho que este tipo de operações servem para relembrar a importância estratégica de o Estado ser proprietário de um banco. Infelizmente, para além de não se vislumbrar no horizonte a privatização da Caixa Geral de Depósitos (que devia ser, antes de mais, um imperativo de decência), aquilo a que estamos a assistir é à progressiva estatização de todo o sistema financeiro. Os próximos tempos, definitivamente, prometem…

Entretanto, faltou ao Ricardo Arroja contabilizar uma estimativa do valor do prémio da generosa opção oferecida a Manuel Fino pela CGD: Bravo! Bravo!

A CGD não evitou um prejuízo. Na realidade, a CGD incorreu num prejuízo de mais de 90 milhões de euros. As contas são simples. Desde o início do ano, a cotação média de fecho da Cimpor foi de 3,66 euros por acção. O negócio envolveu uma transacção global de 306 milhões de euros, 64 milhões de acções da Cimpor e foi concretizado a 4,75 euros por acção – um prémio de 30%! Abandonando a ficção e regressando à realidade, observa-se que, no mesmo período, o desvio padrão, ou seja, as oscilações em torno da média, foi de 24 cêntimos. Assim, estatisticamente falando, a probabilidade de que, um dia depois do negócio se concretizar, o título se valorizasse e encerrasse a sessão acima dos 4,75 era apenas de 1%. Ou seja, a probabilidade de que o Estado – perdão, a CGD – fizesse um negócio melhor àquele que fez era de 99%! Sem dúvida, um magnífico negócio…para Manuel Fino.

Como se não bastasse, o senhor Fino possuía em carteira mais acções da Cimpor para além daquelas que vendeu ao Estado – perdão, à CGD. Na verdade, o senhor Fino manteve um lote mais ou menos igual ao que vendeu 30% acima do preço de mercado, permitindo-lhe ainda manter uma posição significativa na Cimpor, não de 20%, mas agora apenas de 10%. Ou seja, o Estado – perdão, a CGD – fez um negócio ruinoso. Pagou 90 milhões a mais do que devia e, provavelmente, deixou de ganhar outro tanto em acções sobre as quais tinha todo o direito de se apropriar. É que se o senhor Fino estava insolvente, como parecia ser o caso, a CGD tinha todo o direito de exigir todas as acções que pudesse, ou outro património qualquer, até ao limite do empréstimo concedido.

(via Gabriel Silva)

Leitura complementar: É mesmo para isto que serve um banco público; Manuel Fino, a CGD e as acções da Cimpor.

Os pacotes keynesianos “anti-crise” agravam a crise

Filed under: Economia,Internacional,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 01:00

Anos 30 ou anos 70? Por Luciano Amaral.

A dúvida sobre a actual crise não é se existe ou não mas sobre quanto durará. Tanto nos anos 30 como nos 70, as receitas keynesianas e proteccionistas foram usadas, muito mais moderadamente na última do que na primeira. Mas em ambas, à medida que se usavam as ditas receitas, o crescimento lento e o desemprego também continuavam. A crise dos anos 30 resolveu-se em 1939 com a II Guerra Mundial; a dos anos 70, dez anos depois de começar, quando, depois de muita insistência e comprovada a incapacidade das receitas “keynesianas”, uma certa libertação da economia e da sociedade ocidentais lhes devolveu algum dinamismo. A segunda solução é certamente preferível à primeira. Se começarmos a fazer as coisas certas agora, talvez não tenhamos de esperar dez anos.

Quando a vida humana e a propriedade privada perdem o valor

Filed under: Cultura,Economia,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:23

Comentário de Nuno Branco ao post Valores formais:

Ontem o Jornal de Noticias publicava um artigo de opinião, com direito a meia página, equiparando um assaltante que pratica roubo à mão armada e alveja as suas vítimas com um proprietário que após vender o que é seu faz o possível para não pagar impostos.

Sinais dos tempos estes em que a vida humana e a propriedade privada têm tão pouco valor.

Uma vergonha

Filed under: Economia,Política,Portugal — Helder Ferreira @ 00:19

Rendas: Proprietários propõem Sociedade Pública de Aluguer

A Associação Nacional de Proprietários (ANP) defendeu hoje a criação de uma Sociedade Pública de Aluguer para responsabilizar o Estado e dar credibilidade ao mercado de arrendamento.

Isto é uma vergonha. O que a ANP e outras “associações” do género merecem é que os mandem à merda. Um Estado Corporativo, mais cedo ou mais tarde, há-de dar nisto: “associações” de merdosos (de Pais, de Professores, de Proprietários, de Inquilinos, de Ferradores, de Estivadores, de Banqueiros, de Polícias, de Juízes, etc) à volta da manjedoura. Vão dar sangue. Credibilidade?

Fevereiro 25, 2009

Priestfest

Filed under: Videos — Helder Ferreira @ 23:49

Lembram-se do “dois” (2001) há vinte e tal anos? Ah pois! Dia 17 lá estarei no Pavilhão Atlântico na Priestfest com Testament, Megadeth e Judas Priest. Ha!

P.S. Espero que toquem o Jonhy B. Goode :-)

Taxa de aprovação de Obama pela primeira vez abaixo dos 60%

Filed under: Internacional,Política,Sondagens — André Azevedo Alves @ 23:00

Obama Job Approval Dips Below 60% for First Time

For the first time since Gallup began tracking Barack Obama’s presidential job approval rating on Jan. 21, fewer than 60% of Americans approve of the job he is doing as president.

Arbitrariedade tributária em Portugal (2)

Filed under: Economia,Justiça,Política,Portugal — Helder Ferreira @ 22:44

A juntar ao post que o André linka aqui abaixo, ainda hoje ouvi mais uma história. Um amigo meu recebeu, há cerca de quatro meses, uma carta do fisco com um imposto a pagar relativo às vias de acesso ao Porto. Isto porque comprou e reabilitou a casa onde vive no centro da cidade. Aconselhado pelo advogado contestou o imposto. Ainda não recebeu qualquer resposta mas, há uns dias, o gestor de conta telefonou-lhe porque teria recebido uma comunicação do fisco a avisar da penhora de cerca de 600 euros da conta (que sorte que não era tudo!) em virtude da falta de pagamento do imposto. Conclusão, pagou e calou-se e o processo há-de ser resolvido. Um dia.

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