O Insurgente

Janeiro 17, 2009

Notícias do Congresso do CDS-PP: Marcha dos Desalinhados

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 12:00

Não concordo com as propostas em algumas áreas (convém, por exemplo, passar à frente a secção “Energia, Ambiente e Sustentabilidade”) e há algumas expressões pouco felizes (por exemplo o rather silly “direito inalienável à Felicidade” na p. 22) mas pela orientação geral do documento e pelo bom senso de grande parte das orientações sugeridas, recomendo a leitura da POPES da Juventude Popular.

A ler

Filed under: Internacional,Médio Oriente,Media,Política — ruicarmo @ 11:53

Gaza versus Congo.

O deve e o haver

Filed under: Media,Portugal,Religião — ruicarmo @ 11:30

A Amnistia Internacional pediu que D. José Policarpo fizesse uma retractação. A Amnistia considera que as declarações de D. José Policarpo fomentam a intolerância e atentam contra o espírito de fraternidade e paz. Existe uma infeliz ironia nesta posição da Amnistia Internacional. A Amnistia Internacional adquiriu a sua reputação por lutar pelos direitos humanos mais básicos. A Amnistia Internacional devia, por isso, ter como prioridade a luta contra a discriminação das mulheres muçulmanas. Mas, em vez disso, opta por tentar suprimir as críticas a essa discriminação. A Amnistia Internacional devia defender todos aqueles que, nos países muçulmanos, são perseguidos por criticarem a religião muçulmana. Mas, em vez disso, prefere criticar quem faz uma crítica certeira à religião muçulmana.

D. José Policarpo identificou correctamente uma das fontes de discriminação das mulheres no mundo muçulmano. Fez uma generalização? Claro que sim. Mas todas as pessoas inteligentes conhecem as vantagens e os limites das generalizações. As generalizações permitem chegar à essência do problema. Neste caso, a essência do problema é que os factores culturais e religiosos são a principal causa de discriminação das mulheres no mundo muçulmano. No entanto, as generalizações não se aplicam a todos os casos particulares, mas como nenhum de nós é estúpido, todos sabemos que não se aplicam. D. José Policarpo não terá sido intolerante? Dificilmente. A crítica cultural e religiosa é parte integrante de uma sociedade livre e tolerante. Tolerar implica também tolerar a crítica.

João Miranda, no DN.

Magalhães a 25 euros

Filed under: Ambiente,Comentário,Cultura,Economia,Educação,Política,Portugal — ruicarmo @ 11:23

Nas feiras e mercados, do país real. São grátis para os pais que os recebem para os venderem. Free of tax. Viva o rendimento mínino! Viva o plano tecnológico!

O socialismo e o declínio da California (3)

Filed under: Economia,Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 10:00

Calif. tax refunds to be delayed starting Feb. 1

California’s controller says he will begin a 30-day delay on tax refunds and other payments starting Feb. 1 because the state is running out of money.

Controller John Chiang said Friday he must delay $3.7 billion in payments next month because lawmakers have failed to address California’s growing deficit.

With a $41.6 billion shortfall over the next year-and-a-half, the state is on the brink of issuing IOUs.

Chiang says his office must continue education and debt payments but will defer money for tax refunds, student aid, social services and mental health programs.

(agradeço ao leitor lucklucky a indicação do link)

Leitura complementar: O socialismo e o declínio da California; O socialismo e o declínio da California (2).

32 31′s

Filed under: Blogosfera,Portugal — André Azevedo Alves @ 09:00

Francisco Proença de Carvalho e Ana Margarida Craveiro juntam-se ao 31 da Armada.

(grandes músicas)

Filed under: Videos — Miguel Noronha @ 00:39

THE FALL – Hit the North

Ácido. Duplo

Filed under: Videos — Helder Ferreira @ 00:38

Directo da Virginia, US of A. The Amplification of Self Gratification, A.S.G., com dedicatória ao GT.

(mais…)

Contratos públicos por ajuste directo até 5,1 milhões de euros (2)

Filed under: Blogosfera,Economia,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:11

Ajuste directo e transparência 2.0. Por Fernando Alexandre e Miguel Portela.

Falta de peso, com certeza

Filed under: Media,Política,Portugal — Helder Ferreira @ 00:02

Está ali na RTPn uma senhora, do Bloco, que dizia há pouco que há que apoiar as empresas mas que há que as controlar e as falências fraudulentas, e os trabalhadores e o corte nas contribuições* e o caralho. Cara senhora:

1 – enquanto empresário, não quero apoio nenhum, quero que a senhora e outros do género me saiam da frente e vão chatear o raio que os parta;

2 – tenho aqui um projecto e um plano de negócio para crescer e criar cerca de quinze postos de trabalho nos próximos cinco anos (infelizmente nem todos podemos ser Irmãos Martins e somos mais modestos). Se ao ritmo a que a senhora passa mal as noites vier, com a força do estado, pôr em causa a minha discricionariedade para fechar tudo quando me apetecer, não crio mas é merda nenhuma.Não preciso.

* A dita senhora não tem a mínima noção de como são feitas as contas dos custos do trabalho. Nada. Deve ler o recibo que lhe entregam no fim do mês.

Recorde de temperatura negativa nos EUA

Filed under: Ambiente,Internacional,Media,Política — André Azevedo Alves @ 00:01

44 graus Celsius abaixo de zero. Por Rui G. Moura.

A NOAA acaba de anunciar mais um recorde de temperaturas negativas nos EUA. Esta organização estatal dos EUA (equivalente a um instituto de meteorologia) relata o acontecimento deste modo:

“Widespread bitter cold temperatures hit the Upper Midwest, Great Lakes, Ohio Valley, and North-eastern states today. The National Weather Service at Bismarck, North Dakota, reports that the temperature dropped to 44 degrees below zero this morning [1/15/2009] at 7:34 am CST . This broke the record low of 36 degrees below zero set on January 15, 1971.”

Janeiro 16, 2009

Portugal e a besta da incerteza (2)

Filed under: Política,Portugal,Sondagens — André Azevedo Alves @ 23:19

Presidente da República em alta, PS em queda e PSD estável numa sondagem em que o dado mais preocupante é o peso da extrema-esquerda: PS cai e fica longe da maioria absoluta

O Partido Socialista continua a ser o mais popular nesta altura, mas não conseguiria garantir a maioria absoluta se as eleições se realizassem neste momento.

(…)

No que diz respeito à actuação dos principais agentes políticos, Cavaco Silva foi o político que mais cresceu em termos de popularidade (cerca de 4%), enquanto José Sócrates sobre um por cento.

A caminho do abismo

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 22:12

Confirma-se que a “folga orçamental” era curta. Com uma dívida pública real que deve estar próxima dos (pelo menos) 100% do PIB, parte significativa da despesa desorçamentada para mascarar o défice, o spread da dívida pública portuguesa a aumentar nos mercados internacionais e o governo a não dar sinais de recuar em elefantes brancos como o TGV e o novo mega-aeroporto de Lisboa, estão criadas as condições para problemas sérios já a curto e médio prazo: Défice deverá atingir 3,9 por cento em 2009

O Governo previu hoje um aumento do défice orçamental para este ano, que deverá situar-se nos 3,9 por cento. O anúncio foi feito depois da aprovação do Orçamento suplementar para 2009 e da revisão do Programa de Estabilidade e Crescimento. Em conferência de imprensa, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, informou também que a economia deverá contrair-se em 0,8 por cento – como avançou o Banco de Portugal – e o desemprego situar-se nos 8,5 por cento. A dívida pública também foi revista, devendo aumentar para os 69,7 por cento.

Os novos valores, anunciados no final do Conselho de Ministros extraordinário, são todos mais negativos do que o previsto no Orçamento do Estado para 2009, apresentado em Outubro pelo Executivo.

Portugal e a besta da incerteza

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 22:00

Cadilhe, Manela e o tudo como dantes, com a velha sede na palha de Abrantes… Por JAM.

Por outras palavras, parece impossível qualquer maioria absoluta tanto para o PS como para o PSD e nem já a hipótese de um novo Bloco Central, mesmo à alemã, conseguirá domar a besta da incerteza. Resta saber se uma intervenção presidencial para um governo de salvação pública, com os principais partidos em proporcionalidade ainda tem espaço de manobra. Porque, de outra maneira, estamos mais próximos da argentinização do que parece. Espero que me engane nestes vaticínios e até pode acontecer que tudo como dantes, com a velha sede na palha de Abrantes…

A “culpa” é das pérolas

Filed under: Blogosfera — ruicarmo @ 21:21

Querida Isabel, estas são as repostas ao que me passou. E ainda bem que o fez.

Não vou passar a ninguém…  a não ser à  Elizabete e à Maria João Marques.

A fotografia. Douro.

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Uma banda? Tindersticks.
1 – Homem ou mulher? Just a boy.
2 – Descreve-te: Os dias são à noite.
3 – O que pensam de mim? Sugar blues.
4 – Como descreves o teu último relacionamento? Love me or leave me.
5 – Descreve o estado actual da tua relação: Só tinha de ser com você.
6 – Onde querias estar agora? New York, New York.
7 – O que pensas do amor? Wild flower.
8 – Como é a tua vida? Can we start again .
9 – O que pedirias se pudesses ter só um desejo? Dance me to the end of love.
10 – Escreve uma frase sábia: Ashes to ashes.

As verdadeiras vozes do Hamas

Sim, há quem os leve a sério. Demasiado a sério.

A bomba demográfica chinesa

Filed under: Economia,Internacional,Livros,Política — André Azevedo Alves @ 20:00

China: the mother of all demographic time bombs. Por Nick Silver.

The IEA monograph Pension Provision: Government Failure Around the World describes the scale of China’s demographic time bomb. Under Chairman Mao, China experienced rapid population growth. This was brought to an abrupt halt by the ‘one-child’ policy. Combined with rapid increases in life expectancy, this has led to the 4-2-1 problem – one child supports two parents and four grandparents.

(…)

In the monograph, we surveyed many countries’ pensions systems. China’s was by far the most complex, the most inequitable (relatively rich urban dwellers receive very generous pensions from age 50, poor rural workers receive nothing), entirely inflexible (you can’t transfer benefits between regions) and riddled with corruption. It is entirely unsuited to meet the oncoming crisis.

What will happen? I have no idea. There is a famous Chinese curse: ‘may you live in interesting times’. Times certainly will be interesting when what will probably be the world’s largest economy hits its demographic great wall.

(Boas) Leituras

Filed under: Internacional,Media — ruicarmo @ 19:50

Nações Unidas, ou o que dela sobra. Na Standpoint.

Economia de rosto humano

Basta imprimir papel com mais zeros. Acreditem. É a felicidade sob a luz do farol da esquerdalha africana.

Ai a maldade sionista

Filed under: Blogosfera,Internacional,Médio Oriente — ruicarmo @ 19:21

In the past three weeks, dozens of Hamas supporters have either been detained or summoned for investigation by the PA’s much-feared Preventive Security Force and General Intelligence Service.

Hamas claims that the PA had already arrested more than 400 of its supporters in the West Bank prior to the IDF offensive in Gaza.

In the Nablus area alone, more than 200 Hamas supporters were rounded up by the PA in the past two weeks, a Hamas representative in the West Bank said.

Most of the detainees were university students affiliated with pro-Hamas tickets in campus political races, he said.

The PA has also banned pro-Hamas activities at universities and schools. According to sources close to Hamas, the PA Education Ministry recently fired a number of teachers who voiced sympathy with Hamas.

No JP.

Adenda: Boa notícia, no Haaretz.

Leitura recomendada: Decifrando Daniel Oliveira.

Aqui ao lado

Filed under: Economia,Internacional — Miguel Noronha @ 17:08

O Ministro das Finanças espanhol anunciou a revisão das previsões macroeconomicas. Eis os novos dados (para 2009)

PIB: -1.6% (regressa ao crescimento em 2009)
Desemprego: 15.9% (em 2008 11.1%; mantêm-se em torno dos 15% até 2011)
Dívida Pública (em % do PIB): 47% (em 2008: 38.8%; em 2010: 51%)

Flat-tax

Filed under: Economia,Política,Teoria — Michael Seufert @ 16:54

Vital Moreira insurge-se contra o facto da flat-tax não ser progressiva. Como ontem escrevi, isso não é verdade. Nao faço aqui juízo sobre o facto de os impostos deverem ou não ser progressivos (o artigo 104º da “Constituição” Portuguesa, obriga o imposto sobre o rendimento singular a ser progressivo, p.ex.), mas basta o mínimo conhecimento a implementação de taxas planas, para concluir a sua progressividade. Apesar de “neo-liberal” (embora não conste que o dízimo da Bíblia seja neo-liberal), a proposta merece alguma análise para além do sound-byte.

Importa logo referir que um sistema fiscal de taxas planas não se esgota com a introdução de uma só taxa para calcular o imposto sobre os rendimentos singulares – sem escalões, portanto. As propostas de flat-tax conhecidas prosseguem também o objectivo da simplificação fiscal e pessoalmente é esse aspecto que mais me atrai neste sistema.

Salvo variantes, o sistema funciona assim: taxam-se todos os rendimentos à mesma taxa (por hipótese 20%), acaba-se com as deduções fiscais, e introduz-se um valor de rendimentos que não é taxado. Este valor substitui as deduções que já não existem e/ou representa o patamar de sobrevivência, valor sobre o qual o estado se abstém de tributar.

Tipicamente, quanto a agregados familiares o sistema prevê que se somem os rendimentos e os valores livres de imposto (mesmo dos membros que não aufiram rendimento, tais como crianças – ainda que neste caso o valor possa ser inferior ao dos adultos), e se faça a conta ao imposto devido como se de um sujeito fiscal se tratasse.

Assim sendo, imaginemos os tais 20% de taxa e um valor de isenção de 500€ para adultos e 250€ para crianças.

  • Todos os contribuintes com rendimentos abaixo de 500€ não pagam imposto pois estão abaixo do valor de isenção.
  • Um contribuinte com 1000€ de rendimento paga 20% de imposto sobre 500€ de rendimento (os restantes 500€ são livres de tributação), i.e., paga 500€*0,2=100€, o que corresponde a 10% do seu rendimento.
  • Um contribuinte com 10500€ de rendimento paga 20% de imposto sobre 10500€-500€=10000€ de rendimento. Isto corresponde a 10000€*0,2=2000€, i.e., ~19% do seu rendimento.
  • Um agregado familiar em que dois adultos agreguem 2000€ de rendimento e que tenha duas crianças irá pagar 20% sobre 2000€-(2*500€ + 2*250€)=500€, logo 500€*0,2=100€ de imposto que correspondem a 5% do seu rendimento.
  • Já um agregado familiar com dois adultos e duas crianças que obtenha um rendimento de 16500€, pagará 20% sobre 16500€-1500€=15000€, donde obtemos 15000€*0,2=3000€ de imposto equivalentes a ~18% sobre o seu rendimento.

Como se vê a taxa plana continua a ser progressiva pois o valor do imposto pago é, proporcionalmente, baixo para rendimentos baixos e alto para rendimentos altos. Ao contrário do sistema actual, em que o objectivo da política fiscal parece ser “taxar mais quem tem mais”, este sistema taxa menos quem tem menos e aproxima o valor taxado dos, neste caso, 20% da taxa conforme os rendimentos aumentam.

Há ainda grandes ganhos de eficiência e justiça tributiva, porque a simplificação e abolição dos benefícios fiscais permite aos contribuintes poupar tempo, dinheiro, trabalho e paciência. Deixa de ser preciso coleccionar facturas e engendrar esquemas fiscais que optmizem o rendimentos disponível. Na verdade o contabilista perde sentido para organizar IRS: a declaração de IRS passa a ter meia-dúzia de campos, e não há devoluções nem buracos no código tributário. Se após uma mudança para taxa plana o contribuinte médio pagasse o mesmo de imposto que antes, já estaria a poupar dinheiro e transtorno em montantes não-desprezáveis.

Não faço ideia se os valores que apresentei são realistas para gerar receita que permita alimentar a máquina pública, mas ao fazer contas é preciso não esquecer: a poupança na máquina da administração fiscal, a poupança em deduções fiscais manhosas que acabam, o dinheiro disponível no bolso dos contribuintes é taxado quando o gastam via IVA e que os valores devidos são conhecidos no momento da entrega da declaração, já não havendo que perder tempo a calcular rendimentos tributáveis, descontos devidos, etc,etc.

Por fim, para alguns gráficos que comparam o sistema actual com várias implementações possíveis de taxas planas, recomendo os gráficos deste post do BZ.

Hoje, às 18 horas, Bernardo Pires de Lima e Bruno Cardoso Reis

Filed under: Comentário,Insurgentes nos media,Internacional,Médio Oriente,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 15:57

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(ouvir aqui)

Hoje, às 18 horas, a não perder, o Descubra as Diferenças da Rádio Europa, em 90.4 fm. Esta semana estarei com Antonieta Lopes da Costa em conversa aberta com Bernardo Pires de Lima e Bruno Cardoso Reis, com os seguintes temas sobre a mesa:

1) ONG’s e Europa. Um grupo de organizações humanitárias, entre elas Oxfam Internacional, pediu à União Europeia que suspenda os acordos de cooperação com Israel, sob risco de perda de credibilidade. Sabendo-se que muitas destas organizações são financiadas pela própria UE, não estaremos perante um excesso de zelo político não governamental?

2) O calendário eleitoral para 2009. Os três actos eleitorais que se realizam nos próximos meses, ameaçam tornar este ano politicamente explosivo. Europeias, legislativas e autárquicas, todas para o mesmo dia, ou separadas? Mais uma colisão frontal entre Belém e São Bento?

3) Obama Presidente. Obama toma posse já no dia 20 e promete dar início ao seu programa de recuperação económica. São milhões os empregos prometidos, ora no sector privado, ora no público. Podemos ter esperança?

4) Autarquias sem concurso. As autarquias vão ser dispensadas de sujeitar a concurso público, quaisquer obras contabilizadas até 5 milhões de euros. Entretanto, o Tribunal de Contas anunciou que as dívidas das empresas públicas, a 31 de Dezembro de 2007, representaram o equivalente a 17% do orçamento do Estado desse ano. O esforço de contenção das contas públicas acabou?

Leituras

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 15:25

“Outro Golpe de Estádio” de Carlos Fiolhais (De Rerum Natura)

“Os remédios não estão a funcionar” de Luciano Amaral (Gato do Chesire)

“Laranja Amarga” e “A Importãncia do Liberalismo” de Rui Albuquerque (Portugal Contemporâneo)

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Filed under: Comentário,Internacional,Política — André Abrantes Amaral @ 11:55

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A História lembrará este abraço. E este abraço será a imagem de marca desta presidência.

A ler

Filed under: Comentário — André Abrantes Amaral @ 11:42

What Obama Must Do, por Paul Krugman. A poucos dias da tomada de posse de Barack Obama como novo presidente dos EUA, este artigo de Krugman poderá ser um sinal do que nos espera. Muito resumidamente, Krugman pede uma repetição da receita utilizada por Franklin Delano Roosevelt para combater a Grande Depressão.

Muito resumidamente também, não creio que funcione. Não só porque não vivemos nada idêntico ao que foi a Grande Depressão dos anos 30, como tenho sérias dúvidas que o New Deal tenha contribuído mais que a 2.ª Guerra Mundial para o relaçamento da economia norte-americana.

De qualquer forma, Krugman está na moda e foi Nobel em 2008. A sua influência é muita e convém estar atento.

Era tão bom que tive que o demitir

Filed under: Comentário,Política,Portugal — João Luís Pinto @ 11:29

Sócrates elogia papel de Correia de Campos em reforma do SNS.

Decifrando Daniel Oliveira…

Filed under: Blogosfera,Comentário,Médio Oriente,Política,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 11:10

…e partes do seu post Regras da propaganda:

- Associar qualquer condenação ao crime que está a ser levado a cabo em Gaza a um apoio ao Hamas.

Só por falta de tempo é que quem condena os ataques de Israel a Gaza se esqueceu ao longo dos últimos meses de condenar os ataques do Hamas a Israel.

- Aproveitar o facto de Palestina não ser, porque não a deixam, um Estado estruturado, para dar a Israel (”um país”) uma legitimidade diferente da de qualquer grupo palestiniano (”um gangue”).

O Hamas e Israel são entidades semelhantes e se Israel o permititsse a Palestina seria um estado próspero, unido e pacífico. Na verdade a Mossad é que encenou os conflitos armados entre o Hamas e a Fatah. Foi tudo no mesmo estúdio em que filmaram a chegada à lua.

- Usar o facto de Israel ser uma democracia para legitimar qualquer acto, como se a democracia desse às bombas de um país uma natureza diferente. E nunca permitir que alguém recorde que o Hamas, também ele, foi eleito. Quem o disser, apesar de ser um facto, é apoiante do Hamas.

Usar o facto de Israel ser uma democracia para legitimar qualquer acto é mau. Usar o facto de o Hamas ter sido eleito para legitimar qualquer acto é bom.

- Aproveitar o facto de Israel não deixar que haja testemunhas em Gaza para desumanizar esta guerra, para a tornar “limpa”.

A situação em Gaza é completamente desconhecida do opinião pública mundial. Esta deverá ser a guerra menos mediática dos últimos anos. Se não fosse eu e o esquerda.net ninguém teria conhecimento do que se está lá a passar.

- Desacreditar todas as testemunhas, como foi feito com os médicos noruegueses.

Tudo o que se passa em Gaza deve ser revelado, excepto a parcialidade das testemunhas.

- Deslegitimar qualquer imagem de mortos, tratando-a como propaganda e manipulação.

Não existe qualquer utilização de imagens de mortos para fins de propaganda.

- Feito isto, criar um paralelo entre o número de rockets lançados para Israel com o número de mortos na Palestina, em vez de, como obriga a lógica e a honestidade, comparar mortos com mortos e feridos com feridos.

Israel só terá o direito de se defender no dia em que o Hamas tenha capacidade militar para ameaçar a sua existência.

- Usar qualquer imagem falsa dos acontecimentos para desacreditar todas as imagens que nos chegam, através de correspondentes, de Gaza. Assim, as pessoas deixam de acreditar mesmo no que vêem.

Tudo o que se passa em Gaza pode ser reportado, excepto as manipulações nas reportagens.

- Quem não usar a palavra “terrorismo” para falar do Hamas é um fanático. Quem usar a palavra “terrorismo” para falar de Israel é um fanático. A posição equilibrada e neutral exige linguagem desequilibrada e parcial.

Israel atinge maioritariamente instalações utilizadas para fins militares avisando com antecedência as populações dos alvos, portanto é terrorista. Já o Hamas apenas deseja o desaparecimento do Estado de Israel e ataca indiscriminadamente a sua população, algo normal nas relações entre estados vizinhos em qualquer parte do mundo.

- Impor a ideia de que qualquer morte de um civil palestiniano não é premeditada.

Israel mata civis de forma premeditada.

- Tratar todos os palestinianos civis como supostos militares do Hamas.

Um exército que não consiga distinguir entre militares vestidos à civil e civis é terrorista e assassino.

- Quando assim não pode ser justificado (caso de crianças pequenas), responsabilizar o Hamas por cada morte, já que usarão os civis (numa das regiões mais densamente povoadas do Mundo) como escudo humano. Desresponsabilizar, mais uma vez, Israel por qualquer consequência dos seus actos.

O Hamas só utiliza escolas e hospitais como instalações militares porque Gaza é tão sobrepovoada que não há espaço para as construir noutro lado. No fundo não é o Hamas que utiliza escolas e hospitais como instalações militares, eles são tão bonzinhos e amigos da população que permitem que as instalações militares sejam utilizadas como escolas e hospitais.

- Fazer esquecer todos os precedentes e todo o contexto de cerco e bloqueio, fazendo passar a ideia que estamos perante um paralelismo de situações entre Israel e a Palestina, em que o primeiro se limita a reagir aos actos da segunda.

O Hamas antes do bloqueio a Gaza era essencialmente um grupo de freiras, prestes a ganhar o Prémio Nobel da Paz

- Fingir que este conflito sempre foi com o Hamas, (…)
Este conflito não tem nada a ver com o Hamas. Israel está apenas a começar pela parte mais pequena da Palestina.

Já vou no segundo charro.

- Tratar a disponibilidade dos israelitas para combater como sinal de resistência e patriotismo.

Combater pelo direito a existir é fanatismo.

- Tratar a disponibilidade dos palestinianos para combater como sinal de fanatismo.

Desejar fazer-se explodir em cafés e autocarros é sinal de resistência e patriotismo.

O preço dos “bailouts”

Filed under: Economia,União Europeia — Miguel Noronha @ 10:49

Na sequência de mais um escândalo bancário em que as autoridades de supervisão parecem também ficar “chamuscadas”, o governo irlandês anunciou a nacionalização do Anglo Irish Bank. A reacção do mercado não se fez esperar. Os credit-default swaps (CDS) sobre a dívida pública aumentaram 34 pontos base (bp) para 255. A título de exemplo, na mesma altura, os CDS para a dívida espanholha era 140 e para a Alemã 53.5 bp.

Credibilidade?

Filed under: Economia,Política,Portugal — LT @ 10:40

O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações afirmou, esta quinta-feira, que a presidente do PSD não tem credibilidade para dizer que se formar Governo riscará o investimento do TGV, porque quando esteve no poder deu o tiro de partido da rede ferroviária de alta velocidade (TGV).

Aparentemente Mario Lino não percebe. Enfim, não me surpreende. De qualquer forma, aqui fica uma singela tentativa de explicação.

Em 2003:
- O custo de comprar protecção contra um eventual default da República Portuguesa a 10 anos era cerca de 0,05% por ano;
- O rating da República Portuguesa não se encontrava ameaçado por qualquer agência;
- O BPN era um banco independente, aparentemente saudável;
- O BPP era um banco independente, aparentemente de grande sucesso;
- Não havia qualquer compromisso de financiamento/salvação de bancos ou outras empresas (para além das crónicas EPs);
- A dívida pública representava 57% do PIB;
- As estimativas de crescimento do PIB para 2004 eram de 1%.

Em 2009: (mais…)

Nova desvalorização do Rublo(*)

Filed under: Economia,Internacional — Miguel Noronha @ 10:28

Bloomberg

Russia’s ruble sank the most against the dollar in a decade this week as the central bank quickened its devaluation of the currency to protect reserves. (…)

Russia is stepping up the pace of devaluation from an average of twice a week in November and December after spending $25 billion this week defending the currency, according to estimates by Trust Investment Bank in Moscow. Prime Minister Vladimir Putin pledged last month to use the nation’s currency reserves, the world’s third-largest, to avoid “sharp” declines in the ruble. The stockpile shrank 29 percent to $426 billion since August.

“The moves now are faster, because the slower they move the easier it is for the market to position for further devaluation,” said Roderick Ngotho, an emerging-markets currency strategist in London at UBS AG, which forecasts a further 6.8 percent depreciation in the ruble versus the basket.(…)

“If the government had actually announced a one-off devaluation of around 30 percent in the autumn the issue would probably be done and dusted by now,” Chris Weafer, chief strategist in Moscow at UralSib Financial Corp., wrote in an e- mail to clients today. “Instead, the salami-slice approach that the central bank is using has created considerable uncertainty and the expectation of further weakness.”

(*) Já lhes perdi a conta mas estimo que deve ser a 17ª.

Accountability

Filed under: Economia,Internacional,Política — Miguel Noronha @ 10:00

O congressista Alan Grayson arrasa o vice-presidente do FED, Donald Khon, que tem uma vergonhosa prestação nesta sessão do Comité para a Banca e Finanças.

(via Inflacionista)

“Novas Oportunidades” (2)

Filed under: Educação,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:15

Comentário de Natália Bravo ao post “Novas Oportunidades”

As “Novas Oportunidades” não são novas, não são oportunidades e também não são programa de coisa nenhuma. São um medonho embuste, uma mentira terrível de difícil definição e explicação. Usando uma terminologia mais ligeira, podemos afirmar, demonstrar e confirmar que se trata de uma palhaçada, de uma bandalheira do pior, algo em que ninguém acredita: professores (promovidos a “formadores”), estudantes (promovidos a “formandos”)e, naturalmente, empregadores que, mal por mal, preferem mesmo aquele que frequentou aulas em que aprendeu um bocadinho de português, outro de matemática, que dá uns toques no inglês e no computador e tem uma ideia geral de que Portugal fica na Europa. Nas novas oportunidades o conhecimento foi promovido a “competências” e o ensino à “desocultação” das mesmas (competências)… Acrescentemos a avaliação, de que tanto se fala no que respeita aos professores, essa promovida a “validação” dos trabalhos respeitantes aos “Domínios de Referência” pela atribuição de “créditos”. Continuando, temos ainda as áreas de “competências-chave” com os seus “núcleos geradores”, e tal.
Como resultado, tenho duas turmas de EFA(s) secundário, quer dizer “educação e formação de adultos” com “formandos” que irão receber o diploma do 12.º ano, sem saberem ler nem escrever e a quem não é possível ensinar. Foram lá parar adultos jovens e menos jovens já com o 9.º ano feito pelas “novas oportunidades”, ou que haviam frequentado (mal, naturalmente) o 3.º ciclo há muitos anos. Pelo meio, uns poucos que, realmente, ambicionavam aprender qualquer coisa, desapareceram espavoridos ao fim da 1.ª semana das “acções de formação” . Os outros, a bem dizer também, a pouco e pouco, e inteligentemente começaram a evitar com cuidado a gélida sala de aula, sem aquecimento, entre as 19:00 e as 24:00 e a ficar em casa, seguros de que a escola vai arranjar forma de lhes atribuir os “créditos” necessários para o almejado diploma. O que , estranhamente, vai acabar por acontecer visto aos professores restar o cumprimento das obrigações que rodeiam esta coisa abstrusa, fazendo diligentemente a contabilidade das horas gastas a não ensinar os não alunos, o registo cuidado dos créditos atribuídos a trabalhos de que desconhecem a origem (podem ser feitos pelo vizinho do lado do formando que não há qualquer forma de verificação…)tudo no completo respeito pela frase mágica martelada nas “acções de formação” e reproduzida cuidadosamente aos que entraram na última carruagem: “todos os formandos têm que ter sucesso porque o contrário só provará a incompetência do formador, isto é do professor.
E é assim a vida, meus amigos e é necessário ter um estômago muito, muito forte para aguentar isto. Como não é o meu caso… pedi a reforma! Em conclusão vou passar à reforma, compulsivamente, pelas mãos das “novas oportunidades” e espero, depois de lhes tirar as aspas, que seja mesmo a minha oportunidade de voltar a ensinar quem quer aprender.

Para acordar

Filed under: Videos — Miguel Noronha @ 09:00

FAITH NO MORE/BOO-YA TRIBE – Another Body Murdered

Duas leituras recomendadas

Filed under: Blogosfera,Internacional — Carlos Guimarães Pinto @ 07:46

No Jugular:

Guerra no reino de Preste João, de Palmira Silva, sobre um das guerras mais sangrentas, e mais esquecidas.

Cracking down on indecency, da mesma autora, sobre a vontade de proibir a melhor moda surgida nos últimos anos.

Um bocadinho mais de seriedade, sff.

Filed under: Blogosfera,Economia — Michael Seufert @ 01:46

Vital Moreira podia ao menos ter procurado entender alguma coisa sobre a flat-rate. Pode-se achar bem ou mal os impostos serem progressivos. Mas ao contrário do que diz o professor, todas as implementações de flat-tax que conheço são progressivas.

Amanhã explico. Agora vou-me deitar.

Crónica do Pensamento Político

Filed under: Internacional,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 01:46

Novo portal da Crónica do Pensamento Político. Por José Adelino Maltez.

“pedras da calçada com cicatrizes de vidas distantes”

Filed under: Blogosfera,Cultura,Educação,Portugal — André Azevedo Alves @ 01:30

5310. Por maradona.

Ao contrário do que a intuição pós-Lyell poderia fazer crer, a geologia não é uma cena…. intuitiva; pelo contrário: só depois de se esmagar e sublimar muita merda plistocenica que trazemos agarrada como cracas à maneira como pensamos e olhamos as merdas é que será possivel começar (começar) a entender, e depois talvez apreciar, a cenas da geologia. Pelo menos a mim aconteceu-me assim. No entanto e não obstante, se andarmos com atenção ao chão e desrespeitando os idosos e as crianças, num raio de 20 metros da porta da FNAC do Chiado é possivel ver lancis gravados com milhares de criaturas que viveram há alguns milhões de anos…

Imagens a não perder aqui.

Change

Filed under: Internacional,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 01:00

Obama and the Winds of Change (Deja Vu Remix)

(via João Miranda: Déjà vu all over again)

“Novas Oportunidades”

Filed under: Cultura,Educação,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:49

É assim. Por Miguel Morgado.

Só o estado de senilidade colectiva actual pode justificar que se fale no programa “Novas Oportunidades” sem que se desperte a gargalhada geral ou o choro convulsivo. O mais surpreendente é que a maioria das pessoas está vagamente a par da vergonha.

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