O Insurgente

Janeiro 20, 2009

Muitos milhões, fásssismo e “neoliberalismo”

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:16

Assim vai a campanha eleitoral já em curso: anúncio de muitos milhões distribuídos conjugados com incentivos ao crédito (esquecendo (?) que a crise resultou precisamente de uma bolha de crédito…) e acusações mais ou menos disparatadas. Entretanto, a despesa pública chega aos 50% do PIB pela primeira vez na história, mas uma coisa é certa: quando as coisas correrem mal, a culpa será – como habitualmente – do temível “neoliberalismo”

Leitura complementar: Manuela “Fasssista” Leite; A crise e o “neoliberalismo”.

Janeiro 19, 2009

The American Recovery & Reinvestment Act of 2009 – ReadTheStimulus.org

Filed under: Blogosfera,Economia,Internacional,Media,Política — André Azevedo Alves @ 22:20

ReadTheStimulus.org

$850 Billion, 334 pages, and counting… somebody needs to read it!

The Lincoln myth (2)

Filed under: Internacional,Política,Religião,Teoria — André Azevedo Alves @ 22:00

Of Lincolnian & Unionist Idolatry. Por Casey Khan.

If the primary purpose and initial motive behind Lincoln’s mass conscription to invade the southern states, was primarily about eradicating slavery, then there is at least a hint of righteousness in the act of freeing slaves. However, as Lincoln’s own words attest, it was the elevation of an ideology which took precedence to the lives of the 600,000 dead and countless wounded. Such a view is no better than one held by Mao or Lenin. Humanity is secondary to the political ideal, whether it be communism, Leninism, or Unionism. (mais…)

You heard it here first

Filed under: Internacional,Política — Miguel Botelho Moniz @ 21:54

A culpa é do Bush Obama.

Jantar-Debate Construir Ideias: Rui Ramos e Pedro Adão e Silva

Filed under: Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 21:50

Para seguir ao vivo – com a possibilidade de colocar questões – aqui.

O jantar-debate “Crise, Globalização e Intervencionismo do Estado”. que vai ter lugar esta noite em Lisboa será transmitido em directo aqui a partir das 21h30. O debate, aberto por Pedro Passos Coelho, será moderado pelo jornalista Carlos Magno e terá como oradores convidados o historiador Rui Ramos e o politólogo Pedro Adão e Silva.

Bjørn Lomborg, Václav Klaus e Al Gore em conferência do Wall Steet Journal

Filed under: Ambiente,Economia,Internacional,Media,Política — André Azevedo Alves @ 20:00

ECO:nomics

Mesmo não estando sujeito a debate directo com quem conteste a sua propaganda eco-alarmista, será que Al Gore vai aparecer?

Leitura complementar: CNN: New Ice Age?; Alterações climáticas e cepticismo económico.

A propósito da entrevista de Passos Coelho

Filed under: Comentário,Desporto,Media,Política,Portugal — Bruno Alves @ 19:10

Em resposta a este meu post, o Vasco Campilho acusa-me de não fazer “análise política”, mas sim um “processo de intenção”, a propósito da entrevista de Passos Coelho, perguntando-me se não me ocorria que a posição de Passos Coelho representava o seu verdadeiro pensamento acerca da questão do TGV. Aparentemente, não ocorreu ao Vasco que essa hipótese me tenha ocorrido a mim, apenas não me tenha parecido plausível, por razões que não são difíceis de explicar.

Quando se candidatou à liderança do PSD, Passos Coelho apareceu com uma retórica de “ruptura”, apresentando-se como “liberal” e pretendendo propôr uma série de reformas profundas no país. Depois, andou aos abraços com Menezes. Aos meus míopes olhos, estas duas atitudes não “batiam certo”. A não ser que nenhuma delas representasse uma visão política de Passos Coelho acerca dos problemas do país e do PSD, e ambas representassem, isso sim, uma postura mais lata de Passos Coelho, que tentando colher apoios aqui e ali, estaria sempre pronto, como Zelig, ser o que o seu interlocutor queria que ele fosse: para os “liberais” da blogosfera, Passos Coelho ia à televisão dizendo-se liberal; para os “menezistas” receosos das “elites” de Ferreira Leite, um candidato pacificador que não queria “romper” com nada nem ninguém. O meu “processo de intenção” a Passos Coelho, longe de ser uma tentativa de “criar factos políticos a partir de ar puro, de forma a despoletar uma dinâmica de luta faccionalista que favoreça a purga” que supostamente desejo para o PSD (o que tenho dito não expressa propriamente um “desejo” de purga, apenas acho que dentro do PSD convivem duas agendas incompatíveis, e uma delas terá forçosamente de se impôr à outra, nem que seja apenas de forma provisória. Se ele quiser que eu explique outra vez exactamente o que penso, não tenho problemas em fazê-lo), decorre, ao contrário, dessa minha percepção dos tempos da eleição da liderança: é verdade que posso estar enganado, mas penso genuinamente que a declaração de Passos Coelho acerca do TGV é meramente táctica, porque isso “bate certo” com a interpretação que fiz de outras atitudes suas.

Até porque ao contrário do que o Vasco pensa, eu não coloco Passos Coelho como o “cordeiro sacrificial da purificação do PSD”. Eu não acho que Passos Coelho faça parte do tal “partido autárquico” que penso ser incompatível com um PSD que faça, a nível nacional, as reformas que o país precisa. Não acho que Passos Coelho seja como Menezes. Acho que é alguém que, como Marcelo Rebelo de Sousa, diz o que for preciso para promover a sua agenda pessoal, e que, das duas uma, ou não percebe a natureza do problema do PSD (e portanto não tem condições para ser um bom líder), ou percebe e não quer saber (o que também não o recomenda especialmente).

O problema de Passos Coelho não é ser como Menezes, não é o de ser uma ameaça ao futuro do PSD, é o de não acrescentar nada, mas ao mesmo tempo, ser alvo de uma atenção desmedida, que, por não se traduzir em nada que contribua para resolver os problemas do PSD e do país, só contribui para os agravar. Passos Coelho é como Di Maria no Benfica: obviamente, não é um pé torto como Binya ou uma nódoa como Balboa, e até sabe fazer umas fintas e marcar uns golos bonitos. Mas como a comunicação social e quem só vê os dois minutos dos resumos dos jogos pensam que ele é um génio, há uma certa pressão para pô-lo a jogar. No entanto, como ele não faz mais do que uns meros fogachos, a sua entrada na equipa, embora rendendo um outro golo de vez em quando e um outro momento mais espectacular, significa, na maior parte do tempo, que o Benfica joga com um a menos (a maior parte das vezes que a bola vai parar aqueles pézinhos, acaba por ser igual a fazer um passe para o adversário). E se o Benfica até pode lucrar com a ilusão de que Di Maria é um grande jogador, vendendo-o ao Real Madrid (que tem o triste hábito de cair nestas esparrelas), o PSD só tem a perder com a injustificada atenção de que Passos Coelho é alvo. Se fosse devolvido à sua verdadeira dimensão, ele não seria qualquer problema. Passos Coelho não precisa de ser “sacrificado”. Apenas seria preciso que as pessoas abrissem os olhos e percebessem bem o que tem à sua frente, para ele deixar de ser um problema.

Há já muito tempo que nesta latrina o ar se tornou irrespirável

Filed under: Comentário,Justiça,Portugal — João Luís Pinto @ 18:24

Eis o que ocupa as nossas forças de segurança, e duas instâncias judiciais, incluindo uma Relação:

Sumário:

Uma bengala feita de “picha de boi”, que se sabe ter sido originariamente criada para vergastar o lombo dos animais na condução dos mesmos pelos campos e ainda como amparo ao caminhar do pastor (tal como a sua homónima de pau ou o cajado), mas a qual, pela curiosidade do material de que é feita e o aspecto que tem, foi sendo também progressivamente erigida como curioso objecto de artesanato característico de algumas zonas sobretudo do interior centro e norte do país continental e até objecto de decoração (independentemente do bom ou mau gosto da mesma, com o qual ninguém tem nada a ver) – o que justifica a respectiva posse –, podendo embora ser utilizada como meio de agressão, não pode ser havida como arma.

[...]

Factos provados:

No dia 15 de Setembro de 2005, cerca das 00h30m, junto à porta do restaurante …, o Arguido foi abordado pelo agente da PSP…., que constatou que o Arguido trazia consigo o seguinte objecto:

  • Uma bengala de cor castanha, de fibra animal, com cerca de 92 cm de comprimento, com o extremo inferior protegido por borracha e fita adesiva isoladora de cor preta e extremo superior envolto no mesmo tipo de fita objecto habitualmente denominado de “picha de boi”.

O Arguido não justificou a posse daquele objecto naquele momento e local, nem posteriormente, nem o mesmo tem qualquer aplicação definida.
Ao assim proceder, o Arguido agiu de forma deliberada, livre e consciente, bem sabendo que a bengala – picha de boi, trazia consigo é considerada uma arma proibida e que, por isso, não podia nem devia detê-la.
Sabia ainda o Arguido que a sua conduta era proibida e criminalmente punida.

Acórdão do Tribunal da Relação de Évora.

Em destaque

Filed under: Blogosfera — Miguel Noronha @ 16:33

Esta semana, em destaque o blog Inflacionista.

O Ciclo da Violência num Cartoon

Filed under: Cartoons,Educação,Internacional,Médio Oriente,Media,Religião — Elizabete Dias @ 16:25


Michael Ramirez

“Legendas”:
Israel anuncia fim de ofensiva em Gaza 17/01/09
Gaza: cessar-fogo durou pouco (Ataques do Hamas levaram Israel a efectuar novo raid aéreo)
Hamas não respeitou a trégua declarada unilateralmente por Israel 18/01/09
Israel começa «retirada gradual» da Faixa de Gaza 18/01/09
Presidente iraniano felicita Hamas pela «vitória»19/01/09
Hamas recupera controlo da Cidade de Gaza 19/01/09, 10:17
Hamas promete rearmar-se19/01/09, 11:14
Israel: «Se Hamas lançar foguetes, será atacado de novo» 19/01/09, 11:39

O fracasso da governação socialista

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 15:37

Já não há espaço para desculpas nem mentiras. Afinal, a crise vai afectar Portugal. E vai sentir-se de uma forma bem mais violenta do que nos restantes países da zona euro. Começa a ser evidente que a governação Sócrates, que beneficiou de uma maioria absoluta e de um presidente cooperante, não foi capaz de fazer grande coisa pelo país. Berrem os propagandistas da corte, que já não adianta, o rei vai nu, e começa a não ser possível esconder os contornos reais do fracasso:

A crise económica vai arrastar a larga maioria dos países europeus para terreno negativo neste ano.

Mas, segundo as novas previsões da Comissão Europeia, a recuperação – que deverá começar a ser sentida a partir do segundo semestre – será particularmente lenta em Portugal e Espanha. De acordo com as novas previsões de Bruxelas, os países ibéricos serão mesmo os únicos da Zona Euro que permanecerão em terreno negativo em 2010.

Para ambos, a nova previsão é de uma contracção de 0,2%, que compara com um crescimento médio da área do euro de 0,4%.

(…) ver o resto

Ciclo da Violência numa imagem

Filed under: Educação,Internacional,Médio Oriente,Política,Religião — Elizabete Dias @ 14:57

Ler:
- NAZIS NEEDED

- Hamas and Hezbollah supporters return to Calgary’s Jewish neighbourhood:

Say, these anti-Semites are awfully clever. They were smart enough not to be white skinheads. Because they’re Muslims immigrants, they’re allowed to do what 150 white skinheads in a Jewish neighbourhood wouldn’t be allowed to do. They’re allowed to taunt and spit at Jews, and hurl shoes at Israel supporters, have placards with swastikas, and trespass with impunity. And they get their own tax-paid bodyguards — Calgary Police Service cops threatening any of their political foes with arrest.
Try doing any of that if you’re a white neo-Nazi with a shaved head.

Leitura recomendada: Valor da dívida – se um elefante…

Filed under: Economia,Política — Rodrigo Adão da Fonseca @ 14:54
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Manuel Pinheiro, no Cachimbo de Magritte:

De acordo com os novos valores que constam do orçamento suplementar socialista, a dívida pública é de quase 70% do PIB. O salto face ao valor anterior assusta, e a dimensão em Portugal também. E mais assustaria se, numa lógica de transparência e frontalidade, a este valor se adicionasse o endividamento do sector empresarial do Estado. Num exercício que inclui apenas 9 empresas públicas ( Carris, CP, Metro de Lisboa, Metro do Porto, Refer, RTP, STCP, TAP e Transtejo), explica-se que o endividamento acumulado destas empresas ascendeu a 16 mil milhões de euros em 2007, 10% do PIB. Se alguém se assusta com os 70% ali de cima, é mesmo melhor ganhar fôlego e começar a pensar em 80% e preparar-se para continuar a adicionar.

(E)moções

Filed under: Comentário,Política,Portugal — João Luís Pinto @ 14:40

A moção de Sócrates apresentada ontem tem levantado as mais diversas (e muitas vezes apaixonadas – lembrem-se: ainda precisam de ganhar as eleições com maioria absoluta primeiro) reacções aqui e acolá. Por mim, acho que não há grande coisa a temer. Observando o track record das promessas e do programa referentes às últimas eleições, quando muito vamos ter ensino obrigatório até ao 10º ano, mais um referendo vai ficar na gaveta, e vai ser permitido o casamento civil de pessoas de sexo diferente levemente efeminadas.

Afinal, é isso que (todos sabemos) valem as promessas e os programas eleitorais socráticos. Na prática, e quando lá tiver chegado depois de mais umas papas e bolos, será o que lhe passar pela cabeça (e interessar) na altura.)

Transparência na administração pública (2)

Filed under: Comentário,Política,Portugal — João Luís Pinto @ 14:10

O transparencia.pt vai tendo o condão de, a partir de números concretos apresentados num site oficial, ir levantando o véu e despertando as pessoas para o regabofe da administração pública lusa.

Numa sucessão mais do que calamitosa de entradas que desafiam a imaginação e a própria crudelidade de quem as lê, temos assistido em vários blogs, com eco posterior na imprensa tradicional, a um desfiar das mais diversas situações que, se não fossem graves e carentes de desmentido rigoroso, se poderiam dizer do mais caricato a que temos podido assistir.

Naturalmente, já vão avançando as tentativas de desmentido e de esclarecimento, porventura mais cortinas de fumo.

Vejamos um caso em particular, o da fotocopiadora milionária que o Michael aqui apresentou. O preço, segundo a referida base de dados de ajustes directos, foi de 6.572.983,00 de euros. Entretanto, a referida adjudicante, a Câmara Municipal de Beja, esclareceu (à semelhança de outras entidades visadas), que houve uma confusão na introdução dos dados do contrato no site. Segundo a entidade, a pessoa que introduziu os dados (da qual curiosamente se desconhece a identidade efectiva), baralhou pontos e vírgulas como separadores decimais e de milhares, tendo esta “baralhação” culminado no referido erro.

É uma justificação particularmente curiosa. Curiosa porque, tendo o referido custo de adjudicação pelo menos 7 algarismos significativos, e a menos que a referida câmara tenha “descoberto” a adjudicação por preços com fracções de cêntimos, o preço mínimo em causa é de 65.729,83 euros, ou seja, pelo menos 10 vezes o preço que se apresenta como sendo realista para o equipamento.

Urge uma tomada de posição do governo, como responsável pelo site, em relação ao que se passa. Afinal, das duas uma: ou as situações reportadas são verdadeiras, ou então o referido site não é mais do que uma completa fachada, que porventura serviu para levar mais uns euros aos suspeitos do costume, afinal num notável corolário à credibilidade do site.

Não havendo esclarecimento, seria eventualmente de todo o interesse que se começassem a ponderar, pela gravidade das situações e pelos montantes envolvidos (alguns dos quais configuram até pela sua sua dimensão claras violações à lei vigente) as respectivas queixas ao Ministério Público e a atenção do Tribunal de Contas.

O “meu” congresso do CDS

Filed under: Política,Portugal — Michael Seufert @ 13:33

Estive na passada semana no congresso do CDS que  não trouxe muito de novo. Algumas notas:

  1. Salvo melhor opinião o modelo de congresso depois de eleições directas não funciona. Depois de os militantes terem decidido por um líder, não se vê a legitimidade de uma assembleia em contrariar a estratégia proposta por esse líder. O congresso vira convenção.
  2. Foi por isso uma pena que a proposta que a JP apresentou, e que eu subscrevia, tivesse sido chumbada. Seria bom que o CDS tivesse sido o primeiro partido a reconhecer todos os defeitos das directas.
  3. Como era a única proposta que podia mudar alguma coisa partido, já que as POPES não o poderiam fazer, a discussão dos estatutos foi a única a verdadeiramente levantar aplausos (excepto, como sempre, referências a Adelino Amaro da Costa) e emoções. Congressos e convenções terão ambos vantagens e desvantagens. Eu prefiro congressos.
  4. As propostas apresentadas acabam apenas para servir para, nas votações, recolher uns votos e assim medir forças, já que na discussão raramente alguém refere o conteúdo das mesmas. Mesmo que, num cenário inacreditável, a de Portas não tivesse sido aprovada o seu consulado não seria muito diferente, como aliás disse António Pires de Lima.
  5. Portas apresentou um documento enorme, com boas notas. A renovação de quadros nos órgãos nacionais foi assim-assim mas apesar de tudo melhor que se temeria. A questão está em saber se órgãos como a Comissão Política e o Conselho Nacional vão poder reunir e debater com maior frequência que no passado. Igualmente será importantes rodar as caras que fazem declarações públicas, para mostrar que o CDS não é um partido unipessoal.
  6. O CDS tem a obrigação de não deixar pegar a moda de que o PS governa à direita. O PS é socialista e age coerentemente: governa para mais controlo da vida individual, social e económica pelo estado. Isso é marca da esquerda socialista. No entanto, como passa a ideia do Sócrate-de-direita, quem ganha com o descontentamento geral é quem está à esquerda do PS.
  7. O CDS, e o PSD também, é evidente, deve ter propostas que contrariem esta governamentalização do país. A asfixia geral, o controlo mediático, o pensamento estatizante da economia, p.ex., devem ser combatidos com propostas concretas e focadas.
  8. 2009 será o ano de todas as eleições. Estou convencido que o CDS poderá subir nos votos se mostrar que a direita tem propostas opostas às do PS e que não se resume a recauchutar as mesmas linhas com outros protagonistas. O CDS gosta e muito de Paulo Portas. Este tem que mostrar que o CDS não se esgota nele, e que ele não se esgota na conquista do poder.

Mais uma (*)

Filed under: Economia,Internacional — Miguel Noronha @ 12:30

Bloomberg

The ruble fell below the weakest level seen in the 1998 Russian crisis after the central bank devalued for the sixth time in seven days to protect reserves.(…)

“Fear of another devaluation means nobody wants to buy rubles right now,” said Lars Rasmussen, an emerging markets analyst in Copenhagen at Danske Bank A/S, which rates itself among the five biggest traders of ruble in the world through Finnish subsidiary Sampo Bank Plc. “The ruble has begun to look more and more overvalued because of the fall in the oil price.”

(*) Se não estou em erro é a 18º

O segundo

Filed under: Economia,Internacional — Miguel Noronha @ 12:18

Depois da Grécia, a Espanha torna-se no segundo país da Zona Euro a ver o rating da dívida pública ser reduzido pela Standard & Poor.

Previsões para 2009

Filed under: Economia,Portugal — Miguel Noronha @ 12:08

O Jornal de Negócios apresenta um quadro comparativo das previsões macroeconómicas para Portugal em 2009.

previsoes-2009

* em % do PIB

Comparativamente, parece-me que as previsões do governo pecam por excesso de optimismo, especialmente, ao nível do crescimento económico e do défice orçamental

As previsões da OCDE parecem coincidir com as do governo mas convém ter em atenção que as primeiras foram feitas no final de Novembro enquanto as do governo (assim como as da Economist e da Comissão Europeia) têm menos de uma semana.

Desintegração partidária

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 11:15

Terminado o congresso do CDS fica a sensação de que algo estranho paira no ar. Com uma estratégia política, de possível aliança com qualquer um dos partidos que vença as eleições legislativas, o CDS mais parece um partido que anda no fio da navalha. Com a agravante de não se saber mais o que é e para que serve: Se um partido de direita, com políticas próprias e muito suas, ou se do centro, pronto para qualquer coligação que der e vier.

Em vez de apresentar políticas inovadoras que o diferenciam dos outros partidos, o CDS discutiu se está pronto para desempatar as eleições e, estando disponível, qual o seu preço. A confusão está instalada.

Mas não é só o CDS. PS e PSD também estão a passar sérias dificuldades. O último até tem tido um discurso que, peço desculpa aos críticos habituais da actual direcção, se tem mostrado certeiro a médio prazo. Quando em Julho, Manuela Ferreira Leite dizia não haver dinheiro para obras públicas, o tempo, a crise financeira e a recessão mundial, deram-lhe razão. Infelizmente, a política não se limita a estar certo. Traduz-se, essencialmente, em convencer que se tem razão. É também empatia. E, isso, é algo que este PSD não conseguiu transmitir. Ao que parece a seriedade não chega. Uma verdade que os dirigentes social-democratas estão a percerber da forma mais dura que é possível.

Apesar de todas as confusões no partido laranja, o PS não se pode ficar a rir. O Largo do Rato está minado até à medula. O verniz já se teria quebrado, não fosse José Sócrates segurar o que resta da sua unidade. Em 2009, seja em Junho ou em Outubro, os socialistas irão vencer as legislativas. Sucede que essa vitória será uma armadilha que causará estragos difíceis de reparar. Com a contracção da economia, o aumento do desemprego, o défice das contas públicas, a necessidade de cortar em alguns serviços sociais, os socialistas verão a sua base social de apoio ficar bastante insatisfeita. Depois de dois mandatos, será muito complicado aos socialistas (provavelmente já sem Sócrates) convencerem o eleitorado que merecem outra oportunidade. A divisão política e as traições serão recorrentes e da era de esplendor pouco restará.

Portugal, nos últimos 20 anos, estagnou politicamente. Em vez do discurso se ter adequando às necessidades, os partidos usaram as mesmas soluções, as mesmas ideias, as mesmas técnicas, para resolverem problemas diferentes. Não se adaptaram e, devido a essa falta de adaptação, existe um fosso entre a classe política e os cidadãos difícil de colmatar. Julgo que estamos a assistir ao início de um realinhamento dos nossos partidos. Como não foi sendo feito de forma gradual, será algo bastante doloroso e com resultados desastrosos. Muitas bandeiras serão abandonadas, novas soluções irão ser estudadas e apresentadas ao eleitorado. Todos os políticos terão de reinvintar o seu discurso, mas, no fim, tudo se poderá tornar mais claro. Mais transparente, mais fácil de escolher, mas não necessariamente melhor.

O resultado é bastante difícil de prever, mas procurarei arriscar como sendo da seguinte forma: Um Bloco de Esquerda forte, na ordem dos 8 a 12%; um PCP igual ao que tem sido; um PS a desintegrar-se com votos a fugir para a esquerda; um CDS liderado pelos democrata-cristãos (Paulo Portas não é eterno e a não chegada ao poder, o seu fim), com 4/5% dos votos e um PSD numa luta fratricida entre facções políticas, umas tendencialmente mais liberais e reformadoras, outras mais populistas. Partidos fracos e uma instabilidade política preocupante, não auguram nada de bom.

O cenário é negro. Julgo que a única maneira de fugirmos a este resultado será através da reforma do sistema político, nomeadamente o eleitoral. A forma como elegemos os deputados. Mas isso será tema de outro texto para breve.

Janeiro 18, 2009

Sócrates, o homem convicto que aponta estratégias rumo a lado nenhum

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 22:36

Hoje, José Sócrates apresentou a sua moção ao Congresso do PS. Pudemos assistir a um discurso escorreito, que utiliza com propriedade expressões como “estabilidade”, “estratégia”, “acção”. Sócrates utiliza um tom tão virginal no seu discurso, na forma como enuncia “promessas eleitorais”, que quase me convence que se está a candidatar pela primeira vez. Eis que me lembro, de repente: Sócrates está no governo desde 1995, nos últimos 14 anos, teve responsabilidades ao mais alto nível durante 11 anos, 4 deles como Primeiro-Ministro e maioria absoluta no Parlamento…

Quando ouvirem as promessas socráticas e do PS, lembrem-se: José Sócrates prepara-se para entregar Portugal com o nível de endividamento mais alto de sempre (69,5% do PIB), com um rating depreciado que limita e encarece o investimento público, com a mais alta taxa de desemprego das últimas décadas (8,5%) e – espanto – com um défice das contas públicas acima dos 3% (segundo números do governo, 3,9%, para o The Economist, 4,5%).

Acabar 2009 com défice é particularmente frustrante, porquanto na sua “luta” pelo equilíbrio das contas públicas o PS aumentou de sobremaneira o peso do Estado na economia. Contas feitas, Sócrates devolve Portugal com quase 50% do PIB nas mãos do Estado, porque a consolidação orçamental se fez do lado da receita, subtraindo recursos às famílias e empresas, sem atacar de frente a despesa do Estado.

Sócrates prepara-se para devolver Portugal, onde o Estado se tornou no campeão da cobrança fiscal – nem que para isso se sacrifique o princípio da legalidade e as mais elementares regras de defesa dos contribuintes – mas que esquece a excelência na hora de pagar aos seus fornecedores. Sim, o nosso Estado continua a ser o “rei dos caloteiros”, criando sem justificação dificuldades de tesouraria às empresas que com ele contratam.

Sócrates prepara-se para devolver um Portugal dividido, crispado, onde as classes profissionais estão desgastadas com a inércia da implementação de supostas reformas, como a da Educação que, de tão vazias, não levaram a lado nenhum.

Quando José Sócrates e o PS vos falarem que o mundo está em crise, o que é verdade, lembrem-se do que andaram a fazer os governantes, e da ausência de crescimento e reformas quando todos os outros estavam a crescer.

11 anos em 14 de governo. É muito tempo para falar com tanta arrogância sobre os problemas, como se nada tivessem a ver com o estado do país, não acham?

A entrevista de Passos Coelho mostra bem o que ele é

Filed under: Colunas,Comentário,Política,Portugal,Semana Política — Bruno Alves @ 19:42

A entrevista de Pedro Passos Coelho, à TSF e ao Diário de Notícias, merece ser lida (ou ouvida). Se bem que o ex-líder da JSD não diga nada de especialmente interessante, a entrevista mostra bem o carácter duvidoso da figurinha. Veja-se o que diz Passos Coelho quando os jornalistas lhe perguntam se “concorda com Ferreira Leite sobre o abandono do projecto do TGV”: Passos Coelho começa por dizer que “o TGV não é um projecto para abandonar porque é estratégico para Portugal”, e logo de seguida afirma que “manifestamente não temos condições, neste ano ou no próximo, de avançar com este projecto”. Passos Coelho começa por dizer uma frase que sirva para ser apresentada, nos telejornais e nas manchetes dos jornais, como uma crítica a Ferreira Leite, pois sabe que isso a desgastará e lhe criará problemas. Mas logo de seguida, aproveita para se distanciar de Sócrates, para que os defensores do Ferreira Leite no PSD não o possam acusar de (como Menezes) não hesitar defender o Primeiro-Ministro só para atacar a líder laranja. Para conduzir a sua agenda de promoção pessoal, Passos Coelho não hesita em usar estas habilidades, em dizer “sim, mas não, mas sim”, mostrando um oportunismo e falta de vergonha que podem agradar aos nossos “maquiavélicos” de pacotilha (Marcelo deve ter achado a coisa genial, e talvez só não o diga porque também não lhe dá muito jeito), mas que dão muito poucas garantias de que Passos Coelho pudesse ter a coragem necessária para fazer as reformas de que o país precisa. Quando concorreu à liderança do PSD, Passos Coelho usou o slogan “o futuro é agora”. A entrevista de hoje apenas vem confirmar a impressão, que tive nessa altura, de que caso Passos Coelho venha a ser líder do PSD, o futuro é para esquecer.

Uma emoção é uma emoção

Filed under: Ambiente,Blogosfera,Internacional,Política,Portugal,Religião — ruicarmo @ 19:17

Particularmente feliz se associar Marx a Alá. A seguir no Abrupto (via Mar Salgado).

Adenda: Francamente ó André!

A marca da extrema-esquerda (2)

Filed under: Internacional,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:00

O QUE UMA MANIFESTAÇÃO ENSINA (E QUE NÃO ENCONTRA NOS JORNAIS). Por José Pacheco Pereira.

Leitura complementar: A marca da extrema-esquerda.

The Lincoln myth

Filed under: Internacional,Livros,Política — André Azevedo Alves @ 18:14

No seguimento dos comentários a este post, vou aproveitar para recuperar algumas recomendações de leitura sobre o mito de Lincoln: The Real Lincoln: A New Look at Abraham Lincoln, His Agenda and an Unnecessary War – Thomas J. DiLorenzo

Most Americans consider Abraham Lincoln to be the greatest president in history. His legend as the Great Emancipator has grown to mythic proportions as hundreds of books, a national holiday, and a monument in Washington, D.C., extol his heroism and martyrdom. But what if most everything you knew about Lincoln were false? What if, instead of an American hero who sought to free the slaves, Lincoln were in fact a calculating politician who waged the bloodiest war in american history in order to build an empire that rivaled Great Britain’s? In The Real Lincoln, author Thomas J. DiLorenzo uncovers a side of Lincoln not told in many history books and overshadowed by the immense Lincoln legend. (mais…)

As comoções selectivas da propaganda bloquista

Filed under: Blogosfera,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:30

Comoções. Por JCD.

Claro que o Daniel Oliveira não é assim. Comove-se sempre, de uma maneira apaixonada, com o sofrimento dos inocentes. Nesta guerra, em que já publicou para aí uns mil posts contra Israel e na anterior guerra civil, que envolveu o Hamas e a Fatah. Se procurarmos nos arquivos do Arrastão, a prova está lá. Para lá de 2 ou 3 artigos em que o Daniel explicava que a guerra civil era por culpa de Israel, podemos ler o que o Daniel escreveu, comovido, sobre o sofrimento das vítimas. Deixo aqui o link para os milharesde posts o único post que encontrei em que parece haver uma frase sobre o assunto. “Volto aqui a dar voz aos empresários e médicos que ouvi em Gaza antes de tudo desmoronar”. É o peso da palavra “Desmoronar”. Vale por 1000 posts, são as lágrimas derramadas sobre os mortos de então.

Leitura complementar: A marca da extrema-esquerda.

Planeamento familiar na China

Filed under: Internacional,Justiça,Política — André Azevedo Alves @ 17:00

Chinese Mom Who Had Son Strangled Sentenced to Death

A court in central China has sentenced a woman to death for hiring someone to strangle her 9-year-old son so she could have another child with her new husband without violating population laws, a court official and reports said Friday.

The case stems in part from Chinese policies – in effect for more than three decades – that limit most couples to only one child.

(agradeço ao leitor lucklucky a indicação do link)

Leitura complementar: A bomba demográfica chinesa.

Premiar a excelência (à moda portuguesa/socialista)

Filed under: Cultura,Política,Portugal — Carlos M. Fernandes @ 15:58

Ministério da Cultura paga prejuízos de 12 galerias portuguesas na ARCOmadrid 2009.

O Ministério da Cultura anunciou hoje que vai apoiar 15 galerias portuguesas na ARCOmadrid 2009, mas sob a forma de ressarcimento se provarem ter tido prejuízos.

Sem comentários.

Mais à frente, Sócrates

Sócrates vai levar ao congresso da sua pandilha o tema fracturante do casamento gay. Óptimo, para ele. E com certeza para a rua onde mora, o país e o mundo. Pena é que não siga o exemplo que vem da Índia.

A marca da extrema-esquerda

Filed under: Comentário,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 02:00

Infelizmente, pelo menos parte das informações relativamente ao risco de envolvimento na manifestação da Amadora de activistas de extrema-esquerda com intuitos violentos parece ter-se confirmado: Amadora: Manifestação de 500 pessoas contra morte de rapaz de 14 anos acaba em violência

Pedras e sacos de lixo arremessados contra a esquadra da PSP de Casal da Boba, na Amadora, marcou o final da manifestação de cerca de 500 pessoas em protesto contra a morte de Kuku, o rapaz de 14 anos baleado por um agente da PSP durante uma perseguição policial no passado domingo, na freguesia da Falagueira.

As grades de protecção em redor da esquadra e as protecções nas janelas não inibiram que os projecteis entrassem no edifício, ferindo pelo menos uma agente, que acabou por ter de ser retirada da esquadra numa ambulância do INEM.

Deve ser realçado que os actos de violência foram da responsabilidade de uma minoria dos manifestantes, mas os factos confirmam também – mais uma vez – que a ameaça da extrema-esquerda é real e não deve continuar a ser ignorada pelas forças de segurança e pelos orgãos de investigação criminal.

Não é de esperar que haja veementes manifestações de condenação e indignação contra estes actos de violência aqui, aqui, aqui, nem – sobretudo – aqui.

Como seriam as reacções se o comércio tivesse sido encerrado, as pedras atiradas e a agente da PSP ferida no âmbito de uma manifestação com participação do PNR ou “movimentos” adjacentes?

Leitura complementar: A impunidade da extrema-esquerda folclórica; A extrema-esquerda e a apologia da violência (2): “a violência é”; A violência “anti-fascista e anti-capitalista” e o Bloco de Esquerda (3); O Bloco de Esquerda e os crimes da eco-escumalha; A impunidade dos criminosos de extrema-esquerda e os energúmenos nazis; O ecoterrorismo e a impunidade da extrema-esquerda.

As prioridades certas

Filed under: Blogosfera,Comentário,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:45

Sem pôr em causa a pertinência de discutir possíveis coligações, parece-me bem mais interessante a intervenção de Diogo Feio:

O líder parlamentar do CDS-PP, Diogo Feio, prometeu hoje que a bancada democrata-cristã irá na próxima legislatura dar mais atenção à “falta de liberdade económica” que existe em Portugal.

Numa intervenção por vídeo-conferência no XXIII Congresso do partido, uma vez que foi operado e não pode estar presente nas Caldas da Rainha, Diogo Feio garantiu que outra das prioridades do grupo parlamentar após as eleições será a revisão constitucional, cuja discussão ordinária se abrirá em 2010.

“Queremos que seja uma ruptura com o que acontece actualmente e que possibilite reformas mais profundas em áreas como a educação, saúde e relações laborais”, defendeu.

Isto dito, o melhor meio para acompanhar ao vivo o que se vai passando no Congresso do CDS-PP é sem dúvida através do que o Michael Seufert vai twittando de lá.

Pão bolorento (2)

Filed under: Media,Nanny State Watch,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:31

Pãezinhos com bróculos. Por João Miranda.

Leitura complementar: Pão bolorento.

No mau sentido

Filed under: Comentário,Médio Oriente,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:07

No contexto da anunciada trégua unilateral de Israel no conflito com o Hamas, a decisão governamental de não autorizar sobrevoos ou aterragens em aeroportos portugueses de aviões com material militar para Israel poderá ter implicações meramente simbólicas mas não deixa de ir no mau sentido.

Quanto ao futuro da trégua, o Hamas já terá afirmado que os ataques contra civis israelitas são para continuar enquanto houver tropas israelitas em Gaza. Vale a pena relembrar que as tropas israelitas entraram em Gaza devido aos ataques terroristas realizados pelo Hamas numa altura em que não havia tropas israelitas em Gaza…

Leitura complementar: BOFETADA DE LUVA BRANCA.

Janeiro 17, 2009

Novo episódio da novela Freeport…

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 22:44

Como se antecipava aqui, o caso Freeport continua a dar que falar: Caso Freeport: vídeo prova pagamento de “luvas” a ministro português

A investigação em curso no Reino Unido ao “caso Freeport” inclui, desde 2007, um DVD com uma gravação vídeo entre um administrador do espaço “oulet” e um empresário inglês, Charles Smith, em que é assumido o pagamento de “luvas” a políticos portugueses para que fosse viabilizada a construção do espaço comercial de Alcochete, avança o semanário.

Na conversa, Smith implica de forma explícita um ex-ministro do governo de António Guterres – que, conforme o semanário já tinha avançado na edição da passada edição – encabeça uma lista de 15 suspeitos visados pela investigação inglesa.

Mais um grande momento de “serviço público” da RTP

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 22:22

Grande Trabalho. Por JCD.

… da jornalista da RTP que fez a notícia sobre o TGV e Manuela Ferreira Leite. Muito mais eficaz que o ministro Santos Silva. Está aqui, está assessora.

Obama e Lincoln

Filed under: Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 22:02

Um mau prenúncio: Barack Obama inicia viagem até Washington de comboio, seguindo exemplo de Abraham Lincoln

É com esta viagem que se iniciam as comemorações da tomada de posse do novo Presidente norte-americano, que se realiza na próxima terça-feira, dia 20, uma vigam que repete a viagem feita por Abraham Lincoln, em 1861.

Pão bolorento

Filed under: Blogosfera,Comentário,Nanny State Watch,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 20:43

Este post de Fernanda Câncio é um exemplo clássico da sobranceria esquerdista que tanto inquina qualquer hipótese de debate de ideias. Em um único post, com umas três dúzias de linhas, ela consegue demonstrar o paradigma da discussão política da esquerda moderna: Desonestidade intelectual, com recurso a variadas falácias argumentativas; e desrespeito pelos interlocutores (e leitores), fazendo-os de parvos, tratando-os como estúpidos.

A respeito do projecto-lei do PS relativo à regulamentação do uso de sal no pão, Fernanda Câncio acha a ideia razoável. É a sua opinião. Está no seu direito. Mas quem não concorda com ela passa automaticamente à categoria de “esta gente”, que aos “guinchos”, a faz “rebolar a rir”. Como exemplo de “guinchos” blogosféricos, dá estes dois. Já responder aos argumentos usados por eles, especialmente o do João Moreira Pinto, isso é que não. Bom mesmo é usar umas falácias para menorizar os discordantes:

  • Começa logo pelo ad hominem, pois seguramente que “guinchos” que a fazem “rebolar a rir” não podem ser válidos.
  • Segue-se um apelo ao medo, afirmando que ela própria, coitada, é “adicta” ao sal.
  • Depois vem o straw-man, onde quem é contra a limitação forçada do uso do sal no pão, só pode ser também contra os matadouros, as normas de frio e veterinários obrigatórios.
  • Logo a seguir, entre parenteses, vem a guilt by association. Ainda por cima associada a uma falsa dicotomia. Pedro Arroja é (ou foi) liberal. Pedro Arroja defendeu, há 15 anos, uma ausência total de normas. Logo, “esta estirpe de liberais”, só pode defender a mesma coisa. Tendo em conta os exemplos dados, esta “associação” é especialmente curiosa.
  • Por fim, vem a afirmação da consequência. Sal faz mal à hipertensão. Comemos pão, logo ficamos hipertensos. E esta vem ligada a outro straw-man: Os padeiros ganham dinheiro (esse terrível pecado) dando-nos pão salgado.

Este último ponto merece um comentário. Os padeiros querem de facto ganhar dinheiro. Por isso fazem o produto que tem mais mercado. Não é o facto de colocarem mais sal que faz subir o preço do pão. O custo do sal é quase irrelevante. Os padeiros ganham mais dinheiro porque as vendas são maiores; e estas são maiores porque os clientes preferem pão mais salgado. Não deve ser coincidência o facto dos estrangeiros em geral acharem o pão português excelente, e os portugueses acharem o pão estrangeiro medíocre…

Para ler ou reler

Filed under: Diversos — André Azevedo Alves @ 18:00

“Novas Oportunidades” (2). Por Natália Bravo.
Decifrando Daniel Oliveira… Por Carlos Guimarães Pinto.
Credibilidade? Por LT.
Capitalismo de Estado. Por André Abrantes Amaral.
Expliquem-me o proselitismo ateu. Por Maria João Marques.

O Congresso do CDS-PP no Twitter

Filed under: Blogosfera,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:06

O nosso Michael Seufert está no Congresso do CDS-PP e tem vindo a twittar de lá. Para acompanhar aqui.

O fim do Blogue Atlântico e a direita em Portugal

Filed under: Blogosfera,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 14:00

As duas melhores reflexões suscitadas pelo fim do Blogue Atlântico foram, a meu ver, a do João Gonçalves e a do Luciano Amaral.

A DIREITA E A BLOGOSFERA. Por João Gonçalves.

Lamento o desaparecimento do Blogue Atlântico. Era um mix e, depois, um remix de gente diversa aparentada com aquilo que passa por direita em Portugal. Infelizmente a direita – sempre envergonhada em se afirmar como tal – tem a horrível tendência em ser cerimoniosa com a esquerda, sobretudo a “caviar”. Alguns gostam de aparecer ao lado de certa gente em “causas” que eles acham “giras” para sacarem uma migalha de graça dessa esquerda. E têm ganho alguma coisa com isso, mas a direita não ganha nada. A separação de águas é o sal da democracia. Tal como o conflito despojado de oportunismo.

Um dia. Por Luciano Amaral.

Conto a história por uma razão principal: não sou caso único. Há por aí espalhados por vários jornais outros colunistas que o Paulo inventou, muitos deles muito mais bem adequados ao papel. Ou seja, como esta minha história há muitas outras por aí, cujo ponto de ligação foi o Paulo. Eu vi como era no tempo da Atlântico: onde houvesse uma voz em quem ele, com o seu radar, reconhecesse talento, ia lá buscá-la. Não perguntava nem exigia nada, apenas que escrevesse. As páginas da Atlântico encheram-se de vozes que nunca chegariam a lado nenhum não fosse ele, e muitas vão ficar. Por vezes ele enganou-se no talento, por vezes no carácter das pessoas que convidou, mas só não erra quem não tenta. Só Deus sabe como é que o Paulo manteve a revista a funcionar nos seus últimos longos meses de existência. Eu desisti. Mas ele conseguiu continuar a rapar o fundo ao tacho, mesmo quando já não havia tacho nem fundo. De certa forma, o Paulo, tal como me inventou a mim como colunista, inventou a Atlântico como “Revista Mensal de Ideias e Debates” (frase de que nunca gostei: demasiado tipo cineclube dos anos 60). Boa sorte, amigo.

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