Depois de alargar pela 19ª vez a banda de variação do Rublo, as autoridades monetárias parecem estar a considerar a hipóteses de deixar o câmbio da moeda russa flutuar (quase) livremente.
Janeiro 21, 2009
E que tal uma manifestação contra isto?
Hamas retoma controle de Gaza e caça “colaboradores” de Israel
O Hamas anunciou na quarta-feira que começou a retomar o controle da Faixa de Gaza e a procurar suspeitos colaboradores de Israel, levando o grupo rival Fatah a alegar que seus membros estão sendo alvejados.
“O serviço de segurança interno foi instruído a rastrear os colaboradores e golpeá-los com força”, disse Ehab al Ghsain, porta-voz do Ministério do Interior do Hamas, sem citar textualmente membros do Fatah.
“Eles prenderam dezenas de colaboradores que tentaram golpear a resistência, dando informações sobre os combatentes à ocupação”, disse Ghsain, empregando o termo com o qual o Hamas designa Israel, cuja ofensiva de 22 dias devastou a Faixa de Gaza.(…)
Um comunicado divulgado pelo Fatah em Gaza disse que, desde que se encerraram os combates na guerra de Gaza -Hamas e Israel puserem em vigor tréguas separadas no domingo-, milícias do Hamas teriam lançado vários ataques contra integrantes do Fatah.
De acordo com o comunicado, os ataques incluem “disparos nos pés de membros do Fatah, crimes brutais de execução e corpos atirados nos escombros da destruição”. O Fatah apelou à Autoridade Palestina, de Abbas, para que intervenha.
O sovkhoz do dia
Hoje, passamos todos pela mão do genial Manuel Pinho a accionistas (não remunerados) de uma fábrica de loiça.
Obama: avisos à navegação
“Seven reasons for healthy skepticism” de Jim Vandehei e John F. Harris (Politico)
“A Primavera” de Fernando Gabriel (Diário Económico)
Que grande lata!
Em que país vive Teixeira dos Santos? Quem o ouve falar, poderia pensar que em Portugal os impostos estão constantemente a descer e de vez em quando lá consegue vir algum iluminado e os sobe, temporariamente.
O país estaria bem melhor se os políticos se dedicassem mais a descobrir como baixar os impostos. O ministro já está perdido para essa causa: já só arranja desculpas senis para manter o assalto. A malta agradece.
Má sorte não ser muçulmano
Em Barcelona, Piden cuatro años de cárcel para el dueño de la filonazi Librería Europa
La Fiscalía de la Audiencia de Barcelona ha pedido en sus conclusiones provisionales una condena de cuatro años de cárcel para el dueño de la Librería Europa, Pedro Varela, especializado en material nazi y a quien se acusa de vender en su local de Barcelona libros que enaltecen y justifican el genocidio contra los judíos y defienden la segregación racial.
TGV’s e o discurso programático/burocrático que não olha à realidade
O Vasco Campilho escreve um post sobre o TGV, dando as suas opiniões sobre o assunto, algo aceitável, até porque o próprio texto, ao bom estilo f., se intitula, “TGV: everyone’s entitled to an opinion“. Em qualquer caso, se o Vasco Campilho queria defender o TGV, mais valia então ter poupado o seu latim, porque depois de ler o que escreveu, mais convencido fiquei de que não precisamos de “pouca-terras” de alta velocidade para nada. Vejamos: (mais…)
E agora? (2)
Carta da Airbus contraria versão de Mário Lino sobre contrapartidas [na compra dos Airbus]
Agora nada. A Airbus desmentiu a versão de Mário mas o PS disse que não isso não interessava nada. Inclusivamente, o ilustre deputado Afonso Candal acha que uma auditoria iria “lançar uma nebulosa” sobre o negócio” [!!!] e “envolvê-lo em polémica [!!!!]“.
Não sei se a comissão propôs um louvor ao Ministro Mário Lino. Pela minha parte quero louvar o desempenho do deputado Afonso Candal pelo seu afã em poupar-nos a polémicas.
No país do simplex
“O cidadão e o cartão” (1, 2 e 3) de Pinho Cardão
Filas intermináveis, senhas de atendimento esgotadas pela manhã…e quando se consegue fazer o pedido, nunca se sabe quando será entregue. É este o cenário de quem quer tirar o Cartão do Cidadão, dizia ontem o DN. Eu confirmo, e até me considero um especialista na matéria, porquanto tive que tirar tal cartãozinho por 3 vezes, nos últimos 40 dias, engrossando assim a lista de espera!…Vou contar!…
Exit Ghost*

O delírio que a América sente por Obama, não resulta apenas da crise que o país atravessa. Há um certo alívio depois de tanta discriminação racial, uma certa consolação por, finalmente, aquele país atirar para trás das costas um assunto que o atormentava. Que atormentaria qualquer um. Isto, mais o cansaço sentido pelas decisões difíceis e impopulares de George W. Bush, reuniu os americanos para que Obama pudesse unir a América.
*Plagiado do livro de Philip Roth.
Este tema é me familiar
João, ia responder a este post nos comentários do 31, mas tinha que me inscrever no sapo e não me apetecia. Fica aqui então:
- A primeira citação que foste buscar não tem nada que ver com o “casamento” gay. Na moção não se defende o casamento gay nem sei porque foste lá buscar essa ideia.
- Uma questão completamente diferente é a que pões quanto à família. Não podes proibir as pessoas de chamar família ao que bem lhes dá na gana. Já bem basta o governo definir contratos de vida (a minha posição aqui), mais faltava ter este o poder de decidir o que é família e o que não é. Que para ti (e para mim, já agora) família seja uma homem, uma mulher e possivelmente filhinhos é uma coisa. Agora comparar estruturas espontâneas em que indivíduos se sintam bem com «experimentalismo social», parece-me mal.
E agora?
Na audição de ontem Carlos Santos entra em contradição com o depoimento de Miguel Cadilhe sobre a data e a primazia da determinação de se encomendar uma auditoria externa ao BPN. Na verdade, enquanto Miguel Cadilhe refere que só depois de o BPN ter encomendado a auditoria à Deloitte é que o BP ordenou igual medida, enquanto Carlos Santos considera que o banco central a determinou antes da administração do BPN citando as datas de 3 ou 4 de Junho. Tese que o deputado Nuno Melo (CDS) deitou por terra, ao citar ofícios do BP que provam que este “só pede a auditoria depois desta estar decidida pelo BPN”.
Suponho que no final dos trabalhos da comissão, os deputados do PS irão propor um louvor pela forma Vítor Constâncio e o BdP conduziram este caso.
Não tenho adjectivos que cheguem para qualificar isto (2)
A Fiat propõe-se salvar a Chrysler. Em troca de 35% do capital da companhia transfere tecnologia e licenças para construir e vender os seus modelos nos EUA. Dinheiro, que é o que a Chrysler mais necessita, nicles. O negócio só se faz se o governo americano lhe emprestar 3 mil milhões USD.
Com o dinheiro dos outros também eu me proponho “salvar” empresas.
LEITURA COMPLEMENTAR: Não tenho adjectivos que cheguem para qualificar isto
Obama: de Messias a personagem trágica?
A Presidência Obama. Por Bruno Alves.
De certa forma, Obama é mais parecido com Bush do que os apoiantes de ambos parecem pensar. Ambos se apresentaram, como outsiders do “sistema” de Washington, políticos de “instinto” que querem “unir” a América, e sem grande experiência nível internacional. Obama foi o mais “bushista” dos Democratas. Não apenas pela falta de experiência internacional, mas essencialmente pela sua retórica: é extraordinário como o seu discurso da “esperança” e do “fim das divisões” ecoa o “uniter not a divider” de Bush em 2000, e como o seu discurso anti-”Washington” se assemelha ao de Bush quando se apresentava como um “ordinary guy form the good old state of Texas“. Independentemente do que se pense acerca das políticas do antigo presidente (algumas com que concordo, outras que detesto), viu-se como acabou o “uniter not a divider“: quando teve de fazer escolhas difíceis, acabou por ser precisamente um “divider, not a uniter“. Como afinal, todos os políticos têm de ser.
“Paranóia securitária domina tomada de posse presidencial nos EUA”
Imaginem que o presidente era outro. Por Helena Matos.
Janeiro 20, 2009
Calma, calma que por enquanto o pão tem sal a mais
Anderson no Manchester, ao cuidado da Sofia Buchholz e do maradona
Abraham Lincoln, The Great Emancipator
Abraham Lincoln, pouco antes de começar a Guerra Civil Americana: (mais…)
Perseguição religiosa no Irão
Pelo menos seis Bahá’ís foram detidos ontem (15 de Janeiro) no Irão. As detenções ocorreram na sequência de rusgas a mais de uma dezena de residências de famílias Bahá’ís, nas quais foi foram confiscados computadores, fotos e diversos livros Baha’is. Entre os detidos encontra-se a Sra Jinous Sobhani, que trabalhou como assistente para a Organização de Defesa de Vitimas de Minas e para o Centro de Defesa dos Direitos Humanos, organizações fundadas por Shirin Ebadi.
Numa entrevista à CNN, a Sra Ebadi afirmou que Jinous Sobhani tinha sido dispensada das duas organizações após as rusgas que os agentes da autoridade efectuaram aos escritórios de Shirin Ebadi e terem encerrado os mesmos. “A detenção destas pessoas reflecte, não apenas a grave situação que os Baha’is enfrentam no Irão, mas também a situação geral dos direitos humanos naquele país”, afirmou Diane Ali, a representante da Comunidade Internacional Baha’i junto das Nações Unidas em Genebra. “Tanto quanto sabemos estas pessoas foram detidas, principalmente, por serem baha’is”.
Ler o resto, no Povo de Bahá.
Coisas que interessam
O artigo do Tiago Caiado Guerreiro* no Diário Económico de hoje (não encontro link) é (mais um) de leitura obrigatória. Vem a propósito dos recém criados Fundos de Investimento Imobiliário para Arrendamento Habitacional – FH (ufa!). Sob a capa de tal nome são só mais um instrumento para beneficiar a irresponsabilidade e a incúria de uma parte dos portugueses, à custa da sensatez e responsabilidade da outra. Pela lista de benefícios fiscais destes instrumentos dá a ideia que devem ter uma dedução fiscal dos próprios benefícios. Com diz o TCG:
Mais benefícios fiscais que os consagrados para os FH não era possível. Já agora, e o resto dos portugueses, que vivem sujeitos a uma enorme pressão fiscal de impostos tão injustos e tão pesados como o IMI, IMT, Imposto de Selo e as elevadas taxas de IRS e IRC vigentes em Portugal?
Financiar os perdulários e incautos a custo dos cautelosos e sensatos, é mau como princípio e um catalisador para a instabilidade social.
É que na teoria somos todos iguais…
*Obrigado ao leitor Doe,J
Longa e boa vida aos americanos mas podiam aumentar a temperatura?
Ao novo Presidente do país mais poderoso do mundo e que jura perante a Bíblia, faço-lhe uma saúde com jack daniels e coca-cola.
O efeito do homem já se faz sentir: de uma vez por todas já não há aquecimento global (que se assemelha a uma doença venérea). Duvidam? As fotos retratam o tal aquecimento, hoje, em Mangualde. Estes americanos são o máximo.



Só há uma palavra para descrever a governação socialista: Fracasso
Pela primeira vez, o peso do Estado chega a 50% do PIB, num cenário em que o país entra em recessão e défice galopante (3,9% este ano, 4,5% previstos para 2010, isto se tudo correr bem). A dívida pública disparou para 70% do PIB. 11 anos de governação socialista nos últimos 14, levaram-nos a um beco sem saída.
Tudo o que Sócrates diga é newspeak, propaganda típica de políticos com tendências orwellianas. O rei vai nu.
O mito do “recuo” do Estado
Felizmente, também há quem, à esquerda, procure neste domínio dar alguma atenção aos factos: O fim do Estado? Por Hugo Mendes.
À esquerda, é muito comum iniciar qualquer análise do “neoliberalismo” contemporâneo com a crítica ao “recuo ” ou ao “ataque” ao Estado — significando, entre outras coisas, mas em particular, a redução da dimensão do sector público. Porém, comentários deste tipo assentam na maior parte das vezes em generalizações de casos particulares (ou melhor, na sua caricatura) e não numa visão de conjunto das transformações recentes.
(…)
Na maioria dos outros países que constam da figura, é difícil encontrar um padrão: em alguns, a dimensão do sector público cresceu entre 1995 e 2005 (França, Finlândia, Bélgica, Portugal, Espanha) e desceu noutros (Suécia, Canada, Austrália, Holanda, Áustria), mantendo-se basicamente inalterado num grupo mais pequeno (Turquia, Suíça, Coreia do Sul). Mas, no espaço de uma década, as mudanças não foram revolucionárias. Curiosamente, o Estado emprega menos pessoas naquele país que, para uma certa esquerda, parece representar um exemplo a seguir em termos de estratégia de desenvolvimento: a Coreia do Sul.
Conclusão parcial: o “Estado mínimo” não chegou nem está para chegar.
Matar o monstro à fome?
O meu caro colega insurgente Luís Tribuna, a propósito de umas declarações de Passos Coelho rejeitando a descida do IRS pois esta apenas significaria o aumento dos impostos no futuro, defende que esse argumento apenas mostra como o problema da carga fiscal em Portugal reside na elevada despesa pública, e só cortando nela se poderá baixar os impostos e aumentar o nível de rendimento disponível para as pessoas. Não podia concordar mais. no entanto, há um aspecto do argumento do Luís que não me parece fazer muito sentido, mas que, no entanto, é abundamente mencionado por pessoas com quem costumo concordar: a ideia de que “se calhar até era bom baixar agora o IRS para sermos obrigados a baixar a despesa pública”.
Espero não estar a interpretar mal o Luís, mas parece-me que ele está aqui a ecoar a velha de de “matar o monstro à fome”, a ideia de que, como existem fortes resistências ao corte da despesa pública, a melhor maneira de a levar a cabo é avançar com um corte das receitas, para dessa forma “obrigar” a um corte das despesas que equilibre as contas. É um raciocínio muito pouco lógico. O que se está a argumentar é que, como o Governo não quer cortar a despesa, esse mesmo Governo deveria baixar os impostos (e a receita), para se obrigar a si próprio a cortar a despesa. Ora, se o Governo não quer baixar a despesa, não vai baixar os impostos para baixar a despesa; pode baixar os impostos por outras razões, mas estará apenas a criar um défice nas contas públicas, e a aumentar o endividamento. Se quiser baixar a despesa, baixa-a, não precisa de cortar os impostos para ser “obrigado” a fazê-lo. Aliás, se há prova de que a táctica de “matar o monstro à fome” não resulta em Portugal, é a própria história da democracia portuguesa: é que, caso não tenham reparado, o monstro, por muito gordo que seja, e por muito gordo que esteja a ficar, está a morrer à fome. Há anos que as receitas estão abaixo das despesas, e o resultado não tem sido o de obrigar os Governos a cortar a despesa, antes pelo contrário, esta tem subido, tal como os impostos, que no entanto, nunca são suficientes para evitar a criação de défice. Só são suficientes para estrangular a economia e criar dificuldades aos portugueses.
Concordo com o Luís quando ele acentua a necessidade do país ter uma carga fiscal menos elevada (“a única forma sustentável de garantir a viabilidade deste nosso estado”), e acima de tudo, quando ele diz que só será possível descer os impostos se se descer, de forma sustentada, a despesa pública. Mas, por isso mesmo, penso que o discurso daqueles que defendem essa opção deve assentar na defesa da redefinição das funções do Estado, e apresentar a descida dos impostos como uma consequência (desejável, mas uma consequência) dessa redefinição: devem perceber que “there’s no such thing as low taxes”, que não há impostos baixos, apenas aqueles que são necessários para cobrir as despesas de um Estado, e só se estas forem relativamente baixas, as pessoas poderão gozar das vantagens de impostos mais baixos. Ao defender a descida do IRS, Manuela Ferreira Leite deverá ter sempre muito cuidado: deverá sempre dizer que, para que isso seja feito, será necessário que o Estado gaste menos. Deverá sempre dizer que o PSD é favor da descida do IRS, só se o Estado cortar o nível da despesa pública. Mais, Manuela Ferreira Leite não deveria defender que o actual Governo deveria baixar os impostos agora, nem sequer que, se nesta altura fosse Governo, o PSD os baixaria: deveria, isso sim, avaliar que consequências terão as opções políticas do PS, explicá-las aos portugueses, e dizer-lhes o que, em finais de 2009, depois das eleições, o PSD fará se estiver no Governo. Ninguém obriga Governos a cortar na despesa, se eles não o quiserem fazer. Defender que seriam necessários cortes da carga fiscal agora não servirá de nada, a não ser que o Governo se convença que é necessário baixar a despesa (coisa que não vai acontecer). O que é necessário é preparar o que será necessário fazer, no futuro, para que esses impostos desçam efectivamente.
“esconder de forma objectiva”
O antigo número dois da supervisão do Banco de Portugal acusou hoje a equipa liderada por José de Oliveira e Costa de “esconder de forma objectiva” informação às autoridades. Carlos Santos, que está a ser ouvido na comissão parlamentar de inquérito do BPN, diz que era difícil os auditores detectarem esta situação, porque não acompanham diariamente o banco.
Como é que o reforço dos poderes de supervisão podem evitar a repetição destas ocorrências? Seguindo a “sugestão” de Carlos Santos, a não ser que a supervisão coloque auditores de forma permanente nos bancos e que (muito importante!) estes acompanhem todas as decisões e acções correntes (o que – julgo – levante questões bastante mais preocupantes) é “difícil [a]os auditores detectarem esta[s] situaç[ões]. Não estaremos a colocar demasiada fé nos poderes da supervisão bancária?
Pãezinhos sem sal
Os socialistas têm dois passatempos muito pouco recomendáveis: extorquir os contribuintes e invadir descaradamente a esfera privada dos cidadãos. A devassa pode até começar num registo discreto, mas logo desliza para uma espécie de fúria legisladora. As recentes notícias sobre a regulamentação da quantidade de sal no pão anunciam apenas outro jorro dessa avalancha que há muito asfixiou os cidadãos portugueses, pelo menos aqueles que, vá-se lá saber por que razão, têm um certo apreço pelo conceito de responsabilidade individual. A coisa não vai parar por aqui, até porque, creio, esta rede que os legisladores vêm tecendo, e que cada vez mais nos tolhe os movimentos, resulta, em parte, da convicção de se estar a praticar o Bem. E há poucas coisas mais difíceis de travar do que um Bom Samaritano auto-designado.
Entretanto, a deriva higienista do regime português, e a comparação com o que se passa deste lado da fronteira, vai alimentado a minha (antiga) admiração por Espanha. Este povo pouco dado a regras saiu quase ileso de quatro anos de um governo ultra-progressista, com uma agenda prenhe de projectos de engenharia social e portador da enfermidade a que chamamos “politicamente correcto”. É obra. E agora os espanhóis podem baixar a guarda, pois a realidade caiu como uma bomba na Moncloa e este segundo executivo de Zapatero não vai ter condições para colocar em prática o seu plano sinistro de uma Nova Sociedade. (As razões são as piores, eu sei, mas há que encontrar uma fresta de esperança nestes céus estranhos, mas nada inesperados, que se abateram sobre Espanha.) Por isso, meus caros, se gostam de respirar uns arzinhos de liberdade − e enquanto os seus últimos vestígios não desaparecem definitivamente da Europa − Espanha é o país a visitar, ou mesmo o sítio ideal para se viver. Só é pena que o pão espanhol, ao contrário de todos os outros itens da sua gastronomia, raramente iguale as qualidades do pão português. Mas os deputados socialistas já estão a tentar remediar essa situação, não é?
Liberalismo à portuguesa
Não vou comentar a entrevista de Pedro Passos Coelho à TSF e ao DN porque, não só o Bruno Alves já o fez aqui e aqui, como o fez bem melhor do que eu o conseguiria fazer. No entanto, acho que estas últimas declarações de PPC, aquando do jantar-debate promovido pela plataforma Construir Ideias, mercem um comentário.
Estando perfeitamente no seu direito, PPC é contra a descida do IRS, nesta altura, porque:
À primeira dificuldade, o défice volta a estar presente porque a despesa pública é muito elevada, o que significa que vamos ter de ter receita fiscal a cobrir essa despesa. Ora, que sentido é que faria estar agora a descer o IRS para dizer: nós vamos depois das eleições aumentar outra vez o IRS?
Se calhar o problema não está em baixar agora o IRS. Se calhar o problema está na despesa pública. Se calhar o problema está em projectos como o TGV (que, pelo seu carácter estratégico, PPC defende). Se calhar até era bom baixar agora o IRS para sermos obrigados a baixar a despesa pública (a única forma sustentável de garantir a viabilidade deste nosso estado). Mas não, PPC acha que é um disparate baixar agora o IRS porque Manuela Ferreira Leite o defende vamos precisar dessa receita para alimentar o monstro.
Estranhamente PPC não é contra a descida do IRC porque tal não iria afectar a receita fiscal. Deve estar a contar com os excelentes resultados que a quase totalidade das empresas portuguesas estarão em condições de apresentar em 2009…
Enfim, podem os variados arautos dos perigos do neo-liberalismo estar descansados. Por cá, com liberais assim, não precisamos de socialistas.
Menos um filho da puta
John Ashcroft. Alberto Gonzales. Donald Rumsfeld. Dick Cheney. A invasão do Iraque e a farsa das Armas de Destruição em Massa. O fracasso militar no Afeganistão. O PATRIOT Act. A “interpretação autêntica” das Convenções de Genebra, os “combatentes ilegais inimigos” e a tortura sancionada pelo estado como método de interrogatório. A relativização do habeas corpus. Abu Ghraib. Guantanamo. A extraordinary rendition. As escutas de cidadãos americanos sem mandado. Os signing statements. As free speech zones. O big spend e os respectivos aumentos desmesurados do estado e da dívida.
Estes actos, estas pessoas, são o legado de George W. Bush.
Em meros oito anos, dois mandatos, foram este indivíduo e a sua entourage responsáveis por delapidar da forma que bem conhecemos a imagem de todo um país e de um povo no estrangeiro. Por delapidar toda uma relação do estado americano com os seus cidadãos, ferindo de forma grave a sua Constituição de mais de 200 anos. Destruidores da imagem de Honra das forças armadas americanas, dos seus combatentes e chefias, no campo de batalha e para com as populações civis. Da imagem dos EUA como farol de respeito da liberdade individual, da privacidade e das liberdades cívicas.
Demonstrador do pior que a democracia e os supostos elevados padrões morais ocidentais são capazes de produzir, e de que os check&balances não são, afinal, sólidos como se julgavam.
(mais…)
Marketing Obama
O Partido Comunista Português “assimilou” a mensagem do novo presidente dos EUA, popularizada em videoclip:

Ironia

Obama toma, dentro de pouco tempo, posse como presidente dos EUA e o seu discurso deverá dar ênfase ao valor e importância da responsabilidade pessoal, como alicerce da liberdade. Qualquer discurso deste género em Portugal daria azo a enorme ‘gozo’ e cinismo quanto baste. Como vem de Obama será ouvido com interesse. Não direi deleite, porque uma certa apreensão, um certo desconforto será sentido por algumas pessoas. Não porque se sintam defraudadas, mas porque afinal até acreditam naquilo que sempre desprezaram. Não será um sentimento contra Obama, mas contra elas próprias.
Leituras
“A Margem do Erro” de Henrique Neto (blog Sedes)
“Deixem Falir o BPP” de Pedro Bráz Teixeira (Abelhudo)
“O Ministro Censor” de Adolfo Mesquita Nunes (Delito de Opinião)
“O Grande Pai” de Rui Albuquerque (Portugal Contemporãneo)
Finished
Yen Gains to Record Versus Pound on Concern Bank Losses to Rise
The yen rose to a record against the pound and gained versus the euro on speculation credit-market losses will widen after the U.K. increased aid to banks, curbing demand for higher-yielding assets funded in Japan’s currency. (…)
Sell Any Sterling
“I would urge you to sell any sterling you might have,” said Jim Rogers, chairman of Singapore-based Rogers Holdings, in an interview with Bloomberg Television. “It’s finished. I hate to say it, but I would not put any money in the U.K.”
(Fonte: Bloomberg)
Adenda: RBS Will Be Guinea Pig for ‘Creeping Nationalization’
Notícias de um estado neoliberal
Peso do Estado chega a 50% do PIB
O aumento de despesa pública e o abrandamento da economia levam a despesa pública do Estado a pesar 50% do PIB pela primeira vez na história.
No OE para 2009 o Executivo fez uma alteração metodológica à contabilização das despesas com contribuições sociais dos funcionários públicos que retiraram às despesas e receitas do Estado cerca de 3.149 milhões de euros. O valor do défice ficou igual, mas o peso destas rubricas no PIB diminuiu, o que impossibilitava a comparação com 2008.
(Fonte: Jornal de Negócios)
A Era Obama
Chegou já a última época dos oráculos de Cumas.
Renasce de raiz a grande sucessão dos séculos.
Eis que volta já a Virgem, volta o reino de Saturno,
e já do alto dos céus desce uma nova geração.
Favorece, ó casta Lucina, o menino a nascer; com ele cessará
a idade do ferro, e em todo o mundo surgirá desde logo
a de ouro. Reina já o teu caro Apolo.
[...]
Esse menino receberá uma vida divina, e verá entre os deuses
os heróis misturados; ele mesmo será visto por aqueles,
e governará o orbe pacificado pelas paternas virtudes.
Sem ser cultivada, a terra será a primeira a dar-te de prenda,
menino, as coleantes heras no meio do bácaro,
derramando a colocásia à mistura com o ridente acanto.
Por si mesmas, as cabras virão trazer a casa
os úberos tensos de leite, e aos leõe enormes não temerão os rebanhos.
[...]
O solo não sofrerá com o arado, nem a videira com a podoa;
o lavrador robusto desligará também o jugo aos touros,
e a lã não aprenderá a falsidade da mudança de cor,
mas por si mesmo o carneiro nos prados transformará o seu velo,
ora com uma púrpura delicada, ora com o açafrão.
[...]
Olha o mundo a oscilar na abóbada celeste,
as terras, a extensão do mar, a profundeza do céu.
Olha como tudo se compraz com o século vindouro!
Virgílio, Bucólicas (IV 4-10, 15-22, 40-44, 50-52), trad. Maria Helena da Rocha Pereira
Nó górdio?
A Elise passou-me um quebra-cabeças, perdão, uma cadeia que teve a sua graça seguir. Aqui ficam as minhas respostas:
Uma fotografia? Cabo da Roca por moi-même, Agosto de 2005.
Uma banda? Pulp.
1 – Homem ou mulher? Walk Like A Man
2 – Descreve-te: You Know My Name
3 – O que pensam de mim? Always Look On The Bright Side Of Life
4 – Como descreves o teu último relacionamento? When You’re Young And In Love
5 – Descreve o estado actual da tua relação: Without Us
6 – Onde querias estar agora? Tarde Em Itapuã
7 – O que pensas do amor? Romeo and Juliet
8 – Como é a tua vida? The Story (o vídeo neste caso conta muito)
9 – O que pedirias se pudesses ter só um desejo? Pa-pa-gena! Pa-pa-geno!
10 – Escreve uma frase sábia: If I Had A Million Dollar (I’d Be Rich)
Esta cadeia fica caseirinha e passo-a ao Colectivo insurgente. Mas como responsabilidade partilhada não é grande pistola, nomeio o Hélder, o RAF e o Migas fiéis depositários da causa. Os três têm mesmo que responder, os outros podem fazer de conta que não viram.
O PSD tem problemas de comunicação (social)
Pedro Santana Lopes, na liderança do PSD e como Primeiro-Ministro, só cometia gaffes.
Luís Marques Mendes, na liderança do PSD, só cometia gaffes.
Luís Filipe Menezes, na liderança do PSD, só cometia gaffes.
Manuela Ferreira Leite, na liderança do PSD, só comete gaffes.
O diferencial entre o WTI e o Brent
Continua a nevar em Portugal
Desde Outubro de 2008 que neva em Portugal
O Instituto de Meteorologia lançou novo alerta devido à queda de neve, vento e ondulação forte. O aviso de queda de neve sucede desde Outubro de 2008. Já lá vão quatro meses.
Ataques que não darão lugar a manifestações da extrema-esquerda
Fresh attacks on Pakistan schools
Taleban militants have blown up another five schools in north-west Pakistan, officials say, despite a government pledge to safeguard education. (mais…)

