Bernardo Pires de Lima engrossa as fileiras do 31 da Armada.
Janeiro 23, 2009
E ninguém votou contra…
Geminações artificiais. Por Paulo Tunhas.
Vi agora no telejornal que Lisboa, por proposta do Bloco de Esquerda e abstenção de, pelo menos, o PS e o PSD – como não tomar nota? -, foi geminada com Gaza. Claro que a decisão não teve nada de político – oh, claro que não!
Não me passa pela cabeça pedir daqui a Rui Rio que gemine o Porto com Ashkelon. Mas pergunto-me qual o efeito que tal decisão produziria. Não em Ashkelon, bem entendido. Nos media cá da terra.
Janeiro 22, 2009
Death by Committee (2)
Na linha vanguardista Insurgente, para o Hino do UNRAVEL proponho o tema The Unraveling dos Rise Against (how appropriate). Os direitos de autor podem, perfeitamente, ser pagos em velocípedes furtados semi usados.
Os ingleses e as legislativas portuguesas
A reacção de José Sócrates ao mais recentes episódios do caso Freeport foi, dadas as circunstâncias, comedida e compreensível. Mas a sugestão de uma ligação dos mais recentes desenvolvimentos da investigação às legislativas que se aproximam esbarra – pelo menos aparentemente – no facto de as buscas terem sido feitas a pedido das autoridades inglesas.
Aguardam-se os próximos episódios…
Leitura complementar: Alguém o pode ajudar?; Novo episódio da novela Freeport…; Corrupção em Portugal – II.
É melhor que o Cristiano Ronaldo
Chama-se Miguel Urbano Rodrigues. E dá um baile, num workshop comunista sobre o sionismo genocida.

É A Verdade a que eles têm direito.
Boa notícia e duas esperanças
A boa notícia será o fecho da prisão militar norte-america de Guantánamo, dentro de um ano. A primeira esperança estará reservada para muita mulher e homem desimpedidos-e-que-não-ligam-pevas-ao-que-o-Cardeal-disse… será a libertação de Khalid Sheikh Mohammed.

A segunda esperança, reside no incremento da indústria de turismo e negócio imobiliário do país do eterno Fidel. Trata-se de um terreno com cerca de 45 quilómetros quadrados, com uma excelente vista para a Flórida.
O mundo em mudança
Talvez porque está doente, Fidel Castro não duvida da honestidade de Obama. Talvez porque estejam em perfeita saúde, as autoridades de Cuba e da China, censuraram o discurso do novo presidente norte-americano.
A colocar na lista das próximas manif’s pró Hamas
«Andatevene, andatevene via di qui! Volete che gli israeliani ci uccidano tutti? Volete veder morire sotto le bombe i nostri bambini? Portate via le vostre armi e i missili», gridavano in tanti tra gli abitanti della striscia di Gaza ai miliziani di Hamas e ai loro alleati della Jihad islamica. I più coraggiosi si erano organizzati e avevano sbarrato le porte di accesso ai loro cortili, inchiodato assi a quelle dei palazzi, bloccato in fretta e furia le scale per i tetti più alti. Ma per lo più la guerriglia non dava ascolto a nessuno. «Traditori. Collaborazionisti di Israele. Spie di Fatah, codardi. I soldati della guerra santa vi puniranno. E in ogni caso morirete tutti, come noi. Combattendo gli ebrei sionisti siamo tutti destinati al paradiso, non siete contenti di morire assieme?». E così, urlando furiosi, abbattevano porte e finestre, si nascondevano ai piani alti, negli orti, usavano le ambulanze, si barricavano vicino a ospedali, scuole, edifici dell’Onu.
Adenda: o leitor lucklucky fez uma tradução que muito agradeço.
“Vão-se embora daqui! Querem que os Israelitas nos matem a todos? Querem que os nossos filhos morram debaixo das bombas? Levem as vossas armas e mísseis”, gritavam os habitantes da Faixa de Gaza aos militantes do Hamas e da Jihad. Os mais corajosos estavam organizados e bloqueavam todas as entradas e escadas ás suas casas e patios. Mas para a maioria a guerrilha não ouvia ninguém: “Traidores.Colaboradores de Israel, espiões da Fatah, Cobardes. Os soldados da Guerra Santa os punirão. Em todos caso morrem todos como nós. Combatendo os hEbreus Sionistas estamos destinados ao paraíso, não estão contentes de morrer assim?” E assim gritando furiosamente deitavam a baixo portas e janelas e se escondiam nas partes altas, hortas, usavam ambulâncias, e se barricavm em Hospitais, Escolas e edificios da ONU.
Alguém o pode ajudar?
Se o nosso PM se indigna e interroga pelo facto de a cada nova eleição aparecer o caso Freeport, sabendo que as eleições acontecem normalmente de quatro em quatro anos, deve o Eng. dar os parabéns ao Ministro da Justiça pelo seu trabalho?
David Cameron – Towards a Liberal Utopia?
David Cameron não será um político de grandes leituras (o que não é necessariamente mau), mas a presença de Towards a Liberal Utopia? em lugar de destaque na prateleira é ainda assim um bom sinal: What Cameron is reading. Por Philip Booth.
It was interesting to see David Cameron’s library in the newspapers yesterday. There are some good choices there. Kynaston’s book on the austerity years after the war is excellent, for example.
Nice, too, to see the IEA’s manifesto Towards a Liberal Utopia. Even nicer to see it sticking out as if it has recently been read. It has some great ideas for Cameron’s second term (abolishing compulsory schooling and the state licensing of medical practitioners come to mind), but there is some serious material for his first term too.
John Blundell’s chapter on policing could make serious inroads into crime and civil disorder without costing a penny – it is a localist agenda too (very Cameronite). And, in these difficult times, real political leadership is required in making a liberal case for free trade at home and abroad. Cameron should take this agenda into the EU and further afield with relish.
Death by committee
A sugestão, do larápio de velocípedes Jorge Bateira, de criar uma agência da ONU para substituir as agências de ratings é genial. Como disse o André Azevedo Alves (o AAA que foi recentemente downgraded para BBB), «é preciso acabar com as agências de rating e substitui-las por agências para-estatais que ignorem os efeitos do fracasso das políticas socialistas».
Assim sendo, proponho desde já (que nós aqui no Insurgente estamos muito à frente) a criação da UNRAVEL. United Nations Rating Agency for Voluminous and Expanded Lending. Esta agência tomará as decisões em comités divididos em subcomités, por sua vez divididos em grupos de trabalho. Alguns membros terão direito de veto; e seguindo o modelo altamente bem sucedido para o comité da ONU para os direitos humanos, os países com maior experiência em bancarrotas e colapsos económicos serão os escolhidos para liderar o steering committee. O primeiro alto comissário da UNRAVEL será o Robert Mugabe.
Mais um na corrente
Bem, vamos lá despachar a encomenda:
Uma banda? The Smiths

1 – Homem ou mulher? This Charming Man
2 – Descreve-te: Paint A Vulgar Picture
3 – O que pensam de mim? What Difference Does It Make
4 – Como descreves o teu último relacionamento? I Know It’s Over
5 – Descreve o estado actual da tua relação: You’ve Got Everything Now
6 – Onde querias estar agora? Asleep
7 – O que pensas do amor? Pretty Girls Make Graves
8 – Como é a tua vida? I Started Something I Couldn’t Finish
9 – O que pedirias se pudesses ter só um desejo? Please, Please, Please, Let Me Get What I Want
10 – Escreve uma frase sábia: Accept Yourself
Passo a “batata quente” ao Luís Silva, ao Carlos e ao Miguel Morgado.
Para relermos quando os ânimos acalmarem
10 things that Bush got right, Fred Barnes
Com o meu saudável hábito de reservar as emoções fortes para as relações pessoais da minha vida (ou, quando muito, para algumas personagens de ficção muito queridas e de longa relação), confesso que fico sempre um pouco surpreendida com a ferocidade de sentimentos expressa por tantos quando se alude a algumas personagens do mundo da política, que claro que devem ser escrutinadas, questionadas, admiradas, criticadas mas nunca objecto de enamoramentos ou repulsas arrebatadoras. A adoração mundial por Obama é, para mim, supremamente ridícula, ainda que em momentos enternecedora. O ódio voraz por George W. Bush que se vê em tantos quadrantes, que foge a qualquer racionalidade e a qualquer leitura de um calendário, é um caso para estupefacção sucessiva e que desconfio só poder ser explicado por algum síndrome do género do a pull to the east genialmente criado pela Nancy Mitford no Don´t Tell Alfred. Não estando totalmente ainda pública a informação do que se passou nos inner circles dos decisores da WWII, e tendo ficado muita dessa informação disponível nas décadas recentes e sido objecto de estudos muito interessantes (do período da guerra fria, então, muito está ainda classificado), fico sempre boquiaberta com as pessoas que sabem as razões (iníquas, claro) que levaram à invasão do Iraque, a decisão mais flagrante.
Não pretendo endeusar Bush – há muito do que fez e decidiu com que eu não concordo – nem me repugnam críticas (era o que faltava) às suas administrações, desde que livres de paixões inquisitoriais; contudo não posso deixar de me sentir agradecida por ele ter estado disposto a fazer o trabalho sujo que necessitava de ser feito e que os europeus (incluindo-me) preferem que seja feito por serviçais com os quais possamos negar qualquer projecto comum. E também não deixo de pensar que, mesmo sendo um cowboy ex-alcoólico, Bush não deixou de compreender a mudança estrutural provocada no mundo pelo terrorismo islâmico estampado no 11 de Setembro melhor do que a maior parte dos seus críticos. Por fim, sobre as iniquidades de W., para mim não são maiores do que as de FDR (agora tão aclamado) durante a WWII, bastando referir o internamento de japoneses e americanos (tão patriotas como os restantes) de origem japonesa.
E que tal uma manifestação contra isto? (2)
A Fatah e o Hamas acusam-se mutuamente de desvios da ajuda humanitária. Num episódio recente, o Hamas desviou 12 camiões com mantimentos oferecidos pela Jordânia e que se destinavam à UNRWA.
À 20ª foi de vez
Após 20 desvalorizações do Rublo nos últimos 3 meses o banco central russo foi forçado a aceitar que seja o mercado fixar a cotação da moeda russa. De caminho, gastou mais de um terço da reserva de dívisas. Só na semana passada foram cerca de 30 mil milhões de USD.
Até onde vai o caso Freeport?
Na sequência das diligências, as autoridades levaram documentação diversa e alguma referente a “offshores antigas”, segundo disse Júlio Carvalho Monteiro. Ao semanário o empresário informou, ainda, que a contabilidade da sua empresa de Setúbal – a imobiliária ISA – foi apreendida e que a polícia referiu também um email sobre o licenciamento da superfície comercial que terá sido enviado para o Freeport.
A 10 de Janeiro o “Sol” noticiou que as autoridades judiciais inglesas, que têm em curso uma investigação criminal sobre o licenciamento da construção do Freeport de Alcochete, tinham uma lista de 15 suspeitos de corrupção e fraude fiscal, encabeçada por um ex-ministro de António Guterres. Os outros suspeitos que terão estado na origem do desfalque à empresa inglesa de “outlets” são administradores do Freeport, autarcas portugueses, construtores e advogados.
Leitura complementar: Novo episódio da novela Freeport…; Corrupção em Portugal – II.
O ‘rating’ do bom pagador (2)

Há coisas com uma certa piada. Este título no DE é uma delas: «Portugal paga crédito mais caro por causa de agência de ‘rating’».
E eu a pensar que era “por causa” do aumento desregrado da dívida pública, do aumento persistente da despesa pública e de contas públicas que só não estão pior devido à subida insustentável da carga fiscal.
O ‘rating’ do bom pagador
Não percebo a surpresa. Qualquer pessoa ou empresa que tenha dinheiro a receber do estado português sabe bem da capacidade de pagamento da República Portuguesa.
Amanhã, às 18 horas, Paulo Gorjão e Adolfo Mesquita Nunes

Esta semana, no programa ‘Descubra as Diferenças’, André Abrantes Amaral e Antonieta Lopes da Costa em debate com Adolfo Mesquita Nunes e Paulo Gorjão.
Juntos, analisam alguns dos principais temas da actualidade:
- A Moção Sócrates. José Sócrates apresentou, no passado fim-de-semana, a sua moção de candidatura à liderança do PS. Regionalização e casamento entre pessoas do mesmo sexo, são novas-velhas bandeiras. Sem Alegre, já não sopram novos ventos no PS?
- CDS em congresso. Depois de mais um congresso, o CDS prepara-se para uma coligação com quem quer que vença as próximas legislativas. Mas que partido é este? Democrata-cristão, conservador ou liberal? Da direita ou do centro? Popular ou elitista?
- Obama Presidente. Esta terça-feira, Obama tornou-se o 44.º presidente dos EUA. No seu discurso de tomada de posse falou de responsabilidade e, como primeira medida, suspendeu os processos judiciais em Guantánamo. Quais poderão ser as próximas decisões do novo presidente?
- Israel e Gaza. O exército israelita retirou da Faixa de Gaza, pondo termo à sua ofensiva militar contra o Hamas. Estamos perante uma vitória militar israelita, ou um trunfo diplomático de Sarkozy, incansável na busca de um compromisso para a região?
”Descubra as Diferenças”… Um programa de opinião livre e contraditório, onde o politicamente correcto é corrido a quatro vozes e nenhuma figura é poupada. No final de cada emissão, fique para ouvir a já clássica “cereja em cima do bolo”: uma música, em irónica dedicatória, ao político/figura/situação em destaque na semana.
Ah! É por isso? Então está bem.
No Diário Económico:
«O primeiro-ministro disse hoje, na cimeira luso-espanhola, que o TVG [sic] “é de enorme importância, não para relançar a economia, não por causa do emprego, mas para que Portugal não fique para trás”.»
Com razões de peso, não há discussão.
An eye for an eye will make the whole world blind
The quintessential French blue cheese found itself the unlikely focus of a trade war after the Bush administration took punitive action for the European Union’s ban on imports of US hormone-treated beef.
America imposed a 100 per cent import duty on a long list of EU products on Thursday, but singled roquefort out for a 300 per cent tariff.
Producers of what the French hail as the “king of cheeses” for its salty tang and creamy finish are furious at the move. They claimed that the action was a parting shot by a Bush administration still piqued by France’s opposition to the Iraq war and that President George W Bush had taken his final revenge against a nation once maligned by Americans as “cheese-eating surrender monkeys”.
“Symbol versus symbol,” said Philippe Folliot, a French member of parliament whose Tarn constituency contains many roquefort producers. “Since the United States has decided to surtax one of the most ancient (cheese) appellations, I think that the French government, with the European Union, must think about a heavy specific tax on imports of Coca-Cola concentrates produced in the US.”
Má sorte não ser muçulmano (3)
Representação da Holanda na instalação Entropa (imagem via BBC News).
Ler também: Má sorte não ser muçulmano (2).
Surpreendente
Segundo consta, os fundos do TARP estarão a ser atribuidos segundo critérios políticos.
Troubled OneUnited Bank in Boston didn’t look much like a candidate for aid from the Treasury Department’s bank bailout fund last fall.
The Treasury had said it would give money only to healthy banks, to jump-start lending. But OneUnited had seen most of its capital evaporate. Moreover, it was under attack from its regulators for allegations of poor lending practices and executive-pay abuses, including owning a Porsche for its executives’ use.
Nonetheless, in December OneUnited got a $12 million injection from the Treasury’s Troubled Asset Relief Program, or TARP. One apparent factor: the intercession of Rep. Barney Frank, the powerful head of the House Financial Services Committee.
Mr. Frank, by his own account, wrote into the TARP bill a provision specifically aimed at helping this particular home-state bank. And later, he acknowledges, he spoke to regulators urging that OneUnited be considered for a cash injection.
O “downgrade” explicado
Numa conferência de imprensa ontem realizada, um analista da Standard & Poor esclareceu que o “downgrade” da notação da dívida portuguesa se deveu não a razão conjunturais e exógenos (como afirmou Teixeira dos Santos) mas no reduzido impacto que as reformas do governos têm tido na resolução dos problemas estruturais. (mais…)
A ler
Obituário prematuro, por Bernardo Pires de Lima no Diário Económico.
Décadas atrás, Harry Truman saiu da Casa Branca com o obituário traçado. Não havia memória entre norte-americanos de uma taxa de aprovação tão baixa. Depois dele, à excepção de Richard Nixon, só George W. Bush acompanha tal martírio.
Em silêncio, mas convicto, Obama não partilha do final de festa. Na defesa, diplomacia e economia – as três grandes pastas da administração –, os seus titulares provam que não há lugar a mudança. Gates, Clinton e Geithner são parte de uma lógica de continuidade que Obama tem posto em prática sem necessidade de slogans eleitorais, e que tem dado provas de competência, com mais ou menos percalços, no Iraque, nas negociações diplomáticas e na resposta à crise económica.
Para Obama o raciocínio é simples: as grandes questões seguidas e promovidas nos anos de Bush – ou em parte deles – devem ser mantidas. Quais? O plano de retirada responsável no Iraque, o recurso à negociação política fortalecida com Condi Rice, mas com o uso da força sobre a mesa, a defesa do comércio livre e da integração das potências emergentes ou a dimensão africana da política externa que vai desde o maior auxílio dado por algum presidente ao combate ao HIV (palmas já manifestadas por Bono Vox e Bob Geldof), até à instalação de um comando militar para a estabilidade da região.
Seria bem mais confortável elencar os erros cometidos nos últimos oito anos. A realidade é que se há alguém que se recusa a traçar o obituário da administração Bush, ele é Barack Obama. Por que simplesmente sabe que o de Truman foi manifestamente prematuro.
E agora? (3)
Parece que existe, pelo menos, um deputado socialista que acha que a conduta de Mário Lino no caso Tap/Airbus não é digna de louvor e que, ao contrário do deputado Afonso Candal, não foi a investigação que o “envolv[eu] em polémica“.
Neste negócio, recordo, a TAP trocou um prometido “cluster” aeronático por um desconto. Confesso que não sei se o país saiu realmente prejudicado, desconfio bastante da sustentabilidade dos “clusters” criados ex-nihilo por decisão política e não percebo a razão pela qual o estado deve ser proprietário de uma companhia aérea (e porque razão se deve um Ministro imiscuir na compra de aviões comerciais).
O que sei é que Mário Lino mentiu ao parlamento. Só lhe deviam restar duas opções. Demitir-se ou ser demitido.
George W. Bush: a good man and a tragic Presidency
Já há alguns dias que estava para escrever sobre os 8 anos de Presidência de George W. Bush mas a falta de tempo tem-me impedido de o fazer e, mesmo agora, impõe-me que me limite a algumas breves considerações.
A vitória de Bush contra o (já na altura) inefável Al Gore em 2000 foi provavelmente a disputa eleitoral que mais me entusiasmou acompanhar até hoje. Nas primárias republicanas, Bush não foi o meu favorito mas a comparação com Gore na eleição geral não deixava margem para dúvidas: desde logo no plano económico, mas também em termos sociais, culturais e de política externa – com Bush a defender uma postura contrária ao intervencionismo agressivo e ao nation-building que caracterizaram a era Clinton. A tentativa democrata de inverter na “secretaria” os resultados das eleições na Florida aumentou ainda mais o entusiasmo e relembro ainda hoje em especial a forma como se desenvolveu o processo de recontagem em Miami-Dade, com a extraordinária mobilização das bases republicanas no terreno que impediu a concretização de uma (mais que) aparente tentativa de viciação dos resultados eleitorais.
Mantenho, depois destes 8 anos, a ideia de que George W. Bush é um bom homem, mas parece-me inequívoco que não conseguiu estar à altura das expectativas criadas e acabou mesmo por ser uma personalidade trágica – um destino que aliás Obama se arrisca a partilhar. Independentemente da simpatia pessoal que George W. Bush possa suscitar, o estatismo e despesismo no plano interno e uma política externa intervencionista e pouco realista ficam como manchas nos 8 anos da sua Presidência.
Muitos dirão que com o 11 de Setembro, sem dúvida o acontecimento mais marcante da era George W. Bush, tudo mudou. Só que isso tanto pode servir para desculpabilizar os erros de Bush como para os tornar ainda mais reprováveis. Ainda assim, concordo que o momento mais positivo de George W. Bush fica associado aos momentos seguintes ao 11 de Setembro. Não tanto pela (competente e digna) reacção em público, mas pela serenidade e extraordinária capacidade de liderança que revelou nos dias seguintes. Numa altura em que – literalmente – todas as opções estavam em cima da mesa, Bush reagiu com uma ponderação e sentido de responsabilidade que poucos no lugar dele seriam capazes de igualar. Apesar dos muitos erros dos anos seguintes, arrisco dizer que será acima de tudo isso que a História lembrará. Um momento de invulgar grandeza numa Presidência trágica.
O fracasso das políticas socialistas
Para além de denunciar a falta de respeito pelo nosso Ministro das Finanças, importa descobrir rapidamente uma forma de responsabilizar Manuela Ferreira Leite pelo downgrade da Standard & Poor´s e, simultaneamente, anunciar mais uns milhões de despesa pública.
Se tudo o resto falhar, culpe-se – mais uma vez – o “neoliberalismo” pelo fracasso das políticas socialistas.
Leitura complementar: Só há uma palavra para descrever a governação socialista: Fracasso.
Why is Israel so reluctant to win?
Refusing to win. Por Daniel Doron.
Hamas could be destroyed as an effective war machine by simply killing or chasing away, in short order, many of those who operate its war machine. When we forgo such effective action, we are forced to take other, less effective actions, such as massive closures and bombardments and prolonged land incursions. These cause much greater humanitarian damage without securing victory.
SO WHY is our government so reluctant to win? (mais…)
Mais um na corrente
Toma, disse o Michaell. Embrulha.
Uma foto? Lemmy Kilmister
Uma banda? Motorhead
1 – Homem ou mulher? Orgasmatron
2 – Descreve-te: Born to Raise Hell
3 – O que pensam de mim? No Class
4 – Como descreves o teu último relacionamento? Overkill
5 – Descreve o estado actual da tua relação: Please Don’t Touch
6 – Onde querias estar agora? Motorhead
7 – O que pensas do amor? Sacrifice
8 – Como é a tua vida? Ace of Spades
9 – O que pedirias se pudesses ter só um desejo? Shake The World
10 – Escreve uma frase sábia: Don’t you tell me it’s bad for my health
Done. A não ser que a Maria João Marques, o Cmdt e o Grande Timoneiro continuem a coisa. Fáxavor.
O Sol e o caso Freeport
Guerra de accionistas e interferências políticas podem complicar venda do jornal “Sol”
O PÚBLICO apurou, junto de elementos ligados ao grupo fundador do jornal – onde se encontra o director, José António Saraiva, e os directores-adjuntos José António Lima e Mário Ramires, todos ex-”Expresso” – que estas dificuldades se agravaram nas últimas semanas quando o negócio parecia fechado. Nem a empresa do universo do BCP, nem João Paulo Fernandes haviam mostrado interesse em exercer a opção de compra sobre a parte do capital social que deveria ser adquirida pela empresa angolana, da mesma forma que antes não se tinham empenhado em encontrar novos sócios disponíveis para refinanciar a empresa. Pelo contrário, o BCP teria mesmo manifestado a sua intenção de vender a participação que detém.
As dificuldades que estão agora a levantar à concretização do negócio constituíram uma surpresa e são, por isso, interpretadas como decorrendo do desconforto do grupo dirigido por Santos Teixeira com a orientação editorial do jornal e, em particular, com as notícias que revelou nas últimas semanas relativas à investigação que decorre no Reino Unido sobre um caso de corrupção em que a lista dos suspeitos é encabeçada por um antigo ministro de António Guterres. Vários jornalistas disseram ao PÚBLICO que existe na redacção a percepção que terão mesmo existido pressões para que o jornal não divulgasse o que sabia sobre a investigação judicial inglesa ao chamado “caso Freeport”.
As novas fronteiras da agenda LGBT
Teach the pleasure of gay sex to children as young as five, say researchers
Children as young as five should be taught to understand the pleasures of gay sex, according to leaders of a taxpayer-funded education project.
Heads of the project have set themselves a goal of ‘creating primary classrooms where queer sexualities are affirmed and celebrated’.
The ambition was revealed in documents prepared for the No Outsiders project run by researchers from universities and backed with £600,000 of public money provided by the Economic and Social Research Council.
Afinal, o PS também está cheio de perigosos fásssistas…

Agarra que é ‘fássista’! Por Tiago Barbosa Ribeiro.
Olha o BE a interrogar-se porque não se defende um dos vértices da triologia fássista! Por André Salgado.
Suspeito que um dia destes ainda vamos descobrir que os únicos genuínos não fásssistas existentes no país são o Querido Líder do Bloco de Esquerda, os numerosos propagandistas bloquistas espalhados pelos media e todos aqueles dispostos a seguir a cartilha da extrema-esquerda caviar…
Janeiro 21, 2009
Obama e Guantanamo
A little confused. Por Megan McArdle.
Everyone’s hailing Obama’s decision to suspend all Guantanamo trials for 120 days. But I thought the problem with Guantanamo was the people being held without trial.
The Lincoln myth (3)
The Real Lincoln: A New Look at Abraham Lincoln, His Agenda and an Unnecessary War – Thomas J. DiLorenzo
DiLorenzo Is Right About Lincoln. Por Walter E. Williams.
In 1831, long before the War between the States, South Carolina Senator John C. Calhoun said, “Stripped of all its covering, the naked question is, whether ours is a federal or consolidated government; a constitutional or absolute one; a government resting solidly on the basis of the sovereignty of the States, or on the unrestrained will of a majority; a form of government, as in all other unlimited ones, in which injustice, violence, and force must ultimately prevail.” The War between the States answered that question and produced the foundation for the kind of government we have today: consolidated and absolute, based on the unrestrained will of the majority, with force, threats, and intimidation being the order of the day. (mais…)
O mito da “desregulação” do capitalismo global
Nailing the myth of unregulated global capitalism. Por Johnathan Pearce.
To use one of my least favourite words, there is now a constant “narrative” as to how the recent turmoil somehow proves that unregulated capitalism has failed and too closely interlinked. Quite how anyone can, with a straight face, argue that financial markets have been unregulated in recent years is a joke. Here are some of the regulations financiers have been dealing with, often with counter-productive results: (mais…)
São muitos zeros, senhores deputados (2)
A Standard & Poor’s cortou hoje o “rating” da dívida pública de Portugal, de AA- para A+, dias depois de ter colocado a notação financeira em vigilância negativa.
Já não há respeito pelo nosso Ministro das Finanças.
Má sorte não ser muçulmano (2)
Em Amsterdão, Geert Wilders, autor do polémico filme “Fitna”, vai ser julgado por comentários anti-islâmicos.
As cenas de abertura do filme “Fitna” mostram a capa do Corão seguidas de imagens dos ataques de 11 de Setembro de 2001, nos EUA; de 11 de Março de 2004, em Madrid e de Julho de 2005 em Londres.
Fotografias mostrando manifestantes muçulmanos empunhando cartazes em que se lê “Deus abençoe Hitler” e “Liberdade, vai para o Inferno” também constam do filme-polémica, que termina com uma declaração de princípios: “Párem com a islamização. Defendam a nossa liberdade”.

