
Obama telefona primeiro a Abbas do que a Olmert, fala primeiro a uma televisão árabe do que americana, reconhece erros na relação com o Irão… Não sei muito bem se isto é ingenuidade de quem acredita na sua própria propaganda e acha, portanto, que tudo o que “correu mal” nos últimos anos foi “culpa” de Bush. Ou então se corresponde ao supremo maquiavelismo de estender agora a mão aos inimigos para melhor os atacar depois. Seja como for, algumas respostas já vieram: o Hamas voltou a atacar Israel, o Irão “exige” que os EUA peçam perdão pelos “crimes” contra o Irão dos últimos 60 anos. Quem resiste a espetar o dedo numa almofadinha suave a ver até onde vai? Ou muito me engano ou vamos assistir à repetição de um padrão americano do século XX: uma vez passada a fase da “boa vontade” e “paz e harmonia entre os povos”, a esquerda americana irrita-se com a falta de compreensão do resto do mundo para com a sua notável bondade e passa a malhar forte por todo o lado. Foram presidentes democratas aqueles que mais brutalidade revelaram na relação dos EUA com o mundo, depois de uma fase inicial de grande compreensão face ao inimigo do dia: Woodrow Wilson e a I Guerra Mundial, Roosevelt e a II Guerra Mundial, Truman e a Guerra Fria, Kennedy e Johnson e o Vietname, Clinton e a Jugoslávia. É engraçado que o mais “democrata” dos presidentes americanos (Bush júnior) tenha tido a sorte e o tratamento que teve.
“Foram presidentes democratas aqueles que mais brutalidade revelaram na relação dos EUA com o mundo, depois de uma fase inicial de grande compreensão face ao inimigo do dia: Woodrow Wilson e a I Guerra Mundial, Roosevelt e a II Guerra Mundial, Truman e a Guerra Fria, Kennedy e Johnson e o Vietname, Clinton e a Jugoslávia. É engraçado que o mais “democrata” dos presidentes americanos (Bush júnior) tenha tido a sorte e o tratamento que teve.”
Muito bem observado…
Comentário por André Azevedo Alves — Janeiro 29, 2009 @ 12:44
“Foram presidentes democratas aqueles que mais brutalidade revelaram na relação dos EUA com o mundo”
Uma grande verdade, que foi amplamente demonstrada por Noam Chomsky.
Comentário por Luís Lavoura — Janeiro 29, 2009 @ 12:52
O problema foi o partido republicano ter sido infectado do construtivismo internacionalista tão pouco de América-que-um-dia-foi-tradicional (que podemos agradecer ao vírus intelectualóide neo-conservador que não por acaso nasce no Partido Democrata). O problema de Bush como homem simples foi não fazer coisas simples como tratar da sua casa, passear o cão, jogar baseball, e em caso de problema atirar a direito e sair… foi por pensar que assim seria que na altura da sua eleição cheguei até a ter esperanças. Quanto a esses presidentes democratas, nunca tão pouco homens terão despoletado tanta tragédia convencendo-se a si e as outros que foi pelo bem e usando as forças do bem.
Comentário por CN — Janeiro 29, 2009 @ 13:25
“O problema de Bush como homem simples foi não fazer coisas simples como tratar da sua casa, passear o cão, jogar baseball, e em caso de problema atirar a direito e sair… foi por pensar que assim seria que na altura da sua eleição cheguei até a ter esperanças.”
CN
O homem até foi criticado, por quando lhe relataram ao ouvido, o que estava acontecer em NY no 11/9, não se ter levantado logo e ter começado a fazer coisas.
Na sua opinião, o que ele devia ter feito, em resposta ao 11/9, era “atirar a direito” 2 ou 3 nukes nas montanhas do Afeganistão/Paquistão e depois ir passear o cão ?
Eu sabendo o que sei hoje também acho que era capaz de ser uma boa ideia.
No entanto, continuo a achar, que ele fez o que era mais decente.
E também continuo a achar, que não fosse a cobardia/traição europeia no caso do Iraque, o “bluff” teria funcionado e o Saddam teria sido derrubado sem invasão.
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Comentário por Mentat — Janeiro 29, 2009 @ 13:39
“a esquerda americana irrita-se com a falta de compreensão do resto do mundo para com a sua notável bondade e passa a malhar forte por todo o lado.”
Sim mas isso vai-se traduzir em bombardeamentos lá do alto, sem por o pé na terra, tipo Belgrado.
Para mandar soldados morrer, de olhos nos olhos com o inimigo, é preciso uma coragem que duvido que tenham.
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Comentário por Mentat — Janeiro 29, 2009 @ 13:46
““Foram presidentes democratas aqueles que mais brutalidade revelaram na relação dos EUA com o mundo”
Uma grande verdade, que foi amplamente demonstrada por Noam Chomsky.”
A sério? Pois eu depreendi o mesmo facto lendo a Ann Coulter. Ele há coisas.
Comentário por Bargeld — Janeiro 29, 2009 @ 14:35
“o mais “democrata” dos presidentes americanos (Bush júnior)”
? Há muitos mais “democratas” omo Nixon, Theodore Roosevelt.
Comentário por lucklucky — Janeiro 29, 2009 @ 21:20
CN que você ache que há uma parte do Partido Republicano que não é “construtivista” tudo bem, agora que ache que a América não é construtivista é uma mentira ou para ser mais simpático uma ilusão desmentida pela História. Se há coisa que a América é ser “construtivista”. Foi isso que ela fez desde que nasceu.
“O problema foi o partido republicano ter sido infectado do construtivismo internacionalista tão pouco de América-que-um-dia-foi-tradicional”
Comentário por lucklucky — Janeiro 29, 2009 @ 21:29