A Presidência Obama. Por Bruno Alves.
De certa forma, Obama é mais parecido com Bush do que os apoiantes de ambos parecem pensar. Ambos se apresentaram, como outsiders do “sistema” de Washington, políticos de “instinto” que querem “unir” a América, e sem grande experiência nível internacional. Obama foi o mais “bushista” dos Democratas. Não apenas pela falta de experiência internacional, mas essencialmente pela sua retórica: é extraordinário como o seu discurso da “esperança” e do “fim das divisões” ecoa o “uniter not a divider” de Bush em 2000, e como o seu discurso anti-”Washington” se assemelha ao de Bush quando se apresentava como um “ordinary guy form the good old state of Texas“. Independentemente do que se pense acerca das políticas do antigo presidente (algumas com que concordo, outras que detesto), viu-se como acabou o “uniter not a divider“: quando teve de fazer escolhas difíceis, acabou por ser precisamente um “divider, not a uniter“. Como afinal, todos os políticos têm de ser.
permita-me discordar: Bush uniu o país sim senhor… em torno de Obama!
Comentário por onitsuaf — Janeiro 21, 2009 @ 18:58
[...] inequívoco que não conseguiu estar à altura das expectativas criadas e acabou mesmo por ser uma personalidade trágica – um destino que aliás Obama se arrisca a partilhar. Independentemente da simpatia pessoal que George W. Bush possa suscitar, o estatismo e despesismo [...]
Pingback por George W. Bush: a good man and a tragic Presidency « O Insurgente — Janeiro 22, 2009 @ 02:26