Hamas retoma controle de Gaza e caça “colaboradores” de Israel
O Hamas anunciou na quarta-feira que começou a retomar o controle da Faixa de Gaza e a procurar suspeitos colaboradores de Israel, levando o grupo rival Fatah a alegar que seus membros estão sendo alvejados.
“O serviço de segurança interno foi instruído a rastrear os colaboradores e golpeá-los com força”, disse Ehab al Ghsain, porta-voz do Ministério do Interior do Hamas, sem citar textualmente membros do Fatah.
“Eles prenderam dezenas de colaboradores que tentaram golpear a resistência, dando informações sobre os combatentes à ocupação”, disse Ghsain, empregando o termo com o qual o Hamas designa Israel, cuja ofensiva de 22 dias devastou a Faixa de Gaza.(…)
Um comunicado divulgado pelo Fatah em Gaza disse que, desde que se encerraram os combates na guerra de Gaza -Hamas e Israel puserem em vigor tréguas separadas no domingo-, milícias do Hamas teriam lançado vários ataques contra integrantes do Fatah.
De acordo com o comunicado, os ataques incluem “disparos nos pés de membros do Fatah, crimes brutais de execução e corpos atirados nos escombros da destruição”. O Fatah apelou à Autoridade Palestina, de Abbas, para que intervenha.
Bem, tu confundes tudo! Então o Hamas não pode dar caça aos espiões? Deviam deixá-los à solta, para que continuem a fornecer alvos ao exército israelita. É a guerra, meu caro, é a guerra…
Comentário por Luís Marvão — Janeiro 21, 2009 @ 17:00
Brilhante Marvão. Vou emoldurar este comentário.
Comentário por Miguel — Janeiro 21, 2009 @ 17:08
E não respondeste à minha pergunta. Achas que deviam deixá-los à solta? Sobre a tortura e as execuções sumárias, não me pronunciei. Mas aqui vai, acho mal em qualquer circunstância, sejam os islamistas, sejam os israelitas ou os americanos a praticarem tais actos.
A diferença entre mim e ti, é que eu condeno todos, enquanto tu branqueias os actos dos israelitas e dos americanos (lembro-te só de Fallujah)
Comentário por Luís Marvão — Janeiro 21, 2009 @ 17:28
Interessante, tratas o Hamas como uma entidade respeitável
Comentário por Miguel — Janeiro 21, 2009 @ 17:41
Fallujah???? era guerra !!!!! Tal como a do Hamasn ora bolas
Comentário por OLP — Janeiro 21, 2009 @ 17:46
Não, nada disso. O que disse foi outra coisa, bem simples de apreender, pois se eles deixam os espiões à solta fica vulneráveis a ataques. Tão-só. Não apoio a tortura nem a execução, seja qual for a guerra. E por mais “respeitáveis” que sejam os israelitas, certamente que não é assim tão respeitável bombardear Gaza daquela forma. Mas isso já não é terrorismo, evidentemente…
Comentário por Luís Marvão — Janeiro 21, 2009 @ 17:50
A diferença é que tu recorres a um jargão orwelliano: as crianças assassinadas em Gaza são apenas “danos colaterais”.
E para perceberes o que é a guerra, o comportamento dos soldados em tais contexto, aconselho-te o filme “A Valsa com Bashir”, que por acaso até foi realizado por um israelita….
Comentário por Luís Marvão — Janeiro 21, 2009 @ 17:54
Errata: ficam vulneráveis, e não “fica”.
Comentário por Luís Marvão — Janeiro 21, 2009 @ 17:55
“E que tal uma manifestação contra isto?”
São Árabes a matar Árabes e como isso não dá pontos na luta da extrema-esquerda contra o Ocidente não interessa.
“as crianças assassinadas em Gaza são apenas “danos colaterais””
Para começar, esqueceu-se da responsabilidade do Hamas nos danos colaterais.
Comentário por lucklucky — Janeiro 21, 2009 @ 18:29
Fathah são traidores portanto executáveis.
Se A Fatah considerar o Hamas traidora poderá executá-los?
Mas quem é quem neste mundo para achar por bem classificar os outros como passiveis de execução?
Há certas pessoas que são traidoras delas próprias pelo que se deviam executar.
Comentário por OLP — Janeiro 21, 2009 @ 20:18
“Então o Hamas não pode dar caça aos espiões? Deviam deixá-los à solta, para que continuem a fornecer alvos ao exército israelita…”
Está-se mesmo a ver que Israel deixava para trás os seus informadores que eventualmente tivessem sido expostos.
O que está a acontecer é habitual barbárie na tentativa do Hamas de re-estabelecer a sua ditadura no território.
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Comentário por Mentat — Janeiro 21, 2009 @ 21:47
Luís, sempre andaste um bocado pelo país dos rodinhas(tm) mas, caramba, ultimamente alguém te anda a vender ácidos meio fodidos pá.
bombardear Gaza daquela forma
É o bombardeamento-outro, ou alter-bombardeamento ou seja lá que boaventurice arranjaste agora, não é?
E para perceberes o que é a guerra
Deixa lá ver. As três comissões na Guiné, as duas na Argélia mais o serviço em Angola deixaram-te desiludido com a guerra, foi? O que é que tu sabes da guerra? O que viste no filme do Bashir, é isso?
É a guerra, meu caro, é a guerra…
Pois. Luís, troca o fornecedor do ácido, pá.
Comentário por Helder — Janeiro 21, 2009 @ 22:30
Amor com amor se paga. Quando a Fatah retomar a faixa de Gaza a situação inverte-se. Enquanto andam ocupados a matar-se uns aos outros deixam Israel em paz. Aliás Israel até pode dar listas de pessoal do Hamas colaboracionista para ajudar à festa. Isto parece um pouco aquele filme antigo da missão impossível ou os duelos à Pistola em que morriam os dois.
Comentário por A. R — Janeiro 21, 2009 @ 22:33
Helder,
Ácidos?! Não sei, pá, nos últimos dias vi e repeti o documentário Tonite Let’s All Make Love in London, do Peter Whitehead, com o sublime e psicadélico Interstellar Overdrive dos Pink Floyd. Só se for por causa disso…Ah! É verdade que na Valsa com Bashir havia ácidos.
E gostava, pá, que me introduzisses no país dos rodinhas(tm)
Comentário por Luís Marvão — Janeiro 22, 2009 @ 16:16