
(via Eco-Tretas)
Frio: Oito distritos do Norte e interior Centro continuam com estradas cortadas
A4 cortada há quase 24 horas entre Baltar e Amarante sem previsão de reabertura
Algarve: neve começou a cair em Monchique pouco antes das 8h00
Frio: Baixas temperaturas persistem na Europa e afectam serviços em vários países
Governo diz que frio já matou 78 na Polônia
Onda de frio faz trecho de rio congelar na Alemanha
Se há ou não aquecimento global, não sei. Mas que o Ocidente, através da ciencia moderna, está a dar cabo da natureza, é uma evidencia. E não é só a natureza no sentido mais vulgar do termo, mas a própria natureza humana cujas virtudes não podem florescer num mundo dominado pela mecânica que tem um movimento contrário ao do ser humano…
A ingenuidade dos liberais perante as criticas da esquerda à destruição da natureza, é a mesma que existe entre o liberalismo e o capitalismo. Quase sempre os liberais defendem o capitalismo como se se tratasse de liberalismo, dando assim força de verdade a alguns argumentos dos socialistas. E é esta verdade que o socialismo tem que o impedem de cair, pois tudo o que não tem conteúdo cai. Com a negação da destruição da natureza, mais uma vez os liberais se fazem capitalistas e assim reforçam a esquerda.
O capitalismo, por exemplo, degradou a relação entre patrões e empregados do mesmo modo que degradou a relação do homem com a natureza ao erguer tecnopólis como Nova Iorque. Em ambos a existência civilizada é impossível.
Comentário por Luís Barata — Janeiro 10, 2009 @ 20:34
Tudo o que penso sobre aquecimento global em http://movimentoperpetuo.blogs.sapo.pt (já faz parte da listina d’O Insurgente. Não sei se repararam na publicidade subliminar…
Comentário por brunotavares — Janeiro 10, 2009 @ 20:52
1.Chama-se Aquecimento Global, não Aquecimento Local.
2.Os 13 anos mais quentes desde 1880 foram nos últimos 17 anos. É consenso científico que o único factor variável capaz de provocar esta anomalia estatística é o homem e o modo como conduz a sua presença no planeta (a população aumentou 50% nestes anos, sobretudo em países que se tornaram grandes pólos industriais e onde se modificaram hábitos alimentares e de transporte).
http://www.newscientist.com/article/dn16292-glut-of-hot-years-a-coincidence-fat-chance.html
3. Todas as acções que podem prevenir o aquecimento global também fazem sentido economicamente, ambientalmente e eticamente.
Haja bom senso…
Comentário por Nom_de_Guerre — Janeiro 10, 2009 @ 21:19
[...] inspirado neste post, via este [...]
Pingback por Sugestões para a Lareira « Entre marido e mulher — Janeiro 10, 2009 @ 22:37
Ok. Teve piada nas primeiras vezes. Mas vai a direita da blogosfera postar isto sempre que estiver frio? Compreendo que, devido à pouca frequência com que isso aconteça, sintam a necessidade destes “reposts”, mas como disse, ao fim de algum tempo o humor desaparece, torna-se simplesmente velho, não original e o sorriso que se esboça limita-se ao reconhecimento da patetice-denial que se percebe que ainda perdurará.
Comentário por JLS — Janeiro 11, 2009 @ 02:25
O planeta Terra, pela distância a que se encontra do Sol, deveria revelar uma temperatura média, à superfície, de cerca de 18 graus Celsius negativos. Na verdade, a temperatura média é de cerca de 15 ºC positivos, o que traduz um acréscimo de 33 ºC, felizmente para todos nós, que podemos aqui viver um pouco mais confortavelmente.
Esta diferença é uma benção, não tem outro nome, dos gases com efeito de estufa existentes na nossa atmosfera. Ai de nós se eles não existissem !
Desses gases, aquele que dá o maior contributo, quase esmagador, é o inocente vapor de água. A seguir, com um contributo muitíssimo menor, vem o difamado dióxido de carbono, outro inocente, por vezes indecentemente acusado de poluente, mas que não é mais do que o fertilizante atmosférico do reino vegetal. E do total de dióxido de carbono existente na atmosfera, apenas uma parte insignificante tem origem nas actividades humanas, designadamente na queima de combustíveis fósseis.
Para a nossa escala, todas as quantidades em causa são descomunais, porque a atmosfera, apesar de invisível aos nossos olhos, tem uma massa que, em toneladas, necessita de um 5 seguido de 15 zeros. São números avassaladores, mas o que conta são os valores relativos. E em valores relativos, o que a actividade humana representa é uma gota de água no oceano.
E é por causa desta gota de água que os alarmistas fazem toda a algazarra que se sabe, fixando-se numa espécie de número mágico, que seria uma hipotética subida de 2 ºC da temperatura média à superfície do planeta até final do século XXI. Mas para alguns deles é já daqui a poucos anos, how convenient, antes que a crise ponha em causa os subsídios governamentais para estudos e passeatas a congressos.
Se o temido dióxido de carbono tem um efeito de aquecimento tão decisivo como os alarmistas asseguram, como diabo explicam eles as situações em que somos presenteados com tanto frio, exactamente o oposto do que andam a pregar? É que, através da teoria dos cientistas que dão melhor uso à cabeça, percebe-se perfeitamente todas as situações, quer quando aquece, quer quando arrefece. Do lado dos alarmistas, só se percebe quando aquece. Para todos efeitos, é uma teoria muito pobrezinha.
Tudo isto seria apenas ridículo se não tivesse assumido as proporções que se conhecem e se não pudesse ter consequências dramáticas na economia dos países civilizados. E o principal alvo, como já se percebeu, é o país ao qual a esquerda internacional dedica o seu ódio de estimação, obviamente os EUA.
Comentário por Jorge Pacheco de Oliveira — Janeiro 11, 2009 @ 06:07
Caro Jorge Oliveira, é verdade que todo o tipo de gases e substâncias têm o seu lugar no esquema macroscópico do equilíbrio químico do planeta e da Natureza.
O problema é que muitos não têm lugar (com determinados valores) na escala em que eu e o Jorge habitamos especialmente quando está em causa a qualidade do ar que respiramos, da água que usamos e o solo que cultivamos- basicamente as bases da nossa saúde e bem-estar, mesmo económicoe político.
Quanto estes são introduzidos em valores inaceitáveis no nosso quotidiano por resultado de acções humanas e não por factores naturais a sua argumentação fraqueja um bocado. Não existem sem a nossa intervenção e não nos são benéficas- isto são factos empíricos e, espero, óbvios para todos.
Como é que tantos cépticos invocam argumentos cientificos (enfim,também os creacionistas o fazem) quando em vez de contemplarem o panorama das últimas décadas e a evolução do clima ANUAL que acompanha o desenvolvimento da indústria e população humana nos últimos 50 anos resumem os seus argumentos exclusivamente a Janeiro de 2009, hemisfério norte??
Espero que para o bem de todos se ultrapasse rapidamente esta microcultura reaccionária e de cepticismo científico para que se possa intervir de um modo mais abrangente no ambiente.
Comentário por Nom_de_Guerre — Janeiro 11, 2009 @ 13:38
“Ok. Teve piada nas primeiras vezes. Mas vai a direita da blogosfera postar isto sempre que estiver frio?”
Ainda bem que tem gostado. Eu acho que deve ser postado até conseguirmos educar pessoas como o JLS.
Comentário por André Azevedo Alves — Janeiro 11, 2009 @ 13:55
Caro Nom de Guerre :
Não compare os cépticos aos criacionistas. Pelo comportamento ameaçador de alguns deles, mais depressa os adeptos do global warming são comparáveis aos fanáticos religiosos que queimavam gente nas fogueiras.
Quanto às temperaturas globais das últimas décadas, certamente não tem estado atento. Observou-se uma subida, de facto, no último quartel do século XX, mas desde início deste século que as temperaturas estabilizaram ou diminuiram.
Se bem que, na minha opinião pessoal, que sou engenheiro e não gosto de valores cuja origem é duvidosa, sobretudo quando nem sequer são fornecidos os erros dos instrumentos de medição, variações de temperatura da ordem de décimas deixam-me indiferente. É caso para dizer, literalmente, que não me aquecem nem arrefecem.
Mas note que um dos primeiros erros (deliberado ou não) dos crentes na teoria do global warming é afirmar que as quantidades de CO2 que são introduzidas na atmosfera pela acção do Homem são inaceitáveis. Não são. E não precisa de se limitar a acreditar numa versão ou noutra. Se tiver um mínimo de conhecimentos para o efeito, pode fazer as contas e verificar por si próprio.
Na verdade, segundo dados do observatório de Mauna Loa, no Hawai, o observatório oficial que regista as concentrações de dióxido de carbono na atmosfera, os valores de 2008 mostram que o acréscimo de CO2 foi de apenas 0,24 ppm (partes por milhão, neste caso em volume). Para um teor actual de 380 ppm e acréscimos anuais que andam na casa de 2 ppm, há-de convir que a “colheita” deste ano foi muito fraca.
Mas as emissões antropogénicas não pararam, nem diminuiram. Para a quantidade de CO2 emitida durante o ano passado, o acréscimo da concentração deveria ser da ordem de quase 4 ppm. Isto, se todo esse CO2 tivesse permanecido na atmosfera.
Como se depreende, não permaneceu. Ou foi absorvido pelos oceanos, cujas temperaturas diminuiram, podendo assim incorporar maiores quantidades de CO2 dissolvido, ou, como fertilizante atmosférico do reino vegetal que é e sempre foi, o CO2 excedentário foi assimilado pelo processo de fotossíntese de uma massa vegetal em expansão. Um planeta mais verde, é uma ideia agradável.
A Natureza tem mecanismos de regulação muito superiores aos pretensiosos e inúteis mecanismos artificiais propostos no Protocolo da Quioto. Os defensores de Quioto ou são ingénuos, ou têm algo a lucrar com aquelas disposições fantasiosas. E basta ver quem são os que mais invocam as putativas ameaças climáticas para justificar aumentos de preço de carácter administrativo das energias renováveis. São os mesmos que as vendem.
Comentário por Jorge Pacheco de Oliveira — Janeiro 11, 2009 @ 16:59
Não conheço ninguém que procure justificar a existência do aquecimento global para “queimar gente nas fogueiras” ou sequer qualquer caso de um cientista perseguido por acreditar o contrário. Agradeço que me ilustre algum exemplo deste fanatismo que menciona.
Conheço porém muitos cépticos que atacam esta concepção para justificar a sua total inacção ou então, de modo mais grave, Estados e empresas que o fazem de modo a proteger margens de lucro maiores á custa de todos nós.
O Jorge se quiser hipoteca o futuro dos seus descendentes em nome de uma prosperidade do tipo irresponsável de poucos ( é o seu direito democrático inatacavel) mas desculpe-me se me opuser a este desfecho com todas as minhas forças.
Comentário por Nom_de_Guerre — Janeiro 11, 2009 @ 20:56
Quer um exemplo, caro Nom de Guerre? Aqui tem :
“Toma nota deste meu aviso, Marlo. É minha intenção destruir a tua carreira de mentiroso. Se produzires mais algum artigo contra as alterações climáticas, lançarei uma campanha contra a tua integridade profissional. Denunciar-te-ei como mentiroso e charlatão junto da comunidade de Harvard, a que ambos pertencemos. Apontar-te-ei como um homem que foi comprado pela Corporate America”.
Foram estas as palavras do fanático Michael Eckhart, presidente do Conselho Americano para as Energias Renováveis, dirigidas a Marlo Lewis Jr. na sequência de um artigo, de Julho de 2007, em que Marlo Lewis manifestava a opinião de que o Congresso americano não deveria impor limites às emissões de CO2 enquanto não estivessem disponíveis as tecnologias que permitissem produzir energia sem o recurso aos combustíveis fósseis.
Marlo Lewis Jr. foi o autor de um Congressional Working Paper intitulado “Al Gore’s Science Fiction”, traduzido para a língua portuguesa e editado em Portugal pela Booknomics, em Maio de 2008, com o título óbvio “A Ficção Científica de Al Gore”.
Os tradutores foram Rui Gonçalo Moura, autor do blog Mitos Climáticos e Jorge Pacheco de Oliveira, este seu interlocutor.
Se quiser mais exemplos, ainda tenho. Em sentido oposto, ameaças de críticos aos warmers, não conheço. Muito menos com a virulência e a pouca vergonha daquele energúmeno das renováveis.
Quanto à sua advertência relativamente aos meus descendentes, fico-lhe grato, porque tenho cinco filhos e cinco netos, mas não precisa de se preocupar. Aos filhos já distribui exemplares do livro do Marlo. Aos netos, espero nem sequer vir a falar-lhes no assunto, pois estou convencido de que, quando forem gente crescida, estarão muito mais preocupados com a segurança de abastecimento de carvão e urânio para alimentar as centrais eléctricas que lhes facultarão a energia com que, durante a noite, vão carregar as baterias dos seus automóveis eléctricos.
Comentário por Jorge Pacheco de Oliveira — Janeiro 11, 2009 @ 23:46