Militares israelitas admitiram que não foram feitos disparos a partir da escola de Jabaliya, atingida terça-feira por morteiros de artilharia, que mataram 42 palestinianos que ali se encontravam refugiados, revelou a agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos (UNWRA), responsável pelo estabelecimento.
O ataque à escola Jabaliya, a acção mais sangrenta depois do primeiro dia de bombardeamentos israelitas, a 27 de Dezembro, gerou uma onda de protestos internacionais e da própria ONU, que garantiu que o local estava identificado com as bandeiras da organização.
“Eles admitiram que os disparos a que as Forças de Defesa Israelitas [IDF] estavam a responder não eram oriundos da escola”, afirmou o porta-voz da UNWRA, referindo-se a uma comunicação feita por “oficiais seniores israelitas a diplomatas estrangeiros. “A IDF admitiu nesse ‘briefing’ que o ataque ao edifício da ONU não foi intencional”, acrescentou Chris Gunness, em declarações ao jornal israelita “Haaretz”.
As declarações de Gunness contrariam a versão oficial do Exército israelita, que na quarta-feira divulgou um vídeo mostrando activistas palestinianos a disparar “rockets” a partir daquele local. No entanto, o responsável garante que o vídeo datava de 2007, aquando dos confrontos entre as facções palestinianas, da Fatah e do Hamas. “Não eram imagens actuais”, garantiu: “Em 2007 tivemos que abandonar o local e foi só então que os militantes o tomaram”.
Janeiro 9, 2009
As campanhas e videos de desinformação são um exclusivo palestiniano
4 Comentários »
Feed RSS para comentários a este post. TrackBack URI
Vionamento aconselhável:
http://br.youtube.com/watch?v=guzGvEREmiM
Talvez se perceba um pouco melhor porque razão veículos da ONU e ambulâncias são atacados, e claro, quando atingidos tais ocupantes contabilizados como baixas civis.
Comentário por António de Almeida — Janeiro 9, 2009 @ 16:00
Obviamente leia-se visionamento.
Comentário por António de Almeida — Janeiro 9, 2009 @ 16:00
É normal. No Afeganistão os americanos também, volta e meia, bombardeiam festas de casamento e escolas. Mas ao menos assumem imediatamente o erro, não se fazem de vítimas como os israelitas.
Comentário por Luís Lavoura — Janeiro 9, 2009 @ 16:21
“As declarações de Gunness contrariam a versão oficial do Exército israelita, que na quarta-feira divulgou um vídeo mostrando activistas palestinianos a disparar “rockets” a partir daquele local. No entanto, o responsável garante que o vídeo datava de 2007, aquando dos confrontos entre as facções palestinianas, da Fatah e do Hamas. ”
Isto é manipulação e mentira tentando inferir que as imagens foram apresentadas de forma enganadora. As imagens quando foram divulgadas pelo Exército Israelita diziam Dia, Mês e ano 2007 no título claramente para todos verem e eram para servir de exemplo que daquela escola já tinham vindo morteiros, aliás o antigo director da Escola da ONU era um “técnico”.
Este comentário meu de 1/7/2009 no Cachimbo de Magritte deixa isso bem claro:
https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2627658705794284224&postID=5594362569410592106
Segue-se reprodução total do meu comentário:
Pois os da UNRWA como se não colaborassem com o Hamas e a Jihad…
Essa escola tinha como Director um membro da Jihad Islâmica e especialista em rockets e só de lá saiu em Maio de 2008 para ir ter com as virgens:
“The Israeli air strike that killed the 33-year-old last week also laid bare his apparent double life and embarrassed a U.N. agency which has long had to rebuff Israeli accusations that it has aided and abetted guerrillas fighting the Jewish state.”
http://www.reuters.com/article/middleeastCrisis/idUSL05686115
E aqui estão granadas de morteiros a serem disparados da escola em 2007.
http://cz.youtube.com/watch?v=zmXXUOs27lI
E aqui está um relato:
“The Israeli army said its soldiers came under fire from militants hiding in the school and responded. It accused Gaza’s Hamas rulers of “cynically” using civilians as human shields. Residents confirmed the account, saying militants were seen staging attacks from the area.”
http://news.yahoo.com/s/ap/20090106/ap_on_re_mi_ea/ml_israel_palestinians
“o bombardeamento de uma escola pelos israelitas é sempre justificado.”
Se o Hamas respeitasse a Convenção de Geneva seria mais facil saber quando Israel errava não é? Mas o Hamas não está interessado em tal coisa nem vocês. Porquê? porque os favorece. A maior parte das vezes não há provas logo o ónus fica com os Israelitas. É o testemunho de uma cultura com a mascára de humanista mas venal nas cumplicidades, métodos e objectivos.
lucklucky
Comentário por lucklucky — Janeiro 9, 2009 @ 18:36