O Insurgente

Novembro 29, 2008

Silly Season Permanente (2)

Arquivar em: Economia — Miguel Botelho Moniz @ 8:36 pm

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«An economics graduate is about to begin a year-long mission to live without money.»

Se isto é indicador da qualidade dos recém-licenciados em economia, então o mundo está bem tramado…

Leitura complementar: Money makes the world go ’round.

14 Comentários »

  1. Ai , ai , os velhos do restelo estão em toda a parte.
    A experiência é muito gira , se fôr bem sucedida está a um passo de libertar a humanidade de um entrave à evolução. Não é o dinheiro que faz o mundo girar , são as pessoas.
    Coitados dos humanos , a única espécie que precisa de dinheiro para viver. E dizemo-nos evoluidos.Pois.

    Comentário por mf — Novembro 30, 2008 @ 12:27 am

  2. Não sei qual o problema, não obriga ninguém, é da sua responsabilidade.

    Este com $25 também foi interessante

    Scratch Beginnings: Me, $25, and the Search for the American Dream.

    http://www.csmonitor.com/2008/0211/p13s02-wmgn.html

    http://www.amazon.com/Scratch-Beginnings-Search-American-Dream/dp/0979692601

    Comentário por lucklucky — Novembro 30, 2008 @ 2:40 am

  3. Tome lá uma banana e suba para o galho. Se é isso que o faz feliz.

    Comentário por Migas — Novembro 30, 2008 @ 10:57 am

  4. Como a função do dinheiro é permitir a troca e cooperação voluntária ente duas pessoas, experimentar viver sem dinheiro é equivalente a tentar viver sem cooperar de forma pacífica com outras pessoas.

    O suicídio ou transformar-se num mestre ZEN no cimo de um monte que espera que as pessoas coloquem comida perto da sua gruta será o único resultado coerente.

    Assim, as pessoas não precisam de dinheiro para viverem, só precisam de dinheiro na medida em que achem que precisam de outros para viverem.

    Comentário por CN — Novembro 30, 2008 @ 3:52 pm

  5. “O suicídio ou transformar-se num mestre ZEN no cimo de um monte que espera que as pessoas coloquem comida perto da sua gruta será o único resultado coerente.”

    Se ele conseguir sobreviver apenas com o que cultivar e com o lixo que recolher, isso prova que temos mais um resultado coerente (embora duvido que pudesse ser seguido por toda a gente - se assim fosse, quem sobraria para deitar fora coisas em estado razoável?).

    Comentário por Miguel Madeira — Novembro 30, 2008 @ 5:06 pm

  6. Além disso, ele parece estar participando numa rede de troca directa multi-lateral (a tal Freeconomy), o que lhe permite cooperar voluntariamente com os outros sem dinheiro. Se há algum beneficio nisso é que me parece mais discutível.

    Comentário por Miguel Madeira — Novembro 30, 2008 @ 5:12 pm

  7. “Se há algum beneficio nisso é que me parece mais discutível.”

    Assumindo que não estão contra vontade, se fazem a troca deve-se inferir benefício não é?

    Comentário por lucklucky — Novembro 30, 2008 @ 6:16 pm

  8. A minha questão de se havia algum beneficio era na questão do tal sistema a que eu chamei de “troca multilateral”* vs. uso de dinheiro.

    *basicamente, parece-me um sistema em que as pessoas se inscrevem numa lista dizendo o que estão dispostos a fazer (estilo limpar casas, reparar carros, etc.) e depois, quando precisam de alguma coisa, pedem uns aos outros

    Comentário por Miguel Madeira — Novembro 30, 2008 @ 6:30 pm

  9. A longa mão do Estado tem menos chances de lá chegar logo já há ai algum benefício. De resto vejo desvantágeis: limites na definição do preço, menos mobilidade são alguns por exemplo.

    Comentário por lucklucky — Novembro 30, 2008 @ 8:40 pm

  10. Mas essa lista funcionaria como instrumento de troca (moeda).

    Além disso, seria o ouro ou prata aceitável para essa experiência?

    Ou seja, por exemplo, será que trocando o produto X por uma quantidade de ouro (ou prata, etc) e depois trocando o ouro (ou prata ou o que quiser) por outro produto…seria viver com ou sem “moeda”?

    E se usasse cigarros?…

    Acho que é melhor fazer uma lista de bens que não podem ser moeda

    Comentário por CN — Dezembro 1, 2008 @ 5:20 pm

  11. A minha expressão “troca multi-lateral” talvez não tenha sido muito precisa - não há propriamente “trocas” entre os indivíduos que participam nessa experiencia (estilo A construir uma parede em casa de B, e B ir arranjar o carro de A). A ideia é A prestar gratuitamente um serviço a B (ou emprestar alguma ferramenta), B prestar um serviço a C,… e P prestar um serviço a A (é isso que eu queria dizer com “troca multilateral”)

    Comentário por Miguel Madeira — Dezembro 1, 2008 @ 6:07 pm

  12. “Além disso, seria o ouro ou prata aceitável para essa experiência?”

    Não percebo onde queres chegar..ouro ou prata são aceitáveis se pessoas livres o/a aceitarem como instrumento de troca. Julgo que assim se pode dizer que funciona como moeda.

    “troca multilateral”

    Porque é que A prestaria serviço a B e B a C? Uma espécia de acordo entre os três? e C a A?

    Generalizando, para mim tudo o que se afasta da Natureza dos seres vivos neste Universo que tem as suas penalidades, recompensas e custos é uma sistema á espera de falhar. Eu trabalho eu tenho comida. Eu construo a casa tenho abrigo. Isto é o básico que funda a moral e ética de ser humano(e animal) onde está envolvido o Esforço(gasto de energia) e a correspondente Recompensa.

    Comentário por lucklucky — Dezembro 1, 2008 @ 7:40 pm

  13. “Porque é que A prestaria serviço a B e B a C? Uma espécia de acordo entre os três? e C a A?”

    Sim. A chamada “freeconomy” é isso (um grupo de pessoas que se voluntaria para prestarem serviços uns aos outros).

    “Generalizando, para mim tudo o que se afasta da Natureza dos seres vivos neste Universo que tem as suas penalidades, recompensas e custos é uma sistema á espera de falhar.”

    Eu até acho que a “freeconomy” não vai muito contra a natureza humana - afinal, um pequeno grupo de pessoas tende, quase espontaneamente, a organizar-se assim, pela regra do “eu ajudo-te quando precisares, e tu ajudas-me quando eu precisar” (e, claro, excluindo do esquema os que pareçam estar a aproveitar-se). A questão é se isso é funcional para mais do que, digamos, 50 pessoas (possivelmente não).

    Comentário por Miguel Madeira — Dezembro 1, 2008 @ 9:42 pm

  14. Se há algum beneficio nisso é que me parece mais discutível.

    Exactamente. No agregado e nesse sistema, o benefício parece permanecer constante ou, tentando explicar-me, esgota-se na acção e não se propaga como acontece numa economia baseada na moeda. A “riqueza criada” é imediatamente consumida e não “sobra”.

    Comentário por Helder — Dezembro 1, 2008 @ 10:19 pm

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