Dito isto, MFL e esta direcção do PSD cavaram a sua própria sepultura, graças à assunção voluntária de uma certa herança política: eles são as pessoas sérias, que não se confundem com a ralé do seu partido, que não têm explicações a dar ao país, que não falam (como a própria MFL não falou, até ter mesmo de falar), que tudo sabem, tudo perceberam e que um dia verterão as suas notáveis soluções sobre o país ignaro. Se já tinham, naturalmente, todos os seus adversários políticos contra, conseguiram também colocar do mesmo lado mais dois grupos de pessoas: a) cerca de metade do seu próprio partido, que hostilizaram impiedosamente quando ela mandava no partido e no país (toda a gente se queixa do que Menezes faz agora a MFL, mas alguém se lembra daquilo que foi feito a Menezes ou a Santana, pela própria oposição interna, quando eles eram líderes do partido ou do país, num dos mais lamentáveis espectáculos de deslealdade política de que há memória?); b) a comunicação social, que para o bem e para o mal é uma força política a considerar e que, já de si, não é muito simpática para a direita. Andava tudo sedento de uma oportunidade para aplicar um golpe mortífero sobre a senhora. A oportunidade apareceu e o resultado o que se viu.
Novembro 20, 2008
1 Comentário »
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Se a opção é ter a solidariedade política que Jorge Sampaio demonstrou para com Guterres (um notório incompetente) e estarmos como estamos (com a ajuda de outros, é certo) prefiro a falta dela (solidariedade) e correr com os incapazes o mais rápido possível.
Comentário por Luís — Novembro 20, 2008 @ 16:58