Hoje o Público oferece-nos uma pérola, na sua página 43, no punho de Boaventura Sousa Santos:
Nos últimos quinze anos, a África mostra-se ao mundo nos ombros destes dois gigantes [Mandela e Obama] e assim responde Basta! aos insultos do Banco Mundial e do FMI, para quem a Africa é o continente infeliz onde o capitalismo global decidiu depositar multidões de seres humanos considerados descartáveis.
(…)
O 11de Setembro “transformou o mundo” quando outras populações do mundo sofrem anualmente ataques tão injustos, tão criminosos e muitas vezes mais desvastadores do que o ataque às Torres Gémeas, sem que isso mereça mais do que uma pequena referência noticiosa.
Nem vou perder um minuto do meu tempo a comentar as falsidades com que Boaventura Sousa Santos inunda os seus textos (o branqueamento do 11 de Setembro, ou a tentativa de colocar o “Bem” em Obama, e o “Mal” numa difusa massa indefinida de supostos “interesses”, suficientemente vagos para não terem cara, e assim não lhe responderem aos disparates, metem nojo, pela desonestidade intelectual que representam).
Pergunto, apenas, e novamente, aos accionistas da Sonae, se é este o destino que querem dar ao seu dinheiro: patrocinar espaço mediático aos maiores inimigos da economia de mercado, capazes de assumir pressupostos falsos para a apologia de ideologias que, se vencedoras, determinarão o confisco dos seus bens. Hoje, já limitam a liberdade económica e a normal afirmação do empreendedorismo. Amanhã, se puderem, avançam para a nacionalização de quem se lhes oponha, à imagem e semelhança do que podemos assistir nos países que vivem sob regimes que merecem a simpatia de Boaventura, como a Venezuela, a Bolívia, Cuba, ou a Coreia do Norte.
Alguém duvida que Boaventura Sousa Santos, se pudesse, nacionalizava a Sonae, fazendo do Público o seu “private Pravda”, apimentado com uma pitada latino-americana? Como é que Sonae -e, já agora, a Impresa – dão espaço de afirmação a ideias radicais alter-mundistas?
“Pergunto, apenas, e novamente, aos accionistas da Sonae, se é este o destino que querem dar ao seu dinheiro: patrocinar espaço mediático aos maiores inimigos da economia de mercado…”
Pelos vistos, é (isto é apenas uma constatação por observação externa: eu não sou acionista da SONAE)
Comentário por Miguel Madeira — Novembro 17, 2008 @ 14:15
Mas, ao que parece, o RAF, continua um fiel leitor do Público…
Comentário por Luís Marvão — Novembro 17, 2008 @ 14:28
Está uma “vírgula” a mais no meu comentário.
Comentário por Luís Marvão — Novembro 17, 2008 @ 14:30
Sempre foi assim. O lema das empresas foi sempre pagar-se para ter negócios, seja á Mafia, á Esquerda, ás ONG’s ou a quem quer que seja . Outro engano é pensar que as empresas têm ideologia…já vi muita gente de topo que só tem a sua riqueza devido ao mercado livre que não tem pejo em afirmar que o Socialismo ou variantes é que é bom.
Comentário por lucklucky — Novembro 17, 2008 @ 14:41
Caro Luis Marvão,
“Mas, ao que parece, o RAF, continua um fiel leitor do Público…”
É verdade. A minha entidade patronal decidiu fornecer-me, entre outros, o Público, o DE, o Jornal de Negócios… sendo de graça, lá dou uma espreitadela.
Caro Miguel Madeira,
Pode ser que tenhas razão; também pode ser que o accionista esteja ligeiramente anestesiado; nada que uma crise não ajude a despertar para certas realidades.
Comentário por Rodrigo Adão da Fonseca — Novembro 17, 2008 @ 14:48
Pensei que isto era um blog liberal, que defendia a total liberdade de espressão. Felizmente que a Sonae e os directores do Público acreditam nessa mesma liberdade, por muitos disparates que possam ser publicados.
Comentário por Pedro — Novembro 17, 2008 @ 14:52
Caro Pedro,
Eu defendo a liberdade de expressão. Por mim, o Profrssor Boaventura pode escrever o que quiser onde quiser. Não estou sequer a pedir que o Departamento do Senhor Professor Boaventura, pago com dinheiros públicos, seja encerrado, ou que as subvenções que recebe para a quantidade de lixo que produz sejam reduzidas.
Estranho, apenas, que alguém que é anti-capitalista, tenha espaço privilegiado para as suas baboseiras, patrocinado pelos principais grupos económicos portugueses.
Eu acho que o Pedro confunde liberdade de expressão com tiros nos pés.
Não vejo essa “liberdade de expressão”, por exemplo, aplicada ao Monde Diplomatique, ou em alguns pasquins da esquerda, onde “liberal não entra”. E muito bem.
Comentário por RAF — Novembro 17, 2008 @ 15:21
Caro Pedro,
É ser-se contra a liberdade de expressão a indignação contra quem escreve uma frase como a que Boaventura apresenta no Público, desvalorizando o 11 de Setembro:
“O 11 de Setembro “transformou o mundo” quando outras populações do mundo sofrem anualmente ataques tão injustos, tão criminosos e muitas vezes mais desvastadores do que o ataque às Torres Gémeas, sem que isso mereça mais do que uma pequena referência noticiosa.”
Comentário por RAF — Novembro 17, 2008 @ 15:23
O Pedro confunde liberdade de expressão com poder de acesso às páginas de determinado jornal.
Se a Sonae decidisse que o jornal devesse ter determinado perfil, que o fechasse a certos cronistas, isso em nada limitaria a liberdade de expressão desses cronistas.
Como, no entanto, a Sonae não parece muito interessada em deixar de patrocinar aqueles que se opõem ao que resta de liberdade de iniciativa em Portugal, a questão não está em cima da mesa.
Comentário por Michael Seufert — Novembro 17, 2008 @ 15:27
As opiniões de Boaventura Sousa Santos são suficientemente patéticas para não promover a sua área política, pelo contrário. É o efeito “liga dos últimos”, ao pôr os tolos no palco afastam-se os que poderiam trazer argumentação pertinente e prejudica-se assim essa área política mantendo uma falsa capa de imparcialidade. Não que a Sonae o faça intencionalmente.
Comentário por pedro dias — Novembro 17, 2008 @ 15:56
Qualquer opinião pode alastrar como fogo em gasolina com as condições propícias eventualmente criadas por essa própria opinião. Se olharmos para o Séc XX vemos muitas opiniões patéticas a dominarem meio mundo e olhando para a ainda não finda primeira década do Séc XXI caminhamos para uma repetição.
As maioria das pessoas não tem tempo e ou curiosidade para andar a pesquisar informação como nós. Um jornal mais a TV(RTP,TVI,SIC e em muitos só uma delas) fazem o pleno da informação para muitas pessoas e isto é talvez ser optimista.
Comentário por lucklucky — Novembro 17, 2008 @ 16:27
Caro Rodrigo,
Quando usou este argumento com o Rui Tavares, tomei-o à conta de um desabafo menos reflectido (quem nunca pecou…). Agora vejo que não é desabafo, é ideologia. O Rui acha que quem não é liberal (economicamente) não deve ter tribuna na imprensa. Eu acho que o Rui não é um democrata, não sabe conviver com opiniões diferentes da sua e chega a ser insultuoso para com os seus adversários políticos (essa do «confisco dos bens» é fabulosa). E assim sendo, desejo que escreva muito, de preferência nos jornais que leio, para que possa, lendo-o, saber o que não devo, e não quero, pensar.
Até sempre,
Paulo
Comentário por Paulo — Novembro 17, 2008 @ 17:06
Se a Sonae decidisse que o jornal devesse ter determinado perfil, que o fechasse a certos cronistas, isso em nada limitaria a liberdade de expressão desses cronistas.
Caro Rodrigo,
Se a Sonae for dona da imensa maioria dos órgãos de comunicação social, o caso muda de figura. Ou não? E como há cada vez mais e mais concentração…no mundo dos media.
O Boaventura… pode escrever o que a sua consciência lhe ditar porque não depende da Sonae nem de outro qq grupo económica para sobreviver. É professor universitário, um académico de reconhecido prestígio. Agora, há por aí muito comentador ou jornalista que vive no fio da navalha. e portanto…Não pde fugir à voz do dono.
P.S. Vide como os órgão do grupo DN/Correio da Manhã tratam a crise na Educação.
P.S.(2). Onde estão os “pasquins” de esquerda? Diga-me um só exemplo aqui em Portugal?
Comentário por Luís Marvão — Novembro 17, 2008 @ 17:36
“Onde estão os “pasquins” de esquerda? Diga-me um só exemplo aqui em Portugal?”
o “Avante!” ….
Comentário por Pedro S — Novembro 17, 2008 @ 17:47
“A minha entidade patronal decidiu fornecer-me, entre outros, o Público, o DE, o Jornal de Negócios… sendo de graça, lá dou uma espreitadela.”
Caro RAF
Pelos vistos a sua entidade patronal colabora no “enterro” ao consumir o produto e mais grave do que isso, divulga-o pelos empregados.
.
Comentário por Mentat — Novembro 17, 2008 @ 17:53
” Onde estão os “pasquins” de esquerda? Diga-me um só exemplo aqui em Portugal? ”
O que eu gostava mesmo de saber era :
Onde está um bom pasquim de direita que uma pessoa possa ler descansada sem ter que levar com esses “académico de reconhecido prestígio” ?
.
Comentário por Mentat — Novembro 17, 2008 @ 17:58
“Respeito pelos mais velhos???
Então a grande defesa intelectual é ser mais velho…extraordinário. E matar uma criança “aglomerado de células” é o mesmo que um jornal impedir uma tribuna a ideólogo da extrema esquerda que impediria o próprio jornal de existir se estivesse no poder. Espero para ler os protestos de Luís Marvão, Tom Joad e Paulo pela falta de Racistas e Neo-Nazis nos artigos dos Público.
Comentário por lucklucky — Novembro 17, 2008 @ 18:31
Caro Luís Marvão,
mantenho o que disse (não foi o RAF).
Aliás, a sua liberdade de expressão não é coarctada pelo facto de não escrever no Público.
Quanto aos jornais portugueses, vendo a maneira como tratam a “crise do capitalismo”, a campanha nos EUA, a propaganda de Sócrates, etc, etc, dificilmente deixa margem para dúvidas com são socialistas.
Mas isso partilham com os partidos, por isso estão muito bem.
Comentário por Michael Seufert — Novembro 17, 2008 @ 18:31
Eu digo o que penso, e assino tudo o que escrevo.
O Professor Boaventura, na minha opinião, é um perigo para a democracia, tal como eu a concebo. Uma pessoa que escreve o que ele escreveu, hoje, sobre o 11 de Setembro, só não é polémico em Portugal porque anda tudo a dormir. Ele que escrevesse isso em Espanha, onde o povo tem sofrido com o terrorismo, no ABC, no El Pais, e veria o que lhe acontecia: nunca mais ninguém lhe dava a palavra.
Ver como Boaventura faz tábua rasa daquilo que foi o marxismo em África, culpando o Banco Mundial e o FMI, é desonesto: basta ler o que escreve hoje Mia Couto, um africano reconhecidamente moderado nas suas ideias políticas; ou ver a acção do USAID em África, para perceber o perigo que corremos em termos de intoxicação ao permitir que Boaventura escreva num jornal supostamente moderado.
Aqui, vamos dando palco a radicais alter-mundistas, com satisfação e alegria. Fico espantado com a capacidade que os portugueses têm de ser mansos…
Comentário por RAF — Novembro 17, 2008 @ 19:12
Raf,
O Zaire de Mobutu nunca foi marxista e, no entanto, conseguiu ser bem pior do que Angola, mesmo quando esta estava dilacerada pela guerra, por uma guerra que lhe foi imposta do exterior, muito em particular pela poderosa África do Sul.
Conheço bem Angola, tenho lá família, não penso que os angolanos tenham em tão má conta os cubanos; pelo menos, as pessoas com quem eu falo.
P.S. Pergunta lá aos namibianos ou às gentes do ANC, Mandela inclusive, o que eles pensam da presença cubana em África?
Comentário por Luís Marvão — Novembro 17, 2008 @ 22:17
Caro Marvão,
Lê o texto do Mia Couto sobre a vitória do Obama. Diz tudo aquilo que eu penso sobre o assunto.
Ab
RAF
Comentário por Rodrigo Adão da Fonseca — Novembro 17, 2008 @ 23:31
Olá outra vez.
RAF, dois males juntos não fazem uma coisa boa. Vocâ dá-me como justificação para impedir o BSS de escrever para o Público o facto de haver outros jornais que limitam o espectro de opiniões. Isso para mim não é justificação. Há pessoas para quem o que o Pacheco Pereira diz é um disparate sem tamanho e um atentado à Democracia mas eu fico feliz que os responsáveis do Público não pensem nestes termos. Aliás, todas as justificações que você e outras pessoas apresentaram aqui na caixa de comentários (‘que uma coisa é a liberdade de expressão outra é um tiro no pé’, ou que ‘há momentos em que as ideias têm que ser limitadas porque vivemos num contexto difícel’) são exactamente o tipo de argumentos que levaram John Stuart Mill a escrever o magnífico ‘On Liberty’.
Além disso, devo ainda dizer que o Avante! e o Le monde Diplomatique não são jornais. São instrumentos de difusão de uma determinada ideologia e tanto quanto sei não escondem este facto. Calculo que na Atlântico também não haja espaço para Socialistas. Mas todos estes casos são diferentes de um jornal generalista.
Quanto ao seu post seguinte, no qual refere os actos de censura em Matosinhos, julgo que não estava a falar para mim. Pela minha parte concordo plenamente que há um défice de democracia e de escrutínio em Portugal, especialmente ao nível do poder local. Se não me viu dizer nada sobre o assunto em parte é porque o Abrupto não tem caixa de comentários. Mas a principal razão é porque normalmente não comento em blogs. Fi-lo desta vez por acaso. A razão pela qual não comento em blogs voltou a manifestar-se aqui no Insurgente: o debate em blogs está demasiado crispado. É feito de insinuações, da discussão de contradições e não de opiniões e preconceitos. Uma pessoa apresenta um argumento e é logo catalogada. A resposta faz-se citando mil e um casos em que o suposto grupo a que supostamente pertencemos não disse o que devia ter dito e portanto somos apenas uns hipócritas. A própria linguagem é muitas vezes maldosa e pretende humilhar ou demonstrar falhas de carácer no adversário como a principal razão pelo qual ele está errado e nós certos.
Em abono da verdade o RAF a ter culpa tem apenas um milionésimo da culpa. Mas foram estas e muitas outras situações que me afastaram (e assim como eu, acredito que a muita outra gente também) do mundo entrincheirado e radicalizado dos blogues e me tornaram num leitor ocasional e comentador ainda mais esporádico.
Já escrevi demais. Está a ver, se estivesse habituado aos blogues dizia apenas qualquer coisa do estilo:
pois, pois, caiu-vos foi a casaca, um dia liberais e no outro dia censores. se pudesséis juntavam-se todos ao George Bush e ao Luís Delgado para criar a União Fascista Pró-Capitalista aliada de Israel e demais malta do dinheiro para nos escravizar a todos. A mim não me enganam…
Comentário por Pedro — Novembro 17, 2008 @ 23:36
Pedro você é tão inocente e naif que não percebe que os jornais “generalistas” têm um projecto político ou só está gozar?
Qual seria a sua atitude se o Publico tivesse o mesmo número de artigos racistas que de extrema esquerda?
“pois, pois, caiu-vos foi a casaca, um dia liberais e no outro dia censores. se pudesséis juntavam-se todos ao George Bush e ao Luís Delgado para criar a União Fascista Pró-Capitalista aliada de Israel e demais malta do dinheiro para nos escravizar a todos. A mim não me enganam…”
Se é isso que pensa por que não o diz? É claro que você nem percebe o que é o conceito de censura mas aí não há nada a fazer…
Comentário por lucklucky — Novembro 18, 2008 @ 00:23
Caro lucklucky, o seu comentário só reforçou em mim o que já pensava da discussão em blogues…
Primeiro chama-me inocente e naif, porque não sei que os jornais têm um projecto político. Ora aí está, o meu erro é uma falha de carácter. Insinua ainda que sou ignorante porque das duas uma, ou não sei disso ou estou a gozar. Pois bem aqui vai: claro que os jornais generalistas também têm um projecto político. O que eu espero é que esse projecto político seja o de promover a democracia, o escrutínio dos poderes públicos e privados e o debate. Logo o que eu me oponho é a jornais cujo projecto político não seja este.
Quanto á segunda questão: o Público é dificilmente caracterizado como um jornal em que a extrema-esquerda tenha uma presença dominante. Quanto mais não seja, o seu Director (uma figura que eu diria tem alguma importância, até porque também faz parte do conselho de administração da Sonae Multimédia, se não me engano) é das poucas vozes influentes nos meios de comunicação social portugueses que se possa classificar como sendo da direita liberal. Mas o mais importante é que eu defendo que o Público deverá dar voz a quem quiser, sejam eles de extrema-direita ou de extrema esquerda. Aliás deverá dar voz ao máximo de pessoas possível. Tenho pena que por exemplo o líder do PNR não tenha (tanto quanto eu sei) um coluna regular nos jornais nacionais. Mais: eu não disse que concordava com a opinião do BSS. Infelizmente como não vivo neste momento em Portugal não consigo ler os espaços de opinião do Público. Mas pelos excertos pareceu-me estar povoado de disparates. Ainda assim defendo o dever do Público em publicar artigos que representem todas as correntes de opinião, por mais radicais que sejam.
No fim o seu comentário apresenta ainda mais uma pérola. Quanto à frase que cita, estava a hiperbolizar exactamente para me referir ao tipo de comentários maldosos que se vêm por aí… O seu comentário esse é fantástico: eu sou ignorante, logo nem vale a pena você perder tempo comigo, a explicar-me o que é a censura. Felizmente tenho consciência suficiente nas minhas capacidades e conhecimento para não me deixar abater, caso contrário ia para a cama a chorar após ter sido chamado de ignorante pelo grande LuckLucky, cuja capacidade de argumentação é infalível! (mais uma vez estou a ser irónico, não me leve a sério)
Comentário por Pedro — Novembro 18, 2008 @ 01:54
RAF,
De acordo. O problema está na sua concepção de democracia.
Nada a acrescentar sobre isso. Agora, se quiser não ser insultuoso para a inteligência de quem o lê, por favor, deixe de se auto-intitular liberal. Ser liberal e defender a censura contra a «intoxicação» dos media é demais. Até para os liberais à portuguesa.
Paulo
Comentário por Paulo — Novembro 18, 2008 @ 10:03
Caro Paulo,
Recomendo-lhe uma leitura antenta, sobre media e política, numa perspectiva liberal, aqui:
http://oinsurgente.org/2008/10/23/leituras-recomendadas-10/
A menos que considere que o Peter T. Leeson é “anti-liberal” – o que daria para rir – aquilo que diz sobre o “anti-liberalismo” não encaixa na minha forma de estar.
Comentário por Rodrigo Adão da Fonseca — Novembro 18, 2008 @ 11:12
Raf,
De facto, texto do Mia Couto separa as águas. É um texto mt corajoso, com o qual é difícil não concordarmos. Custa, mas infelizmente é verdade.
Comentário por Luís Marvão — Novembro 18, 2008 @ 11:25
O BSS um revolucionário dos tempos modernos magalhães é como o homem da regisconta:factura, factura e factura mas sempre a desfazer , a dizer mal e a atribuir culpas.
O propagandista deveria ser arredado das caixas de pagamento capitaliatas e das do estado pois que para traidores o pagamento deveria ser em chumbo.
Es caramelo que foi adeptos das independências já, da expulsão dos brancos sem bagagens e bens, das “africanidades” e das purezas etnicas lá defende agora as IMIGRAÇÔES em massa para cá a por nossa conta e trata de que o prejuizo seja por muitas e muitas gerações…
De facto ou os capitalistas afinam os seus próprios interesses ou qualquer dia são espoliados pelos seus empregados…
Comentário por Miles — Novembro 18, 2008 @ 11:31
“@Pedro
“O que eu espero é que esse projecto político seja o de promover a democracia, o escrutínio dos poderes públicos e privados e o debate. Logo o que eu me oponho é a jornais cujo projecto político não seja este.”
“Mas o mais importante é que eu defendo que o Público deverá dar voz a quem quiser, sejam eles de extrema-direita ou de extrema esquerda.”
Como é que concilia estas duas coisas? Quer queira quer não você está dar tribuna e respeitabilidade a gente ferozmente anti-liberdade o que dá votos quer queira quer não, quer a extrema esquerda quer os nacionais-socialistas colocariam em causa a existência do próprio jornal caso chegassem ao poder. Ora é para mim uma violência alguém contribuir para a sua morte a não ser que a queira, como parece que o Público a quer. Mas essa atitude paradoxal é passível de crítica.
Por outro lado não é por se ter todas as vozes que se é melhor, se defende melhor a Liberdade e ou a Democracia. É a qualidade das vozes.
Comentário por lucklucky — Novembro 18, 2008 @ 12:31
[...] na imprensa RAF tem razão quanto a este comportamento estranho da SONAE, da Impresa, do grupo do CM (e outros [...]
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