“An Open Letter to my Friends on the Left” de Steve Horwitz foi traduzida para português. Podem ler no Ordem Livre.
Uma das maiores confusões na atual crise é a afirmação de que ela é resultado da cobiça. O problema com essa explicação é que a cobiça é um componente constante das interações humanas. Sempre foi. Então, por que, de repente, a cobiça passou a nos causar tantos danos? E por que apenas em um setor da economia? Afinal de contas, será que não existe cobiça suficiente em outros setores?
Neste pequeno trecho encontro 4 palavras escritas em desacordo com a antiga ortogafia portuguesa, e 6 expressões que estão incorretas de acordo com os padrões gramaticais do português de Portugal.
Isto prova, a meu ver, que o principal obstáculo ao intercâmbio de textos entre Portugal e o Brasil não é o obstáculo ortográfico. O principal problema são mesmo as diferenças gramaticais (e vocabulares), as quais ocorrem muito mais frequentemente do que as diferenças ortográficas.
Comentário por Luís Lavoura — Novembro 6, 2008 @ 15:10
E a ética? Tb não faz parte da condição humana?
Comentário por Luís Marvão — Novembro 6, 2008 @ 15:34
A ética faz parte da condição humana. Deve vir logo a seguir à ganância.
Há, claro, excepções.
Comentário por mr — Novembro 6, 2008 @ 21:17
Luís Lavoura,
diga lá, por favor, quais são as expressão incorrectas.
Também não sei o que é que está a dificultar a compreensão.
E se acha que as diferenças gramaticais são mais que as gráficas, para quê então o acordo ortográfico?
Comentário por LPedroMachado — Novembro 6, 2008 @ 21:30
Luís (o Marvão), o texto acaba assim:
Those of us who support free markets are not your enemies right now. The real problem here is the marriage of corporate and state power. That is the corporatism we both oppose. I ask of you only that you consider whether such corporatism isn’t the real cause of this mess and that therefore you reconsider whether free markets are the cause and whether increased regulation is the solution.
e além de a ética não fazer parte de condição humana nenhuma, não é exclusiva, garantida, nem sequer usual nos agentes do Estado que detêm o poder. Porque razão devemos confiar que existe mais ética na política que nos negócios? Onde andam esses anjos?
O poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente – Lord Acton
Comentário por Helder — Novembro 6, 2008 @ 21:49
A ambição é uma qualidade, a cobiça é um defeito.
Enriquecer e ter princípios não é um oxímoro…
Comentário por Nuno — Novembro 6, 2008 @ 23:07
6
E quem é que vai distinguir a ambição da cobiça? O senhor Vítor Constâncio?
Comentário por LPedroMachado — Novembro 7, 2008 @ 00:20
LPedroMachado
O acordo ortográfico não é para melhorar a compreensão entre portugueses e brasileiros. O acordo ortográfico é necessário para melhorar a forma como NÓS escrevemos (a forma como os brasileiros escrevem é-me indiferente), libertando-a de arcaísmos parvos.
Comentário por Luís Lavoura — Novembro 7, 2008 @ 09:31
Greed deveria ser traduzido por ganância e não cobiça.
Comentário por J Costa — Novembro 7, 2008 @ 11:06
“…e além de a ética não fazer parte de condição humana nenhuma.”
Depreendo, das tuas palavras, que a ética foi obra de extraterrestres…E cais numa espécie de amoralismo ou relativismo moral, absolvendo os comportamentos individuais e culpando apenas essa abstracção que é o Estado.
Comentário por Luís Marvão — Novembro 7, 2008 @ 12:24