A The Economist desta semana declara seu apoio ao candidato do partido Democrata Barack Obama:
Ao mesmo tempo em que justifica sua tomada de posição com a crença de que Obama mostrou de forma mais clara ser a melhor alternativa para restaurar a autoconfiança dos Estados Unidos, afirma que votar nele é não só uma aposta, mas um risco.
Contra McCain, a desconfiança com o fato de o candidato à presidência contrariar os atos como senador na questão dos impostos, religião, subsídios para biocombustíves e crise financeira.
A escolha da The Economist não surpreende quem a acompanha semanalmente. A surpresa é a fragilidade dos argumentos contra McCain e a favor de Obama (havia críticas mais profundas a se fazer contra ambos os candidatos). Na semana passada, The Economist publicou uma matéria mostrando o crescimento dos Obamacon, conservadores, neoconservadores e gente ligada ao Partido Republicano, como Colin Powell, que declararam apoio ao candidato democrata.
Um desses casos mais emblemáticos é o de Francis Fukuyama, que de ideólogo do movimento neoconservador e acusado de anabolizar intelectualmente o staff do governo George W. Bush, deu uma guinada radical. Depois de lançar o livro America at the crossroads, praticamente uma declaração de independência (ou carta de alforria), declarou apoio a Obama nas páginas da edição de novembro daThe American Conservative sob o argumento de que “é difícil imaginar uma presidência mais desastrosa.
Num artigo para o Washington Post, jornal que sempre apóia o Partido Democrata e já havia declarado suporte a Obama, Robert Kagan satiriza o apoio de Fukuyama e do jornalista e editor da Newsweek Fareed Zakaria. Kagan cita a diferença entre o discurso adequadamente otimista sobre o futuro da América mantido por Obama durante a campanha, razão pela qual ele vai bem nas sondagens, e as análises de seus dois apoiadores. “Se ele fosse como Zakaria e Fukuyama diz que ele é, já seria carta fora do baralho”.
Num texto curto para The American Conservative, Llewellyn H. Rockwell Jr. esboça a tragédia representada pelos dois candidatos e defende a liberdade de não votar. Num fecho ao melhor estilo publicista, afirma: “This year especially there is no lesser of two evils. There is socialism or fascism. The true American spirit should guide every voter to have no part of either”.
Na eleição virtual realizada no site da The Economist Obama já está eleito presidente do mundo. Vence em quase todos os países, com exceção de Argélia (McCain 53% x Obama 47%), República Democrática do Congo (McCain 54% x Obama 46%), Myanmar (McCain 53% x Obama 47%), Sudão (McCain 55% x Obama 45%) e Iraque (McCain 59% x Obama 41%).
Há casos interessantes como os de Camboja e Camarões, onde Obama vence com 100% dos votos. E Cuba, onde cada candidato obteve 50% dos votos.
No Brasil, Obama vence com 83% dos votos contra 17% de McCain. Em Portugal, Obama obteve 85% dos votos contra 15%. Somos ou não somos países irmãos?
No final das contas, tenho por Obama uma percepção muito parecida com a que tinha com Lula, presidente do Brasil: o risco de eleger um Messias é ele assumir o governo com a certeza de que o apoio interno e internacional legitima qualquer tipo de ato e decisão. Entregar um cheque em branco para chefe de governo é abrir caminho para as tentações totalitárias que o acometem, em maior ou menor grau, após a conquista do poder.
Excelente artigo.
Subscrevo inteiramente as conclusões do autor.
Contem informação importante para perceber o efeito que esta campanha e os candidatos estão a provocar um pouco por todo o Mundo. Incluindo algumas reacções mais extremistas, como a de Llewellyn H. Rockwell Jr.
Espero que não entremos num período de maior radicalismo.
Comentário por Borges — Outubro 31, 2008 @ 09:49
Ó Borges, eu receio que a eleição do Obama seja mesmo a porta de entrada do comunismo radical nos Estados Unidos. E do terrorismo. Aposto até que a primeira coisa que o Obama vai fazer, quando chegar ao governo, vai ser dissolver o Congresso. Eu estou deveras assustado. Onde é que isto vai parar? Digam-me, onde?
Comentário por Pedro — Outubro 31, 2008 @ 10:31
Pelosi- Reid- Obama. Pesadelo…
Comentário por Elizabete Dias — Outubro 31, 2008 @ 15:36
Huhuhu… que medo.:)
La que o Obama seja palhaço eu nao tenho duvidas. Mas sempre menos que o outro.
E com estas criticas da para ver de que lado esta a gritaria… sempre do lado dos fachos mais fachos, Agora estes ex-neo-cons sao o posso alvo a abater.
Traidores ja se ouve na insurgencia.
Comentário por Tom Joad — Outubro 31, 2008 @ 17:04
@Elizabete Dias
O pesadelo já começou, de certa forma. O senador Joe Lieberman que demonstrou o seu apoio a John McCain pode estar em risco de perder o seu lugar no comité, já que o Obama não gosta nada de dissedentes no seu próprio partido e o Reid até concorda com ele.
Começo lentamente a ver sinais de uma “thugocracy” a emergir…
É muito simples, se criticas/discordas/satirizas as ideias de Obama, caem-te logo os cães de ataque em cima(blogosfera esquerdista, comunicação social, adeptos em geral do Obama) com dois objectivos: difamar e silenciar.
Oh, sim, vai ser uns lindos 4 anos…
Comentário por CC — Outubro 31, 2008 @ 17:38
Eu acho que o primeiro acto anti-democrático de Obama vai ser usar o Supremo Tribunal nomeado pelo pai dele para se sobrepôr ao voto popular e ser eleito de forma iligitima.
Obviamente, como tem o apoio de todo o mundo, vai declarar unilateralmente e á margem da diplomacia, uma guerra a um país onde tem interesses económicos.
E a seguir vai prender os seus opositores em todo o mundo e enviá-los (usando também bases em Portugal), á margem do direito internacional, para uma prisão remota onde vai praticar a tortura e negar-lhes julgamento.
Aposto que vai ser uma desgraça e de certeza que estas coisas impensáveis vão acontecer!
Comentário por Nuno — Novembro 2, 2008 @ 19:04
[...] Numa outra ponta, o atual governo americano provocou uma hecatombe geradora de Obamacons, conservadores que declararam apoio a Obama como reação a Bush. [...]
Pingback por Qual será o futuro do pensamento conservador? « O Insurgente — Novembro 5, 2008 @ 01:44
[...] Numa outra ponta, o atual governo americano provocou uma hecatombe geradora de Obamacons, conservadores que declararam apoio a Obama como reação a Bush. [...]
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