O Rui Tavares diz agora, no meio de uma data de coisas que já não vale a pena comentar, que é uma tristeza que eu finja que não percebi que a frase acima - como outras utilizadas na sua crónica de segunda (de segunda-feira, leia-se) - se estrutura, não em uma, mas eu duas – não vale rir – “figuras de estilo“: uma metáfora e uma hipérbole. Ou seja, se eu percebi bem (e admito que não: como o RT me alertou, entre outras limitações, eu tenho inúmeras dificuldades de interpretação), no Público, assuntos como a crise financeira são enquadrados em hipérboles, e comparações infelizes que põem em causa a idoneidade de pessoas concretas (no caso, António Borges), são “metáforas”. Sim senhor. Estou (acho) esclarecido. Eu era capaz de dizer que o Rui Tavares não sabe que a objectividade em temas económicos não se compadece com hipérboles; ou que há metáforas ad hominem que são incompatíveis como forma de refutação de ideias válidas; mas não digo: é que não gosto de recorrer a eufemismos, e ia-me saber a pouco…
Setembro 24, 2008
12 Comentários »
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Vá lá, já se percebia ab initio que o RT é mais um daqueles salta-para-cima-das-mesas que, quando espremido, não deita sumo nenhum. Move on
Há a questão das ondas que geram energia milagrosa, as vagas a mais no superior, o último stroke da Ana Gomes…
Abraços e renovadas felicitações pela lucidez.
Comentário por FMS — Setembro 24, 2008 @ 09:43
(isto não faz itálicos?)
entretanto apareceu aqui esta coisa “Está a colocar comentários de forma rápida demais. Tenha calma.”
Comentário por FMS — Setembro 24, 2008 @ 09:44
Mas, afinal, a sua objecção à crónica do RT é com a forma como está escrita ou com o conteúdo ideológico?
Comentário por Miguel Madeira — Setembro 24, 2008 @ 10:13
“(isto não faz itálicos?)”
Com parêntesis rectos não…
Vou corrigir.
Comentário por João Luís Pinto — Setembro 24, 2008 @ 10:14
Rodrigo, se pagar para ler o Público lhe traz tantos direitos, caramba!, o que dirão os accionistas da Sonae…
Até percebo o desespero do seu argumento, enfim, seria como eu só gostar de Coca-Cola, e comprar uma Pepsi para imediatamente fazer valer o meu direito espontâneo e exigir a demissão de toda a geste desde a linha de produção até ao CEO, oh, oh, oh! (Santa Claus laughing.)
O desespero chega à meninice intelectual do costume; eu que não sou exactamente de esquerda deveria encolher os ombros, alhear-me do assunto, mas isto é desonesto, do mais baixo a que se pode recorrer em desespero de ideias! Até vem a acusação (como quem aponta a bruxa ao Santo Ofício) de que o Público é uma instituição de esquerda.
Ainda bem que vocês já têm isso arrumadinho na cabeça, left is evil, até os canhotos são uns demónios latentes; os justos são os outros.
Fica muito difícil conviver pacificamente com pessoas que não têm capacidade auto-crítica para admitirem o erro. Rodrigo, isso é uma reacção química regular?, atacar a extrema-esquerda com atitudes de extrema-direita?
Que vergonha.
Comentário por Paulo JJ Osório — Setembro 24, 2008 @ 10:39
Miguel,
Está aqui:
http://oinsurgente.org/2008/09/22/humanismo-caviar-ii/
Tem a ver com, por um lado, aquilo que eu classifiquei de “humanismo caviar”, com a agresssividade cega lançada contra que quem defende soluções do mercado, afirmando-se que os liberais não preocupam com as “pessoas”, levado no caso do Rui Tavares ao exagero de comparações que são muito agressivas, e que denotam uma agenda pessoal e um ressabiamento que é radical.
Tem a ver, ainda, com a forma como o RT pinta o Apocalipse, num panorama de despedimentos em massa, perdas de casa, seguros de saúde e pensões de reforma, que não tem aderência em nenhum cenário real.
É este quadro que me leva à indignação. E é esta agenda, que conduz ao imobilismo, ao ruído, e a uma defesa básica de soluções anti-mercado, que me parecem incompatíveis com os interesses do accionista SONAE.
(i)Latere(i), veio à baila que tipo de (i)media(i) eu defenderia, e aí digo que gostaria de ter uma arrumação do tipo Espanha, Ccom linhas editoriais mais claras, mas esse assunto só foi trazido à colação em textos posteriores.
Comentário por Rodrigo Adão da Fonseca — Setembro 24, 2008 @ 10:41
Thanks, estava em modo forum…
Comentário por FMS — Setembro 24, 2008 @ 10:46
Eu calculei…
Comentário por João Luís Pinto — Setembro 24, 2008 @ 11:07
“É este quadro que me leva à indignação. E é esta agenda, que conduz ao imobilismo, ao ruído, e a uma defesa básica de soluções anti-mercado, que me parecem incompatíveis com os interesses do accionista SONAE.”
Desde que de lucro…
Comentário por Miguel — Setembro 24, 2008 @ 12:02
“O Rui Tavares é uma besta quadrada” será uma hipérbole ou uma metáfora ?
Comentário por El Terrible — Setembro 24, 2008 @ 16:18
Caro El Terrible,
«“O Rui Tavares é uma besta quadrada” será uma hipérbole ou uma metáfora ?»
É um eufemismo…
Comentário por Joaquim das Couves — Setembro 24, 2008 @ 17:20
Eu gostei particularmente desta parte do artigo citado:
“A questão não é evidentemente, o RAF não querer ler o que eu escrevo: naturalmente, não é obrigado. Pode até usar a última página do Público para embrulhar peixe.”
Reciclar e reutilizar são aspectos importantíssimos para uma boa sustentabilidade na exploração dos recursos. Mas não anulam uma questão inicial: reciclar e reutilizar não são em si motivo de produção do objecto no qual irão incidir. Eis uma questão existencial inquietante…
Comentário por PF — Setembro 24, 2008 @ 18:26