Compreendo perfeitamente a tua reacção à publicação no Público de textos que atingem este nível de abjecção:
António Borges continua a defender a privatização da Segurança Social, alegando que as pensões privadas nos EUA não entraram em colapso, só perderam grande parte do seu valor. E o programa de John McCain diz que o sistema de saúde deve ficar mais parecido com o sistema financeiro.
A ideia é que as falências sucessivas são uma purga “natural” e que a seguir à desregulação temos de desregular mais ainda. Esta gente era capaz de viver na Idade Média e não só dizer que a Peste Negra era uma coisa óptima como defender que a cura era esfregar os abcessos bubónicos uns nos outros.
Mas já quando afirmas que o Público é um jornal demasiado caro para, como leitor, acabares a ser policiado nas tuas queixas e lamentações pelo próprio jornalista/colunista e pela sua brigada do algodão, creio que deves encarar tanto a reacção do colunista como o histerismo da brigada do algodão como inequívocos sinais de distinção, dignos de quem acertou mesmo na mouche…
É isto o que chamam pluralismo, André, pagas, lês aquilo, comparam-te a um medieval que se alegra com a peste negra, porque não picas na agenda deles, refilas, e levas com a extrema esquerda instalada na caixa de comentários, nos vários blogues a compararem-te ao pior que há. E o que citas está publicado num jornal como o Público.
Comentário por Rodrigo Adão da Fonseca — Setembro 23, 2008 @ 01:06
“É isto o que chamam pluralismo, André, pagas, lês aquilo, comparam-te a um medieval que se alegra com a peste negra, porque não picas na agenda deles, refilas, e levas com a extrema esquerda instalada na caixa de comentários, nos vários blogues a compararem-te ao pior que há. E o que citas está publicado num jornal como o Público.”
Rodrigo,
Como bem sabes, é o país que temos…
Comentário por André Azevedo Alves — Setembro 23, 2008 @ 01:18
Porque é que será que em particular em relação ao Público noto um ressentimento especial da esquerda? É que sempre que vem à baila questões editoriais lá a vem sempre a mesma história:
“(…) também nos explica muito sobre o Público, um jornal que começou com um projecto editorial de centro-esquerda (dos seus accionistas faziam parte o El País e o La Repubblica e era inspirado no “The Guardian”) e que hoje, como está, permite que uns dogmáticos ultra-liberais se revejam na “forma como supostamente se posiciona.”
Já nos 20 anos do Público, o Daniel Oliveira lembrava a mesma coisa!
Comentário por MBC — Setembro 23, 2008 @ 01:20
“Porque é que será que em particular em relação ao Público noto um ressentimento especial da esquerda?”
Parece que agora o ressentimento é geral…
Comentário por Miguel Madeira — Setembro 23, 2008 @ 01:37
Não é por nada. Embora eu considere a extrema direita como uma patologia ideológica, vocês começam-se a parecer muito com alguns elementos dessa ideologia.
Atiram a pedra e depois quando recebem a resposta gritam como virgens ofendidas.
Comentário por Ricardo Ferreira — Setembro 23, 2008 @ 01:56
A ideia é que as falências sucessivas são uma purga “natural” e que a seguir à desregulação temos de desregular mais ainda.
Não acredito que o Rui Tavares engula este lixo à Naomi Klein.
Nem do ponto de vista doutrinal, nem do ponto de vista histórico – afinal a regulação só tem aumentado.
Também não percebo o que ganha por ser assim tão demagógico.
Comentário por AntónioCostaAmaral (AA) — Setembro 23, 2008 @ 09:03
Admira-me muito o nível que pretendem dar às discussões aqui pelo Insurgente.
Quando é que terminam com o ataque à pessoa para passarmos à discussão das ideias?
Comentário por Miguel Lopes — Setembro 23, 2008 @ 10:47
Belo texto. mto pertinente
http://pequenos–apontamentos.blogspot.com
Comentário por PR — Setembro 23, 2008 @ 10:51
A vossa vitimização é extraordinária. Na ‘mouche’, André? Mas na mouche em quê, exactamente?
Comentário por joao galamba — Setembro 23, 2008 @ 12:42
Galamba, vitimização? Esta é como a do Valium. Tu precisas de Valium, e recomendas Valium aos outros. O Rui Tavares arma-se em calimero, e tu dizes que aqui as pessoas se armam em vítimas?
Comentário por RAF — Setembro 23, 2008 @ 23:28
Rodrigo,
Do not feed the troll…
Comentário por André Azevedo Alves — Setembro 23, 2008 @ 23:57