O Insurgente

Setembro 23, 2008

Isto é demasiado bom – leitura recomendadíssima

Arquivar em: Blogosfera — Carlos Guimarães Pinto @ 22:08

(…)O João Miranda tem a vantagem de responder a uma questão que ninguém coloca, com um argumento ainda por cima deslocado, e a desvantagem de nada indicar sobre a questão de fundo. Não faz nenhum sentido dizer que um sistema redistributivo estaria falido caso seguisse as regras de funcionamento de um sistema de capitalização puro. São modelos distintos e, ao contrário do que diz o João Miranda, o dinheiro da Segurança Social existe. É a promessa, politicamente garantida pelo Estado, de que a próxima geração pagará as reformas dos actuais contribuintes líquidos do sistema.(…)

Pedro Sales, no Arrastão

17 Comentários »

  1. Não me acredito… e se o pessoal da “próxima geração” mandar o Estado bugiar, sei lá, fazendo uma revoluçãozita? Porra, isto é pior que escravatura… agora os encargos passam automaticamente para os filhos… xiça!

    Comentário por Carlos Duare — Setembro 23, 2008 @ 22:11

  2. Para isso é preciso ter a certeza que um Estado vai sequer existir…

    Mas existindo não é certo que democraticamente decidam que não o querem fazer.

    Jovens em inicio de carreira (digamos assim) s que precisam de capital de investimento em início de vida a pagar a nivel de vida daqueles que deviam ter acumulado e até deviam estar a ajudar os mesmos jovens com esse capital não é natural.

    O Estatismo gosta porque subverte completamente o sentido de ajuda inter-geracional invertendo por completo a ordem natural das coisas.

    Comentário por CN — Setembro 23, 2008 @ 22:33

  3. Lindo! LOL

    Comentário por Helder — Setembro 23, 2008 @ 22:34

  4. All your children are belong to us.

    Comentário por JoãoMiranda — Setembro 23, 2008 @ 22:41

  5. ««É a promessa, politicamente garantida pelo Estado, de que a próxima geração pagará as reformas dos actuais contribuintes líquidos do sistema.(…)»»»

    “Promessa” essa garantida por truques de magia caso não haja guito.

    De qualquer forma:

    - os políticos não cumprem as promessas fáceis, quanto mais as difíceis/impossíveis
    - daqui 20 ou 30 anos nada nos garante que não vá para o poleiro um governo de cores ultrafascistas ou ultraliberais que se recuse a cumprir a tal “promessa” feita por políticos socialistas 20 ou 30 anos antes.

    Sales e Oliveira, grandes pensadores!!!

    pfffffffffffffffffffff

    Comentário por Jason Statham — Setembro 23, 2008 @ 23:06

  6. Estes socialistas são uns brincalhões…:D

    Comentário por Jason Statham — Setembro 23, 2008 @ 23:07

  7. “o dinheiro da Segurança Social existe. É a promessa, politicamente garantida pelo Estado, de que a próxima geração pagará as reformas dos actuais contribuintes líquidos do sistema.”

    Brilhante…

    Comentário por André Azevedo Alves — Setembro 23, 2008 @ 23:09

  8. Devia estar inscrito na Constituição:
    O Estado garante politicamente, que [ou de que, o jurista que escolha ;) ] a geração n pague a reforma à geração n-1, ófaxabor.

    Comentário por Michael Seufert — Setembro 23, 2008 @ 23:16

  9. Eu já nem sei o que dizer. A escrever assim, este rapaz tem emprego garantido na última página do Público!

    Comentário por RAF — Setembro 23, 2008 @ 23:23

  10. Podem sempre no futuro provocar uma bolha inflaccionista, que desvalorize as pensões. O Estado mete a rotativa de notas a funcionar, e paga as reformas.

    Comentário por RAF — Setembro 23, 2008 @ 23:24

  11. «Podem sempre no futuro provocar uma bolha inflaccionista, que desvalorize as pensões. O Estado mete a rotativa de notas a funcionar, e paga as reformas.»
    Evidente. O TAF devia prestar atenção a isto :p

    Comentário por Michael Seufert — Setembro 23, 2008 @ 23:30

  12. A escrever assim, este rapaz tem emprego garantido na última página do Público!

    Nope. No Diário Económico.

    Comentário por Helder — Setembro 23, 2008 @ 23:35

  13. “Eu já nem sei o que dizer. A escrever assim, este rapaz tem emprego garantido na última página do Público!”

    Recompanha-se, meu caro.

    Comentário por Daniel Oliveira — Setembro 24, 2008 @ 01:49

  14. “Recompanha-se, meu caro.”

    Como se constata, foi mesmo na mouche…

    Comentário por André Azevedo Alves — Setembro 24, 2008 @ 02:21

  15. Uma coisa é certa: a tal “promessa” está a ser cumprida: nós, que a única certeza que temos é que vamos receber menos 35 % de reforma, continuamos a pagar os “direitos adquiridos” dos outros.

    Comentário por Ricardo Duarte — Setembro 24, 2008 @ 10:15

  16. “Como se constata, foi mesmo na mouche…”

    AAA, quando vejo os seus comentários fico sempre com a sensação que estou com um menino num pátio da escola. Fica todo agitado. Ui! Foi na mouche! Vejam! Estão a falar connosco! Eles estão zangados, irritados, conseguimos! Será carências de atenção? Não se preocupe, temos todos algum tempo para o ouvir. Não fique com tanta ansiedade. Voltaremos todos.

    Comentário por Daniel Oliveira — Setembro 24, 2008 @ 17:13

  17. [...] a influência que 2500 anos da Poética de Aristóteles representam na forma reagem os seus amigos insurgentes. Depois de umas quantas piadolas perguntando “em que cofre, em que conta, em que caderneta da [...]

    Pingback por Arrastão: Campilho Express — Setembro 24, 2008 @ 22:54


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