Escreve o Rui Castro no 31 da Armada [negritos meus]:
«Quanto às falências, desculpem, mas não consigo deixar de as conceber como uma perversidade do sistema. Inevitáveis, por vezes, mas não necessariamente positivas, como os meus amigos insistem em afirmar. É a famosa tese do mal menor. Recuso-me a aceitar que a doença seja ao mesmo tempo a vacina. As falências ocorrem por que alguma coisa correu mal. E se os mercados deviam aprender com os erros em que aqueles que neles actuam persistem, é para mim evidente que o Estado não pode lavar as suas mãos, demitindo-se da sua função reguladora e não tentando evitar o erro.»
Tendo em conta que em 2007 faliram, só em Portugal, 18520 empresas, interrogo-me que acções pode tomar o estado para evitar esta orgia de erros. Além de sair de cima, claro.
Estou a ler mal ou está a comparar essas 18520 empresas com o sector bancário? Neste caso particular com um bancos com a dimensão Lehman Brothers, o 4º maior dos EUA?
Comentário por Nuno — Setembro 16, 2008 @ 17:52
Está a ler mal.
Comentário por Migas — Setembro 16, 2008 @ 18:04
Li mal, nesse caso elucide-me por favor
O sector bancário é o esteio de toda a economia! É claro que perante a ganância dos banqueiros e accionistas gestores de fundos, a passividade e cumplicidade dos reguladores perante estas actuações, alguém tem de por a mão por baixo e esse alguém tem de ser o estado(contribuintes).
Qto ao restante tecido empresarial o estado não tem de fazer nada, senão cobrar impostos!
Comentário por Nuno — Setembro 17, 2008 @ 17:21
[...] O Miguel Botelho Moniz, a propósito da análise do colapso de um dos maiores bancos de investimento dos EUA, remata triunfante: “em 2007 faliram, só em Portugal, 18520 empresas“. [...]
Pingback por Miopia não é! | Total Blog — Novembro 19, 2011 @ 20:43