O Insurgente

Setembro 8, 2008

O aquecimento global num dos Verões mais frios das últimas décadas

Arquivar em: Ambiente, Economia, Internacional, Media, Política — André Azevedo Alves @ 01:45

O arrefecimento do aquecimento. Por Pedro Rolo Duarte.

Especialmente este ano: depois “deles” (adoro o uso do pronome “eles” quando nos referimos ao Instituto de Meteorologia…), repito, depois “deles” terem avisado a nação de que o Verão de 2008 ia ser dos mais quentes de sempre, que se temia o pior na floresta, que os velhinhos iam morrer que nem tordos, e que Portugal secaria de Norte a Sul, veio então a realidade e saiu tudo do avesso: este terá sido um dos Verões mais frescos das últimas décadas, com uma média 1,29 graus abaixo dos valores normais para a época…

Lembrei-me muito de Patrick Michaels durante as férias, sempre que acordava pela manhã e sentia o fresco em vez do quente, um ou dois dias a chuva em vez da secura, e as nuvens no lugar do céu.

E também estranho tudo o que se diz diariamente sobre o abismo climático para que a humanidade caminha a passos largos. “Eles” nem sabem “adivinhar” o Verão, quanto mais o futuro…

9 Comentários »

  1. Seria mais correcto: “depois de eles terem avisado”, i.e. sem contracção, por causa do infinitivo. E ainda tinha a vantagem de o (*) “eles” ficar autónomo, desligado do “de”.

    (*) – “de o” em vez de “do”… ;)

    Quanto ao conteúdo, os defensores da teoria do aquecimento global antropogénico não têm noção do ridículo. É inútil tentar mostrar-lhes isso, infelizmente.

    Comentário por LPedroMachado — Setembro 8, 2008 @ 02:50

  2. Por acaso Pedro Rolo Duarte está errado.
    O Inst. de Meteorologia não disse que o Verão ia ser o mais quente dos últimos 25 anos. O Inst de Met disse que este Verão ia ser ligeiramente mais quente do que a média dos últimos 25 anos.
    Repito, o IM disse que a temperatura ia ficar próximo da média. Foram os jornalistas que inventaram a notícia de que seria O MAIS quente dos últimos 25 anos. Transformaram uma notícia banal (diria até numa não notícia) num caso de histeria climática.

    Neste link, podem ver um exemplo do que digo:
    http://dn.sapo.pt/2008/06/04/sociedade/verao_mais_quente_ultimos_anos.html
    O titulo da noticia é:”Verão mais quente dos últimos 25 anos ”
    O que é que diz o primeiro paragrafo? Diz “As previsões meteorológicas para os meses de Junho, Julho e Agosto em Portugal continental apontam para menos chuva e temperaturas LIGEIRAMENTE ACIMA DA MÉDIA, atendendo aos últimos 25 anos, segundo dados do Instituto de Meteorologia ” (destaque meu)

    LIGEIRAMENTE acima da média. Ou seja, de acordo com as previsões, nos últimos 25 anos muitas anos haveria com temperaturas superiores (é a única forma razoável de interpretar “ligeiramente acima da media”).

    Ainda por cima o IM adverte: “O presidente do IM, Adérito Serrão, advertiu que esta previsão a três meses é “probabilística”, não sendo possível datar “episódios extremos” nem saber a sua duração.”

    Ou seja, estas técnicas não servem para “episódios extremos”, ora as notícias das televisões e os títulos dos jornais foram precisamente sobre episódios extremos. Enfim, Pedro Rolo Duarte, jornalista, devia-se queixar dos jornalistas e não do IM, que não tem culpa nenhuma daquilo que os jornalistas inventam.

    Comentário por LA-C — Setembro 8, 2008 @ 08:38

  3. O problema é que cada vez que se faz este tipo de “previsão” a culpa é sempre dos jornalistas, ou de quem não “sabe ler”.
    Então vamos lá ao primeiro paragrafo.
    Como ficamos? abaixo ou acima da média dos ultimos 25?
    Probabiliades?? qual a margem de erro? Porque será que nãp foi defenida pelo proprio INM?
    Afinal queixam-se da semantica jornalistica?
    Cadê a deles?

    Comentário por OLP — Setembro 8, 2008 @ 09:05

  4. Os haitianos, os cubanos e os americanos que o digam: 4 furacões muito fortes todos seguidos no mesmo mês é só coincidência.

    Comentário por JDC — Setembro 8, 2008 @ 10:36

  5. JDC,

    Deve ser por isso que já há muitos anos, se chama a esta altura do ano a época dos furacões.

    Comentário por ixam repus — Setembro 8, 2008 @ 12:31

  6. Se o verão tivesse sido quente (ou a temperatura acima da média) isso provava alguma coisa?

    Num sistema dinâmico existem varições e uma perturbação pode induzir um determinado efeito, ou outro completamente oposto.
    Daí a natureza estatistica deste tipo de estudos.

    Se algo fica provado com o facto de o Verão ter sido fresco é a insuficiência do modelo aplicado, que não conduz a resultados correctos.

    Comentário por Daniel Azevedo — Setembro 8, 2008 @ 12:55

  7. “Os haitianos, os cubanos e os americanos que o digam: 4 furacões muito fortes todos seguidos no mesmo mês é só coincidência.”

    Na temporada de 2006 só surgiram 2 furacões de categoria 3 que nem sequer causaram mortos ou danos materiais de relevo. Tão poucos furacões de alta intensidade; deve ser só coincidência.

    Comentário por dos ∫antos — Setembro 8, 2008 @ 14:07

  8. Qual é a conclusão desta desilusão meteorologica?

    A defesa da sustentabilidade nas suas várias formas não depende de teorias do funcionamento da atmosfera numa gigantesca e misteriosa macro-escala mas de factos verificáveis e empíricos.

    Exemplo: Os gases emitidos por um carro PODEM afectar o ciclo de processamento do CO2 a um nível planetário (e consequentemente o clima- existem grandes expulsões naturais de CO2 em que isto é verificável) mas por outro lado tenho a certeza de que provoca problemas respiratórios nas suas imediações (para não dizer políticos noutros locais!).

    “Eles” enganaram-se, e depois?

    Comentário por Nuno — Setembro 8, 2008 @ 18:36

  9. Por mim, mais vale consultar o “Borda D’Água” ou “O Seringador”. As probabilidades de acertarem devem ser mais ou menos as mesmas, mas são muito mais baratos! Com os milhões que se gastam em super computadores obtemos previsões destas! Mais valia que estivessem calados! Já no ano passado nos ameaçaram com vagas de calor, mortes, secas e incêndios catastróficos.E os pobres agricultores que acreditaram na ciência destes peritos?

    Comentário por J A Carmo — Setembro 11, 2008 @ 11:21


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