Desde o início das Olímpiadas que simpatizo com o nosso lançador. Só um tipo com elevado sentido de humor diria, como ele disse, na hora do arranque, que “os adversários são bons, mas não são fortes” (cito de memória).
Quando ouvi as declarações que ditaram a polémica, achei-lhe graça, e levei-as para a brincadeira: as coisas não tinham corrido bem, e o rapaz optou por espantar a “má onda” com umas piadas. O azar do Fortes é que estava em Pequim, descontextualizado, e não se apercebeu que, aqui pela tugolândia, o ambiente andava de cortar à faca, porque o people estava todo à espera de poder idolatrar assim uns mitos greco-romanos, e dar azo à grandeza deste “nobre povo”, e da sua “nação valente e imortal”: o efeito letal teria sido menor se o Fortes tivesse dito umas piadas sobre um morto no dia do seu funeral…
Ao ler no Expresso que Marco Fortes foi escorraçado e remetido à proveniência, antes do tempo, oferecido numa bandeja, qual João Baptista, para agradar a umas primas-donas quaisquer e ao povão ávido de sangue; ao ler que, do nosso erário público, o Fortes chupou uma mísera bolsa, inferior ao ordenado de dois ou três meses de um mero-reles-lambebotas-assessor-de-ministro-ou-secretário-de-estado-de-porra-nenhuma, tipo Miguel Abrantes, digo: o Marco Fortes merece o nosso apoio. Só faltava que, por receber do Estado uma esmola em forma de meia dúzia de trocos, um atleta de categoria 4 não possa mandar umas piadas, e tenha de se submeter à tirania de um tal de Vicente de Moura, que não larga o osso, e de um Laurentino Dias que, com a sua presença em Pequim, deve ter torrado mais em despesas de deslocação, representação e alojamento do que os apoios concedidos à meia dúzia de atletas com incontinência verbal, a quem se exigem, agora, resultados do outro mundo.
Marco, estou contigo, pá!
Pôrra man…estava a ver que não havia mais ninguém em Portugal a compreender o Marco Fortes. O mano é divinal! E os portugueses, com a seriedade do costume, crucificaram em vez de tentar compreender. Aparentemente, em Portugal, a malta não gosta de ficar na caminha de manhã…cambada de hipócritas. E o povo ainda atira com “roubo aos contribuintes”. Se em Portugal se pagassem impostos com seriedade, não seríamos certamente cauda da Europa…enfim! O país com a maior taxa de obesidade da UE a criticar atletas de alta competição…quão hilariante!!!
Eu também estou com o Marco e com este blog a defendê-lo! Faz falta mais gente com o mesmo espírito dele na Tugolândia…anda tudo muito sério! Marco, mano…tu só podes ser uma granda malha e certamente uma excelente pessoa!! Boa sorte e espero ver-te em Londres 2012!
Comentário por Joni — Agosto 24, 2008 @ 01:03
se tivessem era corrido com o inutil do vicente de moura de pequim é que poupavam dinheiro.
ainda o evora nao tinha aterrado do salto e ja o homenzinho se estava a afiambrar a mais 4 anos de passeata pelo mundo
alguem explique ao vicentinho que o comite olimpico nao é uma monarquia onde so se é substituido quando se morre
Comentário por burns — Agosto 24, 2008 @ 02:50
Concordaria em absoluto se não se tratasse de uma contratação do Estado, ou seja um atleta naturalizado. Sou contra a contratação de “jogadores” por parte do Estado. No caso não se trata do passe, mas do passaporte, e vai dar ao mesmo.
Comentário por vitor lima — Agosto 24, 2008 @ 03:26
Só quem não tem sentido de humor é que não percebeu a piada!!
Se ele tivesse dito que “a distenção muscular do pescoço atraiçoou-me…”, teria a compreensão dos acólitos de turno!
Comentário por justiniano — Agosto 24, 2008 @ 11:30
O exemplo do Marco Fortes é gritante. Posso admitir que não foram felizes as suas palavras, mas o seu enquadramento torna-se mais compreensivo se de facto tivermos conhecimento de outras razões, nomeadamente as culturais.
Não sei se o Marco nasceu em Cabo Verde ou se tem sangue Cabo Verdeano a correr-lhe nas veias, mas o nome Fortes, (muito usado naquelas paragens) é certamente de lá e temos que perceber as suas palavras no contexto cultural daquele maravilhoso povo.
Cumpri o serviço militar em Cabo Verde na ilha de S. Vicente de 1972 a 1974, convivi com muitos jovens naturais daquele arquipélago e posso afirmar que uma das formas de passar o tempo (fora de serviço) para além da praia e das festas, era a ouvi-los comentar com a maior graça as suas próprias desventuras. Passava grande parte a rir-me desbragadamente com as caricaturas que cada um fazia dos seus próprios problemas e o “gozo” com que brincavam entre si.
Como disse (foram palavras menos cuidadas) mas preocupa-me bem mais ter no meu país comentadores “desportivos” a quem pagamos para dizer barbaridades e responsáveis que tiveram comportamentos vergonhosos.
Comentário por antonio coelho — Agosto 24, 2008 @ 12:33
Permite-me comentar.
Na altura das palavras do Marco Fortes, fiquei algo indignado e constrangido, de facto. Mas depois de conhecer o contexto e as suas justificações percebi onde queria chegar. Eu por vezes tenho o mesmo perfil e atitude. A partir daí, deixei de o criticar por esse facto. Se calhar podia ter tido um pouco mais de cuidado para não ser mal interpretado. Pareceu-me uma entrevista para o Só Visto da RTP.
Sendo assim, quem esteve mal foram os comentadores que o defenderam com razões que, afinal não eram verdadeiras e que não fazem sentido.
Continuo no entanto a criticar quem arranja desculpas esfarrapadas para a má prestação, em vez de simplesmente dizerem: “Eles foram mais fortes do que eu”. Como a corrente de ar dentro do pavilhão e a égua que não gostava de ecrans gigantes. Para não falar nos árbitros. Essa típica desculpa do bom português, abençoado por uma cultura futebolística ímpar.
E concordo com as despesas de deslocação e salários avultados… Continua a ser o país que temos e não é só para desporto e afins… veja-se a cultura ou nos impostos que pagamos.
Daqui a 4 anos, que o Marco seja mais Forte(s) que eles!!!!
Comentário por milheiros — Agosto 25, 2008 @ 17:20
Concordo plenamente. O Azar do Marco Fortes é ter representado um país de gente que se leva demasiado a sério. O que os portugueses queriam ouvir, era um choradinho do género:
- “Peço imensa desculpa aos mui nobres e abnegados cidadãos portugueses, que fruto do seu intenso labor, puderam dispensar uns dinheiros para eu poder vir representá-los neste grande evento. Perdoem-me por não ter honrado as mui nobres cores da nossa bandeira com uma mísera prata. Prometo esconder-me e levar uma existência miserável até ao fim dos meus dias..”
Era isto que o Marco Fortes devia ter dito…
Marco, não desistas nem te desculpes. Mantém o humor e a boa onda, que muita falta faz ao nosso país. Mais que medalhas!! Mas contamos contigo em 2012!! NÃO DESISTAS PÁ!!
Comentário por Ricardo — Agosto 25, 2008 @ 19:05
É vergonhosa a maneira como são tratadas todos aqueles que se esforçam por ser alguém,aqueles que se esforçam por fazer mais e melhor.
É vergonhosa a maneira como são escorraçados, maltratados quando as coisas correm como eles (Comité Olímpico) estavam à espera.
É que quem ouvir o Vicente Moura falar, fica a pensar que Portugal tem um passado olímpico glorioso e dourado, algo que, na verdade, nunca tivemos e fica a pensar que o Marco Fortes desonrou esse passado glorioso.
O Vicente Moura devia ter vergonha. Então, primeiro diz que se vai demitir e só quando o grande Nelson Évora ganha a merecida medalha de ouro, muda de opinião – afinal já se vai candidatar novamente e tal…
Não vos soa a nada – não sei…tacho…oportunismo, vigarice! Agora, pergunto eu: Quanto tempo mais vamos aturar este tipo de atitudes a indivíduos mal intencionados, vigaristas, oportunistas, desrespeitosos para com oss nossos atletas que desempenham cargos públicos; gastam dinheiros público (dinheiro nosso)? Quem lhes paga o salário somos nós! Quanto tempo mais?
Parabéns, Marco Fortes! E continua!
Parabéns, Nelson Évora!
Parabéns, Vanessa Fernandes!
Comentário por Sandra Jesus Vieira — Agosto 28, 2008 @ 14:03
Que o senhor Vicente Moura tente atirar o barro à parede para manter o belo do tacho…É errado, ok…mas inadmíssivel será se o Governo Português permitir a esse senhor uma nova candidatura!
Comentário por Sandra Jesus Vieira — Agosto 28, 2008 @ 14:07
Adorava que o Marco Fortes se nacionalizasse espanhol ou brasileiro e que ganhasse um ouro em Londres 2012. Cambada de calhaus sem sentido de humor! Ninguém estaria mais chateado que ele!
Comentário por André Gomes — Agosto 31, 2008 @ 13:42
Ser 38º entre os melhores do mundo só prestigia quem comete tal feito. A actuação do Comité Olímpico reflecte o comportamento fascista e cobarde dos responsavéis instalados no poder neste país. Desditosa pátria que tais responsáveis tem!
Promova-se um abaixo-assinado a enaltecer todos os nossos atletas olímpicos.
Força atletas,força Marco Fortes!
Comentário por Fernando Gomes — Setembro 3, 2008 @ 14:00
Obrigado pela comprienção!
Até 2012…
Comentário por M.F — Setembro 9, 2008 @ 03:43
Então o povinho que tanto falou da “caminha do Marco Fortes” deixou e ler as notícias e das marcas que detem actualmente?
A marca que o leva ao mundial de 20,52 m, obtida em espanha e o 2º lugar obtido na Gran Prix de Malaga com 20,34m, ontem (27/6/2009)……………. esse povinho deve andar a dormir??? demais, calados que nem ratos.
Continua Marco, os caes ladram e a caravana passa.
MOSTA COMO É… eles nem com uma bola de ping pong se aguentam….
Comentário por Maria F.Oliveira — Junho 28, 2009 @ 23:28