
Ao invadir a Geórgia a Rússia demonstrara claramente o respeito que têm pela ONU. Ao desrespeitar o plano de paz proposto pela União Européia e também aceito dias antes pela Geórgia, o governo russo revelara o quanto valoriza a Europa.
Ontem, Sergei Ivanov, vice-primeiro-ministro da Rússia e ex-ministro da Defesa, afirmou que o país não reconhece o controle da Geórgia sobre seu próprio território. Soberania e independência sim, integridade territorial, não. Soberania sem integridade territorial? Argumento de Ivanov: Ossétia do Sul e a Abkházia nunca fizeram parte da Geórgia como país independente. Só sóbrio para um membro do governo russo elaborar uma afirmação tão complexa. Nosso Ivanovodka é um grande sujeito, não é mesmo?
Agora os EUA entraram na conversa. Ontem, o presidente americano, George W. BooBush, exigiu da Rússia o cumprimento da promessa de suspender as operações militares e ameaçou boicotar o país em instituições internacionais.
A pergunta é: a União Européia e a ONU caíram na conversa do governo russo por uma imperdoável ingenuidade ou por acreditarem de forma prepotente numa força que acreditavam ter?
PS: E lá vão os Estados Unidos infames imperialistas a salvar de novo a Europa.
As informações que consultei indicam que a rússia entrou na Geórgia após o governo da geórgia fazer 1500 mortos na ossétia. O que é que isto tem de extraordinário ? Não foi o que se passou no kosovo, e o que as pessoas clamavam que se fizesse no sudão e ruanda, mas ninguém fez. Não foi essa uma das justificações para a invasão do iraque ( os massacres dos curdos, anos antes ) ?
Para além do mais, as fronteiras da Geórgia são artificiais, não têem qualquer legitimidade, excepto a formal.
Comentário por antonio — Agosto 14, 2008 @ 13:21
É preciso ter em atenção que estamos a falar em minorias que combateram pela sua indepência de facto desde 1991. O presidente georgiano foi democraticamnete eleito? Pode ter sido, mas não o foi com o voto dos ossetas e abcasses que não se sentem representados na nação georgiana visto serem povos diferentes. Naturalmente procuram a protecção de uma potência mais forte para se manterem como regiões distintas à semelhança do que aconteceu em quase todas as lutas nacionalistas europeias desde o sec XIX. Os estados multiéctnicos estiveram condenados desde a revolução francesa, de facto a criação do conceito de estado nação tranformou a História da Europa numa progressiva purificação étnica (sendo este facto mais notório na “outra” Europa). Apenas estados muito fortes militarmente e com ambições imperiais conseguiram resistir a este vórtex desagregador. Destes estados apenas a Rússia resta. Todos os outros desapareceram. Quanto a limpezas étnicas…
Comentário por António Martins — Agosto 14, 2008 @ 14:02
recuando dois meses
http://youtube.com/watch?v=hF34zpY8xws
Comentário por tric — Agosto 14, 2008 @ 15:01
“all of the high-minded rhetoric about Georgian sovereignty coming out of Washington is ultimately cynical. If U.S. interests were not at stake, no one would care”
Comentário por ferro — Agosto 14, 2008 @ 15:04
Ferro era preferível fazer como os Russos, Chineses ou Europeus(estes um pouco melhores) que ignoram ? Compare os EUA a qualquer desses países ou organizações(EU), e depois diga-me quais países contribuem para a libertação de dissidentes…
Deixo isto aqui tembém. Uma notícia de 2006.
http://www.isn.ethz.ch/news/sw/details.cfm?ID=16756
“Responding to a question by Estonian deputy Toomas Hendrik Ilves suggesting the EU send peacekeepers to Georgia, Solana also said Saakashvili had made that request during their conversation.
However, Solana said no. He said today it would be a “very difficult decision” for the EU, and that the EU could not respond positively “at the moment.” France, Germany, Italy and a number of other EU member states have long blocked moves to send EU monitors to Georgia’s borders, in fear of angering Russia.”
Comentário por lucklucky — Agosto 14, 2008 @ 18:15
luck lucky é a tese do “imperalismo bom” e “imperialismo mau” que me incomoda. Quanto à passividade da eu graças a deus que vetaram a entrada da georgia na nato.
Comentário por ferro — Agosto 14, 2008 @ 19:21
Ler Kristol e Kagan faz mal à cabeca. Mccain foi capaz de dizer que no seculo XXI nao se admitiam invasoes… A diferenca entre isto e o kosovo é que é adjacente à rússia enquanto os eua estão a milhares km do Kosovo, ou do Iraque, ou do Afeganistao. Ainda poderiamos recordar Granada ou entao o Panama onde um Presidente foi tirado a força militar refugiado duma Igreja. Principios de quem comeca uma guerra contra um exercito de pelintras (iraque) com um ataque (falhado) de supresa em vez de uma declaracao de guerra.
Comentário por CN — Agosto 14, 2008 @ 23:11
“luck lucky é a tese do “imperalismo bom” e “imperialismo mau” que me incomoda.”
Então não houve diferença entre as Ocupações feitas pela Alamanha, Japão, União Soviética Vs EUA?
“Quanto à passividade da eu graças a deus que vetaram a entrada da georgia na nato.”
Pareces ter problemas com a Georgia. Porquê?
Comentário por lucklucky — Agosto 15, 2008 @ 00:39
para os mortos não há grande diferença não.
não tenho problemas com a georgia, tenho problemas com o estabelecerem-se tratados suicidas. Não ouviste falar na 1a guerra mundial? Parece-me que tu tens problemas com a russia independentemente do contexto.
Comentário por ferro — Agosto 15, 2008 @ 11:50
SO UMA QUESTÃO:SE A RUSSIA NAO TEM O DIREITO DE ENTRAR NA GEORGIA , QUE PORRA E Q OS AMERICANOS FOARAM FAZER NO IRAQUE ?
PQ PARECE Q FOI O SADAM O CULPADO DO 11 DE SETEMBRO, OK TUDO BEM , MAS SE UNS TEEM O DIREITO DE IR AO IRAQUE , PQ NAO OS OUTROS , E Q TODOS CHAMAM DE BRUTOS PQ RESPONDERAM COM TANQUE AOS TANQUES DOS OUTROS?
JOÃO COSTA
Comentário por JOÃO COSTA — Agosto 16, 2008 @ 01:20