O Insurgente

Agosto 12, 2008

O eco-fanatismo como justificação para o proteccionismo

Filed under: Ambiente,Comentário,Economia,Internacional,Política,União Europeia — André Azevedo Alves @ 22:13

Mais uma medida socialista e proteccionista da União Europeia que prejudicará não só os consumidores europeus mas também as possibilidades de exportação e desenvolvimento das economias africanas: Flower exporters face new food miles threat

Kenya’s horticulture industry is facing a new market access threat as the European Parliament prepares to vote on a new law that would see aviation included in the continental emissions trading scheme (ETS).

The law, which has been on the cards for nearly two years, comes before Parliament for a vote later this month and could be implemented in 2010 if passed.

It will force EU retailers to give preference to agricultural produce that has not been airlifted to meet their obligations under the ETS.

This means that a British supermarket would, for instance, give preference to flowers from the Netherlands that can be transported to its outlets by rail over Kenya’s air freighted consignments.

(…)

Key research institutions in the UK have supported Kenya’s position and dismissed food miles as representing an oversimplified interpretation of the global warming problem that amounts to erecting a non-tariff trade barrier to fresh produce from outside Europe.

The law which is pending before the European Parliament has its roots in a December 2006 European Commission proposal to include aviation in the European Emissions Trading Scheme (EU ETS).

Under the scheme is a cap and trade system that specifies the limits of harmful gases that each sector or player is allowed. Those which exceed the limit must pay for the excess in the emissions trading market allocated to players who have cut their emissions below the caps.

Aviation was initially not included in the ETS, which was established in 2005. The inclusion of air freights in the trading scheme means airlines will have to bear additional costs that they will ultimately pass on to fresh produce exporters in form of higher freight charges.

The European Parliament last year voted on amendments to the draft, culminating to an agreement on its passing by the environment committee of the European Council on December 20.

2 Comentários »

  1. Caro AAA,

    Não percebo (sinceramente) a indignação. Trata-se pura e simplesmente (como já vem sido discutido há bastantes anos) em contabilizar os custos resultantes da emissão de CO2 (ao abrigo do ETS) nos vôos comerciais, como já é feito para as restantes industrias! A aviação é que estava a sofrer uma “isenção” de ser incluído no ETS e que – isso sim – distorcia o mercado. Essa distorção vai ser eliminada. Óptimo!

    Comentário por Carlos Duarte — Agosto 13, 2008 @ 09:23

  2. Só se for proteccionismo do ambiente.

    Ainda se envia tudo e mais alguma coisa por avião inclusive culturas que prosperam em pouco espaço em Portugal num quintal ou numa varanda como recentemente os alhos e cebolas vindos da China (!?).

    Com esta medida passa a haver algum critério para as exportações. Países como o Quénia podem facilmente mudar das luxuosas orquídeas cultivadas apenas para exportação para culturas alimentares dirigidas para o seu mercado interno ou regional (julgo que em África existe a necessidade de um mercado alimentar gerido localmente).

    Países europeus férteis como Portugal podem tomar a iniciativa e preencher o vazio criado pelas restrições. Esta lei não impede um mercado competitivo mas pode ser antes uma oportunidade directa para os produtores europeus e indirecta para os antigos exportadores que podem assim recuperar um pouco de controlo sob a sua produção nacional.

    Na perspectiva ainda do ambiente e da saúde pública (dos eco-fanáticos e não só) se se consumisse o que é cultivado localmente toda a gente tinha acesso a um mercado local ou regional que apoia a comunidade local e que forneceria alimentos sem conservantes, reduzindo-se drasticamente todas as emissões.
    Infelizmente a maioria dos consumidores querem alimentos e plantas exóticas e não fazem a mínima ideia do que é consumir comida fresca e dentro da época.

    A medida não é negativa ou positiva, é puro bom senso.

    Comentário por Nuno — Agosto 13, 2008 @ 11:12


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