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	<title>Comentários em: Exclusividade</title>
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		<title>Por: Augusto Emilio</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2008/07/29/exclusividade/#comment-32385</link>
		<dc:creator><![CDATA[Augusto Emilio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jul 2008 13:35:47 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Aproveitando a força motriz é aplicar a mesma linha aos politicos e o multi funcionalismo, sem esquecer todas as criaturas que acumulam funções, tachos, pensões, reformas e bilhetes refeição por esse país fora.

O prisma dos anos de estudo é interessante, na medida em que assume que quem estuda deve ter emprego garantido e pago ao ano de escola. Nesse caso o estado devia empregar todos os licenciados, retirando daí o seu &quot;investimento&quot;, ao invés de desejávelmente deixar de sustentar a &quot;juventude&quot;.

Bem-haja!]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Aproveitando a força motriz é aplicar a mesma linha aos politicos e o multi funcionalismo, sem esquecer todas as criaturas que acumulam funções, tachos, pensões, reformas e bilhetes refeição por esse país fora.</p>
<p>O prisma dos anos de estudo é interessante, na medida em que assume que quem estuda deve ter emprego garantido e pago ao ano de escola. Nesse caso o estado devia empregar todos os licenciados, retirando daí o seu &#8220;investimento&#8221;, ao invés de desejávelmente deixar de sustentar a &#8220;juventude&#8221;.</p>
<p>Bem-haja!</p>
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		<title>Por: Augusto Emilio</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2008/07/29/exclusividade/#comment-32384</link>
		<dc:creator><![CDATA[Augusto Emilio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jul 2008 13:33:28 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Aproveitando a força motriz é aplicar a mesma linha aos politicos e o multi funcionalismo, sem esquecer todas as criaturas que acumulam funções, tachos, pensões, reformas e bilhetes refeição por esse país fora.

O prisma dos anos de estudo é interessante, na medida em que assume que quem estuda deve ter emprego garantido e pago ao ano de escola. Nesse caso o estado devia empregar todos os licenciados, retirando daí o seu &quot;investimento&quot;, ao invés de desejavelmente deixar de sustentar a &quot;juventude&quot;.

Bem-haja!]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Aproveitando a força motriz é aplicar a mesma linha aos politicos e o multi funcionalismo, sem esquecer todas as criaturas que acumulam funções, tachos, pensões, reformas e bilhetes refeição por esse país fora.</p>
<p>O prisma dos anos de estudo é interessante, na medida em que assume que quem estuda deve ter emprego garantido e pago ao ano de escola. Nesse caso o estado devia empregar todos os licenciados, retirando daí o seu &#8220;investimento&#8221;, ao invés de desejavelmente deixar de sustentar a &#8220;juventude&#8221;.</p>
<p>Bem-haja!</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: Augusto Emilio</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2008/07/29/exclusividade/#comment-32383</link>
		<dc:creator><![CDATA[Augusto Emilio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jul 2008 13:30:30 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Aproveitava-se o balanço e aplicava-se o mesmo aos políticos e ao cumulo de reformas, pensões subsídios e bilhetes-refeição.

Bem-haja!]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Aproveitava-se o balanço e aplicava-se o mesmo aos políticos e ao cumulo de reformas, pensões subsídios e bilhetes-refeição.</p>
<p>Bem-haja!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: rxc</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2008/07/29/exclusividade/#comment-32382</link>
		<dc:creator><![CDATA[rxc]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jul 2008 13:25:57 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Miles, está a tentar comparar militares e médicos? Realmente os militares são uns explorados pelo sistema. Basta ver a carga brutal de trabalho a que estão sujeitos. E é vê-los ai pelo País fora, a prestar um serviço público indispensável, que a todos beneficia. E os salários miseráveis que lhes são oferecidos? É que eles estudam e muito (até porque a grande maioria foi para as Forças Armadas para isso mesmo, para continuar os estudos, dado que eram todos alunos brilhantes). Além de que representam sempre condignamente a instituição (ainda este fim de semana vi uma &quot;soldada&quot; condignamente a por a metralhadora no chão para atar a bota). Que orgulho para o País termos gente deste calibre, a servir-nos tão generosamente.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Miles, está a tentar comparar militares e médicos? Realmente os militares são uns explorados pelo sistema. Basta ver a carga brutal de trabalho a que estão sujeitos. E é vê-los ai pelo País fora, a prestar um serviço público indispensável, que a todos beneficia. E os salários miseráveis que lhes são oferecidos? É que eles estudam e muito (até porque a grande maioria foi para as Forças Armadas para isso mesmo, para continuar os estudos, dado que eram todos alunos brilhantes). Além de que representam sempre condignamente a instituição (ainda este fim de semana vi uma &#8220;soldada&#8221; condignamente a por a metralhadora no chão para atar a bota). Que orgulho para o País termos gente deste calibre, a servir-nos tão generosamente.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ricardo Sebastião</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2008/07/29/exclusividade/#comment-32380</link>
		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Sebastião]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jul 2008 11:53:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Penso que os funcionários da DGCI já trabalham em regime de exclusividade...

PS: resulte desta medida o que resultar, a promiscuidade irá concerteza permanecer; uns ficam no privado outros ficam no público mas porque o incentivo não é eliminado, existirá sempre forma de perpetuar situações como as listas de espera para beneficiar os médicos privados...]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Penso que os funcionários da DGCI já trabalham em regime de exclusividade&#8230;</p>
<p>PS: resulte desta medida o que resultar, a promiscuidade irá concerteza permanecer; uns ficam no privado outros ficam no público mas porque o incentivo não é eliminado, existirá sempre forma de perpetuar situações como as listas de espera para beneficiar os médicos privados&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Miles</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2008/07/29/exclusividade/#comment-32379</link>
		<dc:creator><![CDATA[Miles]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jul 2008 11:36:26 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Tal como os militares os médicos estudam todos por conta do erário público.Os primeiros são escravizados por anos e anos de obrigatoriadade de serviço, indemnizações,maus salários... cadê os outros?]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tal como os militares os médicos estudam todos por conta do erário público.Os primeiros são escravizados por anos e anos de obrigatoriadade de serviço, indemnizações,maus salários&#8230; cadê os outros?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: LT</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2008/07/29/exclusividade/#comment-32378</link>
		<dc:creator><![CDATA[LT]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jul 2008 11:04:44 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Bom ponto João. :)]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bom ponto João. <img src='http://s0.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Range-o-Dente</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2008/07/29/exclusividade/#comment-32377</link>
		<dc:creator><![CDATA[Range-o-Dente]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jul 2008 11:03:21 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Há uma segunda possibilidade, a de se tratar de uma medida para sacudir do SNS os médicos que raramente lá põem os pés e que o sistema não consegue (não quer ou não está disposto a dar a entender que é incapaz) controlar as horas efectivamente dedicadas ao trabalho no SNS.

Dar-se-á o caso de, mesmo estando o médico dentro das instalações do SNS, estar a trabalhar em casos que nada têm a ver com o SNS? Dar-se-á o caso de se ter percebido ser particularmente tortuoso verificar para quem, em qualquer momento (apesar de, por exemplo, se estar dentro de um hospital público), está o médico a trabalhar?

No mundo privado, controla-se nem que seja à bruta. No mundo público, só passando por cima ... se calhar da constituição.

.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Há uma segunda possibilidade, a de se tratar de uma medida para sacudir do SNS os médicos que raramente lá põem os pés e que o sistema não consegue (não quer ou não está disposto a dar a entender que é incapaz) controlar as horas efectivamente dedicadas ao trabalho no SNS.</p>
<p>Dar-se-á o caso de, mesmo estando o médico dentro das instalações do SNS, estar a trabalhar em casos que nada têm a ver com o SNS? Dar-se-á o caso de se ter percebido ser particularmente tortuoso verificar para quem, em qualquer momento (apesar de, por exemplo, se estar dentro de um hospital público), está o médico a trabalhar?</p>
<p>No mundo privado, controla-se nem que seja à bruta. No mundo público, só passando por cima &#8230; se calhar da constituição.</p>
<p>.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: João Luís Pinto</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2008/07/29/exclusividade/#comment-32375</link>
		<dc:creator><![CDATA[João Luís Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jul 2008 10:48:45 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&quot;Dito isto, e apesar da minha base jurídica ser muito limitada, do que estudei da CRP, não me lembro de ler nada que impeça o estado de exigir a quem quiser para ele trabalhar, que o faça em regime de exclusividade.&quot;

Já a retroactividade da medida em relação aos contratos já existentes... ;)]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Dito isto, e apesar da minha base jurídica ser muito limitada, do que estudei da CRP, não me lembro de ler nada que impeça o estado de exigir a quem quiser para ele trabalhar, que o faça em regime de exclusividade.&#8221;</p>
<p>Já a retroactividade da medida em relação aos contratos já existentes&#8230; <img src='http://s1.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luís Lavoura</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2008/07/29/exclusividade/#comment-32374</link>
		<dc:creator><![CDATA[Luís Lavoura]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jul 2008 10:47:59 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Eu acho que esta é uma medida do mais óbvio bom senso: pela mesma razão pela qual se acabou com os turbo-professores universitários, é essencial acabar com os turbo-médicos. Uma pessoa não pode servir ao mesmo tempo dois patrões que estão em concorrência um com o outro. Parece-me evidente!

É claro que, ao exigir exclusividade, o Estado terá que passar a pagar mais, para compensar os médicos pelo trabalho acrescido que reslizarão. Salta à vista.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu acho que esta é uma medida do mais óbvio bom senso: pela mesma razão pela qual se acabou com os turbo-professores universitários, é essencial acabar com os turbo-médicos. Uma pessoa não pode servir ao mesmo tempo dois patrões que estão em concorrência um com o outro. Parece-me evidente!</p>
<p>É claro que, ao exigir exclusividade, o Estado terá que passar a pagar mais, para compensar os médicos pelo trabalho acrescido que reslizarão. Salta à vista.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Diogo</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2008/07/29/exclusividade/#comment-32372</link>
		<dc:creator><![CDATA[Diogo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jul 2008 10:23:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://oinsurgente.wordpress.com/?p=13445#comment-32372</guid>
		<description><![CDATA[Haja Saúde

Um dos melhores meios para se aferir do verdadeiro grau de desenvolvimento de um país é o estado da sua saúde. Ao analizarmos o caso português, chegamos à conclusão que temos elementos de um país do terceiro mundo: falta de condições em certas zonas do país, estado de sítio em algumas unidades de saúde e falta de médicos. Aqui não se irá falar do problema do encerramento das unidades de saúde ou das maternidades. Há demasiadas opiniões a esse respeito e a questão já foi suficientemente politizada. Falaremos, em vez disso, do principal elo para a cura de um doente: o médico.

É triste ouvir a arrogância do bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, a falar sobre a falta de profissionais em Portugal. Diz este senhor que &quot;os médicos estudam durante seis anos e têm de obter um retorno ao seu investimento no final do curso&quot; e ainda que &quot;é impensável haverem médicos no desemprego&quot;. É extraordinário que alguém fale assim num país civilizado sem ser chamado à atenção - sim, porque este discurso não é novo, já tem largos anos. O que eu mais queria é que a Ordem dos Economistas tivesse o poder para falar da mesma forma, mas isso não é possível. Por isso, como economista, só posso dizer uma coisa a este senhor: a concorrência é a melhor coisa do mundo, gera competitividade, aumenta a qualidade e diminui o preço. - O único problema é que é um obstáculo a grandes lucros e fortunas.

Há grandes profissionais em Portugal, pessoas com grande capacidade de trabalho e com grande autoridade em diferentes matérias. Mas há também profissionais medíocres, que teimam em não se actualizar e a quem falta muito na simples sociabilidade humana. Mas o mais grave é a desresponsabiização dos erros: quando um economista, por exemplo, faz uma empresa falir, vai a tribunal e é eternamente condenado pelos seus erros. Quando um médico erra, a culpa é sempre de um ente superior ou de algo diferente, como se a medicina fosse algo de esotérico e não passível de discussão. No nosso país parece que um médico não é uma pessoa comum, um profissional como quaquer outro: é um super-homem com poderes sobrenaturais e com um escudo intocável. Estaremos ao nível do terceiro mundo enquanto o poder político não perceber que a medicina não pode ser um negócio com lucros gigantescos (nem para interesses privados, nem para os próprios médicos).

É preciso mais médicos em Portugal: no interior, nas aldeias, nos hospitais (onde há profissionais a fazerem turnos de vinte e cinco horas). É preciso que o habitual génio dos portugueses para a inovação se centre nos tratamentos das doenças e na sua prevenção. É preciso que os Governos deixem de poupar na Saúde, que deixe de haver a disparidade entre o interior e o litoral. Haja saúde para sobrevivermos a este país.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Haja Saúde</p>
<p>Um dos melhores meios para se aferir do verdadeiro grau de desenvolvimento de um país é o estado da sua saúde. Ao analizarmos o caso português, chegamos à conclusão que temos elementos de um país do terceiro mundo: falta de condições em certas zonas do país, estado de sítio em algumas unidades de saúde e falta de médicos. Aqui não se irá falar do problema do encerramento das unidades de saúde ou das maternidades. Há demasiadas opiniões a esse respeito e a questão já foi suficientemente politizada. Falaremos, em vez disso, do principal elo para a cura de um doente: o médico.</p>
<p>É triste ouvir a arrogância do bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, a falar sobre a falta de profissionais em Portugal. Diz este senhor que &#8220;os médicos estudam durante seis anos e têm de obter um retorno ao seu investimento no final do curso&#8221; e ainda que &#8220;é impensável haverem médicos no desemprego&#8221;. É extraordinário que alguém fale assim num país civilizado sem ser chamado à atenção &#8211; sim, porque este discurso não é novo, já tem largos anos. O que eu mais queria é que a Ordem dos Economistas tivesse o poder para falar da mesma forma, mas isso não é possível. Por isso, como economista, só posso dizer uma coisa a este senhor: a concorrência é a melhor coisa do mundo, gera competitividade, aumenta a qualidade e diminui o preço. &#8211; O único problema é que é um obstáculo a grandes lucros e fortunas.</p>
<p>Há grandes profissionais em Portugal, pessoas com grande capacidade de trabalho e com grande autoridade em diferentes matérias. Mas há também profissionais medíocres, que teimam em não se actualizar e a quem falta muito na simples sociabilidade humana. Mas o mais grave é a desresponsabiização dos erros: quando um economista, por exemplo, faz uma empresa falir, vai a tribunal e é eternamente condenado pelos seus erros. Quando um médico erra, a culpa é sempre de um ente superior ou de algo diferente, como se a medicina fosse algo de esotérico e não passível de discussão. No nosso país parece que um médico não é uma pessoa comum, um profissional como quaquer outro: é um super-homem com poderes sobrenaturais e com um escudo intocável. Estaremos ao nível do terceiro mundo enquanto o poder político não perceber que a medicina não pode ser um negócio com lucros gigantescos (nem para interesses privados, nem para os próprios médicos).</p>
<p>É preciso mais médicos em Portugal: no interior, nas aldeias, nos hospitais (onde há profissionais a fazerem turnos de vinte e cinco horas). É preciso que o habitual génio dos portugueses para a inovação se centre nos tratamentos das doenças e na sua prevenção. É preciso que os Governos deixem de poupar na Saúde, que deixe de haver a disparidade entre o interior e o litoral. Haja saúde para sobrevivermos a este país.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
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