Câmara de Pombal pondera despejar 22 famílias
Segundo o vice-presidente da Câmara, Diogo Mateus, que também é responsável pelo pelouro da Acção Social, a decisão deve-se aos sucessivos incumprimentos por parte dos inquilinos da autarquia, que também “têm ignorado todos os avisos”. O autarca adiantou ainda que o Estado não deveria “manter as prestações sociais se as pessoas não são cumpridoras” e que estas devem “seleccionar as prioridades”. “Algo vai mal quando as pessoas não conseguem pagar uma renda de 15 euros mensais”, comenta. A autarquia vai propor às famílias que aceitem auxílio na gestão financeira dos apoios concedidos pelo Estado.
O vereador socialista Rui Miranda disse concordar que essa situação não pode ser permitida, enquanto o vereador Michael António considerou que deve ser exigida “cada vez mais responsabilidades a quem é alvo de uma discriminação positiva”. O socialista Sérgio Leal sugeriu que seja encontrado um representante dos moradores, para que possa ser encetado um diálogo, mas lembrou que há um sentimento generalizado, quanto ao Rendimento Social de Inserção: este “premeia quem não quer produzir”.
Leitura complementar: Uma realidade “estranha e absurda”.
(agradeço ao leitor Ricardo Sebastião a chamada de atenção para a notícia)
É compreensivel a relutância dos moradores em pagar os 15 euros, se as casas estão lá, se lhes foram “oferecidas”, se o estado lhes ´dá o rendimento mínimo, porque “raio” lhes há-de querer tirar os 15 euros que lhes deu? O dinheiro não dá para tudo e os plasmas estão mais baratos mas ainda custam.
Bem-haja!
Comentário por Augusto Emilio — Julho 17, 2008 @ 12:41
Que venham de seguida as declarações dos pretadores de serviços de água, gás e electricidade para ajuizarmos melhor como é o socialismo que rouba a uns para dar a outros, essa reserva inesgotável de votantes bem comprados…
Comentário por Miles — Julho 17, 2008 @ 14:06