Declaração do Senador Jim Bunning perante o Senate Banking Committee
[O]n monetary policy, I am deeply concerned about what the Fed has done in the last year and in the last decade. Chairman Greenspan’s easy money the late nineties and then following the tech bust inflated the housing bubble and created the mess we are in today. Chairman Bernanke’s easy money in the last year has undermined the dollar and sent oil to new record highs every few days, and almost doubling since the rate cuts started. Inflation is here and it is hurting average Americans.
Second, the Fed is asking for more power. But the Fed has proven they can not be trusted with the power they have. They get it wrong, do not use it, or stretch it further than it was ever supposed to go. As I said a moment ago, their monetary policy is a leading cause of the mess we are in. As regulators, it took them until yesterday to use power we gave them in 1994 to regulate all mortgage lenders. And they stretched their authority to buy 29 billion dollars of Bear Stearns assets so J.P. Morgan could buy Bear at a steep discount.
Now the Fed wants to be the systemic risk regulator. But the Fed is the systemic risk. Giving the Fed more power is like giving the neighborhood kid who broke your window playing baseball in the street a bigger bat and thinking that will fix the problem. I am not going to go along with that and will use all my powers as a Senator to stop any new powers going to the Fed. Instead, we should give them less to do so they can do it right, either by taking away their monetary policy responsibility or by requiring them to focus only on inflation.
Third and finally, since I expect we will try to get right to questions in the next hearing, let me say a few words about the G.S.E. bailout plan. When I picked up my newspaper yesterday, I thought I woke up in France. But no, it turns out socialism is alive and well in America. The Treasury Secretary is asking for a blank check to buy as much Fannie and Freddie debt or equity as he wants. The Fed’s purchase of Bear Stearns’ assets was amateur socialism compared to this.
“Chairman Bernanke’s easy money in the last year has [...] sent oil to new record highs”
É verdade que a depreciação do dólar ajudou ao aumento do preço do petróleo quando cotado em dólares. Mas o preço do petróleo aumentou em praticamente qualquer outra unidade monetária, e também quando comparado com praticamente qualquer outra “commodity”. Logo, é errado atribuir o aumento do preço do petróleo apenas, ou sequer principalmente, à abundância de dólares.
A principal causa para o aumento do preço do petróleo é a escassez deste.
Comentário por Luís Lavoura — Julho 16, 2008 @ 10:03
««Mas o preço do petróleo aumentou em praticamente qualquer outra unidade monetária»»
Há alguma unidade monetária que não inflacione permanentemente?
Comentário por JoãoMiranda — Julho 16, 2008 @ 10:11
Espanto-me a capacidade do Luís Lavoura para discorrer sobre todo e qualquer assunto. Desde fisica nuclear (em que imagino terá competências bastante superiores à da maioria dos bloggers) até matérias económicas.
Comentário por Miguel — Julho 16, 2008 @ 10:13
“Há alguma unidade monetária que não inflacione permanentemente?”
Não. Mas o preço do petróleo aumentou, não apenas quando comparado com diversas unidades monetárias, mas também quando comparado com os preços de boa parte dos bens análogos (“commodities”). O que indica não se tratar de um efeito puramente monetário.
Comentário por Luís Lavoura — Julho 16, 2008 @ 10:17
“Espanto-me a capacidade do Luís Lavoura para discorrer sobre todo e qualquer assunto.”
O mesmo espanto pode ser aplicado a muitos outros bloggers, incluindo o Miguel, o João Miranda, o André Azevedo Alves, e muitos outros. E ainda bem que assim é. O Homem renascentista é um homem polivalente e poli-sabedor. Não é?
Comentário por Luís Lavoura — Julho 16, 2008 @ 10:21
Leiam por exemplo esta breve, no The Economist desta semana
“Mexico’s government released figures showing that output at Cantarell, the country’s largest oilfield, has fallen by a third over the past year, and total oil production fell by 10%. The government is trying to reform the law to allow private investment in oil, but faces much opposition.”
Comentário por Luís Lavoura — Julho 16, 2008 @ 10:31
“mesmo espanto pode ser aplicado a muitos outros bloggers, incluindo o Miguel,”
Pode? Esclareça quais.
Comentário por Miguel — Julho 16, 2008 @ 10:32
“Espanto-me a capacidade do Luís Lavoura para discorrer sobre todo e qualquer assunto.”
Miguel, estou com o Luis Lavoura. Existem muitos especialistas e poucos generalistas. Sendo arriscado e (por vezes demasiado) ambicioso pretender falar de tudo, não perdemos especialmente nada com isso.
Comentário por CN — Julho 16, 2008 @ 14:05
Quanto à inflação, nada obriga a que as subidas de preços sejam uniformes, muito pelo contrário.
COm uma massa monetária estável seria fácil tirar essa conclusão, com massa monetárias a subirem mais de 100% em menos de 10 anos, é bem mais dificil ter certezas na repartição inflação versus real.
Comentário por CN — Julho 16, 2008 @ 14:08
“And they stretched their authority to buy 29 billion dollars of Bear Stearns assets so J.P. Morgan could buy Bear at a steep discount.”
E nisto consiste o Capitalismo Bilderberg.
Free Market for the win!!!!
Comentário por Zé — Julho 16, 2008 @ 14:08
“endo arriscado e (por vezes demasiado) ambicioso pretender falar de tudo”
Ora bem«.
“não perdemos especialmente nada com isso”
Corremos o risco de dizer muita estupidez, especialmente, quando nos aventuramos em temas para os quais não temos a mínima preparação. Mas cada um sabe de si.
Comentário por Miguel — Julho 16, 2008 @ 14:32
Inflação dos EUA (Junho): 5%
Comentário por CN — Julho 16, 2008 @ 14:57
Corremos o risco de dizer muita estupidez, especialmente, quando nos aventuramos em temas para os quais não temos a mínima preparação. Mas cada um sabe de si.
Miguel, mas acha que a estupidez e disparate são exclusivo dos comentadores? Olhe que aqui pelo seu Insurgente vejo muito disparate em áreas que fogem à economia ou política. Na climatologia/aquecimento global/balablabla por exemplo, o Insurgente tem sido um hino permanente ao disparate.
Comentário por Anonymous — Julho 16, 2008 @ 15:00
“Miguel, mas acha que a estupidez e disparate são exclusivo dos comentadores?”
Não. É um mal geral dos blogs.
” Na climatologia/aquecimento global/balablabla por exemplo, o Insurgente tem sido um hino permanente ao disparate.”
Não me sinto capacitado para emitir opiniões fundamentadas sobre esses temas mas ainda bem que nos reconhece competência na área da política e economia.
Comentário por Miguel — Julho 16, 2008 @ 15:22
[...] “The Fed is the systemic risk” Jim Bunning, cit. Miguel d’ O Insurgente (via Blasfémias) [...]
Pingback por [Análise/opinião] 16 Julho « A Vila de Potemkin — Julho 16, 2008 @ 15:38
” Na climatologia/aquecimento global/balablabla por exemplo, o Insurgente tem sido um hino permanente ao disparate.”
Receio bem que os próprios climatalogistas sejam dados ao disparate…até porque muitos economistas também
Comentário por CN — Julho 16, 2008 @ 16:08
Não se degladiem. As “verdades” estão a ser actualizadas cada vez com maior frequência. Não há mal que especialistas e generalistas vão aprofundando e discutindo os temas do dia a dia. A unanimidade não é da democracia. O mal reside na fraca qualidade dos políticos que decidem (nem especialistas, nem generalistas, nem sérios), os espertos, a quem isto está entregue.
Comentário por Pedro C. — Julho 16, 2008 @ 18:37
Nada estranho quando se tem em conta que o FED é um banco privado com o monopólio da emissão. Procurem a informação e os senhores ficarão revoltados, e também entenderão porque o J.P. Morgan foi beneficiado, afinal, é um dos acionistas.
Comentário por Bonifácio — Julho 16, 2008 @ 19:32
..e eu a pensar que o problema era o monopólio do Fed!
Comentário por Miguel — Julho 16, 2008 @ 21:08
Jim Bunning tem toda a razão, até admito que as pessoas que lidaram a FED nos últimos anos tinham competência para o fazer, no entanto parece-me óbvio que o duplo papel da FED (Controlar a Inflação e estimular a economia americana) leva por vezes a situações em que um prejudica o outro, ou seja, é extremamente díficil estimular a Economia subsidiando e salvando instituições financeiras privadas com fundos públicos e ao mesmo tempo lutar contra a inflação! Nesse ponto, o BCE é claramente mais eficiente.
Comentário por Leandro — Julho 16, 2008 @ 22:58
Eficiente o BCE? Tem injectado mais dinheiro que o FED, suspeito que em Espanha já teriamos falências bancárias alargadas sem essa injecção.
A inflação é 4% (e vai subir, em Espanha é já 5%) e a taxa 4.25%. Não devia a taxa real ser tipo 2% para conter a inflação? Isso dava 6%.
Nos EUA a inflação publicada hoje foi de 5%, a taxa de juro devia estar nos 7% e é actualmente de 2%.
Eu acho que toda a classe dos economistas perdeu por completo o juizo, começando claro, por não perceber os problemas do sistema monetário (imposto) actual e que se resume a:
-poder conceder crédito por pura criação monetária.
Comentário por CN — Julho 16, 2008 @ 23:26
Caro CN,
Mas o senhor percebe alguma coisa de inflação? Porque da maneira que fala dos economistas se não é um deles, devia ponderar os seus comentários, ao menos pesquisar um pouco mais caso não tenha conhecimentos suficientes.
Pode-me explicar como luta contra a inflação com uhttp://oinsurgente.org/2008/07/16/the-fed-is-the-systemic-risk/m redução da taxa de juro?
Já que critica tanto os economistas, eu que o sou à pouco mais de uma ano vou-lhe explicar como funciona em termos macroeconómicos que neste caso é o que realmente importa:
-Uma diminuição da taxa de juro leva ao aumento do consumo o que por sua vez resulta no estímulo de uma economia e uma economia que cresça demasiado pode experimentar hiper-inflação.
-Um aumento da taxa de juro, por outro lado, tem como único objectivo a luta contra a inflação elevada, porque é impossível acabar com ela e seria um erro apontar para inflação zero pois levaria à estagnação de uma economia. Daí que tanto se fala que existe “trade-off” entre crescimento económico e inflação (3% é o ideal).
Mais, acerca das taxas de juro, a FED ao diminuir tão drasticamente as taxas de juro nos últimos meses apenas mostrou a todo o mundo que prescindiu da luta contra a inflação em favor do estímulo económico, de maneira a inserir liquidez na sua economia para tentar evitar uma recessão que é mais do que evidente.
Espero que tenha sido útil.
Comentário por Leandro — Julho 17, 2008 @ 09:56
Caro Leandro,
Antes de sacar dos argumentos de autoridade, se calhar era melhor ler as coisas com calma e até ao fim:
“A inflação é 4% (e vai subir, em Espanha é já 5%) e a taxa 4.25%. Não devia a taxa real ser tipo 2% para conter a inflação? Isso dava 6%.
Nos EUA a inflação publicada hoje foi de 5%, a taxa de juro devia estar nos 7% e é actualmente de 2%.”
Que parte do comentário do CN é que lhe parece “pouco ponderada”?
Já agora:
“Daí que tanto se fala que existe “trade-off” entre crescimento económico e inflação (3% é o ideal).”
O número de 3% foi por revelação divina ou por métodos divinatórios?
Comentário por João Luís Pinto — Julho 17, 2008 @ 11:16
“seria um erro apontar para inflação zero pois levaria à estagnação de uma economia”
Ora aqui está uma afirmação pouco ponderada.
Comentário por CN — Julho 17, 2008 @ 13:00
“prescindiu da luta contra a inflação em favor do estímulo económico”
Daqui a pouco está a dizer que se os preços do IPOD descerem (ou qualquer outra coisa) isso prejudica o crescimento económico porque empurra a “inflação” para baixo, quem sabe perigosamente para zero, ou então, desastre dos desastres até negativa.
Comentário por CN — Julho 17, 2008 @ 13:23
“seria um erro apontar para inflação zero pois levaria à estagnação de uma economia”
Gostava que me desse uma explicação sobre o porquê de ser uma afirmação pouco ponderada! É pura verdade…
Quantos aos divinos 3% de inflação óptima, fazem parte dos manuais especializados na matéria! Se perder algum tempo e ler alguns artigo científicos perceberá o porquê dos 3%, embora não haja total consenso sobre esse valor ele quase que é imperialmente aceite por qualquer autoridade monetária na sua política de controlo dos preços.
Quanto à deflação que de uma forma irónica refere, pesquisa sobre a situação económica do Japão nos anos 90 e depois diga-me qualquer coisa.
São discussões sérias que o senhor parece analisar com leviandade.
Comentário por Leandro — Julho 17, 2008 @ 17:48
“Quantos aos divinos 3% de inflação óptima, fazem parte dos manuais especializados na matéria!”
Longe de mim duvidar das palavras dos profetas iluminados escritas na pedra…
“Se perder algum tempo e ler alguns artigo científicos perceberá o porquê dos 3%, embora não haja total consenso sobre esse valor ele quase que é imperialmente aceite”
Ora bolas. Esse “quase” e essa desagradável e inoportuna falta de consenso arrumaram assim, de um momento para o outro, com o “3% é o ideal”.
Comentário por João Luís Pinto — Julho 17, 2008 @ 17:57
“Quantos aos divinos 3% de inflação óptima, fazem parte dos manuais especializados na matéria! Se perder algum tempo e ler alguns artigo científicos perceberá o porquê dos 3%, embora não haja total consenso sobre esse valor ele quase que é imperialmente aceite por qualquer autoridade monetária na sua política de controlo dos preços.”
Caro Leandro,
Já devia saber que por aqui se não diz quais os manuais especilizados e de preferência apontando a passagem, o argumento pega pouco. O mesmo se aplica a “autoridades monetárias”. Ainda por cima que por aqui anda quem não conhece tão pouco de economia como isso.
Eu tenho a dizer que achei essa conceito “nivel de inflação óptimo” algo fabuloso…
Comentário por Ricardo G. Francisco — Julho 17, 2008 @ 18:56
“Quanto à deflação que de uma forma irónica refere, pesquisa sobre a situação económica do Japão nos anos 90 e depois diga-me qualquer coisa.”
De facto, cada vez que um japonês sai à rua e vê um preço a descer, dizia, “Bolas, seria muito melhor se tivesse de pagar mais” (coisa que aliás pode fazer perfeitamente de forma voluntária, o vendedor agradece).
Mas ainda no Japão. Caso evidente de uma bolha que rebenta (o índice de acções foi aos 40 000 e mais de 20 anos depois está nos 13000, o imobiliário coisa parecida também). Ora bolhas que rebentam são coisa que saiem… do aumento da massa monetária para conceder crédito sem captação de poupança
Assim:
- todo o crescimento económico faz baixar os preços (o que aconteceria com quantidade de moeda estável)
- mas todo o crédito concedido por emissão de moeda distorce a relação entre investimento e poupança (na realidade incentiva o investimento e incentiva o consumo ao mesmo tempo…coisa que só pode dar asneira…forma-se uma bolha algures e esta rebenta (coisa fácil de perceber) e faz surgir a possibilidade de colapso da massa monetária (coisa que o Bern e o BCE andam a tentar evitar…á custa de mais inflação monetária…coisa lógica…cura-se com a causa da doença.)
A confusão entre:
-descida de preços por aumento da produtividade
-descida de preços por causa da diminuição da massa monetária (por falências de bancos – coisa só possível num sistema monetário de reservas parciais -cuja existência só é possível se forçada pelo Estado conferindo legalidade a algo inerentemente na nascença… fraudulento)
é um clássico.
O primeiro é óptimo, quanto mais melhor. O segundo é um péssimo sinal mas consequência dum sistema fraccionario em expansão, mas em última análise representa uma cura, pesada, mas uma cura.
Comentário por CN — Julho 17, 2008 @ 23:26
“Quantos aos divinos 3% de inflação óptima, fazem parte dos manuais especializados na matéria!”
É falso: os manuais realmente especializados recomendam 2,873%!
Comentário por André Azevedo Alves — Julho 18, 2008 @ 01:32
«uma economia que cresça demasiado pode experimentar hiper-inflação»
Gostava de perceber porquê?
Continua a ser extraordinário, para mim, como a escola portuguesa de economia, confunde tão bem as origens da deflação, tais como o Carlos Novais as refere, e na inflação ignora a questão da quantidade do dinheiro.
Deflação: mau, pouco dinheiro!
Inflação: mau, escassez.
Comentário por Michael Seufert — Julho 18, 2008 @ 12:19
“«uma economia que cresça demasiado pode experimentar hiper-inflação»”
Se o crescimento for baseado na emissão de moeda. A seguir terá de vir a necessária deflação como no caso do “boom” do imobiliário.
Comentário por Miguel — Julho 18, 2008 @ 12:26
Miguel
Não tem de existir deflação, o provável é que não exista (pelo menos nos preços ao consumidor, as casas e as acções sim, esses caiem).
Isto pelo simples facto que os BCs vão evitar a todo o custo falências bancárias e a contração monetária a que daria lugar (suportando os bancos com mais “injecções” de liquidez).
Assim, o resultado será … estagflação. Como agora.
Quanto a
“«uma economia que cresça demasiado pode experimentar hiper-inflação»”
enfim, demonstra bem o estado da “ciência”.
A hiper-inflação da quantidade de moeda é que provoca o “crescimento em demasia”, que continuada acaba por se revelar em “inflação de preços”.
Mais um erro clássico. Causas e consequências misturadas e trocadas.
Comentário por CN — Julho 18, 2008 @ 12:41
“Isto pelo simples facto que os BCs vão evitar a todo o custo falências bancárias e a contração monetária a que daria lugar (suportando os bancos com mais “injecções” de liquidez).”
Certo, mas eu estava a supor um cenário em que isso não acontecesse. Devia ter feito essa ressalva.
Comentário por Miguel — Julho 18, 2008 @ 13:06