O sempre pertinente Tiago Loureiro no Papel-Pedra-Tesoura. De recordar, no entanto, que os alemães têm um problema parecido.
Julho 5, 2008
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O sempre pertinente Tiago Loureiro no Papel-Pedra-Tesoura. De recordar, no entanto, que os alemães têm um problema parecido.
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-Poderia ser pior, alguém poderia lembrar-se de fazer um museu “Alvaro Cunhal”, em homenagem a quem tendo lutado para instaurar em Portugal uma ditadura marxista, fracassou.
Comentário por António de Almeida — Julho 5, 2008 @ 13:41
A história do homenzinho que cortou a cabeça ao Hitler tem uma certa piada, pela ironia da situação.
No entanto, não me parece que os alemães ainda pensem que o nazismo pode voltar ao seu país, ao contrário de Portugal que pelos vistos ainda muita gente pensa que o fascismo pode regressar.
Para as gerações mais novas, este discurso dos anti fascistas de “cuidado ele pode voltar” não faz muito sentido. E
Comentário por Daniela Major — Julho 5, 2008 @ 17:53
Acho que no entanto um museu a Cunhal seria mais merecido, apesar de concordar que tentou impôr cá uma ditadura marxista, mas mais importante do que isso, ajudou a tirar Salazar do poder. Limitou-se a seguir o seu partido, revolucionário e não reformista, mas em Abril esteve defacto mal. A mim não me passa ao lado a questão do museu a um ditador! Nem pode passar, é demasiado escandaloso para passar! Nunca senti a ditadura na pele, mas sinto uma grande vontade de a rebaixar. Lembro todos os dias o 25 de Abril e este museu representa tudo menos a liberdade!
Comentário por Rui Moreira — Julho 5, 2008 @ 22:32
Pelo menos , va la , nao e em lisboa….
Comentário por Maria — Julho 6, 2008 @ 00:53
Os imberbes que fazem a “apologia do bolorento e atroz Estado Novo e seu líder” não sabem o que estão a defender, pois o ideário do Estado Novo e de Salazar em muito pouco vai ao encontro das cartilhas neonazis que por aí pululam na maior parte das vezes entre miudagem com fracos conhecimentos de política e com pouco miolo.
De ambos os lados da barricada comete-se um erro um tanto ou quanto pueril e incongruente: um museu não tem de ser nenhum panfleto contra ou a favor coisíssima nenhuma. Não é essa a sua função. Não tem de defender liberdade, nem de representar nenhum ideário. Um museu biográfico é algo que já se impunha em relação a um homem que para o bem e para o mal governou 40 anos o País, e a iniciativa da câmara de Santa Comba Dão faz todo o sentido.
Os visitantes que façam o seu juízo dos factos históricos, quer no museu sobre Hitler e o III Reich quer no de Salazar. Não obstante serem personagens e ideários muito diferentes entre si.
Agora é significativo as vozes silenciadoras e proibicionistas virem sempre do mesmo sector… Quem não deve não teme, e eles pelos vistos temem tanto que até nojo metem.
Comentário por PF — Julho 6, 2008 @ 01:07
“Agora é significativo as vozes silenciadoras e proibicionistas virem sempre do mesmo sector… Quem não deve não teme, e eles pelos vistos temem tanto que até nojo metem.”
Exacto. Excelente observação…
Comentário por André Azevedo Alves — Julho 6, 2008 @ 02:17
“Acho que no entanto um museu a Cunhal seria mais merecido”
Já existe. Todos os anos em inícios de Setembro na Quinta da Atalaia, no Seixal.
Comentário por Bargeld — Julho 6, 2008 @ 12:18
Museu Salazar: façam-no porra!
Comentário por Miles — Julho 6, 2008 @ 23:21
“De ambos os lados da barricada comete-se um erro um tanto ou quanto pueril e incongruente: um museu não tem de ser nenhum panfleto contra ou a favor coisíssima nenhuma. Não é essa a sua função. Não tem de defender liberdade, nem de representar nenhum ideário. ”
Nao posso estar mais de acordo.E isso mesmo , um museu pode muito bem ser tambem e apenas, uma maneira de passar o tempo que e como sabemos absolutamente indiferente a tudo o que se passa na nossa vida, seja a direita ou a esquerda, talvez por isso tenha sido boa ideia a homenagem em santa comba que e afinal a terra de salazar e onde sem duvida pertence tal museu.
Neste caso parece-me, tudo acabara bem e tudo ficara no seu devido lugar…
Comentário por Maria — Julho 7, 2008 @ 06:14
Façam lá o museu e metam os fascistas a gastar dinheiro em Santa Comba Dão. O povo havia de ganhar alguma coisa à conta do Salazar, finalmente.
Comentário por Pedro Sá — Julho 7, 2008 @ 10:36