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	<title>Comentários em: A crise no Zimbabwe põe a nu o dilema das potências ocidentais</title>
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		<title>Por: Miles</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miles]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Jun 2008 23:08:20 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[É bem amanhado o post.
E a Europa com estes políticos de meia tijela também está bem amanhada...
&quot;Descolonizaram&quot; para serem &quot;colonizados&quot; e quando se portam mal rebemtam-lhes umas bombas para recordar como é...]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É bem amanhado o post.<br />
E a Europa com estes políticos de meia tijela também está bem amanhada&#8230;<br />
&#8220;Descolonizaram&#8221; para serem &#8220;colonizados&#8221; e quando se portam mal rebemtam-lhes umas bombas para recordar como é&#8230;</p>
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		<title>Por: Fernando S</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2008/06/30/a-crise-no-zimbabwe-mostra-poe-a-nu-o-dilema-das-potencias-ocidentais/#comment-30739</link>
		<dc:creator><![CDATA[Fernando S]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Jun 2008 21:52:19 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Partilho da indignação e da frustação que este post refere e denuncia. 

Concordo com a ideia de que os paises ocidentais, ou pelo menos uma coligação &quot;activa&quot; conduzida pelos Estados Unidos, deveriam procurar intervir com forças militares e meios financeiros excepcionais em situações e conflitos que provocam ou podem provocar autenticos desastres humanitarios. Se possível com a concordância e o apoio do maior número de países e organizações, incluindo a ONU. Se necessário &quot;unilateralmente&quot;.

No entanto, julgo que temos de nos render à evidência de que a correlação de forças é actualmente desfavorável a este tipo de política humanitária “intervencionista”. No plano internacional muitos países, incluindo vários ditos ocidentais, não colaboram ou se opõem pura e simplesmente. A ONU, em pricípio vocacionada para este tipo de “direito de intervenção”, é atravessada por fortes contradições que a paralizam ou tornam mesmo contraproducente. As opiniões públicas nacionais, em particular as das principais democracias, são sensíveis à propaganda e às diferentes formas de chantagem política dos que se opõem a este tipo de politica.

As razões deste estado das coisas são diversas. Uma das mais relevantes tem certamente a ver com a circunstância de muitos dos governantes, dirigentes, elites intelectuais, jornalistas e “opinion makers”, etc, pertencerem a uma geração que nasceu, cresceu e se formou na segunda metade do século XX no seio de ambientes culturais ainda fortemente influenciados por ideologias de tipo “politicamente correcto”, mais ou menos marxistas e terceiro mundistas.

Enquanto se mantiver este tipo de “consciência colectiva” é dificil imaginar que se possam multiplicar intervenções humanitárias com o adequado uso da força. A “comunidade internacional” vai continuar a assistir de longe a sucessivos desastres. Querendo ser optimistas podemos apenas esperar que a repetição e o carácter insuportável destas situações vá de par com o enfraquecimento das ideologias absurdas e irresponsáveis que as provocaram e as provocam ainda !]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Partilho da indignação e da frustação que este post refere e denuncia. </p>
<p>Concordo com a ideia de que os paises ocidentais, ou pelo menos uma coligação &#8220;activa&#8221; conduzida pelos Estados Unidos, deveriam procurar intervir com forças militares e meios financeiros excepcionais em situações e conflitos que provocam ou podem provocar autenticos desastres humanitarios. Se possível com a concordância e o apoio do maior número de países e organizações, incluindo a ONU. Se necessário &#8220;unilateralmente&#8221;.</p>
<p>No entanto, julgo que temos de nos render à evidência de que a correlação de forças é actualmente desfavorável a este tipo de política humanitária “intervencionista”. No plano internacional muitos países, incluindo vários ditos ocidentais, não colaboram ou se opõem pura e simplesmente. A ONU, em pricípio vocacionada para este tipo de “direito de intervenção”, é atravessada por fortes contradições que a paralizam ou tornam mesmo contraproducente. As opiniões públicas nacionais, em particular as das principais democracias, são sensíveis à propaganda e às diferentes formas de chantagem política dos que se opõem a este tipo de politica.</p>
<p>As razões deste estado das coisas são diversas. Uma das mais relevantes tem certamente a ver com a circunstância de muitos dos governantes, dirigentes, elites intelectuais, jornalistas e “opinion makers”, etc, pertencerem a uma geração que nasceu, cresceu e se formou na segunda metade do século XX no seio de ambientes culturais ainda fortemente influenciados por ideologias de tipo “politicamente correcto”, mais ou menos marxistas e terceiro mundistas.</p>
<p>Enquanto se mantiver este tipo de “consciência colectiva” é dificil imaginar que se possam multiplicar intervenções humanitárias com o adequado uso da força. A “comunidade internacional” vai continuar a assistir de longe a sucessivos desastres. Querendo ser optimistas podemos apenas esperar que a repetição e o carácter insuportável destas situações vá de par com o enfraquecimento das ideologias absurdas e irresponsáveis que as provocaram e as provocam ainda !</p>
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