O Insurgente

Junho 29, 2008

A importância de relembrar os crimes da extrema-esquerda e o terror comunista

Filed under: Educação,Internacional,Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 01:21

Não apaguem a memória

Por isso há que falar, sempre, do comunismo e dos seus crimes. Se uma das maiores virtudes do Diabo é fazer-nos crer que não existe, como dizia o outro, uma das mais conseguidas estratégias do comunismo consiste em branquear a memória. Apesar de se referirem com frequência à necessidade de preservação da mesma permanecem entre os seus maiores adversários.

(…)

Esta negação da memória é, ainda por cima, favorecida pela enormidade das matanças comunistas e sua focalização num único indivíduo, Estaline. Embora a impunidade dos seguidores da ideologia seja de tal ordem que não hesitam em recuperar a herança do carniceiro da Geórgia resta-lhes, perante a evidência, a admissão do crime. Embora desculpando-o, naturalmente. Quando se referem a Estaline preferem falar em “excessos” ou “desvios”. Se, por acaso, acedem a falar em crimes gostam de “contextualizar”, sendo que esta é uma das tarefas em que são especialistas.
A monstruosidade e a dimensão das perseguições estalinistas (que incluíram episódios manifestos de anti-semitismo nunca referidos) acaba por permitir, inteligentemente, que se desviem atenções de todo um rosário de outros crimes, sendo que muitos deles são da responsabilidade dos “pais pioneiros”. O que ajuda a preservar a imagem imaculada de Lenine e Trotski, por exemplo. No caso deste último o estatuto alcançado é ainda maior pelo facto de ter sido exilado e, posteriormente, assassinado por ordem de Estaline o que permite, convenientemente, fazer esquecer o seu papel na repressão bolchevique, na organização do terror vermelho e na sacralização da guerra civil como meio de eliminação dos adversários políticos.

(via Manuel Azinhal)

10 Comentários »

  1. O comunismo e a extrema-esquerda vestem-se com a pele de cordeiro constituída pelo romantismo revolucionário, esperança pueris em amanhãs que cantam e na pretensa utopia de ideais que à partida nunca enganaram quem soube e sabe detectar aquilo que é contranatura e de certo modo incongruente.
    É essa pele de cordeiro e idealismo de cassete sectária que nunca darão tréguas a quem verdadeiramente ama e luta pela liberdade. Aliás, a busca da Igualdade, um ideal logo a priori falacioso e anti-humano, apela aos instintos mais relacionados com ressentimentos, inveja e autoritarismo.

    Comentário por PF — Junho 29, 2008 @ 03:05

  2. É verdade!

    Comentário por Rui Moreira — Junho 29, 2008 @ 03:10

  3. Sempre tive a sensação que no mundo houve uma grande decisão sem que ninguém a decidisse. Castigar para sempre (e bem!) a extrema-direita e apagá-la dos cenários políticos nacionais e internacionais. E desculpar para sempre (e mal!) o terror comunista (que lembro, matou mais pessoas que os nazis). É triste ver como regimes opressores e sanguinários são alvos de autênticas amnistias. Ainda há pessoas que têm a lata de dizer que o comunismo luta por boas causas, por um mundo melhor… Tretas! Eles lutam por regimes fechados, opressores e subdesenvolvidos, por autênticos Big Brothers orwellianos. Gostava de saber quando é que a extrema-esquerda, tal como a extrema-direita, é impedida de ir a eleições…

    Comentário por Tiago Moreira Ramalho — Junho 29, 2008 @ 10:20

  4. O comunismo é uma ideologia que nos seus fundamentos combate a liberdade e defende a utilização da violencia.
    É anti-democratica e pela ditadura.
    É contra a liberdade e pelo totalitarismo.
    Divide a sociedade em “classes”. Opõe as “classes” e promove a “luta” entre elas.
    É uma ideologia cujo fundo de comércio é a exacerbação dos conflitos e a desestabilização.

    As “experiências” comunistas começaram e afirmaram-se sempre com base na violência. São responsáveis por milhões e milhões de mortos, presos, torturados, degredados, refugiados, oprimidos e explorados.

    Os comunismos “reais” foram e são sociedades muito mais desegualitárias do que as dos países capitalistas. Com nomenclaturas priveligiadas e a massa da população na miséria.
    O
    s ditos “desvios” do Stalinismo, do Maoismo, do Sovietismo, do Polpotismo, e tantos outros ismos, não foram a excepção mas sim a regra.
    O comunismo foi e é a mais hipócrita e cínica das ideologias.
    Procurando esconder a sua natureza profundamente desumana por detrás de uma propaganda feita de belas frases sobre a “igualdade” e o “internacionalismo”.

    Os nazis não foram melhores do que os comunistas.
    Fizeram menos vitimas apenas porque duraram bem menos tempo. Felizmente.
    Mas os nazis diziam e faziam o que pensavam.
    Enganaram e iludiram muito menos gente do que o comunismo.
    Talvez por isso o nazismo foi derrotado e neutralizado mais rapidamente.

    O comunismo foi a grande ilusão do século XX.
    E, pelos vistos, está ainda longe de desaparecer no século XXI !!

    Comentário por Fernando S — Junho 29, 2008 @ 10:57

  5. Um exemplo entre muitos do “humanismo” comunista na Rússia dos soviets dos “pais fundadores” (ou seja, a de Lenine e Trotsky, bem antes do “stalinismo”) :

    Uma circular do Comissário do Povo no Interior, N. Petrovsky, enviada a todos os soviets a 4 de Setembro de 1918 :

    “Chegou a altura de acabar com toda esta mansuetude e com todo este sentimentalismo. Todos os socialistas-revolucionários de direita devem ser imediatamente presos. Deve ser feito um grande número de reféns no seio da burguesia e dos oficiais. Face à mais pequena resistência devem ser realizadas execuções em massa. (…) Os tchekas e as outras milícias devem localizar e prender todos os suspeitos e executar imediatamente todos os que estejam envolvidos em actividades contra-revolucionárias. [...] Os responsáveis dos comités executivos devem informar imediatamente o Comissáriado do Povo no Interior de qualquer mansuetude ou indecisão por parte dos soviets locais. [...] Não pode ser tolerada nenhuma fraqueza, nenhuma hesitação, na aplicação do terror de massa.”

    Vale a pena reler em voz alta :

    “DEVE SER FEITO UM GRANDE NUMERO DE REFÉNS …. FACE Á MAIS PEQUENA RESISTÊNCIA DEVEM SER REALIZADAS EXECUÇÕES EM MASSA. (…) NÃO PODE SER TOLERADA NENHUMA FRAQUEZA, NENHUMA INDECISÃO NA APLICAÇÃO DO TERROR DE MASSA.”

    Comentário por Fernando S — Junho 29, 2008 @ 11:02

  6. Comentário por Nocomunist — Junho 29, 2008 @ 12:14

  7. Mas quem é que julgam que ensinou o Mugabe?

    Comentário por Miles — Junho 29, 2008 @ 12:25

  8. «One frequent theme in Niemeyer’s analysis of Communism was its “peacelessness,” its lack of “deference for being,” which derived from its hostility to the truth of reality. In Plato’s terms, this is the equivalent of the soul completely enslaved to its worst despotic appetite, its eros tyrannos, which, because it rejects all good inconsistent with its own narrowly defined gratification, is essentially ruled by nothingness.

    For Niemeyer, as well as for Voegelin, one of the basic falsehoods of modern ideologies is their denial of a universal share in the responsibility for evil, which is the reciprocal of the rejection of the universal human participation in transcendence. Also like Voegelin, Niemeyer found modern ideologies to be similar to the ancient Gnostic religions in the attitude of “metaphysical discontent,” or “ontophobia,” which projects evil from the human heart onto the world itself, with the belief that if we have the correct “knowledge” and act in the correct way we can save ourselves from evil. This takes place through a diremption of the evil from the good in the psyche so that it can be externalized and purged, or even exorcised by hatred rather than overcome and redeemed by love. Such refusal to tolerate the evil and imperfection endemic to the world entails the apocalyptic division of the human race into the self-appointed avatars of good, or the saved, and the totally evil, or the damned, between whom fellowship and common humanity are impossible. For the redeemed part of humanity to enter into the kingdom of perfect good and happiness the demonized part must be annihilated.»
    Michael Henry, 2003, The meaning of “demonic nothingness”

    Comentário por JPG — Junho 29, 2008 @ 15:27

  9. Comentário por joao — Junho 29, 2008 @ 18:24

  10. A grande diferença entre o comunismo ( socialismo internacional) e o nazismo ( socialismo nacional), é que o nazismo fez o mal em nome do mal e o comunismo fez o mal em nome do bem.
    É por isso que é ainda mais repelente.

    Comentário por Lidador — Junho 30, 2008 @ 16:46


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