Parece-me uma boa altura para reeditar e actualizar a lista de recomendações de leitura sobre o aquecimento global:
An Appeal to Reason: A Cool Look at Global Warming. Por Nigel Lawson.
Cool It: The Skeptical Environmentalist’s Guide to Global Warming. Por Bjorn Lomborg.
Scared to Death: From BSE to Global Warming: Why Scares are Costing Us the Earth. Por Christopher Booker e Richard North.
Meltdown: The Predictable Distortion of Global Warming by Scientists, Politicians, and the Media. Por Patrick J. Michaels.
The Politically Incorrect Guide to Global Warming & Environmentalism. Por Christopher C. Horner.
The Chilling Stars: A New Theory of Climate Change. Por Henrik Svensmark e Nigel Calder.
Unstoppable Global Warming: Every 1500 Years. Por Fred Singer e Dennis Avery.
Para quem esteja prioritariamente interessado em compreender as razões pelas quais, mesmo admitindo que o aquecimento global antropogénico seja uma realidade, as políticas resultantes da agenda eco-alarmista são uma resposta errada e potencialmente desastrosa, recomendo em especial a leitura dos livros de Nigel Lawson e de Bjorn Lomborg
.
Leitura complementar: Alterações climáticas e cepticismo económico.
Já agora, aproveito para publicitar a minha critica à “leitura complementar”
Comentário por miguelmadeira — Junho 23, 2008 @ 19:47
Uma questão um bocado mais “filosófica”: caso exista realmente aquecimento-global-provocado-pela-acção-humana, o AAA (que penso seja um jusnaturalista) considerará que (repito, nesse cenário) actos humanos que contribuam para esse aquecimento serão violações dos direitos naturais (nomeadamente, dos direitos de propriedade) dos indivíduos que sejam afectados pelo aquecimento global?
Comentário por miguelmadeira — Junho 23, 2008 @ 20:16
Hoje no congresso americano vai estar o Dr. James Hansen especialista da área.
Comentário por Carlos Afonso — Junho 23, 2008 @ 21:33
O “Especialista” que usou um dia especialmente quente para começar a propaganda á vinte anos e que agora como bom Fascho Ambientalista quer prender e julgar outros por crime de opinião:
http://www.guardian.co.uk/environment/2008/jun/23/fossilfuels.climatechange
Comentário por lucklucky — Junho 23, 2008 @ 21:53
“Hoje no congresso americano vai estar o Dr. James Hansen especialista da área.”
O mesmo “especialista” que pretende criminalizar qualquer cepticismo sobre a causa antropogénica do aquecimento global…
Comentário por BZ — Junho 23, 2008 @ 22:14
“Uma questão um bocado mais “filosófica”: caso exista realmente aquecimento-global-provocado-pela-acção-humana, o AAA (que penso seja um jusnaturalista) considerará que (repito, nesse cenário) actos humanos que contribuam para esse aquecimento serão violações dos direitos naturais (nomeadamente, dos direitos de propriedade) dos indivíduos que sejam afectados pelo aquecimento global?”
Mesmo que fosse o caso, creio que o critério implícito em termos de internalização de externalidades seria inaplicável (pelo menos de forma consistente).
De qualquer forma, o que está em cima da mesa são soluções colectivas (ainda que com recurso a mecanismos de mercado nalguns casos), pelo que o mínimo que se pode tentar fazer é alguma análise custo-benefício para os vários cenários projectados. Daí a recomendação do Lomborg para quem aceite sem reservas os cenários eco-alarmistas.
Comentário por André Azevedo Alves — Junho 23, 2008 @ 22:54
Se quiserem uma lista muito, mas mesmo muito completa para calar de vez os histéricos do aquecimento global, tomem lá:
http://z4.invisionfree.com/Popular_Technology/index.php?showtopic=2050
Divirtam-se.
Tem de tudo, factos científicos, listas de páginas de Internet que são pagas para desacreditar cientistas. A lista de todos os cientistas que sabem perfeitamente que não existe aquecimento global, todos os livros existentes tanto científicos como histórias de ficção. Contradições de Al Gore, artigos de censura, tudo, literalmente tudo.
Comentário por C — Junho 23, 2008 @ 23:07
Um link interessante. Obrigado.
Comentário por André Azevedo Alves — Junho 23, 2008 @ 23:15
“Se quiserem uma lista muito, mas mesmo muito completa para calar de vez os histéricos do aquecimento global, tomem lá:”
O primeiro artigo dessa lista tem como titulo “FACT: The temperature has only increased 0.6°C in the last 100 years (IPCC)”
Não faço a menor ideia do que o IPCC diz a esse respeito, mas de acordo com estes dados da NASA, parece-me que Maio de 2008 foi 7,7ºC mais quente do que Maio de 1908
Comentário por miguelmadeira — Junho 24, 2008 @ 00:08
Outro artigo refere que “Cap-and-trade may reduce U.S. economic growth by 4.2 percent”. O que é que isso quer dizer exactamente?
Que, se sem cap-and-trade, os EUA tiverem um crescimento de, digamos, 2%, com cap-and-trade (i.e., com a semi-privatização da atmosfera) provavelmente passarão a crescer à taxa de 1,91%? É isso?
Comentário por miguelmadeira — Junho 24, 2008 @ 00:21
“Mesmo que fosse o caso, creio que o critério implícito em termos de internalização de externalidades seria inaplicável (pelo menos de forma consistente).”
Porquê?
Comentário por miguelmadeira — Junho 24, 2008 @ 00:23
««Não faço a menor ideia do que o IPCC diz a esse respeito, mas de acordo com estes dados da NASA, parece-me que Maio de 2008 foi 7,7ºC mais quente do que Maio de 1908»»
Divide by 100 to get changes in degrees Centigrade.
Comentário por JoaoMiranda — Junho 24, 2008 @ 00:35
Não seja picuinhas, João Miranda, 7,7 ou 0,77, o facto é que a temperatura aumentou. Agora ando sempre de boné. Até no inverno.
Comentário por Luís Oliveira — Junho 24, 2008 @ 00:55
“Porquê?”
Miguel,
Parece-me mais ou menos evidente se pensarmos em como definir e implementar um critério desses, mas aqui ficam mais duas recomendações (são textos pequenos pelo que recomendo a leitura integral dos mesmos):
– a primeira vai mais ou menos de encontro ao que o Miguel sugere deveria ser a posição liberal (embora com consciência dos problemas de implementação): http://www.reason.org/commentaries/adler_20080612.shtml
“From an FME perspective, in a perfect world there would be some legal mechanism whereby those harmed by global warming could seek redress from those most responsible for the harm. In theory, some international tribunal or other institutional mechanism could arbitrate and enforce cross-national property rights violations stemming from a negative global “externality” such as global warming. Yet no such institution exists. What’s more, any institution capable of administering cross-national claims of this sort could itself be a threat to individual liberty. In order to effectively enforce judgments across countries, such a tribunal would need extraordinary powers over sovereign nations and their territory. Yet it is hard to imagine how one would hold such an institution accountable and ensure that it exercises its powers in an honest manner and handle claims in a just and efficient way. Even reaching consensus across so many diverse cultures as to what constitutes acceptable standards of evidence and burdens of proof would seem impossible. The record of existing multinational organizations, such as the United Nations, does not give much hope.
For these reasons, libertarians would be entirely justified in concluding that international climate change agreements and regulatory institutions would be pointless, ineffectual, or positively harmful. After all, just because there is a problem does not mean there is a practical, worthwhile solution. But at least the problem should be acknowledged. Given both the number of emitters and affected nations involved as well as the near-impossibility of meaningful short-term mitigation measures, there may be nothing approaching a perfect, “first-best” FME approach to climate change. Even a “tenth” or “twentieth-best” approach may be beyond our reach. Nonetheless, consideration of FME first principles can provide a metric against which competing policy proposals could be judged”
- a segunda vai mais de encontro ao problema da definição desses direitos (há mais problemas e mais complicados do que os apontados no texto mas acho que serve para dar uma ideia): http://www.reason.org/commentaries/goklany_20080612.shtml
“If warming resumes, then should emissions become actionable? Not without solid proof of harm. Reasonable likelihood that someone’s green house-gas- emitting activity might infringe on another’s property rights is not enough. That’s because this would run the risk of depriving large emitters of the use of their property. Such a precautionary approach can’t help but run afoul of its own precautionary goal: avoiding reasonable likelihood of property rights violations. It would boil down to letting the “harmed” party’s rights trump the larger emitter’s rights without sufficient proof – hardly a victory for a normative understanding of property rights.
However, if there were sufficient evidence showing beyond any reasonable doubt that: emissions degrade the climate; have damaged or could damage property; and that the damaged parties themselves have clean hands, then how should compensation be estimated?
To estimate, say, what the US owes Bangladesh, we would need models sophisticated enough to separate damages caused by anthropogenic climate warming from natural warming. But that’s just the beginning. These models should also be capable of separating America’s contributions to Bangladesh’s damages from every other country’s contributions, including Bangladesh’s own. Indeed, if the US has a precautionary duty after 1997 to cut back emissions to avoid harming any development in coastal Bangladesh, then doesn’t Bangladesh have a reciprocal precautionary duty to restrict its own coastal development after that time – and remove its people and assets that are at risk?
Furthermore, the amount of compensation due from the US can only be based on its contributions to net damages. This means that one would have to subtract the direct and indirect benefits to Bangladesh from the warming.
( … )
If only some countries had contributed to global warming and benefited from causing it while others had neither contributed nor benefited from it, there might have been an argument for compensation from one to the other. But that’s far from the case. That every country is both a contributor and a beneficiary not only makes it infinitely more difficult to calculate who owes whom how much, it also vitiates anyone’s moral standing for compensation – a normative commitment to property rights notwithstanding.”
Comentário por André Azevedo Alves — Junho 24, 2008 @ 01:56
“Uma questão um bocado mais “filosófica”: caso exista realmente aquecimento-global-provocado-pela-acção-humana, o AAA (que penso seja um jusnaturalista) considerará que (repito, nesse cenário) actos humanos que contribuam para esse aquecimento serão violações dos direitos naturais (nomeadamente, dos direitos de propriedade) dos indivíduos que sejam afectados pelo aquecimento global?”
Processamos ideologias? O aquecimento é mau? Então posso pedir uma indemnização pelo crescimento económico perdido por causa dos fundos gastos no aquecimento global que atrasou a descoberta de uma luta contra o cancro mais eficaz ou talvez um meio para travar uma aquecimento global futuro que não talvez não se verifique agora ? Posso processar as políticas Socialistas/Social Democrata por travarem o crescimento económico Portugês?
Então quer dizer que podemos processar um Comunista? Um Nazi? Um Fascista? Um Socialista/Social Democrata? um Liberal pelas suas opiniões?
Demasiadas pessoas quando acreditam tanto numa coisa ou julgam que estão tão certos passam a comportar-se como fanáticos religiosos, Comunistas ou Nazis á procura de hereges, burgueses ou judeus,ciganos ou impuros.
Comentário por lucklucky — Junho 24, 2008 @ 03:31
“Então quer dizer que podemos processar um Comunista? Um Nazi? Um Fascista? Um Socialista/Social Democrata? um Liberal pelas suas opiniões?”
Quem é que está a falar de opiniões?
Comentário por Miguel Madeira — Junho 24, 2008 @ 09:25
“««Não faço a menor ideia do que o IPCC diz a esse respeito, mas de acordo com estes dados da NASA, parece-me que Maio de 2008 foi 7,7ºC mais quente do que Maio de 1908»»
Divide by 100 to get changes in degrees Centigrade.”
De qualquer forma, seria apenas 6,7 (ou 0,67)
Comentário por Miguel Madeira — Junho 24, 2008 @ 09:27
[seria apenas 6,7 (ou 0,67)]
É a mesma coisa, não sejamos preciosistas.
Comentário por Luís Oliveira — Junho 24, 2008 @ 09:50
“To estimate, say, what the US owes Bangladesh, we would need models sophisticated enough to separate damages caused by anthropogenic climate warming from natural warming. But that’s just the beginning. ”
Essa admito que é a parte mais dificil (o grau de dificuldade não sei, mas parece dificil)
“These models should also be capable of separating America’s contributions to Bangladesh’s damages from every other country’s contributions, including Bangladesh’s own.”
Parece-me facilimo – depois de se identificar o contributo humano para o aquecimento global (a parte dificil), é so dividi-lo pelos países, de acordo com a sua participação nas actividades causadores de aquecimento global (p.ex., proporcionalmente às emissões de CO2).
“Indeed, if the US has a precautionary duty after 1997 to cut back emissions to avoid harming any development in coastal Bangladesh, then doesn’t Bangladesh have a reciprocal precautionary duty to restrict its own coastal development after that time – and remove its people and assets that are at risk?”
Que disparate – então o Francisco tem o dever de não disparar tiros de espingarda contra o Manuel, e o Manuel tem o dever reciproco de usar um colete à prova de balas?
E, caso o Francisco leve um tiro do Manuel, para calcular a indeminização temos que fazer um cálculo detalhado da parte dos danos que são culpa do tiro disparada pelo Manuel, e da parte que é culpa do Francisco não ter usado um colete à prova de bala?
“Furthermore, the amount of compensation due from the US can only be based on its contributions to net damages. This means that one would have to subtract the direct and indirect benefits to Bangladesh from the warming.”
Não temos nada (imagino que, com beneficios do Bangladesh, ele se refira aos beneficios que o Bangladesh retirou das actividades indutoras de aquecimento global).
Imagine-se que eu tenho um rebanho de ovelhas, e mato 4 das minhas ovelhas (para as comer, vender a carne…); imagine-se que o AAA, do seu terreno, pega numa caçadeira e mata também 2 das minhas ovelhas.
Agora, para calcularmos o indminização que o AAA me devia será que iriamos calcular o prejuizo que ele me provocou ao matar as 2 ovelhas, depois iriamos subtrair o lucro que eu tive por matar as outras 4 ovelhas, e a diferença seria o que o AAA teria que me pagar? Isso cabe na cabeça de alguém? A mim parece-me que a indeminização será sempre apenas ligada ao valor das ovelhas que o AAA me matou, ou seja, ao prejuizo que as acções do AAA me provocaram a mim (e os beneficios que as minhas acções me provocaram a mim são absolutamente irrelevantes).
Se o que o Goklany dissesse que se teria que, dos prejuizos que os EUA causaram ao Bangladesh, subtrair os prejuizos que o Bangladesh causou aos EUA, eu concordaria; mas os proveitos que o Bangladesh causou ao Bangladesh (ou os proveitos que os EUA causaram aos EUA) parecem-me que não interessam rigorosamente nada.
Comentário por Miguel Madeira — Junho 24, 2008 @ 10:00
“Que disparate – então o Francisco tem o dever de não disparar tiros de espingarda contra o Manuel, e o Manuel tem o dever reciproco de usar um colete à prova de balas?
E, caso o Francisco leve um tiro do Manuel, para calcular a indeminização temos que fazer um cálculo detalhado da parte dos danos que são culpa do tiro disparada pelo Manuel, e da parte que é culpa do Francisco não ter usado um colete à prova de bala?”
A meio do exemplo, troquei o Francisco pelo Manuel, mas toda a gente deve ter percebido o que queria dizer.
Comentário por Miguel Madeira — Junho 24, 2008 @ 14:18
“Quem é que está a falar de opiniões?”
James Hansen por exemplo. Não há consenso logo só há opiniões. Um apoiante de uma determinado partido ou força política contribui para política desse partido.
Um membro do PCP pode ser processado por esta organização ter apoiado o golpe do MPLA?
Comentário por lucklucky — Junho 25, 2008 @ 07:57
“James Hansen por exemplo”
então, se está a falar do Hansen, porque é que, no seu comentário, pôs, no principio, não uma citação do Hansen, mas uma citação minha (onde eu me referia a actos que contribuissem para o aquecimento global)?
Comentário por Miguel Madeira — Junho 25, 2008 @ 09:31
O mesmo tipo de acção judicial quando aplicado a anteriores políticas configuraria o crime de opinião(se entendermos que uma defesa de determinada política constitui acção que contribui para a realização de determinado acto).
Comentário por lucklucky — Junho 25, 2008 @ 23:49
[...] Leitura complementar: Global warming reading list. [...]
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