O Insurgente

Junho 20, 2008

As experiências homossexuais de Paulo Coelho e o marxismo

Arquivar em: Brasil, Cultura, Política — André Azevedo Alves @ 18:24

Homossexualismo e Marx

Tá lá na biografia de Paulo Coelho, escrita por Fernando Morais. Abrindo aleatoriamente o livro do meu colega de redação José Teles, na página 193, me deparo com uma das passagens sobre experiências homossexuais do “Mago”.

Escreve Fernando Morais que Paulo Coelho, por andar muito com amigos de teatro, começou a ter dúvidas sobre sua opção sexual. “O convívio com o universo teatral, onde a homossexualidade trafegava sem qualquer repressão, despertara uma dúvida tão secreta que nem ao diário fora revelada: e se ele tivesse mesmo “problemas sexuais”, como a mãe suspeitara ao interná-lo pela primeira vez? Ou, em português sem subterfúgios: e se fosse homossexual?”

Prossegue Morais – homem de convicções de esquerda – dizendo que a vida havia ensinado a Paulo Coelho a encerrar uma dúvida tentando. E aí entra o pai do socialismo científico, Marx!

“Ao ler um texto de Karl Marx algo parecido com “a prática é determinante”, interpretou a frase como um estímulo a mais para a decisão que havia tomado. Uma noite, quando ainda morava no apartamento do avô, no centro da cidade, encheu-se de coragem e resolveu tirar a questão a limpo. Circulou várias horas por boates gay no pesado bas-fond das galerias Alaska e Menescal, em Copacabana, até que, calibrado por alguns uísques, resolveu atacar.” A história completa está no livro recém lançado.

Depois ele diz que Paulo se convenceu que homossexualismo não era para ele. Só não está claro se ainda continua marxista.

(via Bruno Garschagen: Marx (além de todo o resto) estimula o homossexualismo)

7 Comentários »

  1. A filosofia merece algum respeito. Quem, socorrendo-se do sofisma, ridiculariza o filósofo K. Marx, deveria ser condenado a ler as obras completas do mesmo (a começar pelos dois calhamaços d’”O Capital”), antes de se poder voltar a pronunciar sobre o assunto. Goste-se ou não do materialismo dialéctico, é insofismável o contributo de K. Marx para o amadurecimento do pensamento dialéctico moderno, coisa que muito beneficiou o enorme desenvolvimento científico do Sec. XX no Ocidente, ao mesmo tempo que tornou mais difícil a difusão do dogmatismo religioso. (Desde a década de 1980 que se está a regredir, neste processo, coisa que não será, certamente, por acaso).

    Nota: este comentário não implica que o autor destas linhas concorde (ou alguma vez tivesse concordado) com o marxismo (entendido como sistema ideológico).

    Comentário por João Teixeira — Junho 21, 2008 @ 00:55

  2. Vamos a ver quem cai na provocação.

    Comentário por Dorean Paxorales — Junho 21, 2008 @ 01:56

  3. Acho que há aí alguns equívocos de interpretação sobre dois temas (o marxismo e o homossexualismo).Também acho pouco correto o uso da palavra “estímulo”. Não vejo como as doutrinas de esquerda possam estimular a sexualidade de quem quer que seja, para lado nenhum.
    Por outro lado, acho complicado o tabu sexual que ainda existe. Aos homens, parece denegrir sua (auto) imagem qualquer experiência que não seja estritamente heterossexual. Entendo a origem do pensamento em si, mas acho perversa a forma como há a manutenção dessa repressão velada (nem tão velada, convenhamos). Mas o que sei eu, não é mesmo?
    Beijo.

    Comentário por cassandrastein — Junho 21, 2008 @ 08:11

  4. Nada mal e deve ser bom para vender livros , que e coisa de P.C. nao se pode queixar.
    Quanto a tentaçoes , definiçoes , suicidios e aventuras post parto
    e daquelas coisas , quem quer contar conta, quem quer dar-se ao trabalho de ler, compra.

    Comentário por Maria — Junho 21, 2008 @ 13:13

  5. Uma boa historia para vender!!

    Comentário por provinciano — Junho 21, 2008 @ 13:50

  6. O Paulo Coelho é um ser humano como outro qualquer. O problema é que no ocidente as convenções sociais iperdimensionam questões relaticionadas a sexualidade. Pressionando assim, a opinião e a imagem que grandes personalidades devem ter. Mesmo sendo uma biografia autorizada tenho lá minhas dúvidas sobre o que realmente, ele, Paulo Coelho gosta e o que pôde ser dito de fato.

    Comentário por Ernandes de Oliveira — Setembro 11, 2008 @ 05:24

  7. Pelo tom do que aqui se escreve, parece que a questão do “Paneleirismo” é mesmo uma questão de “Ku-ltura” e uma questão de “Estado democrático-modista”, Estado este que, atendendo/entretendo os ociosos formadores de opinião, vai governando os seus proprios actores em detrimento do que realmente interessa.
    Quer se aprecie ou não a colossal obra de Marx, ou a sua conduta pessoal, não parece razoavel associá-lo a Paulo Coelho (escritor)e, menos ainda, à defesa da “androgenia e homosexualidade nacionalo-militante” promovida ultimamente pelo governo e por partidos que, desesperadamente, procuram mais uns votos.
    Marx, aqui, só metido a martelo!

    Comentário por Romulo — Fevereiro 18, 2009 @ 18:43


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