Comentário de Augusto Emilio ao post Agora os camionistas:
Os actos inadmissíveis, primeiro dos pescadores e agora dos camionistas, lembraram-me um episódio de uma professora minha aquando de uma greve de alunos que acorrentaram a porta da universidade. Pelo facto de trabalhar com animais vivos era-lhe imperioso ir ao laboratório, pelo que o “piquete de greve” lhe exigiu o nome para figurar na sua “lista negra”, ao que a senhora, de origem britânica, respondeu: “I’d rather spit on you than give you my name”, pulando de seguida o portão.
Esta foi, a meu ver, a atitude correcta para com gente que não respeita um estado de direito, ou tem a mínima consideração pela liberdade dos outros. Um “nojo” é o que se passa nas nossas estradas. Gente que se julga no direito de mandar parar os outros. Quem revestiu de autoridade estes senhores que de colete reflector mandam parar os camionistas com a complacência da polícia? O que interessa se só colabora quem quer? O que de facto não é verdade, pois os infractores sofrem as consequências com apedrejamento, agressão e ofensas. E se fosse? Que direito têm de parar seja quem for?
Se tomássemos o exemplo da carismática professora e “cuspíssemos nesta gente”, talvez acabasse esta hipocrisia jornalística, política e policial.
Fosse ao contrário, e alguém desmobilizasse os grevistas obrigando-os a trabalhar pela força e teríamos um sarilho a nível nacional, com os blocos, os sindicatos e os comunistas na proa. Mas esta gente só sabe exigir o direito à liberdade quando faz parte da sua agenda, ao contrário, nem um “piu”.
[...] Leitura complementar: O socialismo e o descalabro do Estado de Direito. [...]
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