PORTUGAL, FAINA TERRESTRE. Por Alberto Gonçalves.
Os combustíveis aumentaram, fruto das convulsões da economia global ou de uma “concertação” que existe porque o sr. Carvalho da Silva diz que sim. Os cidadãos comuns, que não recebem apoios, pagam calados os aumentos ou seguem mudos a pé. Os pescadores, que já beneficiam de gasóleo subsidiado, entram em greve, encerram mercados, assaltam e saqueiam comerciantes, fazem piquetes para impedir transacções legais e ameaçam fisicamente os que querem ou têm de trabalhar, desde os malignos “fura-greves” aos malignos empregados dos malignos estabelecimentos que exibem peixe.
(…)
A questão é que chamar-lhes bandos de delinquentes estragaria a aura “resistente” e “empenhada” das reportagens. E daria à capitulação dos poderes públicos, que compraram a “paz social” através de um crédito de 40 milhões e isenção temporária da Segurança Social, um toque de precedente grotesco.
Reportagens à parte, de agora em diante é oficial: destruir propriedade e intimidar pessoas não dá cadeia, dá dinheiro. Dentro ou fora da lota, a “luta” dos “pequenos” (camionistas, taxistas, agricultores – é acrescentar o ofício) vai continuar. Com vigor redobrado e a mesma impunidade.
Iniciei uma série de cartoons, dos quais tenho um sobre o tema.
Bem-haja!
Comentário por Augusto Emilio — Junho 9, 2008 @ 10:41