A síndrome do SNS. Por Joaquim Sá Couto.
Quando se critica o Serviço Nacional de Saúde há sempre alguém que argumenta que os índices sanitários em Portugal eram péssimos antes do SNS e que agora são muito melhores. A seguir vem a conclusão de que o SNS é portanto excelente.
Este raciocínio está errado porque pressupõe que se não fosse o SNS ficaríamos no vazio. Ora outros países optaram por soluções diversas e obtiveram resultados melhores, mas este último argumento é mais difícil de compreender.
Relativamente ao problema da integração Europeia ocorre o mesmo. Vamos chamar-lhe a síndrome do SNS. Os comentadores dos meus posts anteriores (este e este) constatam que o País se desenvolveu e portanto concluem que se desenvolveu graças à UE. Contudo, há anos que estamos a divergir da UE e somos até um “case study” de insucesso e desperdício. Em que ficamos?
Não concordo com esta idéia de que se deu certo tem que continuar. Primeiramente porque, se poderia ter sido melhor, ainda há muito o que mudar para melhorar. Além disso, uma aplicação eficiente de idéias mehores garantiriam um sucesso maior.
Por exemplo, o apoio da UE foi fundamental, mas apenas com uma administração minimamente razoável este apoio se desenvolveria em bons frutos.
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Comentário por Búfalo — Junho 3, 2008 @ 21:41
[...] Religião, Teoria — André Azevedo Alves @ 11:11 pm Joaquim Sá Couto descreveu muito bem a aplicação da falácia ao SNS e à integração na União Europeia, mas há casos ainda mais flagrantes. Em Portugal, dois desses casos são o “25 de [...]
Pingback por Post hoc ergo propter hoc (2) « O Insurgente — Junho 3, 2008 @ 23:11