O Insurgente

Maio 18, 2008

“Ainda pensou que se tratasse de mais uma praxe.”

Arquivado como: Justiça, Portugal — André Azevedo Alves @ 10:36 pm

Aluna violada na Queima de Braga

Uma aluna do curso de Biomédicas da Universidade do Minho foi violada na madrugada de domingo passado por um outro aluno que identificou. A violação terá ocorrido no recinto da Queima da Fitas, que na academia de Braga é designado por Gatódromo e está instalado em Dume, junto ao estádio municipal.

Segundo a descrição que a própria mãe da vítima - uma caloira, de 18 anos - fez ao JN, a jovem contou que tudo aconteceu junto à barraca de Biomédicas, entre as quatro e as cinco da manhã. A aluna tinha estado ali com amigas e bebera uma ou duas bebidas, quando o colega a puxou para trás da barraca. Ainda pensou que se tratasse de mais uma praxe. Recusou quando o colega tentou convencê-la a manter relações sexuais, mas depois foi dominada pela violência. Ainda gritou, mas de nada lhe valeu.

5 Comentários »

  1. A “praxe” tem muita adesão em Portugal porque somos um país de filhos da puta.

    Comentário por LPedroMachado — Maio 18, 2008 @ 10:55 pm

  2. Caro André,

    O título da notícia e a frase que destaca causam-nos, desde o primeiro momento, algumas perplexidades:

    1. Ao contrário do que o Jornal de Notícias titula, a única verdade conhecida é que uma aluna “alega” ter sido violada. Questiona-se a pertinência de colocar na capa de um jornal uma alegação não comprovada como se de um facto se tratasse.

    2. Apesar de ter uma visão altamente crítica da praxe, não me parece correcto que o acto supostamente ocorrido e obviamente deplorável seja associado a esse fenómeno. É uma generalização abusiva. Por outro lado, caso se confirme a violação deverá ter-se em conta que o suposto violador mantinha uma relação de poder com a violada.

    3. A defesa do visado já é conhecida. O caso ameaça tornar-se numa novela.

    Cumprimentos,
    PM

    Comentário por Pedro Morgado — Maio 18, 2008 @ 11:50 pm

  3. «não me parece correcto que o acto supostamente ocorrido e obviamente deplorável seja associado a esse fenómeno [da "praxe"]. É uma generalização abusiva.»

    Na notícia, lê-se:

    «Além disso, acrescenta, existe o respeito por ser “cardeal” - tem, no mínimo, seis matrículas.»

    Comentário por LPedroMachado — Maio 19, 2008 @ 2:09 am

  4. “(… ;) somos um país de filhos da puta.”

    Caro Pedro Machado, fale por si e não generalize por favor.

    “a única verdade conhecida é que uma aluna “alega” ter sido violada”

    Não é verdade, exames periciais revelaram a aluna ter sido violada com grande violência. Mas como isto é um país onde fica sempre bem defender criminosos, falemos de “alegado” violador.

    Por fim, não foi praxe nenhuma, foi uma violação e ponto final.

    Comentário por The Studio — Maio 19, 2008 @ 5:54 pm

  5. E se deixassem de fazer o que eles dizem?…

    Sempre achei parvas as praxes. Parvas, e estúpidas. Hoje, uma colega viu ganhar em tribunal uma acção contra sete pacóvios. Acho bem, naturalmente. Já eu fui caloiro em três universidades portuguesas e em nenhuma quis participar em praxes a…

    Trackback por Ricardo.pt — Maio 27, 2008 @ 11:42 am

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