Paul Goble has turned the attention to the FSB(*) hosted roundtable on 22.April on “Problems of the Publication of Sources about the Great Fatherland War, Criticism of Attempts at the Falsification of History”. On Roundtable several participants stated that the Russian and foreign historians, novelists and filmmakers are falsifying the history of the second world war and the Soviet Union’s role in it. The President of the Association of Historians of the II WW Oleg Rzheshevsky called for the Russian parliament to overturn the 1989 condemnation of the “secret protocols” of the Molotov-Ribbentrop Pact. Rzheshevsky argued that the Stalin’s decision was justified. By Rzheshevsky most important what that Stalin defeated Hitler, which puts everything else that happened in those times in the other perspective, justifiying so Stalin’s crimes. This is only one example of the campaign in current Russia to restore the “historical truth” and protect the heritage of Soviet Union.
(*) O FSB é o Serviço de Segurança Federal da Rússia
“I WW Oleg Rzheshevsky called for the Russian parliament to overturn the 1989 condemnation of the “secret protocols” of the Molotov-Ribbentrop Pact. Rzheshevsky argued that the Stalin’s decision was justified.”
Sim, do ponto de vista da União Soviética ganhar tempo e território adicional, em caso de invasão pela Alemanha Nazi, o que veio a verificar-se…
Já agora, no plano das valores morais, questão que subjaz ao teu post, em que se distingue o Pacto Molotov-ribbentrop do de Munique, em que as potências ocidentais entregaram a (democrática) Checoslováquia numa bandeja de prata?
Comentário por Luís Marvão — Maio 16, 2008 @ 2:19 pm
Não estiveram nada bem, é certo. Mas, como bem sabes, por aqui sempre se criticou os “apaziguadores” tipo Neville Chamberlain.
Existe, no entanto, uma diferença que não pode ser descurada. A URSS partilhou a Polónia com a Alemanha.
Comentário por Miguel — Maio 16, 2008 @ 2:43 pm
Já agr e a respeito do pacto ribentrop molotov convém salientar que a URSS recebeu também em troca os paises bálticos que anexou violentamente no ano seguinte, pena é que não se fale mais dessa efeméride, bem ilustrativa dos perigos que representaram à democracia ocidental no final dos anos 30, e na qual se vislumbra a verdadeira face do comunismo e da Rússia de hoje.
Comentário por Diogo Liberal — Maio 16, 2008 @ 3:44 pm
A URSS ganhou mais do que uma suposta paz: Ganhou armamento moderno e acesso a tecnologia alemã(nada que já não tivesse feito com a Fascista Italia no meio dos anos trinta enquanto os dois se guerreavam em Espanha, e como já se disse território. O Ocidente apaziguou a Alemanha, Alemanha-URSS foi mais um negócio.
Comentário por lucklucky — Maio 16, 2008 @ 9:10 pm
Convém também não esquecer os milhões de russos que ‘custou’ a derrota da Alemanha. Pagaram bem caro o pacto com o ‘outro’ diabo.
Mas também penso que se a Russia não fosse comunista em 1940 o resultado da WW2 seria bem diferente, em duas palavras: Brest-Litovsk.
E onde chegaria a wermarth sem a pressão da frente leste e com acesso ao recursos russos, que o pacto lhes assegurava?
Cumprimentos
Comentário por Daniel Azevedo — Maio 17, 2008 @ 11:02 am
Se a Rússia não fosse comunista talvez Hitler nem tivessse subido ao poder. Talvez o exercito russo não tivesse ficado sem grande parte dos seus oficiais, mortos em sucessivas purgas, e estivesse melhor organizado.
Comentário por Miguel — Maio 17, 2008 @ 12:01 pm
Caro Miguel
“Se a Rússia não fosse comunista talvez Hitler nem tivessse subido ao poder.”
Esse “what if” é um bocado esticado! Não há relação directa, aliás agrande fonte de apoiantes de Hitler deveu-se à teoria da “facada nas costas” e ao tratado de Versailles, onde a Russia comunista não teve nada a dizer.
“Talvez o exercito russo não tivesse ficado sem grande parte dos seus oficiais, mortos em sucessivas purgas, e estivesse melhor organizado.”
Em 1914 era o que acontecia e não evitou o colapso da frente leste.
Compreendo a sua ânsia em atribuir a culpa ao Comunismo russo, agora se este não tivesse funcionado em 1940 - através do seu sistema repressivo e ultra-centralizado, diga-me como é que a industria pesada russa era transferida para leste e colocada em funcionamento tão depressa? Com iniciativa privada?
Não estou a justificar os métodos! Digo apenas que o mundo ideal não existe e que as explicações dos factos históricos raramente são lineares.
Cumprimentos
Comentário por Daniel Azevedo — Maio 17, 2008 @ 1:43 pm
Esticado? Talvez, mas verossímil. Sem uma Rússia comunista não haveria o espectro do “terro vermelho”.
A URSS só começou a ter sucesso na guerra quando Estaline deixou de comandar directamento o exército. Sem Estalina será que a situação seria idêntica a 1914? Talvez sim, talvez não. O que é um facto é que as purgas e a interferências de Estaline contribuiram bastante para o avanço alemão.
A Inglaterra também teve que adoptar uma “economia de guerra”. Os EUA também. Imensas fábricas foram reconvertidas. E não precisaram do comunismo para o fazer.
Comentário por Miguel — Maio 18, 2008 @ 12:20 am
«Sem uma Rússia comunista não haveria o espectro do “terro vermelho”.»
Talvez sim, talvez não - de quem a alta burguesia alemã e a direita tradicionalnão se viraram para Hitler como medo da URSS mas do do Partido Comunista Alemão.
Agora, sem Rússia comunista, talvez não existisse o Partido Comunista Alemão (ou não existisse com a força que tinha), mas talvez existisse à mesma; ou talvez, em vez do Partido Comunista, houvesse um partido ainda mais radical, como o Partido Comunista Operário Alemão (nos anos 1918-21, os “moderados” do Partido Comunista derrotarem os “radicais” do Partido Comunista Operário graças ao apoio de Lenin; logo, sem URSS, talvez a esquerda radical alemão fosse mais ainda radical)
Comentário por miguelmadeira — Maio 18, 2008 @ 2:44 am
É possível. Seria no entanto provável que um partido mais radical não conseguisse captar tantos votos.
Comentário por Miguel — Maio 18, 2008 @ 8:02 am