PSD (16). Por António Costa Amaral.
Que o PSD sempre tenha sido um partido “pragmático”, vá lá, ainda se aceita — o centro-esquerda é isso mesmo, uma doutrina invertebrada e sem músculo intelectual. Mas está cada vez mais a nu que o PSD não hesita em fazer gala de uma gritante ausência de princípios, tal é a ânsia de se estabelecer como partido do eleitor mediano [não estou a chamar nomes a ninguém, ver aqui].
Um partido “stuck in the middle” é um partido sem estratégia, sem conteúdo para vender nas urnas. O país não precisa disto e os eleitores sabem-no.
Principalmente as centenas de milhar de eleitores que fazem do PSD o partido que mais eleições legislativas ganhou e que durante mais tempo governou Portugal.
Se quer um partido diferente, por exemplo liberal, preocupe-se em fundar um.
Os eleitores e os membros do PSD estão satisfeitos com o Partido Social Democrata que temos.
Comentário por António Fiúza — Maio 13, 2008 @ 10:01
AAA, obrigado pela referência!
Caro António, parece-me a eterna discussão do Benfica-é-o-maior-de-Portugal…
Comentário por AntónioCostaAmaral (AA) — Maio 13, 2008 @ 22:39
Seja o que for, não espere que os social democratas do PSD, membros ou eleitores, deixem de ser social democratas e passem a ser liberais. Mesmo que lhe (ou nos) desagrade muito, há muitos clientes para as social democracias e poucos para os liberalismos. Se não fosse assim, haveria partidos liberais no mercado político.
Comentário por António Fiúza — Maio 14, 2008 @ 13:15