D. Saraiva Martins admite que a fome “é o maior escândalo” do mundo moderno, e classifica de “realidade triste e vergonhosa” a possibilidade do mundo começar a sentir uma escassez de alimentos devido à crise alimentar. “Nesta sociedade opulenta, há milhões que vivem com fome e isso é inadmissível e vergonhoso”, sustentou o prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, que acusa os mais ricos de “de não olharem para esta injustiça social”.
Palavras de D. Saraiva Martins, prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, proferidas no âmbito da sua deslocação a Fátima onde irá presidir às cerimónias do 13 de Maio. A efeméride será a primeira desde a inauguração da Igreja da Santíssima Trindade, com construção que orçou em 80 milhões de Euros, e que possui o maior painel de mosaico do Mundo, de inspiração bizantina, feito em terracota e ouro de 33, 23, 20 e 18 quilates.
Será irrelevante para um liberal saber que o financiamento provém das ofertas dos peregrinos, que estão no seu direito de aplicar o seu dinheiro como bem entendem?
(Não estou a defender nem a atacar a opção de o aplicarem lá, essa é outra questão.)
Comentário por Tiago Azevedo Fernandes — Maio 12, 2008 @ 19:23
“(Não estou a defender nem a atacar a opção de o aplicarem lá, essa é outra questão.)”
Mas é essa exactamente a questão.
Eu não critico a maneira como foi constituído o “bolo”. Critico tão somente a opção tomada, e a subsequente coerência da crítica à opulência dos vizinhos que têm esse mesmo direito a utilizarem o seu dinheiro como bem entenderem.
Comentário por João Luís Pinto — Maio 12, 2008 @ 19:31
Telhados de vidro? Porquê? O dinheiro não deu trabalho a centenas de pessoas trabalhando directa ou indirectamente na obra? Não serviu esse dinheiro para alimentar muita família? Não atrai muito turista que dinamiza o turismo na região de Leiria e em Portugal? Não dá melhores condições a todos os que rumam ao Santuário? Acaso tivessem convertido o dinheiro em lingotes de ouro e fechado num cofre estaria melhor? Lamento este post tacanho num blog que tanto aprecio.
Comentário por A. R — Maio 12, 2008 @ 20:02
Caro A. R,
Releia o meu comentário anterior. A minha crítica não é ao que foi feito com o dinheiro. É sim que um responsável destacado da organização que o gastou (de uma forma largamente sumptuária, independentemente dos benefícios que tenham subsistido a partir deste gasto) venha acusar terceiros de cegueira e de fazerem algo “inadmissível e vergonhoso” por o gastarem também a seu bel-prazer (com o mesmo género de benefícios potenciais que descreve) de forma que considera sumptuária.
Comentário por João Luís Pinto — Maio 12, 2008 @ 20:12
Telhados de vidro obviamente. Quem são os “ricos” que D. Martins fala então? Usando o argumento não “darão” eles também trabalho e emprego ainda mais pessoas? Quando se compra um Ferrari não se está dar trabalho?
Comentário por lucklucky — Maio 12, 2008 @ 20:12
Eu sublinho só que os financiadores, aqui, então na sua esmagadora maioria muito longe de ser ricos. Foi com o esforço de todos que se fez uma obra notável. Terá sido a melhor opção? Não sei. Mas é uma opção respeitável, pelo menos. Também podemos criticar o “desperdício” em museus, em actividades culturais, etc. etc. Eu, na verdade, preocupo-me mais com aquele jantar em que se come demais, ou com o maço de tabaco que se fuma.
Comentário por Tiago Azevedo Fernandes — Maio 12, 2008 @ 20:20
Onde é que está a crítica à opulência de per si, JLP? Eu não a encontro; leio sim uma crítica à ausência de preocupações “altruistas”, ou seja, de benficiência, de caridade e de amor ao próximo.
Só encontrando na Igreja essa mesma ausência é que o seu post pode ser mais que um paralogismo.
Comentário por HO — Maio 12, 2008 @ 20:20
João Luís Pinto
“…com construção que orçou em 80 milhões de Euros.”
Isso são ninharias! Os milhões que dispenderam em indeminizações ás vitimas dos padres pedófilos devem ter sido mais.
E há sempre a venda de indulgências…
Mas, segundo a doutrina cristã, não haverá sempre pobres a quem dar esmola?
Cumprimentos
Comentário por Daniel Azevedo — Maio 12, 2008 @ 20:40
“Eu sublinho só que os financiadores, aqui, então na sua esmagadora maioria muito longe de ser ricos. Foi com o esforço de todos que se fez uma obra notável.”
Afinal, de uma forma não muito diferente das empresas com grande dispersão accionista…
Comentário por João Luís Pinto — Maio 12, 2008 @ 20:45
“Afinal, de uma forma não muito diferente das empresas com grande dispersão accionista…”
Certo. E acha então condenáveis as empresas com grande dispersão accionista?
Não percebo bem o que é que afinal seria aqui condenável, onde é que ao certo estão os “telhados de vidro”. É uma obra inútil para os peregrinos? As obras de arte que lá estão não valem o que se pagou por elas? Ou é contra o “desperdício” em Arte em geral?
Eu, que detestava o ambiente geral em Fátima, e que evitava passar por lá para não me irritar, acho que com a igreja nova o panorama melhorou consideravelmente.
Comentário por Tiago Azevedo Fernandes — Maio 12, 2008 @ 20:58
Caro HO,
“Defendendo uma “distribuição mais justa” da riqueza, D. Saraiva Martins, enalteceu o papel da Igreja que tem defendido essa justa “distribuição dos bens da terra”.”
Sinceramente, procurei e procurei e não encontrei essa crítica à ausência de preocupações altruístas e de beneficência. Encontrei antes sim um libelo contra o sumptuário e um apelo à “redistribuição da riqueza”, dizendo até que “para ir mais além”, “não se pode substituir aos políticos”.
Ora pode argumentar que só criticava os gastos sumptuários a quem não os acumula com intervenção social mas, sinceramente, tratando-se de uma organização que goza em Portugal de largas isenções fiscais, que como se vê gasta centenas de milhar de euros num mural bizantino (que, suspeito, terão sido em grande parte embolsados individualmente pelo autor do projecto – com todo o mérito, não está sequer isso em discussão – e cujo interesse para a tal “sociedade dos necessitados” para além do cultural e artístico desconheço), não estou a ver onde é que a acção directa da hierarquia organizacional da ICAR portuguesa (não o somatório da intervenção dos seus fiéis de forma autónoma) se possa comparar em ordem de grandeza aos 80 milhões de euros anunciados.
Afinal, será que uma organização que tem gastos sumptuários da monta dos que se apresentam, acumulada com actividade de beneficência mas mantendo isenções diversas fiscais, poderá (por exemplo) acusar de insensível e não-altruísta um empresário que compra o seu Ferrari mas paga os seus impostos?
Comentário por João Luís Pinto — Maio 12, 2008 @ 21:01
“Não percebo bem o que é que afinal seria aqui condenável, onde é que ao certo estão os “telhados de vidro”. É uma obra inútil para os peregrinos? As obras de arte que lá estão não valem o que se pagou por elas? Ou é contra o “desperdício” em Arte em geral?”
Reafirmo: eu não critico concretamente a obra, com a qual até simpatizo bastante em termos estéticos. O que eu critico é a dualidade de critério que se retira das acusações do cardeal. A ICAR que faça com o seu dinheiro e com o que os seus fiéis lhe proporcionam o que bem entender, com toda a legitimidade.
Concerteza que não defenderá que todo o dispêndio foi feito com uma lógica de “conforto e utilidade para os peregrinos”. Além de que, convirá, não me parece que a valia e função primordial da ICAR seja como produtora de bens artísticos e culturais.
Aquilo contra o qual me insurjo é o discurso que transparece de “sumptuário fútil” das palavras do cardeal em relação aos gastos de terceiros (que terão as nobre justificações que o dono do dinheiro que foi gasto nelas entender), quando a própria organização que integra se ocupa em obras que não têm grande dificuldade em ganhar o mesmo epíteto da parte de terceiros.
Ou seja, se calhar seria melhor estar calado e ocupar-se em fazer obra que condiga com esse seu discurso e com as suas preocupações, com os recursos (aparentemente vastos) que tem ao seu alcance, do que estar a insurgir-se quanto ao que outros fazem com os seus.
Comentário por João Luís Pinto — Maio 12, 2008 @ 21:12
“Concerteza que não defenderá que todo o dispêndio foi feito com uma lógica de “conforto e utilidade para os peregrinos”.”
Por acaso, por toda a informação que tenho, com certeza que defendo, sendo que incluo nesse conceito de “conforto e utilidade para os peregrinos” a aquisição de obras de arte para decoração do espaço. Não considera a decoração de sua casa uma questão de “conforto e utilidade” para si?
Comentário por Tiago Azevedo Fernandes — Maio 12, 2008 @ 21:26
“Não considera a decoração de sua casa uma questão de “conforto e utilidade” para si?
”
Sim, mas não ando a criticar as escolhas dos meus vizinhos em relação a decoração das suas…
Comentário por João Luís Pinto — Maio 12, 2008 @ 21:28
“Nesta sociedade opulenta, há milhões que vivem com fome e isso é inadmissível e vergonhoso”
Mas afinal acha errada esta frase? Ou apenas acha certa mas que a Igreja não a devia dizer? Ou devia, mas não em Fátima?
Eu não veja nada de errado, especialmente atendendo a que a nova igreja está construida com notável bom-gosto e sobriedade.
Comentário por Tiago Azevedo Fernandes — Maio 12, 2008 @ 21:51
Na verdade, a construção da basílica será muito pouco favorável aos peregrinos, na medida em que esta ocupa cerca de 40% do espaço do antigo santuário. Amanhã veremos quantos milhares ficarão à porta por não caberem…
Comentário por Migas — Maio 12, 2008 @ 22:04
A frase (pelo menos a citação) está incompleta: acresce a acusação de “os mais ricos de ‘de não olharem para esta injustiça social’”.
Há vários pontos discutíveis, nomeadamente o que é uma “sociedade opulenta”, para não falar no inefável conceito de “injustiça social” ou do que se quer dizer por “os ricos nada fazerem em relação a isso”.
Vista como um todo, a afirmação parece-me hipócrita, em primeiro lugar porque a ICAR faz parte desse grupo dos “ricos”, e em segundo lugar porque em Fátima, nesta altura em concreto, se revela um uso mais do que duvidoso dos recursos da Igreja, enquanto simultaneamente e por essa declaração um seu responsável acusa os outros de insensibilidade (pelo menos) por fazerem gastos avultados do mesmo teor.
Comentário por João Luís Pinto — Maio 12, 2008 @ 22:06
“a ICAR faz parte desse grupo dos “ricos”
Faz? Presumo que não se refira a liquidez financeira, mas sim a património (edifícios, obras de arte, etc.) Defende então que a Igreja venda o conteúdo dos seus museus, as suas igrejas em “prime locations” do ponto de vista imobiliário, etc.?
Isso de fazer parte dos ricos tem muito que se lhe diga… Ricos com pouco dinheiro no banco, infelizmente. Pelo menos quanto ao Vaticano e às dioceses portuguesas.
Comentário por Tiago Azevedo Fernandes — Maio 12, 2008 @ 22:24
Bem, julgo que tanto património como cash são igualmente válidos como património.
Aliás, a generalidade das grandes fortunas mundiais não se materializa na forma de “dinheiro no banco”…
“Ricos com pouco dinheiro no banco, infelizmente.”
A ICAR tem um pouco mais do que que isso… pelo menos tem até um próprio banco!
De qualquer modo esse juízo é, para a discussão em causa, inteiramente irrelevante. Há pelo menos uma coisa que se pode ter a certeza: que a ICAR dispôs de (pelo menos) 80 milhões de Euros em dinheiro que preferiu utilizar como utilizou. Fossem todas as organizações assim tão pobres…
Comentário por João Luís Pinto — Maio 12, 2008 @ 22:43
80 milhões é muita guita.
Mas quem é rico, é assim.
Comentário por António José — Maio 12, 2008 @ 22:44
Vamos imaginar que eu agora abro uma conta no banco para angariar fundos para uma causa qualquer (apoio às vítimas das cheias não-sei-onde). Recolho as massas e depois, em vez disso, digo: não, afinal vai para as crianças famintas noutro lado qq. Podem até as causas ser nobres, mas eu não tenho o direito de desviar as verbas para um destino daquele para o qual foram recolhidas. Bom, em resumo: foi um post infeliz. Saudações!
Comentário por Tiago Azevedo Fernandes — Maio 12, 2008 @ 23:12
… para um destino diferente …
Comentário por Tiago Azevedo Fernandes — Maio 12, 2008 @ 23:13
Caro Tiago Azevedo Fernandes,
Mal estaria a Igreja Católica se a sua capacidade de mobilizar os seus fiéis nesse montante se restringisse a objectivos de construção de igrejas. Digo eu…
Cumprimentos.
Comentário por João Luís Pinto — Maio 12, 2008 @ 23:30
“Mal estaria a Igreja Católica se a sua capacidade de mobilizar os seus fiéis nesse montante se restringisse a objectivos de construção de igrejas. Digo eu…”
João,
Acho que o ponto aqui é que mobilizar as pessoas para um fim não é substituto do outro, mas sim complementar.
Isto independentemente das declarações de D. Saraiva Martins.
Comentário por André Azevedo Alves — Maio 12, 2008 @ 23:35
André,
O meu ponto era que, havendo essa capacidade, a escolha de prioridades é criticável.
Afinal, estamos a falar da construção de uma igreja num local de culto mais que instalado, com um incremento pouco mais do que marginal (à face das objectivas necessidades) das condições de culto existentes anteriormente.
Comentário por João Luís Pinto — Maio 12, 2008 @ 23:41
“O meu ponto era que, havendo essa capacidade, a escolha de prioridades é criticável.”
Sendo complementares, não será um jogo de soma nula, pelo que não me parece adequado colocar a coisa em termos de “escolha prioridades”. A mobilização num domínio potencia o outro (e vice-versa).
Comentário por André Azevedo Alves — Maio 12, 2008 @ 23:44
“A mobilização num domínio potencia o outro (e vice-versa)
Ora nem mais.
(E, já agora, eu acho a melhoria notável, como relatei aqui.)
Comentário por Tiago Azevedo Fernandes — Maio 12, 2008 @ 23:52
“A mobilização num domínio potencia o outro (e vice-versa).”
Certo (apesar da leitura potencialmente materialista e pouco consentânea com um discurso religioso que se possa retirar do facto!).
Mas esse mecanismo um potenciação de um pelo outro é tão somente uma consequência autónoma de uma das linhas de actuação, ou só se depreende que esse mecanismo de potenciação exista pelo conhecimento antecipado da outra?
É que a mobilização de receitas para ajudar os necessitados como mecanismo de potenciar a construção de melhores edifícios de culto parece-me um bocado perverso…
Comentário por João Luís Pinto — Maio 12, 2008 @ 23:52
“E, já agora, eu acho a melhoria notável”
Sobre isso sé me pronuncio depois de ver in loco, o que ainda não tive oportunidade de fazer.
Comentário por André Azevedo Alves — Maio 12, 2008 @ 23:53
“É que a mobilização de receitas para ajudar os necessitados como mecanismo de potenciar a construção de melhores edifícios de culto parece-me um bocado perverso…”
O teu comentário permite-me uma clarificação ao que escrevi: quando digo que ambas as formas de mobilização são complementares, não estou a sugerir uma leitura utilitarista nem num sentido nem no outro. Estou simplesmente a tentar realçar o facto de não ser apropriado ver a situação em termos de “escolha de prioridades”.
A justificação essencial para o investimento nos templos é, naturalmente, atender às necessidades espirituais.
Comentário por André Azevedo Alves — Maio 12, 2008 @ 23:57
“estamos a falar da construção de uma igreja num local de culto mais que instalado, com um incremento pouco mais do que marginal”
Já agora, mais um reparo, ainda que lateral: o facto de ser um “local de culto mais que instalado” (o que é verdade), com milhões de visitantes e uma dinâmica de crescente popularidade e notoriedade internacional leva a que melhorias marginais produzam grandes benefícios totais, precisamente por ser um “local de culto mais que instalado”.
Comentário por André Azevedo Alves — Maio 12, 2008 @ 23:59
“A justificação essencial para o investimento nos templos é, naturalmente, atender às necessidades espirituais.”
Concordo. Eu não sou tout-court crítico da construção de templos, estruturas, ou obras de arte orientadas para a “satisfação de necessidades religiosas”. Ainda mais como sendo actos de liberdade de instituições privadas, que fazem o que bem entenderem com o seu dinheiro.
Só não me parece que, no caso concreto de Fátima, essas necessidades estivessem assim tão desatendidas, e que esse dinheiro (ou melhor, o esforço de mobilização) não pudesse ter sido utilizado noutras acções mais consentâneas com as preocupações enunciadas por D. Saraiva Martins.
É só esse o juízo de “prioridade” que fiz. Independentemente do juízo de que, pela construção do tempo se irá ter, em última instância, melhor culto e melhor supressão das necessidades dos que precisam (que é discutível mas que aceito como ponto de discussão) do que se fossem atendidas tão somente essas necessidades, parece-me que essa decisão, que embate com a própria evolução da conjuntura social, é pelo menos passível de crítica moral.
Comentário por João Luís Pinto — Maio 13, 2008 @ 00:06
“Já agora, mais um reparo, ainda que lateral: o facto de ser um “local de culto mais que instalado” (o que é verdade), com milhões de visitantes e uma dinâmica de crescente popularidade e notoriedade internacional leva a que melhorias marginais produzam grandes benefícios totais, precisamente por ser um “local de culto mais que instalado”.”
Sim, mas sendo Fátima (por tradição) um local de celebração essencialmente campal, não me parece que tenha sido um intervenção particularmente utilitária…
Comentário por João Luís Pinto — Maio 13, 2008 @ 00:09
….Por outro lado o edifício garante melhores condições de abrigo em dias menos bons, se bem que particularmente pense que é uma tolice, o mito de Fátima.
Porém, como democrata, aceito que façam o que entenderem com dinheiros próprios, uma vez que são milhões as pessoas que lá vão.
Comentário por António José — Maio 13, 2008 @ 00:11
“Só não me parece que, no caso concreto de Fátima, essas necessidades estivessem assim tão desatendidas, e que esse dinheiro (ou melhor, o esforço de mobilização)”
Não sei se o que fizeram foi ou não uma melhoria substancial, mas creio que era mais ou menos consensual entre os devotos que o Santuário estava bastante necessitado de melhoramentos.
Comentário por André Azevedo Alves — Maio 13, 2008 @ 00:54
“que embate com a própria evolução da conjuntura social”
Quanto à “evolução da conjuntura social” não sou capaz de extrair ensinamentos directos para o caso concreto. Quanto à conjuntura do Santuário e da devoção a Nossa Senhora de Fátima acho que está bem e recomenda-se.
Vinha mesmo a calhar era um aeroporto low-costo Leiria-Fátima. Saía baratinho e podia fazer parte de uma rede alternativa ao novo monstro planeado para Lisboa…
Comentário por André Azevedo Alves — Maio 13, 2008 @ 00:57
“Sim, mas sendo Fátima (por tradição) um local de celebração essencialmente campal”
Uns argumentarão que por tradição, outros que por necessidade.
Comentário por André Azevedo Alves — Maio 13, 2008 @ 00:58
“não me parece que tenha sido um intervenção particularmente utilitária…”
A bondade da intervenção é outra questão. Mas comprometi-me a ser comedido em público nas apreciações que faço relativamente da intervenção e tenciono fazer o possível por cumprir…
Comentário por André Azevedo Alves — Maio 13, 2008 @ 01:00