O Insurgente

Maio 9, 2008

Strange economics

Arquivado como: Economia — Helder @ 7:32 pm

Workers and employers - Don Boudreaux

Let’s reflect on an implicit presumption — indeed, I’m sure, a presumption held unawares — that undergirds many familiar discussions of workers’ relationships with employers.

This common presumption is that employers generally are philanthropic benefactors of their employees.

Consider that many pundits, politicians, and ordinary folks believe that workers are expendable - that one of the surest and least-painful ways for firms to cut their costs and improve their bottom lines is to fire workers. This belief make sense only if workers contribute little to firms’ profits. Put differently, this belief make sense only if, in employing workers, firms don’t expect much in return.

In short, this belief makes sense only if most workers are overpaid.

A worker who is not overpaid is a worker whose compensation reflects pretty accurately that worker’s contributions to his employer’s revenues. So if a firm fires workers who are not overpaid, that firm suffers a loss of revenue at least equal to the compensation that that firm would have to pay those workers in order to keep them in its employ. Such properly paid workers are not expendable; firing them is not key to improving the firm’s bottom line.

Of course, if workers are underpaid, the above holds true with special ummpphhh. An underpaid worker is one who contributes more to his employer’s revenues than that employer pays to keep that worker on the job. So firing underpaid workers is an especially bad deal for their employers.

So in this view – what we might call the “Progressive” view - workers are seen as contributing little to their employers (which is why employers can so blithely fire workers). At the same time, employers are seen as contributing enormously and philanthropically to their workers. “Enormously” because the presumption is that the typical worker’s next-best employment option would pay him or her much less than he or she makes in the current job, and “philanthropically” because the presumption is that the worker is paid more than he or she is worth to the employer.

Strange economics.

5 Comentários »

  1. A ideia central do post está correcta, mas era melhor se não tivesse fundamentado o que escreveu com o marginalismo neoclássico.

    Comentário por André Azevedo Alves — Maio 9, 2008 @ 9:36 pm

  2. Fraquito. Todo o argumento depende da existência de concorrência perfeita no mercado de trabalho: só assim o salário marginal corresponde exactamente à dita contribuição marginal do trabalhador para os lucros. Dado que este requisito não se verifica na prática, o argumento central da etrada, que nada traz de novo, cai por terra. Aliás a ideia tm barbas (pelo menos as de Marshall) e se pensarmos no poder de monopsónio regional de muitos empregadores (exemplo Woolmart vs Coroa, Ontário 199?) vemos que o autor tenta reinventar a roda, mas que esta lhe sai quadrada.

    G33

    Comentário por Gorgulho 33 — Maio 9, 2008 @ 9:56 pm

  3. “Todo o argumento depende da existência de concorrência perfeita no mercado de trabalho”

    Claro que não depende. O argumento central é perfeitamente válido independentemente disso: a visão esquerdista sobre os despedimentos pressupõe que os trabalhadores pouco ou nada contribuem para as empresas e que estas os empregam por filantropia.

    A fundamentação marginalista neoclássica é que é infeliz (e desnecessária).

    Comentário por André Azevedo Alves — Maio 9, 2008 @ 10:03 pm

  4. “In short, this belief makes sense only if most workers are overpaid.”

    Pois acontece que são mesmo ‘overpaid’.
    As inúmeras distorções do mercado de trabalho, tais como a fixação de um salário mínimo e a existência de sindicatos, levam claramente a que muitos trabalhadores sejam pagos bem acima do salário de equilíbrio. Em Portugal, e já agora na França, esta situação atinge larga proporção da força de trabalho.

    Os empregadores, por regra, “não empregam por filantropia”, mas são privados artificialmente da possibilidade de reduzir a massa salarial por estas distorções. É isto que explica os altos níveis de desemprego da Europa, não o que pelos vistos defendem os tais ‘esquerdistas’ (devem ser fracos esses esquerdistas). E a entrada é também coxa, reitero.

    Comentário por Gorgulho 33 — Maio 9, 2008 @ 10:55 pm

  5. “…era melhor se não tivesse fundamentado o que escreveu com o marginalismo neoclássico.”

    Eu acho que é de propósito. Dá um ar científico ao argumento.

    “Todo o argumento depende da existência de concorrência perfeita no mercado de trabalho”

    O André já respondeu e é indiferente. O facto de serem ou não “overpaid” na realidade, não muda a validade do argumento e explica algumas coisas.

    Comentário por Helder — Maio 9, 2008 @ 11:37 pm

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