Maria de Lurdes Rodrigues e o desastroso igualitarismo socialista do eduquês (2)
Comentário de Augusto Emílio ao post Maria de Lurdes Rodrigues e o desastroso igualitarismo socialista do eduquês:
Em concordância com a castração da liberdade de escolha, pronunciada na entrevista dada pela ministra da educação, Francisco Louçã vem advogar a obrigatoriedade das pobres e desalmadas criancinhas terem educação sexual. As coitadas não precisam de saber a matéria, comportar-se convenientemente, respeitar os pais e professores, terem uma vaga ideia do que é a cidadania, a ética ou a moral. Mas no que toca a sexo meus amigos, convém que nenhum escape aos 90 minutos semanais de intelligentia, que isso de liberdade é coisa de outros tempos, e convenhamos que a base de um cidadão moderno, é o analfabetismo funcional, a inépcia social mas com douta sabedoria genital.
Sem questionar a utilidade dessas aulas se correctamente dadas, parece-me que numa altura em que se dá a morte da educação se está a ter demasiada preocupação com pormenores, e a cair na ditadura da perversão esquerdista.

Eu não vejo nada de errado na ideia de educação sexual obrigatória.
Na escola ensinam-se montes de matérias obrigatórias. A educação sexual seria apenas mais uma. Porquê protestar contra esta em particular?
Se a escolaridade e aquilo que nela se ensina não fossem obrigatórios, ainda hoje estaríamos como há 100 anos atrás, com meninas que eram retiradas da escola aos sete anos de idade porque os seus esclarecidos papás eram da opinião de que uma mulher não precisava de saber ler e escrever para nada.
Comentário por Luís Lavoura — Maio 9, 2008 @ 2:24 pm
Eu penso que é uma questão de prioridades: os miúdos saem da escola sem saber interpretar o que lêem e a preocupação de alguns partidos é a educação sexual? Eu até nem acho mal, mas ao menos que os miúdos aprendam a ler primeiro!
Comentário por Marcos Garrido — Maio 9, 2008 @ 4:39 pm
“Eu não vejo nada de errado na ideia de educação sexual obrigatória.”
Não é de admirar, proibido e obrigatório sempre foram duas palavras que deliciaram o pensamento autoritário.
“Na escola ensinam-se montes de matérias obrigatórias.”
Não me lembro de defender a estatização do que se ensina, e muito menos do que se deve aprender.
“Se a escolaridade e aquilo que nela se ensina não fossem obrigatórios, ainda hoje estaríamos como há 100 anos atrás, com meninas que eram retiradas da escola aos sete anos de idade porque os seus esclarecidos papás eram da opinião de que uma mulher não precisava de saber ler e escrever para nada.”
Um argumento quase tão válido como: Se não obrigarmos as crianças a ir à catequese provavelmente voltamos a lançar os cristãos aos leões.
Bem-haja!
Comentário por Augusto Emilio — Maio 10, 2008 @ 8:05 pm