O Insurgente

Maio 8, 2008

Curioso (II) …

Arquivado como: Economia, Justiça, Política, Portugal — raf1973 @ 7:10 pm

Separa os investimentos pessoais dos da Fundação?
Não há diferença nenhuma.

Mas a fundação tem benefícios fiscais?
(…) Os investimentos feitos na Fundação são irreversíveis. Se eu e o meu filho morrêssemos e não houvesse continuidade revertia tudo para o Estado.

Mas tem uma certa relutância em mostrar as contas da Fundação?
Não faço é a publicação. Mas as autoridades têm acesso. Não vou gastar dinheiro (…) a publicar as contas da Fundação. (…)

Onde é se pode ver as contas da Fundação?
As autoridades é que sabem. Onde é, não sei bem.

E pode dar-nos as contas?
Mas porque é que vos hei-de dar as contas? Não é uma companhia pública. Só tenho deveres para com as autoridades. Não vou dar informação do que faço ou não faço a ninguém.

E eu que pensava que um património doado a uma Fundação ganhava autonomia em relação ao doador, para sempre (pelos vistos, “não há diferença nenhuma“), que é obrigatório o depósito das contas, para qualquer sociedade ou entidade, e não apenas para as empresas cotadas, que as contas deveriam ser de acesso livre a qualquer interessado. Eu também julgava que os estatutos da Fundação Berardo eram públicos, e de acesso livre - pensava eu, que era de lei. Mas se o arauto da transparência, o Sr. Joe “Hello” Berardo diz que “não dá as contas, nem tem de dar“, de uma Fundação com benefícios fiscais, e ninguém em Portugal se indigna com isso, então, quem sou eu para falar de leis…

2 Comentários »

  1. Ao pé disto fugir ao fisco nas PME’s é uma brincadeirinha inconsequente.
    Se mais ninguém, porquê eu? pensa o merceeiro.
    Gato.

    Comentário por gato preto — Maio 8, 2008 @ 7:38 pm

  2. Por acaso, até chegar ao fim do texto julgava que o entrevistado era outro, o filho era outro e a Fundação também..

    Comentário por manuel azinhal — Maio 9, 2008 @ 2:25 pm

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