Miserável (2)
A Ministra da Educação e do Plano. Por Miguel Morgado.
Basta salientar a parte final da entrevista, dedicada ao tema da “escolha” da escola. A Ministra mostrou que não compreende os argumentos em favor da escolha porque, como é socialista - e este detalhe é muito importante -, nunca perceberá, como dizia o outro, o “valor da liberdade”. Para a Ministra, o argumento da “escolha” é pobre porque alega que haveria “ganhos de eficiência” e melhoramento dos resultados escolares. O argumento da “escolha” é mau porque favorece a desigualdade, claro está, a causa omnipresente dos males e deficiências do sistema. O argumento da “escolha” não presta porque devemos todos apostar no aumento de qualidade do sector público de educação. Para a Ministra da Educação e do Plano, o putativo aumento de qualidade das escolas públicas - e este é um raciocínio que deliciaria Salazar e Enver Hoxha - esgotaria a vontade da “escolha”.
Leitura complementar: Miserável.
