O que pretende o psd? Por Rui Albuquerque.
Tradicionalmente, na Europa e no Mundo, existem dois grandes partidos políticos de alternância governativa: um socialista e um conservador/liberal. O que o PSD tem, no fim de contas, de esclarecer, é se quer voltar a ocupar o seu espaço natural, ou se prefere continuar a ser um fraco simulacro do partido do actual primeiro-ministro.
Leitura complementar: Sócrates e o contexto político português: o problema mais grave não está no centro-esquerda; O que distingue hoje o PSD do PS ?
Nunca tentou ser outra coisa! Recordem o patético Sá Carneiro a protestar diante da reunião da IS no Porto, querendo entrar na organização à viva força e reclamando-se do “socialismo democrático”. As palermices foram colossais, desde as tiradas idiotas durante a descolonização, até ao “rumo ao socialismo”. Fugiu para Londres.
Barroso tudo teve para iniciar as reformas necessárias e que o eleitorado já esperava com resignação. Teve medo da imprensa, da abertura dos telejornais, das sondagenzecas encomendadas. Recuou e optou pelo fazer de conta. Fugiu para Bruxelas.
Santana foi atacado, trucidado e devorado pelos próprios colegas de partido que quotidiana e abertamente contra ele conspiraram, não recuando diante de nada. Caiu depois de ameaçar os bancos de lhes aumentar os impostos.
Marques Mendes passou pelo mesmo e Menezes idem.
Cofiar neste cadáver adiado? Para quê? O PSD como está hoje, não serve para nada. É um ainda pior PS e tem medo de ser um CDS gigante. Deixou de ser útil, encafifado nas suas guerrilhas internas dos eternos sedentos da lambugem do poder.
Adeus.
Comentário por Nuno Castelo-Branco — Maio 3, 2008 @ 00:08