Sendo certo que a tirania estará, de facto, próxima quando o Bruno Alves adquirir (melhor: tomar, para evitar conotações plutocráticas…) o poder, este post de Vasco Campinho parece-me bastante infeliz.
Até agora, Pedro Passos Coelho revelou uma postura interessante e divulgou duas ou três propostas promissoras (como o compromisso de privatizar a Caixa Geral de Depósitos e a RTP). É alguma coisa, mas, dado o (muito pouco) que se conhece das ideias de Pedro Passos Coelho e da sua capacidade e fiabilidade para as executar, é – para mim – insuficiente para formar uma opinião firme.
Nesse sentido, parece-me natural levantar questões como as que o Bruno aqui levantou (e depois desenvolveu).
Neste caso concreto, devo assinalar que não partilho das preocupações do Bruno pelo facto de Pedro Passos Coelho se estar aparentemente a posicionar de forma a recolher apoios de menezistas, mas responder como Vasco Campinho fez, reduzindo a questão para um suposto purismo do Bruno, parece-me francamente deslocado.
Se, nesta altura do campeonato (ou melhor: da pré-época…), os apoiantes de Pedro Passos Coelho já começarem a sentir necessidade de recorrer à defesa de invocar uma dicotomia entre pragmatistas e supostos puristas com uma subtil vocação tirânica, então as perspectivas relativamente à consistência e credibilidade da anunciada (mas pouco desenvolvida até ao momento) agenda “reformista e liberal” de Pedro Passos Coelho serão francamente limitadas.
Espero que tenha sido apenas um deslize blogosférico e que o cenário que sugeri não se confirme.
Leitura complementar: Não é uma questão de pureza, mas de convicção.
[...] Arquivado como: Política, Portugal — André Azevedo Alves @ 3:43 pm Relativamente a este tema, no blog de apoio à candidatura de Pedro Passos Coelho há comentários/respostas adicionais de [...]
Pingback por Não é uma questão de pureza, mas de convicção (3) « O Insurgente — Maio 2, 2008 @ 19:58