João Cândido Silva no Jornal de Negócios
Nesta discussão, os argumentos contra a liberalização dos horários padecem de paternalismo e visam subtrair à esfera privada dos cidadãos a decisão sobre onde e quando fazer compras. Ignoram as dificuldades que, nos centros mais populosos, as famílias enfrentam para conseguir compatibilizar o cumprimento dos seus horários laborais e escolares, bem como as solicitações da vida familiar, com a gestão do tempo disponível para adquirirem os bens e serviços de que necessitam.
Chega a sugerir-se que a proibição de abertura das grandes superfícies ao domingo é uma forma de garantir o tradicional dia de lazer, confundido o regime de horários das grandes superfícies com aquilo que as leis laborais devem estatuir a respeito do descanso. De caminho, cai-se no alçapão do controlo do Estado sobre aspectos da vida das famílias em que não deve ser tido, nem achado. Um país em que o Governo ou o Parlamento discutem e decidem em que dia da semana devem as famílias gozar os tempos livres não mostra um cartão de visita recomendável em matéria de liberdade.
“Um país em que o Governo ou o Parlamento discutem e decidem em que dia da semana devem as famílias gozar os tempos livres não mostra um cartão de visita recomendável em matéria de liberdade.”
Essa critica faria sentido se as escala de serviços das caixas do Continente fosse feita pelas próprias empregadas.
Comentário por Miguel Madeira — Maio 2, 2008 @ 15:51
Esse comentário apenas faria sentido se fossemos forçados a ser caixas no Continente.
Comentário por Miguel — Maio 2, 2008 @ 15:59