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	<title>Comentários em: do sacrifício das virgens</title>
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		<title>Por: João Luís Pinto</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2008/04/29/do-sacrificio-das-virgens/#comment-26989</link>
		<dc:creator><![CDATA[João Luís Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 14:43:47 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&quot;E este é um bom argumento contra o intervencionismo externo agressivo de oposição aos regimes dos outros.&quot;

Totalmente de acordo. ;)]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;E este é um bom argumento contra o intervencionismo externo agressivo de oposição aos regimes dos outros.&#8221;</p>
<p>Totalmente de acordo. <img src='http://s1.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Por: CN</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2008/04/29/do-sacrificio-das-virgens/#comment-26987</link>
		<dc:creator><![CDATA[CN]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 14:41:27 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&quot;Acho que é possível em relação a esse caso ter-se uma análise bem mais pragmática: a de que os soviéticos chegaram a um ponto em que concluíram que as concessões que tinham feito até esse momento em relação à sua vontade individual somadas aos benefícios que colheram delas se tornou inferior aos custos da mudança e associado ao risco de a situação persistir.&quot;


Mesmo um regime comunista tem de ter por base uma espécie de maioria silenciosa que não está disposta a revoltar-se.

E este é um bom argumento contra o intervencionismo externo agressivo de oposição aos regimes dos outros.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Acho que é possível em relação a esse caso ter-se uma análise bem mais pragmática: a de que os soviéticos chegaram a um ponto em que concluíram que as concessões que tinham feito até esse momento em relação à sua vontade individual somadas aos benefícios que colheram delas se tornou inferior aos custos da mudança e associado ao risco de a situação persistir.&#8221;</p>
<p>Mesmo um regime comunista tem de ter por base uma espécie de maioria silenciosa que não está disposta a revoltar-se.</p>
<p>E este é um bom argumento contra o intervencionismo externo agressivo de oposição aos regimes dos outros.</p>
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		<title>Por: Misturas explosivas &#171; O Insurgente</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2008/04/29/do-sacrificio-das-virgens/#comment-26983</link>
		<dc:creator><![CDATA[Misturas explosivas &#171; O Insurgente]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 14:30:37 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[[...] dois últimos artigos de Rui de Albuquerque (1, 2) fica, quanto a mim, bem patente um dos grandes perigos que emerge da tese do direito natural [...]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] dois últimos artigos de Rui de Albuquerque (1, 2) fica, quanto a mim, bem patente um dos grandes perigos que emerge da tese do direito natural [...]</p>
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		<title>Por: João Luís Pinto</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2008/04/29/do-sacrificio-das-virgens/#comment-26968</link>
		<dc:creator><![CDATA[João Luís Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 13:25:24 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&quot;compreendo perfeitamente a desilusão que referes ao facto dos direitos naturais serem permanentemente desrespeitados pela soberania política.&quot;

A replica é subtil, mas não era ao desrespeito pelos estados que eu me referia. Referia-me sim a quando a generalidade de um povo aceitar esse suposto &quot;desrespeito&quot; não como desrespeito mas, pelo contrário, como a própria norma moral a defender.

&quot;Acredito que se assentarmos, o que não me parece difícil, num conjunto minimalista de direitos naturais efectivamente universais e imutáveis&quot;

A mim, em contrapartida, parece-me sim uma tarefa de grande monta, e eu diria até o próprio busílis da questão e um dos símbolos de fraqueza da tese do direito natural.

&quot;De resto, o argumento que utilizas pode ser facilmente invalidado pela realidade histórica. Basta olharmos para o que aconteceu na União Soviética, que implodiu por ter criado uma sociedade artificial, onde os valores naturais da humanidade se encontravam proibidos: a propriedade, a liberdade de expressão e de associação, o culto religioso, a segurança perante o poder, etc.&quot;

Acho que é possível em relação a esse caso ter-se uma análise bem mais pragmática: a de que os soviéticos chegaram a um ponto em que concluíram que as concessões que tinham feito até esse momento em relação à sua vontade individual somadas aos benefícios que colheram delas se tornou inferior aos custos da mudança e associado ao risco de a situação persistir.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;compreendo perfeitamente a desilusão que referes ao facto dos direitos naturais serem permanentemente desrespeitados pela soberania política.&#8221;</p>
<p>A replica é subtil, mas não era ao desrespeito pelos estados que eu me referia. Referia-me sim a quando a generalidade de um povo aceitar esse suposto &#8220;desrespeito&#8221; não como desrespeito mas, pelo contrário, como a própria norma moral a defender.</p>
<p>&#8220;Acredito que se assentarmos, o que não me parece difícil, num conjunto minimalista de direitos naturais efectivamente universais e imutáveis&#8221;</p>
<p>A mim, em contrapartida, parece-me sim uma tarefa de grande monta, e eu diria até o próprio busílis da questão e um dos símbolos de fraqueza da tese do direito natural.</p>
<p>&#8220;De resto, o argumento que utilizas pode ser facilmente invalidado pela realidade histórica. Basta olharmos para o que aconteceu na União Soviética, que implodiu por ter criado uma sociedade artificial, onde os valores naturais da humanidade se encontravam proibidos: a propriedade, a liberdade de expressão e de associação, o culto religioso, a segurança perante o poder, etc.&#8221;</p>
<p>Acho que é possível em relação a esse caso ter-se uma análise bem mais pragmática: a de que os soviéticos chegaram a um ponto em que concluíram que as concessões que tinham feito até esse momento em relação à sua vontade individual somadas aos benefícios que colheram delas se tornou inferior aos custos da mudança e associado ao risco de a situação persistir.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: CN</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2008/04/29/do-sacrificio-das-virgens/#comment-26946</link>
		<dc:creator><![CDATA[CN]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 08:13:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&quot;É o que justifica, aliás, que o direito penal seja um direito público. Os crimes não atentam apenas contra bens individuais, mas contra a própria comunidade. &quot;

Pois, isso é o que levou a que o direito penal seja mais um exercício de poder do que um de fazer justiça.

O primeiro dever, antes de considerações abstractas comunitárias, é a restituição, e por isso um criminoso deve sempre ser colocado na situação de poder restituir ou indemnizar, não o de passar o tempo da prisão e programs de reabilitação à custa dos impostos do lesado.

O papel do soberano feudal, que tinha uma existência algo contratualista, era o de:

- pagar a restituição à vitima
- perseguir o criminoso e extrair deste a restituição

Servindo assim de &quot;Seguro&quot; da população no seu feudo.

Voltamos à dicotomia &quot;Vontade Geral&quot; versus Direito Natural&quot;.

Quem decide se os tais valores comunitários se sobrepóem a direitos naturais (o da restituição)? Vota-se?

Bem sim. Eu já tentei reconciliar a Vontade Geral com o direito natural.

Se partirmos do principio que os participantes numa comunidade o fazem de forma voluntária e com unanimidade acordam num dado processo colectivo de decisão, a Vontade Geral não é masi do que o exercício de um direito natural.

Claro que para isto ser verdade, apenas o direito de secessão da comunidade poder servir de prova que um participa nessa vontade geral por exercicio do seu direito natural.

E assim existe esse direito de secessão, até um regime comunista é legitimo. 

Portanto, diganos assim, façam o que quiser, construam as teorias abstractas-colectivas que quiserem, mas deiem-me o direito de secessão. Se não o fizerem serão tão totalitários como qualquer totalitarismo.

PS: e assim, creio, como que demonstro que os natural-rights-anarchists no fim é que têm razão.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;É o que justifica, aliás, que o direito penal seja um direito público. Os crimes não atentam apenas contra bens individuais, mas contra a própria comunidade. &#8221;</p>
<p>Pois, isso é o que levou a que o direito penal seja mais um exercício de poder do que um de fazer justiça.</p>
<p>O primeiro dever, antes de considerações abstractas comunitárias, é a restituição, e por isso um criminoso deve sempre ser colocado na situação de poder restituir ou indemnizar, não o de passar o tempo da prisão e programs de reabilitação à custa dos impostos do lesado.</p>
<p>O papel do soberano feudal, que tinha uma existência algo contratualista, era o de:</p>
<p>- pagar a restituição à vitima<br />
- perseguir o criminoso e extrair deste a restituição</p>
<p>Servindo assim de &#8220;Seguro&#8221; da população no seu feudo.</p>
<p>Voltamos à dicotomia &#8220;Vontade Geral&#8221; versus Direito Natural&#8221;.</p>
<p>Quem decide se os tais valores comunitários se sobrepóem a direitos naturais (o da restituição)? Vota-se?</p>
<p>Bem sim. Eu já tentei reconciliar a Vontade Geral com o direito natural.</p>
<p>Se partirmos do principio que os participantes numa comunidade o fazem de forma voluntária e com unanimidade acordam num dado processo colectivo de decisão, a Vontade Geral não é masi do que o exercício de um direito natural.</p>
<p>Claro que para isto ser verdade, apenas o direito de secessão da comunidade poder servir de prova que um participa nessa vontade geral por exercicio do seu direito natural.</p>
<p>E assim existe esse direito de secessão, até um regime comunista é legitimo. </p>
<p>Portanto, diganos assim, façam o que quiser, construam as teorias abstractas-colectivas que quiserem, mas deiem-me o direito de secessão. Se não o fizerem serão tão totalitários como qualquer totalitarismo.</p>
<p>PS: e assim, creio, como que demonstro que os natural-rights-anarchists no fim é que têm razão.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Filipe Abrantes</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2008/04/29/do-sacrificio-das-virgens/#comment-26929</link>
		<dc:creator><![CDATA[Filipe Abrantes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 00:00:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://oinsurgente.wordpress.com/?p=11180#comment-26929</guid>
		<description><![CDATA[«Os crimes não atentam apenas contra bens individuais, mas contra a própria comunidade. Se assim não fosse dificilmente se justificaria por uma lógica de compensação da vítima que pudessem ser aplicadas sanções de natureza pública como a pena de prisão. Desse ponto de vista, há que ter um pouco de cuidado com defesas meramente teóricas de proposições abstractas»

Eu penso que isto é a típica &quot;defesa teórica de uma proposição abstracta&quot;: dizer que os crimes podem atentar contra a comunidade. Alguém dispor da sua vida (corpo) para rituais no âmbito privado é um crime contra a sociedade em que sentido? 

Você acha que é bom senso dizer que a maioria deve proibir rituais extremistas (voluntários), então vai ter de achar de bom senso que se persiga seitas extremistas, satanismo e outras minorias extremistas (como canibalistas, que devem representar, pelas minhas contas, 0.000001% da população). 

Para mim, bom senso é concluir que as pessoas são livres desde que não atinjam terceiros. Canibalismo em privado? Eutanásia? Há problemas?]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>«Os crimes não atentam apenas contra bens individuais, mas contra a própria comunidade. Se assim não fosse dificilmente se justificaria por uma lógica de compensação da vítima que pudessem ser aplicadas sanções de natureza pública como a pena de prisão. Desse ponto de vista, há que ter um pouco de cuidado com defesas meramente teóricas de proposições abstractas»</p>
<p>Eu penso que isto é a típica &#8220;defesa teórica de uma proposição abstracta&#8221;: dizer que os crimes podem atentar contra a comunidade. Alguém dispor da sua vida (corpo) para rituais no âmbito privado é um crime contra a sociedade em que sentido? </p>
<p>Você acha que é bom senso dizer que a maioria deve proibir rituais extremistas (voluntários), então vai ter de achar de bom senso que se persiga seitas extremistas, satanismo e outras minorias extremistas (como canibalistas, que devem representar, pelas minhas contas, 0.000001% da população). </p>
<p>Para mim, bom senso é concluir que as pessoas são livres desde que não atinjam terceiros. Canibalismo em privado? Eutanásia? Há problemas?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Filipe Abrantes</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2008/04/29/do-sacrificio-das-virgens/#comment-26928</link>
		<dc:creator><![CDATA[Filipe Abrantes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Apr 2008 23:51:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[José Barros, 

Se há consentimento por parte do &quot;sacrificado&quot; ou &quot;comido&quot;, qual é a relevância do que a comunidade (uma maioria dentro de uma comunidade, como sempre) acha ou não aceitável (direito público)? Você aplica isso à eutanásia também? O problema desse argumento é que dá praticamente um poder ilimitado e arbitrário ao &quot;direito público&quot;.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>José Barros, </p>
<p>Se há consentimento por parte do &#8220;sacrificado&#8221; ou &#8220;comido&#8221;, qual é a relevância do que a comunidade (uma maioria dentro de uma comunidade, como sempre) acha ou não aceitável (direito público)? Você aplica isso à eutanásia também? O problema desse argumento é que dá praticamente um poder ilimitado e arbitrário ao &#8220;direito público&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: José Barros</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2008/04/29/do-sacrificio-das-virgens/#comment-26927</link>
		<dc:creator><![CDATA[José Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Apr 2008 23:42:08 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://oinsurgente.wordpress.com/?p=11180#comment-26927</guid>
		<description><![CDATA[Correcção:

&quot;limitando-se a defender a vida ou a integridade física ou mesmo a liberdade quando haja consentimento da vítima.&quot;

Obviamente, falta um &quot;não&quot; antes do &quot;haja&quot;.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Correcção:</p>
<p>&#8220;limitando-se a defender a vida ou a integridade física ou mesmo a liberdade quando haja consentimento da vítima.&#8221;</p>
<p>Obviamente, falta um &#8220;não&#8221; antes do &#8220;haja&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: José Barros</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2008/04/29/do-sacrificio-das-virgens/#comment-26926</link>
		<dc:creator><![CDATA[José Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Apr 2008 23:39:04 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O que é que entende por “sacrifícios humanos consentidos”? Ou homicídios consentidos? Se eu (imagine-se) por motivos religiosos me oferecer para ser queimado por um sacerdote num ritual, há razão para mo impedirem? Ou se eu quiser ser comido por alguém? Isso deve ser tolerado numa sociedade livre? Se não, porquê? - Filipe Abrantes

Não há razão para o proibírem e tanto não há que o suicídio não é crime (já foi). 

Defendo uma posição semelhante à do autor do post. No direito distinguem-se direitos subjectivos, de que seriam exemplo direitos de personalidade como a vida, a liberdade ou a integridade física, e os bens jurídicos que também podem incluir os mesmos direitos, mas já noutra perspectiva. A distinção é importante: refere-se tais bens como &quot;direitos subjectivos&quot; quando se pretende salientar a sua pertença a um indivíduo; menciona-se tais direitos como &quot;bens&quot; quando se quer salientar a sua importância cultural, transcendente em relação à sua dimensão meramente individual. Pergunta-se, pois, se uma sociedade liberal pode prescindir desta segunda perspectiva, limitando-se a defender a vida ou a integridade física ou mesmo a liberdade quando haja consentimento da vítima. A resposta do Rui A. parece ser &quot;não&quot; e o bom senso, mais do que qualquer teoria, leva-me a perfilhar a mesma tese. É o que justifica, aliás, que o direito penal seja um direito público. Os crimes não atentam apenas contra bens individuais, mas contra a própria comunidade. Se assim não fosse dificilmente se justificaria por uma lógica de compensação da vítima que pudessem ser aplicadas sanções de natureza pública como a pena de prisão. Desse ponto de vista, há que ter um pouco de cuidado com defesas meramente teóricas de proposições abstractas: delas se retira contrafactuais que evidenciam algum erro na defesa de teses, que dentro de uma teoria política, aparentemente passam inquestionadas.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O que é que entende por “sacrifícios humanos consentidos”? Ou homicídios consentidos? Se eu (imagine-se) por motivos religiosos me oferecer para ser queimado por um sacerdote num ritual, há razão para mo impedirem? Ou se eu quiser ser comido por alguém? Isso deve ser tolerado numa sociedade livre? Se não, porquê? &#8211; Filipe Abrantes</p>
<p>Não há razão para o proibírem e tanto não há que o suicídio não é crime (já foi). </p>
<p>Defendo uma posição semelhante à do autor do post. No direito distinguem-se direitos subjectivos, de que seriam exemplo direitos de personalidade como a vida, a liberdade ou a integridade física, e os bens jurídicos que também podem incluir os mesmos direitos, mas já noutra perspectiva. A distinção é importante: refere-se tais bens como &#8220;direitos subjectivos&#8221; quando se pretende salientar a sua pertença a um indivíduo; menciona-se tais direitos como &#8220;bens&#8221; quando se quer salientar a sua importância cultural, transcendente em relação à sua dimensão meramente individual. Pergunta-se, pois, se uma sociedade liberal pode prescindir desta segunda perspectiva, limitando-se a defender a vida ou a integridade física ou mesmo a liberdade quando haja consentimento da vítima. A resposta do Rui A. parece ser &#8220;não&#8221; e o bom senso, mais do que qualquer teoria, leva-me a perfilhar a mesma tese. É o que justifica, aliás, que o direito penal seja um direito público. Os crimes não atentam apenas contra bens individuais, mas contra a própria comunidade. Se assim não fosse dificilmente se justificaria por uma lógica de compensação da vítima que pudessem ser aplicadas sanções de natureza pública como a pena de prisão. Desse ponto de vista, há que ter um pouco de cuidado com defesas meramente teóricas de proposições abstractas: delas se retira contrafactuais que evidenciam algum erro na defesa de teses, que dentro de uma teoria política, aparentemente passam inquestionadas.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: CN</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2008/04/29/do-sacrificio-das-virgens/#comment-26914</link>
		<dc:creator><![CDATA[CN]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Apr 2008 22:56:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://oinsurgente.wordpress.com/?p=11180#comment-26914</guid>
		<description><![CDATA[&quot;o facto de haver governos que desrespeitem a propriedade, a vida e a liberdade ponha em causa a identidade, a pertinência e a natureza intrinsecamente humana desses valores. &quot;

Confesso que estranho sempre tanto cuidado nas palavras.

Na verdade é o facto de ser inerento ao Estado a capacidade de violar os direitos naturais de forma impune e unilateral que conduz ao cepticismo liberal contra a sua acção, mesmo que justificada com a melhor das intenções e mesmo que (aparentemente) legitimada por uma grnade maioria.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;o facto de haver governos que desrespeitem a propriedade, a vida e a liberdade ponha em causa a identidade, a pertinência e a natureza intrinsecamente humana desses valores. &#8221;</p>
<p>Confesso que estranho sempre tanto cuidado nas palavras.</p>
<p>Na verdade é o facto de ser inerento ao Estado a capacidade de violar os direitos naturais de forma impune e unilateral que conduz ao cepticismo liberal contra a sua acção, mesmo que justificada com a melhor das intenções e mesmo que (aparentemente) legitimada por uma grnade maioria.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Filipe Abrantes</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2008/04/29/do-sacrificio-das-virgens/#comment-26906</link>
		<dc:creator><![CDATA[Filipe Abrantes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Apr 2008 21:50:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://oinsurgente.wordpress.com/?p=11180#comment-26906</guid>
		<description><![CDATA[«Numa sociedade liberal, não haverá, por isso, lugar a «sacrifícios humanos» consentidos, ou a «sacrifícios» rituais das «mais belas filhas» de pais apaziguadores das divindades, mesmo que as ditas não se importem muito com o sacrifício.»

O que é que entende por &quot;sacrifícios humanos consentidos&quot;? Ou homicídios consentidos? Se eu (imagine-se) por motivos religiosos me oferecer para ser queimado por um sacerdote num ritual, há razão para mo impedirem? Ou se eu quiser ser comido por alguém? Isso deve ser tolerado numa sociedade livre? Se não, porquê? 

Podia esclarecer? Obrigado.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>«Numa sociedade liberal, não haverá, por isso, lugar a «sacrifícios humanos» consentidos, ou a «sacrifícios» rituais das «mais belas filhas» de pais apaziguadores das divindades, mesmo que as ditas não se importem muito com o sacrifício.»</p>
<p>O que é que entende por &#8220;sacrifícios humanos consentidos&#8221;? Ou homicídios consentidos? Se eu (imagine-se) por motivos religiosos me oferecer para ser queimado por um sacerdote num ritual, há razão para mo impedirem? Ou se eu quiser ser comido por alguém? Isso deve ser tolerado numa sociedade livre? Se não, porquê? </p>
<p>Podia esclarecer? Obrigado.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
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