O Insurgente

Abril 26, 2008

Importante

Filed under: Política,Portugal,Teoria — Helder Ferreira @ 20:55

Não me lembro de ler em tão poucas páginas toda uma doutrina e um projecto político coerente, determinado e reflectido. Um documento importante, penso eu de que. Lê-se de um fôlego. E há trechos surpreendentes.

Como se levanta um Estado – Oliveira Salazar, Ed Atomic Books

Já referido neste post n’O Insurgente.

35 Comentários »

  1. “o velho abutre é sábio
    e alisa as suas penas”

    Comentário por balde-de-cal — Abril 26, 2008 @ 22:31

  2. fássista

    Comentário por Cãocio — Abril 26, 2008 @ 23:03

  3. Por favor chamem a atenção para a constante prática de censura no blogue Atlântico.Começa ser insuportável e desacredita a área política em que dizem inscrever-se.

    Comentário por antónio — Abril 27, 2008 @ 00:02

  4. Cada dia, a cada post, a cada tomada de posição, vão mostrando o que está por trás da mascara de liberais. Um ultra-conservadorismo de bases totalitárias.
    Recomendo-te um mês no ‘campo de férias’ do Tarrafal, para analisares de perto a coerência da doutrina.

    Comentário por Rui Costa — Abril 27, 2008 @ 01:32

  5. nos gulags do camarada josef é que era bom, não era rui costa?

    Comentário por Cãocio — Abril 27, 2008 @ 01:44

  6. Hmm… Salazar não foi totalitário, quem quisesse podia ter a mercearia da esquina.

    Comentário por lucklucky — Abril 27, 2008 @ 02:10

  7. Fazia bem muita gente pegar nele. E aprender. Se o conseguissem.

    Comentário por PR — Abril 27, 2008 @ 04:39

  8. Só espero que não diga que essa tal doutrina e projecto sejam liberais, Hélder.

    Comentário por LPedroMachado — Abril 27, 2008 @ 08:32

  9. As pessoas eram vigiadas na sua vida privada e na sua comunidade (cafés; quem ia à missa, quem não ia, etc.) e perseguidas com base em informações aí recolhidas. Isto não é totalitarismo?

    Sempre que defendem Salazar a vossa credibilidade é manchada. Ditadura, ausência de liberdade de expressão e de associação, vigilância estatal dos cidadãos, tortura, ausência de direitos políticos, ausência de estado de direito, tudo isto é totalmente incompatível com uma atitude liberal. Queria que me explicasse que raio de liberalismo ‘sui generis’ é o seu. Aguardo resposta. Obrigado e um abraço.

    Comentário por LPedroMachado — Abril 27, 2008 @ 08:39

  10. ‘nos gulags do camarada josef é que era bom, não era rui costa?’

    Gulags do Estaline…Voçe acha que, para um modelo de sociedade, apenas se pode escolher entre Gulags e Tarrafais? Se se critica uma ditadura se escolhe outra? É assim tao básico o seu conhecimento?

    Comentário por Rui Costa — Abril 27, 2008 @ 12:41

  11. LPMachado:O seu sionismo latente e insidioso,mascarado de liberalismo, é que é exemplo para alguem? Bem te conheço,ó máscara!

    Comentário por antónio — Abril 27, 2008 @ 14:10

  12. A maior parte dos críticos do Estado Novo são-no porque apenas o conhecem a partir de textos dos seus adversários.Análises descomplexadas e justas dese período têm sido sistemáticamente evitadas por uma censura mental dos media e editoras,politicamente correcta,mas “muito democrática”…Uma ou outra obra que apareça noutro sentido é quasi sempre posta cá fora por editoras de ocasião ou consideradas “piratas”,como esta e mesmo assim porque se está num boom salazarista que tem sido negócio para muito fariseu.

    Comentário por s.andrade — Abril 27, 2008 @ 14:31

  13. “Sempre que defendem Salazar a vossa credibilidade é manchada.”

    Caro Pedro Machado

    Eu, como não me considero liberal, estou-me nas tintas para a credibilidade dos liberais, mas em que parte do post é que o Helder faz a apologia de Salazar ?
    Se ele aconselhasse a leitura de Marx, Engels ou Mao seria automaticamente comunista ?

    .

    Comentário por Mentat — Abril 27, 2008 @ 14:45

  14. “As pessoas eram vigiadas na sua vida privada e na sua comunidade (cafés; quem ia à missa, quem não ia, etc.) e perseguidas com base em informações aí recolhidas. Isto não é totalitarismo?”

    Não sei.
    Em 1974 tinha 15 anos e não senti nada disso.
    Não digo que não existisse, só digo que não senti.
    No entanto, já nesse ano e nos anos seguintes senti tudo isso.
    Ainda hoje se sente isso.
    A perseguição e o tolher de opurtunidades a quem não é de boas familias ou que não tem o cartão partidário da cor certa é um afacto da vida presente.
    “Isto não é totalitarismo?”
    Responda se for capaz ?
    .

    Comentário por Mentat — Abril 27, 2008 @ 14:52

  15. “As pessoas eram vigiadas na sua vida privada e na sua comunidade (cafés; quem ia à missa, quem não ia, etc.) e perseguidas com base em informações aí recolhidas. Isto não é totalitarismo?”

    Isso não era verdade, totalitarismo é tudo na vida de uma pessoa estar dependente do Estado. É ter um Muro para impedir as pessoas de saírem, é ter passaporte para deslocações internas, é ter que pedir licença com amen do comissário político para ter uma simples máquina de cópias, é ter aprovação do partido no poder do nível de culpa burguês da família( como as leis arianas…) para entrar ou não na universidade, é a economia e assim toda a produção de riqueza estar nas mãos do Estado e as pessoas estarem totalmente dependentes do poder, no Portugal de Salazar isso não acontecia, era um regime autoritário mas que tinha mais liberdades que um totalitário.

    Está aqui mais um sionista antónio…

    Comentário por lucklucky — Abril 27, 2008 @ 15:31

  16. o smile acima é um fechar parentisis, não era suposto lá estar.

    Comentário por lucklucky — Abril 27, 2008 @ 15:33

  17. Pelo que li no seu blogue,o paradigma de LPMachado é o Júdice,esse inefável liberal e cavalheiro de indústria,que defendeu ideias à direita do Estado Novo,escreveu um livro laudatório da doutrina e princípios de José António Primo de Rivera,participou em organisações declaradamente fascistas e depois,antes de fazer o jogo ,sempre com proveito,do actual governo socialista, foi do Partido do Progresso,do MDLP,do PSD da Nova Esperança,enfim,tudo em direcção ao que está a dar e ao êxito.Compreendo o seu “liberalismo” sr.Machado.

    Comentário por s.andrade — Abril 27, 2008 @ 15:34

  18. Há três temas que são garantidos: homosexualidade, religião e Salazar :-)

    LPMachado : claro que não.

    Rui Costa: onde está o elogio a Salazar? Deixe-me contar-lhe outra (verdadeira): Acabei de ler o Cadernos da Prisão de Antonio Gramsci. É imprescindível para perceber mundo hoje.
    Assim já pode ser?

    Não, o salazarismo não era totalitário.

    Comentário por Helder — Abril 27, 2008 @ 18:24

  19. Estes senhores sabem muito bem porque é têm o desplante de, em pleno tempo de aroma de cravos vermelhos, vir com o o livro do fascista que agrilhoou o país durante 40 anos. Este livro foi feito para ser divulgado nos sites e blogues fascistas da net com instruções codificadas (ou subliminares) para a extrema-direita assumir de novo o poder.
    Mas atenção! Nós (os guardiães de Abril e da democracia e da igualdade) estamos de vigia!
    En garde, revanchistas!

    Comentário por Cavaleiro Vermelho — Abril 27, 2008 @ 19:00

  20. Cavaleiro ou cavalo? Voltámos aos tempos em que os animais falavam?

    Comentário por s.andrade — Abril 27, 2008 @ 20:11

  21. Ao cuidado do LPedroMachado no comentario #9:

    O Mentat teve a amabilidade de responder no comentário #13, é exactamente assim. Não vejo no post qualquer elogio a Salazar. Digo-lhe no entanto que para perceber Salazar e o Estado Novo este livro é um documento importante. E garanto-lhe que há trechos que, para quem está habituado às cartilhas anti-fascista ou neo-fascista, são surpreendentes. Aconselho. Também aconselho o Gramsci e o “Cadernos da Prisão”, porque ajuda de facto a perceber muita coisa, da educação, às políticas da cultura, aos movimentos ecologistas, etc. Muito bom.

    Comentário por Helder — Abril 27, 2008 @ 20:29

  22. En garde, benfiquistas. O fascismo vencerá, salazar é grande, cadeiras ao tarrafal

    Alguem quer me aviar me a pandeireta?

    Comentário por home de titanio — Abril 27, 2008 @ 21:14

  23. Correcção:

    “me aviar a pandeireta?”

    As minhas desculpas, sou o home de titanio e nao um home de letras

    Comentário por home de titanio — Abril 27, 2008 @ 21:22

  24. “Gulags do Estaline…Voçe acha que, para um modelo de sociedade, apenas se pode escolher entre Gulags e Tarrafais? Se se critica uma ditadura se escolhe outra? É assim tao básico o seu conhecimento?”

    foi você que reduziu o regime de Salazar ao Tarrafal….

    Comentário por Cãocio — Abril 27, 2008 @ 23:18

  25. “E garanto-lhe que há trechos que, para quem está habituado às cartilhas anti-fascista ou neo-fascista, são surpreendentes.”

    As cartilhas anti-fásssistas é que são o problema. São de tal forma dominantes que impedem muito boa gente de ter um mínimo de distância crítica…

    Comentário por André Azevedo Alves — Abril 27, 2008 @ 23:40

  26. “Também aconselho o Gramsci e o “Cadernos da Prisão”, porque ajuda de facto a perceber muita coisa, da educação, às políticas da cultura, aos movimentos ecologistas, etc.”

    Devia ser leitura obrigatória, especialmente (mas não só) para os direitinhas curvos…

    Comentário por André Azevedo Alves — Abril 27, 2008 @ 23:41

  27. Curioso,o sr.LPMachado “evaporou-se”.Terá mesmo passado ao estado gasoso?

    Comentário por s.andrade — Abril 28, 2008 @ 03:32

  28. Não me pareceu que o Hélder tivesse apenas recomendado a leitura do livro. Ele escreveu que Salazar tinha “uma doutrina e um projecto político coerente, determinado e reflectido”. Dizer isto sem relativizar pode ser encarado como uma apologia do ditador. Acho que é a interpretação normal a fazer. Duvido que ele alguma vez escrevesse as mesmas palavras a propósito de Marx. Se o fizesse, faria a mesma crítica que fiz aqui. Liberalismo e comunismo também são incompatíveis.

    .

    Costumo guardar a palavra “totalitarismo” para regimes bem mais opressivos que o de Salazar, como o comunista e o nazi. Mas a vigilância secreta de todos os cidadãos (que ninguém nega, mesmo os que não a sentiram na pele) pode ser considerada totalitarismo, algo que nunca tinha acontecido na nossa história, democrática ou não. Mas esse nem é o meu ponto. O meu ponto é que uma apologia de Salazar é incompatível com o liberalismo. Não pretendo ser um exemplo para ninguém, muito menos que o seja o “meu liberalismo”, como escreveram de mim ali em cima. Não divido o mundo em bons e maus. Sou demasiado céptico para isso. Aliás, antes de liberal, sou um céptico.

    .

    Também não sei como conseguem concluir que considero Júdice um modelo apenas porque concordei com o geral do que ele escreveu a propósito dos directas no PSD. Uma pessoa que faz uma leitura destas ou não sabe ler, ou está de má-fé. Por acaso, posso dizer que Júdice me desiludiu quando escreveu contra um referendo ao tratado europeu. Mais isso não interessa agora para aqui.

    .

    Ah, e o meu “sionismo” não está disfarçado de liberalismo porque não justifico o primeiro com o segundo. Mas isso também é fugir ao assunto.

    .

    Também sou crítico da forma como o clientelismo partidário e o nome da família dominam o país. Mas isso não me impede de afirmar que não faz sentido ser liberal e salazarista em simultâneo. E foi apenas isto que eu disse em primeiro lugar.

    Comentário por LPedroMachado — Abril 28, 2008 @ 03:50

  29. “Duvido que ele alguma vez escrevesse as mesmas palavras a propósito de Marx. ”

    Já escrevi parecido a propósito do Gramsci antes. E é verdade que Salazar tinha “uma doutrina e um projecto político coerente, determinado e reflectido” sem relativizar. LPedro Machado, nunca gostei de Cunhal mas nem por isso lhe negaria a mesma característica. Coerência, determinação e reflexão ( no sentido em que tudo tinha um propósito, nada era por acaso).
    De Marx já não acho o mesmo, muito daquilo é palha e aldrabice para enganar incautos, embora ainda hoje haja quem o leve a sério. Um aldrabão, portanto.

    Comentário por Helder — Abril 28, 2008 @ 11:11

  30. Enfim,vê-se que o anti-salazarismo,tal como o anti-fascismo primários e preconceituososcontinuam a ser a principal forma de afirmação “política” de muito “boa gente”.

    Comentário por s.andrade — Abril 28, 2008 @ 16:13

  31. Então se é assim, pode ser, Hélder. Mas olhe que mesmo que o Marx tenha sido autor duma das mais perniciosas ideologias da história, é consensual que se trata dum homem inteligente. A história provou que o marxismo estava errado e que era maligno, mas julgo que incoerência não é o problema.

    Enfim, o que eu queria dizer era que isso parecia uma apologia. E que essas características não fazem duma ideologia uma coisa boa, tal como acontece com o marxismo. Mas se diz que não é uma apologia, então tudo bem.

    Caro Andrade, gostava de saber quais são os meus preconceitos e porque acha que o meu anti-salazarismo é primário. Já agora, o senhor é salazarista, não é? Vai-me dizer também que se considera liberal?

    Comentário por LPedroMachado — Abril 28, 2008 @ 18:56

  32. Mas olhe que mesmo que o Marx tenha sido autor duma das mais perniciosas ideologias da história, é consensual que se trata dum homem inteligente. A história provou que o marxismo estava errado e que era maligno, mas julgo que incoerência não é o problema.

    Dificilmente se pode considerar coerente uma doutrina, supostamente científica, que necessita para ser viável de uma “estrutura de produção” herdada ou roubada de outro sistema económico, diametralmente oposto, que ela pretende substituir. Chamaria a isso um “sistema parasita”…

    Comentário por Migas — Abril 28, 2008 @ 19:38

  33. Sr.LPMachado:aposto que a sua condição de “liberal” não vai ao ponto de proclamar a sua repugnância(se o fez diga onde)perante casos como o de Guantánamo e muitos outros crimes contra a liberdade e os direitos humanos em que os “serviços” do “liberal” e espero que seu ídolo presidente Bush são peritos,com a cumplicidade impune de vãrios estados civilizados, igualmente muito democráticos e liberais.Seguramente não duvida de que o historial de uma polícia política de um estado autoritário como era o Estado Novo fica ridiculamente muito aquem(qualitativa e quantitativamente)do cadastro de um estado democrático e que se pretende árbitro,guia e mentor da Humanidade,especialista,ainda,na implantação de “democracias” avulsas por todo o orbe,como se sabe. Já agora e sobre a famigerada Pide,aconselho-o,para não continuar a caír no ridículo,a não “vender” essa de que a dita polícia andava à cata,para informar,de quem ia e não ia à missa!Faltava essa para acrescentar à lenda negra que o PC teceu.Mas o Cunhal,que não era parvo,não caía em tal.

    Comentário por s.andrade — Abril 28, 2008 @ 21:34

  34. s.andrade,

    A prática de tortura e prisões sem julgamento é algo que eu condeno na política americana. Não sei porque é que diz que o presidente americano é o meu ídolo. Mas olhe que na América o presidente é eleito e com mandatos limitados, ao contrário do seu “ídolo” – para usar o seu método de argumentação – Salazar. Você está a tentar usar a técnica do homem de palha. Mas é você que perde com essa táctica, não eu. E também não percebo porque é que tenho de andar aqui a falar de Israel ou dos EUA para dizer que Salazar era antiliberal! Eu nem devia estar a responder a estes delírios, mas enfim. Não vou cair no erro novamente, fico-me por aqui.

    A PIDE tinha relatórios sobre todos os cidadãos possíveis. E nas aldeias, não ir à missa era um sinal de ser do contra.

    Comentário por LPedroMachado — Abril 29, 2008 @ 00:49

  35. Sr.LPMachado:uma vez que confessa não ter percebido,o que lamento,não adianta continuar e tambem me fico por aqui.Adeusinho.

    Comentário por s.andrade — Abril 29, 2008 @ 01:54


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