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	<title>Comentários em: The Richard Dawkins Rap</title>
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	<link>http://oinsurgente.org/2008/04/20/the-richard-dawkins-rap/</link>
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		<title>Por: Dawkins, burrão ou desonesto? - O Indivíduo</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2008/04/20/the-richard-dawkins-rap/#comment-53845</link>
		<dc:creator><![CDATA[Dawkins, burrão ou desonesto? - O Indivíduo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Jul 2009 18:25:42 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[[...] Via O Insurgente. [...]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Via O Insurgente. [...]</p>
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		<title>Por: Jorge Albuquerque</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2008/04/20/the-richard-dawkins-rap/#comment-26941</link>
		<dc:creator><![CDATA[Jorge Albuquerque]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 03:48:03 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Gostaria de tecer o comentário expresso em &lt;a href=&quot;http://aspienet.blogspot.com/2008/04/opinio-criacionismo-e-intolerncia.html&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://aspienet.blogspot.com/2008/04/opinio-criacionismo-e-intolerncia.html&lt;/a&gt;, que contexta o video. Recomendo a discussão neste endereço pois este espaço não comporta a quantidade suficiente de caracteres. Encarecidamente,]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gostaria de tecer o comentário expresso em <a href="http://aspienet.blogspot.com/2008/04/opinio-criacionismo-e-intolerncia.html" rel="nofollow">http://aspienet.blogspot.com/2008/04/opinio-criacionismo-e-intolerncia.html</a>, que contexta o video. Recomendo a discussão neste endereço pois este espaço não comporta a quantidade suficiente de caracteres. Encarecidamente,</p>
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		<title>Por: Jorge Albuquerque</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2008/04/20/the-richard-dawkins-rap/#comment-26940</link>
		<dc:creator><![CDATA[Jorge Albuquerque]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 03:45:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://oinsurgente.wordpress.com/?p=10834#comment-26940</guid>
		<description><![CDATA[O vídeo, muito bem produzido por sinal, apresenta a ciência (em particular, a &lt;em&gt;teoria da evolução das espécies de Darwin&lt;/em&gt;) como &lt;em&gt;opressora&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;inflexível a opniões divergentes&lt;/em&gt; (em particular, ao &lt;em&gt;criacionismo defendido por católicos evangélicos&lt;/em&gt;). Nele, a &quot;&lt;em&gt;era da ciência&lt;/em&gt;&quot; e a &quot;&lt;em&gt;era das máquinas&lt;/em&gt;&quot; são vistas como &lt;em&gt;tiranos que deve ser combatidos&lt;/em&gt; pois acarretarão &lt;em&gt;no fim das religiões e da liberdade&lt;/em&gt;. Neste escopo, o autor questiona o &quot;&lt;em&gt;fato&lt;/em&gt;&quot; de que os PhDs devem ser &lt;em&gt;ouvidos cegamente&lt;/em&gt;, e qualquer opnião diversa deve ser &lt;em&gt;excluída&lt;/em&gt;! A grande questão aqui é que o vídeo (além do fato de estar em inglês) é bem feito e tem potencial para gerar &lt;em&gt;desinformação&lt;/em&gt;.

Não é estranho de se imaginar que tal vídeo tenha relação com a opnião expressa por este outro criacionista, que defende o &lt;em&gt;dogma da criação do homem&lt;/em&gt; ao referenciar o pensamento crítico por &quot;&lt;a href=&quot;http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20070413151225AAfJA4s&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;síndrome de lúcifer&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&quot;, com citações bíblicas inclusive.

Neste contexto, &lt;a href=&quot;http://lattes.cnpq.br/6613678460961201%60&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;sou um PhD&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; em engenharia biomédica, logo um dos famigerados &quot;&lt;em&gt;opressores&lt;/em&gt;&quot;. Dentre as minhas atividades, nos últimos 3 semestres chequei a orientar a incrível soma de cerca de 100 monografias de trabalhos de conclusão de curso em nível superior (fora o trabalho, aulas e demais orientados). Algo que me marcou foi que realmente pude passar os fundamentos do &lt;em&gt;método científico&lt;/em&gt; para muitas pessoas (algo que realmente só se constroi &lt;em&gt;ao realizar um trabalho científico&lt;/em&gt;) e percebi claramente a modificação do seu pensamento: fixou-se a importância do &lt;em&gt;questionamento&lt;/em&gt; e da &lt;em&gt;fiabilidade&lt;/em&gt; da informação. &lt;em&gt;Estas pessoas vão levar tais princípios para suas vidas&lt;/em&gt;!

Afinal, dentre outras coisas, um dos fundamentos da ciência é o &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9todo_Socr%C3%A1tico&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;método socrático&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;! Tal príncipio discute a &lt;em&gt;descontrução do pensamento mítico pela ironia&lt;/em&gt;, e a &lt;em&gt;indução da razão pelo questionamento e diálogo&lt;/em&gt; como caminho para a verdade.

Neste contexto, Sócrates discute que deve-se, de forma não ofensiva, mostrar ao interlocutor o absurdo de suas idéias &lt;em&gt;evidenciando as contradições e incoerências lógicas do discurso através do diálogo aberto&lt;/em&gt; (exatamente o &lt;em&gt;oposto&lt;/em&gt; sugerido pelo vídeo, que mostra a ciência como &lt;em&gt;intolerante&lt;/em&gt;). Desta forma, a ironia (&lt;em&gt;i.e. evidenciamento das contradições&lt;/em&gt;) é um instrumento para a construção de idéias livres de presupostos superficiais ou preconceitos.

Na discursão sobre &lt;em&gt;criacionismo&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;teoria da evolução das espécies&lt;/em&gt;, argumenta-se:

&lt;strong&gt;1)&lt;/strong&gt; &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Criacionismo#Argumentos_contra_o_Criacionismo&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;Não existem evidências materiais&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; da criação divina defendida pela teologia judaico-cristã (ou por qualquer &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Cosmogonia#As_v.C3.A1rias_vis.C3.B5es_religiosas&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;outra tradição religiosa&lt;/a&gt;), apenas os &lt;em&gt;escritos antigos&lt;/em&gt;.

&lt;strong&gt;2)&lt;/strong&gt; A &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Evolu%C3%A7%C3%A3o&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;evolução&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; e a &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Abiog%C3%A9nese&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;abiogênese&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; são apoiados em &lt;em&gt;evidências&lt;/em&gt;:

&lt;strong&gt;Bioquímicas&lt;/strong&gt;: o surgimento da vida a partir da matéria inanimada (&lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Abiog%C3%A9nese&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;abiogênese&lt;/a&gt;) expressa na &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Abiog%C3%A9nese#Hip.C3.B3tese_Oparin-Haldane_ou_Hip.C3.B3tese_Heterotr.C3.B3fica&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Hipótese Oparin-Haldane ou Hipótese Heterotrófica&lt;/a&gt; é comprovada pelo experimento de &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Experi%C3%AAncia_de_Urey-Miller&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Urey-Miller&lt;/a&gt; de 1953.&lt;strong&gt;Arqueológicas&lt;/strong&gt;: a evolução das espécies é evidenciada pela existência dos &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%B3ssil&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;fosséis&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, objeto de estudo da &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Paleontologia&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;palenteologia&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; (&lt;em&gt;lembra dos dinossauros em Jurasic Park&lt;/em&gt;?!). Quanto à origem das espécies e do homem em particular, todos os processos de avaliação da idade dos fósseis tanto animais como do próprio homem e de seus precursores mais imediatos apontam &lt;em&gt;números totalmente incompatíveis com os fixados pelos textos religiosos&lt;/em&gt;.&lt;strong&gt;Genéticas&lt;/strong&gt;: a evolução das espécies é evidenciada pela existência da &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Muta%C3%A7%C3%A3o&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;mutação&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; do &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/DNA&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;DNA&lt;/a&gt; e pela &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Sele%C3%A7%C3%A3o_natural&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;seleção natural de genes&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, comprovada pelos estudos de &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Ronald_Fisher&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Ronald Fisher&lt;/a&gt; (que desenvolveu a linguagem matemática e a seleção natural nos termos essenciais dos processos genéticos), &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/J._B._S._Haldane&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;J. B. S. Haldane&lt;/a&gt; (que introduziu o conceito de &quot;custo&quot; da seleção natural), &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Sewall_Wright&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Sewall Wright&lt;/a&gt; (que elucidou a natureza da seleção e da adaptação), &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Theodosius_Dobzhansky&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Theodosius Dobzhansky&lt;/a&gt; (que estabeleceu a idéia de que mutações, ao criarem diversidade genética, supriam o material bruto para a seleção natural), &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/William_Hamilton&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;William Hamilton&lt;/a&gt; (que concebeu a seleção parentada), &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Ernst_Mayr&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Ernst Mayr&lt;/a&gt; (que reconheceu a importância chave do isolamento reprodutivo para a especiação). Tais estudos são verificáveis nos contextos de &lt;em&gt;genética de populações,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;biologia celular, botânica, zoologia, &lt;/em&gt;&lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Sociobiologia&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;sociobiologia&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; e ecologia&lt;/em&gt;.&lt;strong&gt;Computacionais&lt;/strong&gt;: a evolução das espécies é evidenciada pelas soluções &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Algoritmo_evolutivo&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;evolutivas&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, em particular aos &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Algoritmos_Gen%C3%A9ticos&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;algoritmos genéticos&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;. Pessoalmente, acho que nada mais visual neste sentido do que o projeto &lt;a href=&quot;http://www.demo.cs.brandeis.edu/golem/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;golem&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; (&lt;em&gt;excelente para leigos!&lt;/em&gt;).&lt;strong&gt;Antropológicas e sociológicas&lt;/strong&gt;: pelos mecanismos de &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Sele%C3%A7%C3%A3o_artificial&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;seleção artificial&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; em populações para aptidão econômica e social, demonstrando matemáticamente causas genéticas para comportamentos como seleção consangüínea (&lt;em&gt;kin selection&lt;/em&gt;), &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Altru%C3%ADsmo&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;altruísmo&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Especia%C3%A7%C3%A3o&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;especiação&lt;/a&gt; e os &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Meme&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;memes&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;. Esta nova área do conhecimento vêm sendo referida por &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Sociobiologia&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;sociobiologia&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; (&lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Portal:Sociobiologia&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;portal&lt;/a&gt;). Um dos ramos interessantes desta linha de pesquisa é a &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Psicologia_Evolucionista&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;psicologia evolutiva&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;.&lt;strong&gt;Biológicas&lt;/strong&gt;: Sua aplicação pode ser observada em diversos processos, particularmente de forma mais evidente na &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Clad%C3%ADstica&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;cladística&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; e na a &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Biologia_do_Desenvolvimento&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;biologia do desenvolvimento&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; (i.e. estudo do desenvolvimento embrionário).&lt;strong&gt;Matemáticas e econômicas&lt;/strong&gt;: A seleção natural é aplicada nos mecanismos de &lt;em&gt;equilíbrio econômico&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;teoria da escolha racional&lt;/em&gt;), baseados na &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_dos_jogos&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;teoria dos jogos&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;. A teoria dos jogos, fundamentada nos matemáticos e economistas &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/John_von_Neumann&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;John von Neumann&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Oskar_Morgenstern&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Oskar Morgenstern&lt;/a&gt; e que também inclui as contribuições de John Harsanyi, &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Forbes_Nash&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;John Nash&lt;/a&gt;, Howard Raiffa, Thomas C. Schelling e Herbert Simon. Esta formulação também tem aplicações em &lt;em&gt;filosofia&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;ciência política&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;ética&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;jornalismo&lt;/em&gt;.&lt;strong&gt;Cosmológicas e geológicas&lt;/strong&gt;: Embora não relacionadas com a evolução, a &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Cosmologia&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;cosmologia&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, &lt;/em&gt;&lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Astrof%C3%ADsica&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;astrofísica&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; e &lt;/em&gt;&lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Geologia&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;geologia&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; também atestam pela inveracidade científica do mito de criação do universo pela teologia judaico-cristã (na qual se insere a &lt;em&gt;criação divina da vida&lt;/em&gt; e da própria &lt;em&gt;espécie humana&lt;/em&gt;), assumindo seu início pelo &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Big_bang&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;Big Bang&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;.Desta forma, a negação da evolução envolve a recusa em aceitar uma boa parte das &lt;em&gt;ciências naturais&lt;/em&gt;, principalmente as descrições da &lt;em&gt;história do planeta e da vida&lt;/em&gt;.

Dentre as hipotéses &lt;strong&gt;(1)&lt;/strong&gt; e&lt;strong&gt; (2)&lt;/strong&gt; reina uma questão de &lt;em&gt;bom senso&lt;/em&gt; (assim como assumido pela &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Navalha_de_Occam&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;navalha de Ockham&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;)!

A recente discussão do criacionismo por grupos evangélicos é decorrente da &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Estrat%C3%A9gia_da_cunha&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;estratégia da cunha&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;(ao qual se insere o vídeo motivador deste &lt;em&gt;post&lt;/em&gt;), defendendo o criacionismo pelo &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Design_Inteligente&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;design inteligente&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, que consiste de uma pseudo-ciência (classifica-se como pseudo-ciência por não apresentar evidências materiais ou seguir o método científico). Especula-se que este movimento faça parte de uma estratégia política de grupos conservadores norte-americanos (particularmente do sul dos Estados Unidos), obtendo &lt;em&gt;favorecimento eleitoral&lt;/em&gt; ao subsidiar a &lt;em&gt;agenda social conservadora&lt;/em&gt; em uma ampla gama de assuntos defendidos por grupos evangélicos incluindo &lt;em&gt;aborto, eutanásia, sexualidade&lt;/em&gt; e outros movimentos de &lt;em&gt;reforma social&lt;/em&gt;.

Neste ponto, não tanto como &lt;a href=&quot;http://lattes.cnpq.br/6613678460961201&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;pesquisador&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; (acho que o tal título de &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Doctor_of_Science&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;D.Sc.&lt;/a&gt; me concede tal denominação), mas como &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Humanismo_Secular&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;humanista&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; e &lt;em&gt;cidadão consciente&lt;/em&gt; (de visão &lt;em&gt;liberal&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;social-democrática&lt;/em&gt;) me vejo na obrigação de desmistificar e desconstruir a desinformação causada pelos &lt;em&gt;dogmas&lt;/em&gt; criacionistas e do &lt;em&gt;design inteligente&lt;/em&gt;, ainda mais tendo em vista a &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Estrat%C3%A9gia_da_cunha&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;implicação política e social&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; implícita. No Brasil, o problema não é menos sério, conforme o &lt;a href=&quot;http://www.blogger.com/email-post.g?blogID=7223282403168543039&amp;postID=3776386464854862751&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;post anterior&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;.

Neste ponto, me insurjo em convocar as &lt;em&gt;demais pessoas de bom senso, que acreditem na humanidade&lt;/em&gt;, a empregar esforços para conter a intolerância e fundamentalismo religioso sempre que o mesmos:
&lt;em&gt;Ameaçem as liberdades democráticas&lt;/em&gt;: e.g. discriminação ou resarciamento da liberdade de crença contra praticantes de cambomblé por grupos evangélicos pentecostais;&lt;em&gt;Incitem a violência, o preconceito e a intolerância&lt;/em&gt;: e.g. conflito palestino, etc;&lt;em&gt;Impuserem a exploração social/econômica do indivíduo ou a perda de sua qualidade de vida em proveito evidente de terceiros&lt;/em&gt;: e.g. instituições que induzem doações ou cobram dízimos - principalmente de pessoas com um salário ou menos - sem apresentar prestações de contas abertas e públicas (demostrativos de usos e fontes) que mostrem claramente o uso do dinheiro - Igreja Universal, Assembléia de Deus, etc.&lt;em&gt;Travestirem informações como científicas de forma a obter credibilidade: &lt;/em&gt;e.g. &lt;a href=&quot;http://www.projetoockham.org/historia_copo_2.html&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;espiritismo&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, &lt;/em&gt;&lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Design_inteligente&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;design inteligente/criacionismo&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, &lt;/em&gt;&lt;a href=&quot;http://xenu.freewinds.cx/pt/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;cientologia&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, &lt;/em&gt;&lt;a href=&quot;http://www.noergologia.com.br/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;noergologia&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, &lt;/em&gt;&lt;a href=&quot;http://www.projetoockham.org/pseudo_homeo_1.html&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;homeopatia&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, &lt;/em&gt;&lt;a href=&quot;http://www.projetoockham.org/pseudo_astrologia_1.html&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;astrologia&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, &lt;/em&gt;&lt;a href=&quot;http://www.projetoockham.org/pseudo_radioestesia_1.html&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;radioestesia&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;,&lt;/em&gt; e demais &lt;em&gt;pseudociências esotéricas&lt;/em&gt;. Note que este problema assume uma dimensão muito mais preocupante na medida em que tais &quot;áreas do conhecimento&quot; alcançam o &lt;a href=&quot;http://www.blogger.com/email-post.g?blogID=7223282403168543039&amp;postID=3776386464854862751&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;ensino superior formal&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, com o &lt;em&gt;apoio do estado&lt;/em&gt; inclusive. &lt;em&gt;Incidam na separação entre estado e igreja:&lt;/em&gt; e.g. pressão contra pesquisa de células tronco no Brasil. No entanto, cabe discutir que deve-se haver um total respeito pela &lt;em&gt;liberdade de crença e o livre arbítrio&lt;/em&gt; em qualquer situação, cabendo apenas a intervenção e esclarecimento sobre aspectos negativos do fundamentalismo religioso (principalmente nos contextos descritos acima). Desta forma, a conclusão sobre o tema a ser discutida com os criacionistas supracitados deve serguir um &lt;em&gt;formato geral&lt;/em&gt; semelhante a: 
&lt;em&gt;&quot;Você tem todo o direito de ter suas crenças e não pretendo contestá-las! Você pode acreditar em Deus e que o mesmo criou o homem se assim o quiser, mas deve concordar que isto claramente não é uma verdade científica! Sua aceitação destes dogmas baseia-se apenas em sua fé, e não na lógica e nos fatos. As evidências mostram que a evolução das espécies é real e a vida se originou pela abiogênese. É possível crer em Deus e entender a ciência, desde que não se tente misturá-los ou conflitá-los e que não se obrigem terceiros aos dogmas, especialmente terceiros de outras crenças. A crença em Deus é uma verdade pessoal (cada um tem o seu) e a ciência é uma verdade universal (a natureza é a mesma para todos)!&quot;&lt;/em&gt;


Observe-se um ponto fundamental no discurso acima: &lt;em&gt;a sutileza e a não ofensividade&lt;/em&gt;. Deve-se sempre evitar a &lt;em&gt;negação simples&lt;/em&gt; e direta do &lt;em&gt;dogma&lt;/em&gt;, pois o &lt;em&gt;bloqueio emocional&lt;/em&gt; (que normalmente acontece em &lt;em&gt;conflitos diretos&lt;/em&gt;) dificulta, ou mesmo impede, o &lt;em&gt;pensamento crítico&lt;/em&gt;. Desta forma, a apresentação das inevitáveis contradições do &lt;em&gt;dogma&lt;/em&gt; sobre a &lt;em&gt;lógica racional&lt;/em&gt; deve seguir uma linha de &lt;em&gt;discurso sutil, polida e bem construída&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;nunca ofensiva ou destrutiva&lt;/em&gt;).

Note que a questão aqui não é o absurdo das idéais prosposta pelos dogmas dos fundamentalistas religiosos, mas o sequinte exercício: &quot;&lt;em&gt;Como você poderia abordar estes indivídios, de forma delicada, a fim de desconstruir sua desinformação (minimizando seu o estrago) e ainda incutir nessas pessoas o pensamento crítico&lt;/em&gt;?&quot;. Note que o exercício desta dialética é realmente muito difícil!

Finalmente, vale lembrar que a própria &lt;a href=&quot;http://www.comciencia.br/200407/reportagens/15.shtml&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;existência das religiões, e do próprio comportamento social humano, é decorrente de mecanismos genéticos e da seleção natural&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, ou seja, não cabe a ciência a sua destruição, uma vez que é &lt;em&gt;um processo natural em si&lt;/em&gt;, mas o seu &lt;em&gt;esclarecimento&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;conciliação&lt;/em&gt; para fins de evolução do conhecimento e da própria humanidade.


Favor encaminhar a discussão para &lt;a href=&quot;http://aspienet.blogspot.com/&quot;http://aspienet.blogspot.com/&lt;/a&gt;, no qual os comentários são públicos.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O vídeo, muito bem produzido por sinal, apresenta a ciência (em particular, a <em>teoria da evolução das espécies de Darwin</em>) como <em>opressora</em> e <em>inflexível a opniões divergentes</em> (em particular, ao <em>criacionismo defendido por católicos evangélicos</em>). Nele, a &#8220;<em>era da ciência</em>&#8221; e a &#8220;<em>era das máquinas</em>&#8221; são vistas como <em>tiranos que deve ser combatidos</em> pois acarretarão <em>no fim das religiões e da liberdade</em>. Neste escopo, o autor questiona o &#8220;<em>fato</em>&#8221; de que os PhDs devem ser <em>ouvidos cegamente</em>, e qualquer opnião diversa deve ser <em>excluída</em>! A grande questão aqui é que o vídeo (além do fato de estar em inglês) é bem feito e tem potencial para gerar <em>desinformação</em>.</p>
<p>Não é estranho de se imaginar que tal vídeo tenha relação com a opnião expressa por este outro criacionista, que defende o <em>dogma da criação do homem</em> ao referenciar o pensamento crítico por &#8220;<a href="http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20070413151225AAfJA4s" rel="nofollow"><em>síndrome de lúcifer</em></a>&#8220;, com citações bíblicas inclusive.</p>
<p>Neste contexto, <a href="http://lattes.cnpq.br/6613678460961201%60" rel="nofollow"><em>sou um PhD</em></a> em engenharia biomédica, logo um dos famigerados &#8220;<em>opressores</em>&#8220;. Dentre as minhas atividades, nos últimos 3 semestres chequei a orientar a incrível soma de cerca de 100 monografias de trabalhos de conclusão de curso em nível superior (fora o trabalho, aulas e demais orientados). Algo que me marcou foi que realmente pude passar os fundamentos do <em>método científico</em> para muitas pessoas (algo que realmente só se constroi <em>ao realizar um trabalho científico</em>) e percebi claramente a modificação do seu pensamento: fixou-se a importância do <em>questionamento</em> e da <em>fiabilidade</em> da informação. <em>Estas pessoas vão levar tais princípios para suas vidas</em>!</p>
<p>Afinal, dentre outras coisas, um dos fundamentos da ciência é o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9todo_Socr%C3%A1tico" rel="nofollow"><em>método socrático</em></a>! Tal príncipio discute a <em>descontrução do pensamento mítico pela ironia</em>, e a <em>indução da razão pelo questionamento e diálogo</em> como caminho para a verdade.</p>
<p>Neste contexto, Sócrates discute que deve-se, de forma não ofensiva, mostrar ao interlocutor o absurdo de suas idéias <em>evidenciando as contradições e incoerências lógicas do discurso através do diálogo aberto</em> (exatamente o <em>oposto</em> sugerido pelo vídeo, que mostra a ciência como <em>intolerante</em>). Desta forma, a ironia (<em>i.e. evidenciamento das contradições</em>) é um instrumento para a construção de idéias livres de presupostos superficiais ou preconceitos.</p>
<p>Na discursão sobre <em>criacionismo</em> e a <em>teoria da evolução das espécies</em>, argumenta-se:</p>
<p><strong>1)</strong> <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Criacionismo#Argumentos_contra_o_Criacionismo" rel="nofollow"><em>Não existem evidências materiais</em></a> da criação divina defendida pela teologia judaico-cristã (ou por qualquer <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cosmogonia#As_v.C3.A1rias_vis.C3.B5es_religiosas" rel="nofollow">outra tradição religiosa</a>), apenas os <em>escritos antigos</em>.</p>
<p><strong>2)</strong> A <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Evolu%C3%A7%C3%A3o" rel="nofollow"><em>evolução</em></a> e a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Abiog%C3%A9nese" rel="nofollow"><em>abiogênese</em></a> são apoiados em <em>evidências</em>:</p>
<p><strong>Bioquímicas</strong>: o surgimento da vida a partir da matéria inanimada (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Abiog%C3%A9nese" rel="nofollow">abiogênese</a>) expressa na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Abiog%C3%A9nese#Hip.C3.B3tese_Oparin-Haldane_ou_Hip.C3.B3tese_Heterotr.C3.B3fica" rel="nofollow">Hipótese Oparin-Haldane ou Hipótese Heterotrófica</a> é comprovada pelo experimento de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Experi%C3%AAncia_de_Urey-Miller" rel="nofollow">Urey-Miller</a> de 1953.<strong>Arqueológicas</strong>: a evolução das espécies é evidenciada pela existência dos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%B3ssil" rel="nofollow"><em>fosséis</em></a>, objeto de estudo da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paleontologia" rel="nofollow"><em>palenteologia</em></a> (<em>lembra dos dinossauros em Jurasic Park</em>?!). Quanto à origem das espécies e do homem em particular, todos os processos de avaliação da idade dos fósseis tanto animais como do próprio homem e de seus precursores mais imediatos apontam <em>números totalmente incompatíveis com os fixados pelos textos religiosos</em>.<strong>Genéticas</strong>: a evolução das espécies é evidenciada pela existência da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Muta%C3%A7%C3%A3o" rel="nofollow"><em>mutação</em></a> do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/DNA" rel="nofollow">DNA</a> e pela <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sele%C3%A7%C3%A3o_natural" rel="nofollow"><em>seleção natural de genes</em></a>, comprovada pelos estudos de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ronald_Fisher" rel="nofollow">Ronald Fisher</a> (que desenvolveu a linguagem matemática e a seleção natural nos termos essenciais dos processos genéticos), <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/J._B._S._Haldane" rel="nofollow">J. B. S. Haldane</a> (que introduziu o conceito de &#8220;custo&#8221; da seleção natural), <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sewall_Wright" rel="nofollow">Sewall Wright</a> (que elucidou a natureza da seleção e da adaptação), <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Theodosius_Dobzhansky" rel="nofollow">Theodosius Dobzhansky</a> (que estabeleceu a idéia de que mutações, ao criarem diversidade genética, supriam o material bruto para a seleção natural), <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/William_Hamilton" rel="nofollow">William Hamilton</a> (que concebeu a seleção parentada), <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ernst_Mayr" rel="nofollow">Ernst Mayr</a> (que reconheceu a importância chave do isolamento reprodutivo para a especiação). Tais estudos são verificáveis nos contextos de <em>genética de populações,</em> <em>biologia celular, botânica, zoologia, </em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sociobiologia" rel="nofollow"><em>sociobiologia</em></a><em> e ecologia</em>.<strong>Computacionais</strong>: a evolução das espécies é evidenciada pelas soluções <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Algoritmo_evolutivo" rel="nofollow"><em>evolutivas</em></a>, em particular aos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Algoritmos_Gen%C3%A9ticos" rel="nofollow"><em>algoritmos genéticos</em></a>. Pessoalmente, acho que nada mais visual neste sentido do que o projeto <a href="http://www.demo.cs.brandeis.edu/golem/" rel="nofollow"><em>golem</em></a> (<em>excelente para leigos!</em>).<strong>Antropológicas e sociológicas</strong>: pelos mecanismos de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sele%C3%A7%C3%A3o_artificial" rel="nofollow"><em>seleção artificial</em></a> em populações para aptidão econômica e social, demonstrando matemáticamente causas genéticas para comportamentos como seleção consangüínea (<em>kin selection</em>), <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Altru%C3%ADsmo" rel="nofollow">altruísmo</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Especia%C3%A7%C3%A3o" rel="nofollow">especiação</a> e os <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Meme" rel="nofollow"><em>memes</em></a>. Esta nova área do conhecimento vêm sendo referida por <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sociobiologia" rel="nofollow"><em>sociobiologia</em></a> (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Portal:Sociobiologia" rel="nofollow">portal</a>). Um dos ramos interessantes desta linha de pesquisa é a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Psicologia_Evolucionista" rel="nofollow"><em>psicologia evolutiva</em></a>.<strong>Biológicas</strong>: Sua aplicação pode ser observada em diversos processos, particularmente de forma mais evidente na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Clad%C3%ADstica" rel="nofollow"><em>cladística</em></a> e na a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Biologia_do_Desenvolvimento" rel="nofollow"><em>biologia do desenvolvimento</em></a> (i.e. estudo do desenvolvimento embrionário).<strong>Matemáticas e econômicas</strong>: A seleção natural é aplicada nos mecanismos de <em>equilíbrio econômico</em> (<em>teoria da escolha racional</em>), baseados na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_dos_jogos" rel="nofollow"><em>teoria dos jogos</em></a>. A teoria dos jogos, fundamentada nos matemáticos e economistas <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/John_von_Neumann" rel="nofollow">John von Neumann</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Oskar_Morgenstern" rel="nofollow">Oskar Morgenstern</a> e que também inclui as contribuições de John Harsanyi, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Forbes_Nash" rel="nofollow">John Nash</a>, Howard Raiffa, Thomas C. Schelling e Herbert Simon. Esta formulação também tem aplicações em <em>filosofia</em> e <em>ciência política</em>, <em>ética</em> e <em>jornalismo</em>.<strong>Cosmológicas e geológicas</strong>: Embora não relacionadas com a evolução, a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cosmologia" rel="nofollow"><em>cosmologia</em></a><em>, </em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Astrof%C3%ADsica" rel="nofollow"><em>astrofísica</em></a><em> e </em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Geologia" rel="nofollow"><em>geologia</em></a> também atestam pela inveracidade científica do mito de criação do universo pela teologia judaico-cristã (na qual se insere a <em>criação divina da vida</em> e da própria <em>espécie humana</em>), assumindo seu início pelo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Big_bang" rel="nofollow"><em>Big Bang</em></a>.Desta forma, a negação da evolução envolve a recusa em aceitar uma boa parte das <em>ciências naturais</em>, principalmente as descrições da <em>história do planeta e da vida</em>.</p>
<p>Dentre as hipotéses <strong>(1)</strong> e<strong> (2)</strong> reina uma questão de <em>bom senso</em> (assim como assumido pela <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Navalha_de_Occam" rel="nofollow"><em>navalha de Ockham</em></a>)!</p>
<p>A recente discussão do criacionismo por grupos evangélicos é decorrente da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Estrat%C3%A9gia_da_cunha" rel="nofollow"><em>estratégia da cunha</em></a><em> </em>(ao qual se insere o vídeo motivador deste <em>post</em>), defendendo o criacionismo pelo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Design_Inteligente" rel="nofollow"><em>design inteligente</em></a>, que consiste de uma pseudo-ciência (classifica-se como pseudo-ciência por não apresentar evidências materiais ou seguir o método científico). Especula-se que este movimento faça parte de uma estratégia política de grupos conservadores norte-americanos (particularmente do sul dos Estados Unidos), obtendo <em>favorecimento eleitoral</em> ao subsidiar a <em>agenda social conservadora</em> em uma ampla gama de assuntos defendidos por grupos evangélicos incluindo <em>aborto, eutanásia, sexualidade</em> e outros movimentos de <em>reforma social</em>.</p>
<p>Neste ponto, não tanto como <a href="http://lattes.cnpq.br/6613678460961201" rel="nofollow"><em>pesquisador</em></a> (acho que o tal título de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Doctor_of_Science" rel="nofollow">D.Sc.</a> me concede tal denominação), mas como <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Humanismo_Secular" rel="nofollow"><em>humanista</em></a> e <em>cidadão consciente</em> (de visão <em>liberal</em> e <em>social-democrática</em>) me vejo na obrigação de desmistificar e desconstruir a desinformação causada pelos <em>dogmas</em> criacionistas e do <em>design inteligente</em>, ainda mais tendo em vista a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Estrat%C3%A9gia_da_cunha" rel="nofollow"><em>implicação política e social</em></a> implícita. No Brasil, o problema não é menos sério, conforme o <a href="http://www.blogger.com/email-post.g?blogID=7223282403168543039&amp;postID=3776386464854862751" rel="nofollow"><em>post anterior</em></a>.</p>
<p>Neste ponto, me insurjo em convocar as <em>demais pessoas de bom senso, que acreditem na humanidade</em>, a empregar esforços para conter a intolerância e fundamentalismo religioso sempre que o mesmos:<br />
<em>Ameaçem as liberdades democráticas</em>: e.g. discriminação ou resarciamento da liberdade de crença contra praticantes de cambomblé por grupos evangélicos pentecostais;<em>Incitem a violência, o preconceito e a intolerância</em>: e.g. conflito palestino, etc;<em>Impuserem a exploração social/econômica do indivíduo ou a perda de sua qualidade de vida em proveito evidente de terceiros</em>: e.g. instituições que induzem doações ou cobram dízimos &#8211; principalmente de pessoas com um salário ou menos &#8211; sem apresentar prestações de contas abertas e públicas (demostrativos de usos e fontes) que mostrem claramente o uso do dinheiro &#8211; Igreja Universal, Assembléia de Deus, etc.<em>Travestirem informações como científicas de forma a obter credibilidade: </em>e.g. <a href="http://www.projetoockham.org/historia_copo_2.html" rel="nofollow"><em>espiritismo</em></a><em>, </em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Design_inteligente" rel="nofollow"><em>design inteligente/criacionismo</em></a><em>, </em><a href="http://xenu.freewinds.cx/pt/" rel="nofollow"><em>cientologia</em></a><em>, </em><a href="http://www.noergologia.com.br/" rel="nofollow"><em>noergologia</em></a><em>, </em><a href="http://www.projetoockham.org/pseudo_homeo_1.html" rel="nofollow"><em>homeopatia</em></a><em>, </em><a href="http://www.projetoockham.org/pseudo_astrologia_1.html" rel="nofollow"><em>astrologia</em></a><em>, </em><a href="http://www.projetoockham.org/pseudo_radioestesia_1.html" rel="nofollow"><em>radioestesia</em></a><em>,</em> e demais <em>pseudociências esotéricas</em>. Note que este problema assume uma dimensão muito mais preocupante na medida em que tais &#8220;áreas do conhecimento&#8221; alcançam o <a href="http://www.blogger.com/email-post.g?blogID=7223282403168543039&amp;postID=3776386464854862751" rel="nofollow"><em>ensino superior formal</em></a>, com o <em>apoio do estado</em> inclusive. <em>Incidam na separação entre estado e igreja:</em> e.g. pressão contra pesquisa de células tronco no Brasil. No entanto, cabe discutir que deve-se haver um total respeito pela <em>liberdade de crença e o livre arbítrio</em> em qualquer situação, cabendo apenas a intervenção e esclarecimento sobre aspectos negativos do fundamentalismo religioso (principalmente nos contextos descritos acima). Desta forma, a conclusão sobre o tema a ser discutida com os criacionistas supracitados deve serguir um <em>formato geral</em> semelhante a:<br />
<em>&#8220;Você tem todo o direito de ter suas crenças e não pretendo contestá-las! Você pode acreditar em Deus e que o mesmo criou o homem se assim o quiser, mas deve concordar que isto claramente não é uma verdade científica! Sua aceitação destes dogmas baseia-se apenas em sua fé, e não na lógica e nos fatos. As evidências mostram que a evolução das espécies é real e a vida se originou pela abiogênese. É possível crer em Deus e entender a ciência, desde que não se tente misturá-los ou conflitá-los e que não se obrigem terceiros aos dogmas, especialmente terceiros de outras crenças. A crença em Deus é uma verdade pessoal (cada um tem o seu) e a ciência é uma verdade universal (a natureza é a mesma para todos)!&#8221;</em></p>
<p>Observe-se um ponto fundamental no discurso acima: <em>a sutileza e a não ofensividade</em>. Deve-se sempre evitar a <em>negação simples</em> e direta do <em>dogma</em>, pois o <em>bloqueio emocional</em> (que normalmente acontece em <em>conflitos diretos</em>) dificulta, ou mesmo impede, o <em>pensamento crítico</em>. Desta forma, a apresentação das inevitáveis contradições do <em>dogma</em> sobre a <em>lógica racional</em> deve seguir uma linha de <em>discurso sutil, polida e bem construída</em> (<em>nunca ofensiva ou destrutiva</em>).</p>
<p>Note que a questão aqui não é o absurdo das idéais prosposta pelos dogmas dos fundamentalistas religiosos, mas o sequinte exercício: &#8220;<em>Como você poderia abordar estes indivídios, de forma delicada, a fim de desconstruir sua desinformação (minimizando seu o estrago) e ainda incutir nessas pessoas o pensamento crítico</em>?&#8221;. Note que o exercício desta dialética é realmente muito difícil!</p>
<p>Finalmente, vale lembrar que a própria <a href="http://www.comciencia.br/200407/reportagens/15.shtml" rel="nofollow"><em>existência das religiões, e do próprio comportamento social humano, é decorrente de mecanismos genéticos e da seleção natural</em></a>, ou seja, não cabe a ciência a sua destruição, uma vez que é <em>um processo natural em si</em>, mas o seu <em>esclarecimento</em> e <em>conciliação</em> para fins de evolução do conhecimento e da própria humanidade.</p>
<p>Favor encaminhar a discussão para &lt;a href=&#8221;http://aspienet.blogspot.com/&#8221;http://aspienet.blogspot.com/, no qual os comentários são públicos.</p>
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		<title>Por: zé</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2008/04/20/the-richard-dawkins-rap/#comment-26521</link>
		<dc:creator><![CDATA[zé]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Apr 2008 13:20:38 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Depois de ver o video sou levado a dizer que deus existe com toda a certeza.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de ver o video sou levado a dizer que deus existe com toda a certeza.</p>
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