Richard Dawkins – Beware the Believers
Starring:
Richard Dawkins
Daniel Dennett
Sam Harris
Christopher Hitchens
The Lyrics
My name is D to the I to C to the K, Yeah I’m the Dickie D,
I gots my PhD and comin’ your way on the Youtube to bust your world view so just listen to me and don’t you argue.You see, this battle’s been ragin’ since Zeus was on the bottle,’tween Science like Democritus and Faith like Aristotle,
who said the mover was unmovin’ like some magic trick but
that’s no good logic, my posse is far too quick for this
religious sthick.Cos science is the only way to know y’all, you stand with me y’all, or you can fall y’all
So go ahead and take your pick…
ES: Yeah you tell him Rick …
Darwin : Cos if you don’t know me …RD: YOU DON’T KNOW DICK!!
Chorus : Yeah he’s the Dick to the Dawk to the PhD,
he’s smarter than you he’s got a science degree!
Yeah he’s the Dick to the Dawk to the PhD,
he’s smarter than you he’s got a science degree!SH:On the shoulders of midgets we built up this machine,
DD:YEAH!!!RD: Science silenced that watchdog wingnut Paley
growing stronger and harder almost daily, storming Wilber by force as we framed the discourse that faith and science are split in schismatic divorce.Then Darwin took to the seas to see what no one had seen, and ever since then we’ve been increasingly keen, they may never adore us, but they’ll no longer ignore us,
give it to ‘em PZ hit these BLEEP with the chorus!!!
Chorus : Yeah he’s the Dick to the Dawk to the PhD,
he’s smarter than you he’s got a science degree!
The Dick to the Dawk to the PhD,
he’s still smarter than you he studied biology!Then there was Darrow dukin’ it out with the straight and the narrow,
a ragin’ bull in the ring, he did his thing, and took it on the chin like he was Bobby De Niro.We might have lost at Scopes, beaten down by the dopes, and the stooges of popes, but in losin’ we coped, becomin’ more than we hoped, creationists slipped on the soap of their own slippery slope.
What was impossible, improbable, is now wholly unstoppable untoppleable, the Dick Doc’ll roll up as you creationists foldup
you haters talkin’ bull,
don’t you know that this Dick is un-cock-frickin’ blockable …Chorus : Yeah he’s the Dick to the Dawk to the PhD,
he’s smarter than you he’s got a science degree!
The Dick to the Dawk to the PhD,
he’s still smarter than you he studied biology!Now the machine of our making, sees culture ripe for the taking,
Cos I’m the rappinest, rabidest atheist who unlike the Catholic, Muslim or even the Jew, believes that no God but science could ever be true, hell if I was dyslexic I’d even hate “dog” too.
Time to open your eyes, get yourself wise, the age of science will rise to be religion’s demise,
and while you churchies all cry, shouting ‘why God oh why,’ I’ll still be poppin’ my collar earning more dollars than Allah.
Hollah!
Chorus : Yeah he’s the Dick to the Dawk to the PhD,
he’s smarter than you he’s got a science degree!
The Dick to the Dawk to the PhD,
he’s still smarter than you he studied biology!Chorus : Yeah he’s the Dick to the Dawk to the PhD,
he’s smarter than you he’s got a science degree!
The Dick to the Dawk to the PhD,
he’s still smarter than you he studied biology!
(via João Noronha)
Depois de ver o video sou levado a dizer que deus existe com toda a certeza.
Comentário por zé — Abril 20, 2008 @ 14:20
O vídeo, muito bem produzido por sinal, apresenta a ciência (em particular, a teoria da evolução das espécies de Darwin) como opressora e inflexível a opniões divergentes (em particular, ao criacionismo defendido por católicos evangélicos). Nele, a “era da ciência” e a “era das máquinas” são vistas como tiranos que deve ser combatidos pois acarretarão no fim das religiões e da liberdade. Neste escopo, o autor questiona o “fato” de que os PhDs devem ser ouvidos cegamente, e qualquer opnião diversa deve ser excluída! A grande questão aqui é que o vídeo (além do fato de estar em inglês) é bem feito e tem potencial para gerar desinformação.
Não é estranho de se imaginar que tal vídeo tenha relação com a opnião expressa por este outro criacionista, que defende o dogma da criação do homem ao referenciar o pensamento crítico por “síndrome de lúcifer“, com citações bíblicas inclusive.
Neste contexto, sou um PhD em engenharia biomédica, logo um dos famigerados “opressores“. Dentre as minhas atividades, nos últimos 3 semestres chequei a orientar a incrível soma de cerca de 100 monografias de trabalhos de conclusão de curso em nível superior (fora o trabalho, aulas e demais orientados). Algo que me marcou foi que realmente pude passar os fundamentos do método científico para muitas pessoas (algo que realmente só se constroi ao realizar um trabalho científico) e percebi claramente a modificação do seu pensamento: fixou-se a importância do questionamento e da fiabilidade da informação. Estas pessoas vão levar tais princípios para suas vidas!
Afinal, dentre outras coisas, um dos fundamentos da ciência é o método socrático! Tal príncipio discute a descontrução do pensamento mítico pela ironia, e a indução da razão pelo questionamento e diálogo como caminho para a verdade.
Neste contexto, Sócrates discute que deve-se, de forma não ofensiva, mostrar ao interlocutor o absurdo de suas idéias evidenciando as contradições e incoerências lógicas do discurso através do diálogo aberto (exatamente o oposto sugerido pelo vídeo, que mostra a ciência como intolerante). Desta forma, a ironia (i.e. evidenciamento das contradições) é um instrumento para a construção de idéias livres de presupostos superficiais ou preconceitos.
Na discursão sobre criacionismo e a teoria da evolução das espécies, argumenta-se:
1) Não existem evidências materiais da criação divina defendida pela teologia judaico-cristã (ou por qualquer outra tradição religiosa), apenas os escritos antigos.
2) A evolução e a abiogênese são apoiados em evidências:
Bioquímicas: o surgimento da vida a partir da matéria inanimada (abiogênese) expressa na Hipótese Oparin-Haldane ou Hipótese Heterotrófica é comprovada pelo experimento de Urey-Miller de 1953.Arqueológicas: a evolução das espécies é evidenciada pela existência dos fosséis, objeto de estudo da palenteologia (lembra dos dinossauros em Jurasic Park?!). Quanto à origem das espécies e do homem em particular, todos os processos de avaliação da idade dos fósseis tanto animais como do próprio homem e de seus precursores mais imediatos apontam números totalmente incompatíveis com os fixados pelos textos religiosos.Genéticas: a evolução das espécies é evidenciada pela existência da mutação do DNA e pela seleção natural de genes, comprovada pelos estudos de Ronald Fisher (que desenvolveu a linguagem matemática e a seleção natural nos termos essenciais dos processos genéticos), J. B. S. Haldane (que introduziu o conceito de “custo” da seleção natural), Sewall Wright (que elucidou a natureza da seleção e da adaptação), Theodosius Dobzhansky (que estabeleceu a idéia de que mutações, ao criarem diversidade genética, supriam o material bruto para a seleção natural), William Hamilton (que concebeu a seleção parentada), Ernst Mayr (que reconheceu a importância chave do isolamento reprodutivo para a especiação). Tais estudos são verificáveis nos contextos de genética de populações, biologia celular, botânica, zoologia, sociobiologia e ecologia.Computacionais: a evolução das espécies é evidenciada pelas soluções evolutivas, em particular aos algoritmos genéticos. Pessoalmente, acho que nada mais visual neste sentido do que o projeto golem (excelente para leigos!).Antropológicas e sociológicas: pelos mecanismos de seleção artificial em populações para aptidão econômica e social, demonstrando matemáticamente causas genéticas para comportamentos como seleção consangüínea (kin selection), altruísmo, especiação e os memes. Esta nova área do conhecimento vêm sendo referida por sociobiologia (portal). Um dos ramos interessantes desta linha de pesquisa é a psicologia evolutiva.Biológicas: Sua aplicação pode ser observada em diversos processos, particularmente de forma mais evidente na cladística e na a biologia do desenvolvimento (i.e. estudo do desenvolvimento embrionário).Matemáticas e econômicas: A seleção natural é aplicada nos mecanismos de equilíbrio econômico (teoria da escolha racional), baseados na teoria dos jogos. A teoria dos jogos, fundamentada nos matemáticos e economistas John von Neumann e Oskar Morgenstern e que também inclui as contribuições de John Harsanyi, John Nash, Howard Raiffa, Thomas C. Schelling e Herbert Simon. Esta formulação também tem aplicações em filosofia e ciência política, ética e jornalismo.Cosmológicas e geológicas: Embora não relacionadas com a evolução, a cosmologia, astrofísica e geologia também atestam pela inveracidade científica do mito de criação do universo pela teologia judaico-cristã (na qual se insere a criação divina da vida e da própria espécie humana), assumindo seu início pelo Big Bang.Desta forma, a negação da evolução envolve a recusa em aceitar uma boa parte das ciências naturais, principalmente as descrições da história do planeta e da vida.
Dentre as hipotéses (1) e (2) reina uma questão de bom senso (assim como assumido pela navalha de Ockham)!
A recente discussão do criacionismo por grupos evangélicos é decorrente da estratégia da cunha (ao qual se insere o vídeo motivador deste post), defendendo o criacionismo pelo design inteligente, que consiste de uma pseudo-ciência (classifica-se como pseudo-ciência por não apresentar evidências materiais ou seguir o método científico). Especula-se que este movimento faça parte de uma estratégia política de grupos conservadores norte-americanos (particularmente do sul dos Estados Unidos), obtendo favorecimento eleitoral ao subsidiar a agenda social conservadora em uma ampla gama de assuntos defendidos por grupos evangélicos incluindo aborto, eutanásia, sexualidade e outros movimentos de reforma social.
Neste ponto, não tanto como pesquisador (acho que o tal título de D.Sc. me concede tal denominação), mas como humanista e cidadão consciente (de visão liberal e social-democrática) me vejo na obrigação de desmistificar e desconstruir a desinformação causada pelos dogmas criacionistas e do design inteligente, ainda mais tendo em vista a implicação política e social implícita. No Brasil, o problema não é menos sério, conforme o post anterior.
Neste ponto, me insurjo em convocar as demais pessoas de bom senso, que acreditem na humanidade, a empregar esforços para conter a intolerância e fundamentalismo religioso sempre que o mesmos:
Ameaçem as liberdades democráticas: e.g. discriminação ou resarciamento da liberdade de crença contra praticantes de cambomblé por grupos evangélicos pentecostais;Incitem a violência, o preconceito e a intolerância: e.g. conflito palestino, etc;Impuserem a exploração social/econômica do indivíduo ou a perda de sua qualidade de vida em proveito evidente de terceiros: e.g. instituições que induzem doações ou cobram dízimos – principalmente de pessoas com um salário ou menos – sem apresentar prestações de contas abertas e públicas (demostrativos de usos e fontes) que mostrem claramente o uso do dinheiro – Igreja Universal, Assembléia de Deus, etc.Travestirem informações como científicas de forma a obter credibilidade: e.g. espiritismo, design inteligente/criacionismo, cientologia, noergologia, homeopatia, astrologia, radioestesia, e demais pseudociências esotéricas. Note que este problema assume uma dimensão muito mais preocupante na medida em que tais “áreas do conhecimento” alcançam o ensino superior formal, com o apoio do estado inclusive. Incidam na separação entre estado e igreja: e.g. pressão contra pesquisa de células tronco no Brasil. No entanto, cabe discutir que deve-se haver um total respeito pela liberdade de crença e o livre arbítrio em qualquer situação, cabendo apenas a intervenção e esclarecimento sobre aspectos negativos do fundamentalismo religioso (principalmente nos contextos descritos acima). Desta forma, a conclusão sobre o tema a ser discutida com os criacionistas supracitados deve serguir um formato geral semelhante a:
“Você tem todo o direito de ter suas crenças e não pretendo contestá-las! Você pode acreditar em Deus e que o mesmo criou o homem se assim o quiser, mas deve concordar que isto claramente não é uma verdade científica! Sua aceitação destes dogmas baseia-se apenas em sua fé, e não na lógica e nos fatos. As evidências mostram que a evolução das espécies é real e a vida se originou pela abiogênese. É possível crer em Deus e entender a ciência, desde que não se tente misturá-los ou conflitá-los e que não se obrigem terceiros aos dogmas, especialmente terceiros de outras crenças. A crença em Deus é uma verdade pessoal (cada um tem o seu) e a ciência é uma verdade universal (a natureza é a mesma para todos)!”
Observe-se um ponto fundamental no discurso acima: a sutileza e a não ofensividade. Deve-se sempre evitar a negação simples e direta do dogma, pois o bloqueio emocional (que normalmente acontece em conflitos diretos) dificulta, ou mesmo impede, o pensamento crítico. Desta forma, a apresentação das inevitáveis contradições do dogma sobre a lógica racional deve seguir uma linha de discurso sutil, polida e bem construída (nunca ofensiva ou destrutiva).
Note que a questão aqui não é o absurdo das idéais prosposta pelos dogmas dos fundamentalistas religiosos, mas o sequinte exercício: “Como você poderia abordar estes indivídios, de forma delicada, a fim de desconstruir sua desinformação (minimizando seu o estrago) e ainda incutir nessas pessoas o pensamento crítico?”. Note que o exercício desta dialética é realmente muito difícil!
Finalmente, vale lembrar que a própria existência das religiões, e do próprio comportamento social humano, é decorrente de mecanismos genéticos e da seleção natural, ou seja, não cabe a ciência a sua destruição, uma vez que é um processo natural em si, mas o seu esclarecimento e conciliação para fins de evolução do conhecimento e da própria humanidade.
Favor encaminhar a discussão para <a href=”http://aspienet.blogspot.com/”http://aspienet.blogspot.com/, no qual os comentários são públicos.
Comentário por Jorge Albuquerque — Abril 30, 2008 @ 04:45
Gostaria de tecer o comentário expresso em http://aspienet.blogspot.com/2008/04/opinio-criacionismo-e-intolerncia.html, que contexta o video. Recomendo a discussão neste endereço pois este espaço não comporta a quantidade suficiente de caracteres. Encarecidamente,
Comentário por Jorge Albuquerque — Abril 30, 2008 @ 04:48